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Q4229202 Pedagogia
As Tecnologias da Informação e da Comunicação transformaram as formas de interação, aprendizagem e produção de conhecimentos, tornando-se parte integrante do processo educativo. Nesse contexto, a escola não pode ignorar as tecnologias digitais, sob o risco de oferecer uma formação fragmentada e distanciada das práticas sociais contemporâneas.
Entre os gêneros da esfera digital, destaca-se o blog, que apresenta potencial pedagógico para o ensino de Língua Portuguesa. Por permitir a integração de diferentes linguagens, como textos, imagens, vídeos e músicas, esse gênero favorece abordagens mais dinâmicas da leitura, da escrita e da gramática.
Outra característica relevante do blog é a interatividade. Os usuários podem participar por meio de comentários e acompanhar atualizações constantes, o que amplia as possibilidades de comunicação e de construção colaborativa de conhecimentos.
Segundo os estudos apresentados no capítulo, a inserção das tecnologias digitais na escola exige também formação docente adequada, uma vez que a utilização pedagógica desses recursos depende de professores preparados para integrá-los às práticas de ensino.
Dessa forma, o blog constitui um recurso didático que pode contribuir significativamente para o ensino de Língua Portuguesa ao aproximar os conteúdos escolares das práticas de linguagem vivenciadas pelos estudantes na cultura digital.
Texto adaptado de: FEITOSA, Alceane Bezerra. Contribuições e implicações pedagógicas de um blog no ensino de Língua Portuguesa. In: VARÃO, Maria Goreth de Sousa (Org.). Tecnologias Digitais no Ensino de Língua Portuguesa: o olhar dos professores na prática de extensão.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre recursos didáticos e tecnologias digitais aplicadas ao ensino de Língua Portuguesa, analise as assertivas a seguir:

(__)As tecnologias digitais devem ser compreendidas como parte integrante do processo educativo, e não como recursos acessórios ou desvinculados das práticas de ensino.
(__)O potencial pedagógico do blog decorre, entre outros fatores, da possibilidade de articular diferentes semioses, favorecendo o trabalho com leitura, escrita e gramática.
(__)A utilização de blogs no ensino de Língua Portuguesa dispensa formação específica do professor, uma vez que as ferramentas digitais são intuitivas e de fácil acesso.
(__)A interatividade proporcionada pelos blogs amplia as possibilidades de participação dos estudantes e de construção de conhecimentos no ambiente digital.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q4229201 Literatura
Leia o texto para responder à questão.

Solar
Minha mãe cozinhava exatamente:
arroz, feijão-roxinho, molho de batatinhas.
Mas cantava.

(PRADO, Adélia. O coração disparado. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.)

A respeito da imagem construída da mãe no poema, é correto afirmar que o eu lírico a apresenta como:
Alternativas
Q4229200 Português
O ex-cineclubista

Aquele homem meio estrábico, ostentando um mau humor maior do que realmente poderia dedicar a quem lhe cruzasse o caminho e que agora entrava no cinema, numa segunda-feira à tarde, para assistir a um filme nem tão esperado, a não ser entre pingados amantes de cinematografias de cantões os mais exóticos, aquele homem, sim, sentou-se na sala de espera e chorou, simplesmente isso: chorou. Vieram lhe trazer um copo d'água logo afastado, alguém sentou-se ao lado e lhe perguntou se não passava bem, mas ele nada disse, rosnou, passou as narinas pela manga, levantou-se num ímpeto e assistiu ao melhor filme em muitos meses, só isso. Ao sair do cinema, chovia. Ficou sob a marquise, à espera da estiagem. Tão absorto no filme que se esqueceu de si. E não soube mais voltar. (João Gilberto Noll)
Considere o vocábulo ex-cineclubista, presente no título do conto de João Gilberto Noll e analise as assertivas a seguir:

I.O elemento cine, em cineclube, resulta de um processo de redução vocabular da palavra cinema.
II.O vocábulo cineclube é formado por composição, por reunir dois radicais em uma única palavra.
III.O vocábulo cineclubista é formado por derivação sufixal, mediante o acréscimo do sufixo-ista ao substantivo cineclube.
IV.O vocábulo ex-cineclubista é formado exclusivamente por derivação prefixal, uma vez que o prefixo ex- é acrescentado à palavra já formada.

Está(ão) correta(s):
Alternativas
Q4229199 Português
Nas conversas diárias, utiliza-se frequentemente a palavra "próprio" e ela se ajusta a várias situações. Leia os exemplos de diálogos:

I. - A Vera se veste diferente!
- É mesmo, é que ela tem um estilo próprio.
II. - A Lena já viu esse filme uma dezena de vezes! Eu não consigo ver o que ele tem de tão maravilhoso assim.
- É que ele é próprio para adolescente.
III. - Dora, o que eu faço? Ando tão preocupada com o Fabinho! Meu filho está impossível!
- Relaxa, Tânia! É próprio da idade. Com o tempo, ele se acomoda.

Nas ocorrências I, II e III, "próprio" − adjetivo - é sinônimo de, respectivamente:
Alternativas
Q4229198 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tire os homens da estante


Se não compro livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim

Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos por homens da sua estante. Preste atenção no resultado. Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco que refletem a falta de diversidade na escolha das nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a minha estante há alguns anos. E, realmente, restou muito mais parede do que livros naquele cenário.

Agora imagina se a gente começar a fazer isso pensando em autoras e autores negros ou obras escritas por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além: deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será, então, que eu preciso começar a prestar atenção em quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima leitura?

Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me importa se o autor é homem ou branco". De acordo com essas pessoas, os espaços vazios na estante não passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de forma proposital e realmente se deixa levar pelo automático. Mas o problema está justamente aí: se eu não estou comprando livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim.

E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é que os autores em destaque sigam um mesmo padrão. O que chega com mais facilidade para o consumidor não é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que aprendemos a enxergar como literatura universal nada mais era do que um recorte específico de um certo grupo.

Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a situação ainda está longe de ser equilibrada.

Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres pretas e pardas da classe C formam o maior grupo consumidor de livros no país (15% do total do público que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um desencontro entre quem mais consome livros e quem mais vende.

A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim prestar atenção também em quem a escreveu ou na diversidade das temáticas consumidas, para que a sua estante não reflita a decisão de um sistema que pensa diferente de você. Acreditar em uma ideia de neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha consciente e escolha automática vão produzir estantes muito diferentes, e só você pode escolher qual será a sua.


Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
Ao afirmar que, se não escolhe seus livros de forma consciente, "alguém está tomando essa decisão por mim", o autor defende a ideia de que:
Alternativas
Q4229197 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tire os homens da estante


Se não compro livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim

Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos por homens da sua estante. Preste atenção no resultado. Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco que refletem a falta de diversidade na escolha das nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a minha estante há alguns anos. E, realmente, restou muito mais parede do que livros naquele cenário.

Agora imagina se a gente começar a fazer isso pensando em autoras e autores negros ou obras escritas por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além: deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será, então, que eu preciso começar a prestar atenção em quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima leitura?

Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me importa se o autor é homem ou branco". De acordo com essas pessoas, os espaços vazios na estante não passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de forma proposital e realmente se deixa levar pelo automático. Mas o problema está justamente aí: se eu não estou comprando livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim.

E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é que os autores em destaque sigam um mesmo padrão. O que chega com mais facilidade para o consumidor não é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que aprendemos a enxergar como literatura universal nada mais era do que um recorte específico de um certo grupo.

Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a situação ainda está longe de ser equilibrada.

Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres pretas e pardas da classe C formam o maior grupo consumidor de livros no país (15% do total do público que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um desencontro entre quem mais consome livros e quem mais vende.

A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim prestar atenção também em quem a escreveu ou na diversidade das temáticas consumidas, para que a sua estante não reflita a decisão de um sistema que pensa diferente de você. Acreditar em uma ideia de neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha consciente e escolha automática vão produzir estantes muito diferentes, e só você pode escolher qual será a sua.


Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
A reflexão proposta pelo autor sobre a composição das estantes de livros aproxima-se das discussões contemporâneas sobre formação de leitores, sobretudo porque destaca a importância de:
Alternativas
Q4229196 Pedagogia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O preconceito cotidiano e disfarçado


No mês em que se fala do orgulho de pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as diferentes formas de discriminação

"O que me preocupa nos seus exames é a possibilidade de HIV."


Eu não lembro exatamente as palavras do médico, tamanho o estresse que aquela consulta me causou. Eu estava vivendo um momento muito delicado. Poucas semanas antes, havia tido a primeira experiência com um homem. Dentro de mim, uma confusão de emoções, com muita culpa. Ninguém sabia daquilo, tudo ainda era solitário.

Tinham me indicado o médico como capaz de desvendar diagnósticos improváveis. Não o havia procurado por algo ligado à minha sexualidade, mas para entender o motivo de manchas vermelhas na pele com as quais eu convivia havia anos, e que nenhum outro médico soube explicar.

Na primeira consulta, o senhor de cabelos brancos havia feito perguntas sobre meu histórico e rotina. "E, por acaso, você está vivendo um momento de estresse?" Hipocondríaco como sou, não consegui esconder e acabei contando sobre a "novidade". Foi como uma primeira saída do armário, ainda que protegida pelo sigilo profissional. A reação dele foi fria, mas não estranhei, mesmo que por dentro meu coração disparasse.

Quando me sentei de novo naquela cadeira, ele ficou olhando para o computador por um bom tempo. Meu chão desapareceu quando o silêncio foi quebrado pela afirmação de que as manchas não o preocupavam, mas sim "a possibilidade de HIV". Tentei controlar um ataque de pânico enquanto ele me explicava a sua suspeita. Pedi para fazer um exame no mesmo dia, mas ele disse que eu teria que aguardar a janela imunológica de 90 dias. Ou seja, três meses de angústia, sem poder compartilhar com ninguém.

Aquele gesto frio, em que a minha sexualidade pareceu orientar a suspeita, reforçou estereótipos do "ser gay" que me acompanhavam por muitos anos. Se em uma única relação com um homem eu já teria adoecido, então aquilo era mesmo errado e minha atitude havia me condenado. Nunca retornei àquele consultório e fiz testes de farmácia sozinho, toda semana, até o fim dos 90 dias. Todos negativos.

Seis anos depois, eu tenho consciência do episódio covarde de preconceito que vivi, mas naquele momento eu nem consegui enxergá-lo. Quando conversei com amigos médicos sobre o episódio, todos me disseram que aqueles resultados não acendiam alarme para o diagnóstico. No mês em que se fala do orgulho de pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as diferentes formas de discriminação. Existem as mais barulhentas, com gritos, projetos de lei ou violência física. Mas também há o preconceito cotidiano e disfarçado, em que o intolerante se aproveita da vulnerabilidade do outro para agredir. 

Hoje eu também sei que um diagnóstico de HIV está longe de ser uma sentença de morte: o tratamento permite uma vida comum e interrompe a transmissão do vírus. O estigma e a desinformação, contudo, permanecem.

Compartilho essa experiência não como denúncia, mas por saber que muita gente está, neste momento, sentada em uma cadeira parecida, ouvindo de quem deveria cuidar uma frase que ecoa o pior que já pensou sobre si. O orgulho é, além de celebração, a tentativa de mostrar a essas pessoas que elas não estão sozinhas na sala, como eu e muitos outros já estiveram.


Texto de O Globo: "O preconceito cotidiano e disfarçado". Publicado em 10 jun. 2026.
O relato apresentado no texto evidencia uma situação de preconceito baseada na orientação sexual do narrador. À luz da legislação educacional brasileira e dos princípios de direitos humanos que orientam a Educação Básica, a escola deve atuar no enfrentamento de situações dessa natureza por meio de práticas pedagógicas que:
Alternativas
Q4229195 Pedagogia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O preconceito cotidiano e disfarçado


No mês em que se fala do orgulho de pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as diferentes formas de discriminação

"O que me preocupa nos seus exames é a possibilidade de HIV."


Eu não lembro exatamente as palavras do médico, tamanho o estresse que aquela consulta me causou. Eu estava vivendo um momento muito delicado. Poucas semanas antes, havia tido a primeira experiência com um homem. Dentro de mim, uma confusão de emoções, com muita culpa. Ninguém sabia daquilo, tudo ainda era solitário.

Tinham me indicado o médico como capaz de desvendar diagnósticos improváveis. Não o havia procurado por algo ligado à minha sexualidade, mas para entender o motivo de manchas vermelhas na pele com as quais eu convivia havia anos, e que nenhum outro médico soube explicar.

Na primeira consulta, o senhor de cabelos brancos havia feito perguntas sobre meu histórico e rotina. "E, por acaso, você está vivendo um momento de estresse?" Hipocondríaco como sou, não consegui esconder e acabei contando sobre a "novidade". Foi como uma primeira saída do armário, ainda que protegida pelo sigilo profissional. A reação dele foi fria, mas não estranhei, mesmo que por dentro meu coração disparasse.

Quando me sentei de novo naquela cadeira, ele ficou olhando para o computador por um bom tempo. Meu chão desapareceu quando o silêncio foi quebrado pela afirmação de que as manchas não o preocupavam, mas sim "a possibilidade de HIV". Tentei controlar um ataque de pânico enquanto ele me explicava a sua suspeita. Pedi para fazer um exame no mesmo dia, mas ele disse que eu teria que aguardar a janela imunológica de 90 dias. Ou seja, três meses de angústia, sem poder compartilhar com ninguém.

Aquele gesto frio, em que a minha sexualidade pareceu orientar a suspeita, reforçou estereótipos do "ser gay" que me acompanhavam por muitos anos. Se em uma única relação com um homem eu já teria adoecido, então aquilo era mesmo errado e minha atitude havia me condenado. Nunca retornei àquele consultório e fiz testes de farmácia sozinho, toda semana, até o fim dos 90 dias. Todos negativos.

Seis anos depois, eu tenho consciência do episódio covarde de preconceito que vivi, mas naquele momento eu nem consegui enxergá-lo. Quando conversei com amigos médicos sobre o episódio, todos me disseram que aqueles resultados não acendiam alarme para o diagnóstico. No mês em que se fala do orgulho de pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as diferentes formas de discriminação. Existem as mais barulhentas, com gritos, projetos de lei ou violência física. Mas também há o preconceito cotidiano e disfarçado, em que o intolerante se aproveita da vulnerabilidade do outro para agredir. 

Hoje eu também sei que um diagnóstico de HIV está longe de ser uma sentença de morte: o tratamento permite uma vida comum e interrompe a transmissão do vírus. O estigma e a desinformação, contudo, permanecem.

Compartilho essa experiência não como denúncia, mas por saber que muita gente está, neste momento, sentada em uma cadeira parecida, ouvindo de quem deveria cuidar uma frase que ecoa o pior que já pensou sobre si. O orgulho é, além de celebração, a tentativa de mostrar a essas pessoas que elas não estão sozinhas na sala, como eu e muitos outros já estiveram.


Texto de O Globo: "O preconceito cotidiano e disfarçado". Publicado em 10 jun. 2026.
Ao compartilhar a experiência de preconceito vivida em uma consulta médica, o autor afirma que o orgulho LGBTQIA+ também consiste em mostrar às pessoas que enfrentam situações semelhantes que elas "não estão sozinhas na sala". À luz das concepções pedagógicas de Paulo Freire, essa reflexão aproxima-se da ideia de que a educação deve: 
Alternativas
Q4229194 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
A leitura do texto permite compreender que a associação entre a remada viking, adotada pela torcida norueguesa na Copa do Mundo de 2026, e as pesquisas sobre a diversidade dos povos vikings contribui para a formação cidadã, sobretudo por favorecer o questionamento de estereótipos culturais, ao:
Alternativas
Q4229193 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
Observe o período: "Estudos genéticos recentes demonstraram que os vikings possuíam grande diversidade étnica." Caso o sujeito da oração principal fosse substituído por "Mais de um estudo genético recente", a forma verbal adequada seria:
Alternativas
Q4229192 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
No trecho: "Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva." A palavra "simples" exerce, no contexto, a função de:
Alternativas
Q4229191 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
Considerando o trecho: "As identidades culturais são construções históricas e sociais." A palavra "construções" é formada pelo mesmo processo de formação de palavras presente em:
Alternativas
Q4229190 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


De quem são os meninos de rua?

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

Na verdade, não existem meninos de Rua. Existem meninos na Rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua e por quê.

Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos de Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que "nos pertencem".

Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.


Marina Colasanti. Revista Manchete, 1986. 
Ao inserir a narrativa de João e Maria em sua crônica, Marina Colasanti não pretende apenas estabelecer uma comparação temática entre crianças abandonadas. O recurso intertextual contribui, sobretudo, para:
Alternativas
Q4229189 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


De quem são os meninos de rua?

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

Na verdade, não existem meninos de Rua. Existem meninos na Rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua e por quê.

Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos de Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que "nos pertencem".

Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.


Marina Colasanti. Revista Manchete, 1986. 
No trecho: "Na verdade, não existem meninos de rua. Existem meninos na rua." é possível inferir que a autora: 
Alternativas
Q4229162 Inglês
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Peru's Nazca lines were paths for prehistoric culture: Japanese researchers


Tokyo, 16 Jan (EFE).- The mysteries shrouding Peru's Nazca Lines have intrigued scientists for decades. Now, a group of Japanese researchers has developed a new theory that the geoglyphs etched into the ground served as paths and routes. The lines forged into myriad figures of animals and plants straddle an area of 1,000 square kilometers of the immense Ica desert in southern Peru. They were created during the Nazca culture, a pre-Columbian archaeological culture that flourished between the 1st and 7th centuries BC. A research team led by Masato Sakai, of the University of Yamagata in western Japan, has discovered, with the help of local archaeologists, aerial images and drones, over 350 new etchings since 2004. Sakai says there are two types of geoglyphs, linear motifs that were created by removing the upper black stones to reveal the white earth underneath and raised lines that give the pictorial representations depth and that archeologists call relief lines. «The linear ones exist at the beginning and end of straight paths and can be used to travel from one valley to another (...) while the relief ones are on the sides of paths that are not straight and are usually etched on a slope,» the expert says. The meaning of the lines has long been up for debate. Some say they represented an astronomical calendar, others considered they were religious figures and some have even suggested that they serve as landing pads for UFOs. «I'm interested in letters,» Sakai says. «Everyone uses alphabets, but in Andean civilization, they didn't have that way of communicating, so I wanted to discover how they did (communicate).» 


The researcher is convinced that the Nazca lines were used as a means of prehistoric communication


Despite their antiquity, the geoglyphs were not discovered until 1930 because these could only be appreciated with an aerial view or from some of the site's surrounding hills. The team of Japanese researchers started the project using satellite and aerial photos, and more recently using drones, and have now identified hundreds of figures, including a spider, a monkey, a hummingbird, a condor, a pelican, a gull, a snail, a whale, a snake and a llama. The team struck a deal with tech giant IBM in 2019 and have tapped into state-of-the-art artificial intelligence (AI) that could help reveal the location of more figures and help with deciphering their meaning. «It is always a hypothesis, but we hope that with AI we can check whether theories are correct or suggest better ones that coincide with the new data,» the expert adds. Finding all the figures, which according to the expert could be in the thousands, is key to their conservation from both the weather and mining and agriculture which is prevalent in the region. «For the people of Nazca, the geoglyphs are a source of pride because the city is not very big, but many people come to see the figures. When we find new ones, we share the information with the local people because we know that they will respect and defend them, because it is the work of their ancestors» Sakai says. EFE


https://efe.com/other-news/2023-01-16/nazca-lines/
Read the excerpt below:

"Everyone uses alphabets, but in Andean civilization, they didn't have that way of communicating, so I wanted to discover how they did (communicate)."

In the context of the text, Sakai's statement indicates that his research is concerned with: 
Alternativas
Q4229161 Inglês
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Peru's Nazca lines were paths for prehistoric culture: Japanese researchers


Tokyo, 16 Jan (EFE).- The mysteries shrouding Peru's Nazca Lines have intrigued scientists for decades. Now, a group of Japanese researchers has developed a new theory that the geoglyphs etched into the ground served as paths and routes. The lines forged into myriad figures of animals and plants straddle an area of 1,000 square kilometers of the immense Ica desert in southern Peru. They were created during the Nazca culture, a pre-Columbian archaeological culture that flourished between the 1st and 7th centuries BC. A research team led by Masato Sakai, of the University of Yamagata in western Japan, has discovered, with the help of local archaeologists, aerial images and drones, over 350 new etchings since 2004. Sakai says there are two types of geoglyphs, linear motifs that were created by removing the upper black stones to reveal the white earth underneath and raised lines that give the pictorial representations depth and that archeologists call relief lines. «The linear ones exist at the beginning and end of straight paths and can be used to travel from one valley to another (...) while the relief ones are on the sides of paths that are not straight and are usually etched on a slope,» the expert says. The meaning of the lines has long been up for debate. Some say they represented an astronomical calendar, others considered they were religious figures and some have even suggested that they serve as landing pads for UFOs. «I'm interested in letters,» Sakai says. «Everyone uses alphabets, but in Andean civilization, they didn't have that way of communicating, so I wanted to discover how they did (communicate).» 


The researcher is convinced that the Nazca lines were used as a means of prehistoric communication


Despite their antiquity, the geoglyphs were not discovered until 1930 because these could only be appreciated with an aerial view or from some of the site's surrounding hills. The team of Japanese researchers started the project using satellite and aerial photos, and more recently using drones, and have now identified hundreds of figures, including a spider, a monkey, a hummingbird, a condor, a pelican, a gull, a snail, a whale, a snake and a llama. The team struck a deal with tech giant IBM in 2019 and have tapped into state-of-the-art artificial intelligence (AI) that could help reveal the location of more figures and help with deciphering their meaning. «It is always a hypothesis, but we hope that with AI we can check whether theories are correct or suggest better ones that coincide with the new data,» the expert adds. Finding all the figures, which according to the expert could be in the thousands, is key to their conservation from both the weather and mining and agriculture which is prevalent in the region. «For the people of Nazca, the geoglyphs are a source of pride because the city is not very big, but many people come to see the figures. When we find new ones, we share the information with the local people because we know that they will respect and defend them, because it is the work of their ancestors» Sakai says. EFE


https://efe.com/other-news/2023-01-16/nazca-lines/
The words "hypothesis," "archaeological," "created," "lines," "culture" and "Japanese" appear in the text. Considering pronunciation, stress and spelling-sound relations in English, the correct statement is: 
Alternativas
Q4229159 Inglês
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Peru's Nazca lines were paths for prehistoric culture: Japanese researchers


Tokyo, 16 Jan (EFE).- The mysteries shrouding Peru's Nazca Lines have intrigued scientists for decades. Now, a group of Japanese researchers has developed a new theory that the geoglyphs etched into the ground served as paths and routes. The lines forged into myriad figures of animals and plants straddle an area of 1,000 square kilometers of the immense Ica desert in southern Peru. They were created during the Nazca culture, a pre-Columbian archaeological culture that flourished between the 1st and 7th centuries BC. A research team led by Masato Sakai, of the University of Yamagata in western Japan, has discovered, with the help of local archaeologists, aerial images and drones, over 350 new etchings since 2004. Sakai says there are two types of geoglyphs, linear motifs that were created by removing the upper black stones to reveal the white earth underneath and raised lines that give the pictorial representations depth and that archeologists call relief lines. «The linear ones exist at the beginning and end of straight paths and can be used to travel from one valley to another (...) while the relief ones are on the sides of paths that are not straight and are usually etched on a slope,» the expert says. The meaning of the lines has long been up for debate. Some say they represented an astronomical calendar, others considered they were religious figures and some have even suggested that they serve as landing pads for UFOs. «I'm interested in letters,» Sakai says. «Everyone uses alphabets, but in Andean civilization, they didn't have that way of communicating, so I wanted to discover how they did (communicate).» 


The researcher is convinced that the Nazca lines were used as a means of prehistoric communication


Despite their antiquity, the geoglyphs were not discovered until 1930 because these could only be appreciated with an aerial view or from some of the site's surrounding hills. The team of Japanese researchers started the project using satellite and aerial photos, and more recently using drones, and have now identified hundreds of figures, including a spider, a monkey, a hummingbird, a condor, a pelican, a gull, a snail, a whale, a snake and a llama. The team struck a deal with tech giant IBM in 2019 and have tapped into state-of-the-art artificial intelligence (AI) that could help reveal the location of more figures and help with deciphering their meaning. «It is always a hypothesis, but we hope that with AI we can check whether theories are correct or suggest better ones that coincide with the new data,» the expert adds. Finding all the figures, which according to the expert could be in the thousands, is key to their conservation from both the weather and mining and agriculture which is prevalent in the region. «For the people of Nazca, the geoglyphs are a source of pride because the city is not very big, but many people come to see the figures. When we find new ones, we share the information with the local people because we know that they will respect and defend them, because it is the work of their ancestors» Sakai says. EFE


https://efe.com/other-news/2023-01-16/nazca-lines/
Read the excerpt below:

"The lines forged into myriad figures of animals and plants straddle an area of 1,000 square kilometers of the immense Ica desert in southern Peru."

In this context, the verb "straddle" indicates that the figures:
Alternativas
Q4229158 Inglês
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Peru's Nazca lines were paths for prehistoric culture: Japanese researchers


Tokyo, 16 Jan (EFE).- The mysteries shrouding Peru's Nazca Lines have intrigued scientists for decades. Now, a group of Japanese researchers has developed a new theory that the geoglyphs etched into the ground served as paths and routes. The lines forged into myriad figures of animals and plants straddle an area of 1,000 square kilometers of the immense Ica desert in southern Peru. They were created during the Nazca culture, a pre-Columbian archaeological culture that flourished between the 1st and 7th centuries BC. A research team led by Masato Sakai, of the University of Yamagata in western Japan, has discovered, with the help of local archaeologists, aerial images and drones, over 350 new etchings since 2004. Sakai says there are two types of geoglyphs, linear motifs that were created by removing the upper black stones to reveal the white earth underneath and raised lines that give the pictorial representations depth and that archeologists call relief lines. «The linear ones exist at the beginning and end of straight paths and can be used to travel from one valley to another (...) while the relief ones are on the sides of paths that are not straight and are usually etched on a slope,» the expert says. The meaning of the lines has long been up for debate. Some say they represented an astronomical calendar, others considered they were religious figures and some have even suggested that they serve as landing pads for UFOs. «I'm interested in letters,» Sakai says. «Everyone uses alphabets, but in Andean civilization, they didn't have that way of communicating, so I wanted to discover how they did (communicate).» 


The researcher is convinced that the Nazca lines were used as a means of prehistoric communication


Despite their antiquity, the geoglyphs were not discovered until 1930 because these could only be appreciated with an aerial view or from some of the site's surrounding hills. The team of Japanese researchers started the project using satellite and aerial photos, and more recently using drones, and have now identified hundreds of figures, including a spider, a monkey, a hummingbird, a condor, a pelican, a gull, a snail, a whale, a snake and a llama. The team struck a deal with tech giant IBM in 2019 and have tapped into state-of-the-art artificial intelligence (AI) that could help reveal the location of more figures and help with deciphering their meaning. «It is always a hypothesis, but we hope that with AI we can check whether theories are correct or suggest better ones that coincide with the new data,» the expert adds. Finding all the figures, which according to the expert could be in the thousands, is key to their conservation from both the weather and mining and agriculture which is prevalent in the region. «For the people of Nazca, the geoglyphs are a source of pride because the city is not very big, but many people come to see the figures. When we find new ones, we share the information with the local people because we know that they will respect and defend them, because it is the work of their ancestors» Sakai says. EFE


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Based on the way the information is organized in the text, it can be inferred that: 
Alternativas
Q4229157 Inglês
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Peru's Nazca lines were paths for prehistoric culture: Japanese researchers


Tokyo, 16 Jan (EFE).- The mysteries shrouding Peru's Nazca Lines have intrigued scientists for decades. Now, a group of Japanese researchers has developed a new theory that the geoglyphs etched into the ground served as paths and routes. The lines forged into myriad figures of animals and plants straddle an area of 1,000 square kilometers of the immense Ica desert in southern Peru. They were created during the Nazca culture, a pre-Columbian archaeological culture that flourished between the 1st and 7th centuries BC. A research team led by Masato Sakai, of the University of Yamagata in western Japan, has discovered, with the help of local archaeologists, aerial images and drones, over 350 new etchings since 2004. Sakai says there are two types of geoglyphs, linear motifs that were created by removing the upper black stones to reveal the white earth underneath and raised lines that give the pictorial representations depth and that archeologists call relief lines. «The linear ones exist at the beginning and end of straight paths and can be used to travel from one valley to another (...) while the relief ones are on the sides of paths that are not straight and are usually etched on a slope,» the expert says. The meaning of the lines has long been up for debate. Some say they represented an astronomical calendar, others considered they were religious figures and some have even suggested that they serve as landing pads for UFOs. «I'm interested in letters,» Sakai says. «Everyone uses alphabets, but in Andean civilization, they didn't have that way of communicating, so I wanted to discover how they did (communicate).» 


The researcher is convinced that the Nazca lines were used as a means of prehistoric communication


Despite their antiquity, the geoglyphs were not discovered until 1930 because these could only be appreciated with an aerial view or from some of the site's surrounding hills. The team of Japanese researchers started the project using satellite and aerial photos, and more recently using drones, and have now identified hundreds of figures, including a spider, a monkey, a hummingbird, a condor, a pelican, a gull, a snail, a whale, a snake and a llama. The team struck a deal with tech giant IBM in 2019 and have tapped into state-of-the-art artificial intelligence (AI) that could help reveal the location of more figures and help with deciphering their meaning. «It is always a hypothesis, but we hope that with AI we can check whether theories are correct or suggest better ones that coincide with the new data,» the expert adds. Finding all the figures, which according to the expert could be in the thousands, is key to their conservation from both the weather and mining and agriculture which is prevalent in the region. «For the people of Nazca, the geoglyphs are a source of pride because the city is not very big, but many people come to see the figures. When we find new ones, we share the information with the local people because we know that they will respect and defend them, because it is the work of their ancestors» Sakai says. EFE


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Consider the sentences from the text:

"The mysteries shrouding Peru's Nazca Lines have intrigued scientists for decades."
"They were created during the Nazca culture."
"A research team led by Masato Sakai [...] has discovered [...] over 350 new etchings since 2004."

The verb forms used in the sentences are correctly explained in:
Alternativas
Q4229156 Inglês
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Peru's Nazca lines were paths for prehistoric culture: Japanese researchers


Tokyo, 16 Jan (EFE).- The mysteries shrouding Peru's Nazca Lines have intrigued scientists for decades. Now, a group of Japanese researchers has developed a new theory that the geoglyphs etched into the ground served as paths and routes. The lines forged into myriad figures of animals and plants straddle an area of 1,000 square kilometers of the immense Ica desert in southern Peru. They were created during the Nazca culture, a pre-Columbian archaeological culture that flourished between the 1st and 7th centuries BC. A research team led by Masato Sakai, of the University of Yamagata in western Japan, has discovered, with the help of local archaeologists, aerial images and drones, over 350 new etchings since 2004. Sakai says there are two types of geoglyphs, linear motifs that were created by removing the upper black stones to reveal the white earth underneath and raised lines that give the pictorial representations depth and that archeologists call relief lines. «The linear ones exist at the beginning and end of straight paths and can be used to travel from one valley to another (...) while the relief ones are on the sides of paths that are not straight and are usually etched on a slope,» the expert says. The meaning of the lines has long been up for debate. Some say they represented an astronomical calendar, others considered they were religious figures and some have even suggested that they serve as landing pads for UFOs. «I'm interested in letters,» Sakai says. «Everyone uses alphabets, but in Andean civilization, they didn't have that way of communicating, so I wanted to discover how they did (communicate).» 


The researcher is convinced that the Nazca lines were used as a means of prehistoric communication


Despite their antiquity, the geoglyphs were not discovered until 1930 because these could only be appreciated with an aerial view or from some of the site's surrounding hills. The team of Japanese researchers started the project using satellite and aerial photos, and more recently using drones, and have now identified hundreds of figures, including a spider, a monkey, a hummingbird, a condor, a pelican, a gull, a snail, a whale, a snake and a llama. The team struck a deal with tech giant IBM in 2019 and have tapped into state-of-the-art artificial intelligence (AI) that could help reveal the location of more figures and help with deciphering their meaning. «It is always a hypothesis, but we hope that with AI we can check whether theories are correct or suggest better ones that coincide with the new data,» the expert adds. Finding all the figures, which according to the expert could be in the thousands, is key to their conservation from both the weather and mining and agriculture which is prevalent in the region. «For the people of Nazca, the geoglyphs are a source of pride because the city is not very big, but many people come to see the figures. When we find new ones, we share the information with the local people because we know that they will respect and defend them, because it is the work of their ancestors» Sakai says. EFE


https://efe.com/other-news/2023-01-16/nazca-lines/
Read the sentence below:

"It is always a hypothesis, but we hope that with AI we can check whether theories are correct or suggest better ones that coincide with the new data," the expert adds.

The modal verb "can" is used in the sentence to express:
Alternativas
Respostas
301: B
302: C
303: D
304: C
305: A
306: C
307: D
308: A
309: B
310: A
311: C
312: C
313: A
314: C
315: B
316: B
317: B
318: D
319: D
320: C