Foram encontradas 9.882 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3688612 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.


Além das leis, precisamos promover o desejo por bibliotecas


Leonardo Assis


    Nos últimos 30 anos, temos acompanhado a criação de leis relacionadas às bibliotecas públicas, passando pelas escolares e, mais recentemente, chegando àquelas previstas nos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Essas medidas buscam garantir espaços legítimos de existência e atuação para as bibliotecas. Esse crescimento do interesse pela instituição é fruto do trabalho de muitos profissionais que lutam para criar espaços de fruição da informação e, consequentemente, da cultura em nossa sociedade.

    Iniciativas como essas são fundamentais. Elas expressam posicionamentos estratégicos para assegurar que a população tenha acesso a ambientes propícios ao desenvolvimento pleno do ser. Esses guerreiros, como gosto de chamá-los, são aqueles que compreenderam e valorizam o poder transformador das bibliotecas na vida em sociedade.

    Neste momento, em que um mínimo legal foi e está sendo garantido, é necessário que a sociedade compreenda a importância das bibliotecas, ou melhor, da informação, para a sua vida, tanto no aspecto material quanto simbólico. Só esse espaço plural, onde diferentes discursos coexistem e o autoritarismo não encontra lugar, pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos. 

    O grande desafio atual, no processo de institucionalização das leis sobre bibliotecas, é tornar esses espaços relevantes e significativos para os contextos em que estão inseridos. E isso exige uma formação profissional na área de biblioteconomia e de estudos da informação que vá além da técnica e abrace o contexto social.

    Apenas um olhar atento às comunidades atendidas poderá transformar essa realidade, fazendo com que leis e decretos deixem de ser apenas formalidades para se tornarem ações concretas. É assim que as bibliotecas, especialmente as públicas e escolares, podem assumir um papel protagonista em nossa sociedade.

    Ao olharmos para a história da humanidade, da Mesopotâmia às redes de informação contemporâneas, percebemos que o desenvolvimento das nações sempre esteve ligado ao fortalecimento de suas instituições de informação. Esse ensinamento nos coloca diante de um momento ímpar. Se já temos leis que favorecem as bibliotecas, por que elas ainda não se tornaram plenamente efetivas?

    A resposta, ainda que parcial, é clara: falta engajamento. A atuação profissional no campo das bibliotecas ainda é falha em muitos contextos. É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática. E essa formação não pode se restringir a métodos e formas; ela precisa instigar o desejo. Um desejo que seja coletivo, que nasça da comunidade, e não apenas da atuação isolada de um profissional diante de um acervo que, por si só, não tem valor.

    Profissionais, é preciso buscar a instalação desse desejo por bibliotecas em nossas comunidades. E esse desejo vem a partir do momento em que a sociedade percebe que os ganhos, não apenas no sentido material, são muitos quando proporcionados por uma biblioteca.


Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em: 01 set. 2025.
Leia o excerto reproduzido a seguir.

É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática.

Sobre a pontuação do excerto, é correto afirmar:
Alternativas
Q3688611 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.


Além das leis, precisamos promover o desejo por bibliotecas


Leonardo Assis


    Nos últimos 30 anos, temos acompanhado a criação de leis relacionadas às bibliotecas públicas, passando pelas escolares e, mais recentemente, chegando àquelas previstas nos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Essas medidas buscam garantir espaços legítimos de existência e atuação para as bibliotecas. Esse crescimento do interesse pela instituição é fruto do trabalho de muitos profissionais que lutam para criar espaços de fruição da informação e, consequentemente, da cultura em nossa sociedade.

    Iniciativas como essas são fundamentais. Elas expressam posicionamentos estratégicos para assegurar que a população tenha acesso a ambientes propícios ao desenvolvimento pleno do ser. Esses guerreiros, como gosto de chamá-los, são aqueles que compreenderam e valorizam o poder transformador das bibliotecas na vida em sociedade.

    Neste momento, em que um mínimo legal foi e está sendo garantido, é necessário que a sociedade compreenda a importância das bibliotecas, ou melhor, da informação, para a sua vida, tanto no aspecto material quanto simbólico. Só esse espaço plural, onde diferentes discursos coexistem e o autoritarismo não encontra lugar, pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos. 

    O grande desafio atual, no processo de institucionalização das leis sobre bibliotecas, é tornar esses espaços relevantes e significativos para os contextos em que estão inseridos. E isso exige uma formação profissional na área de biblioteconomia e de estudos da informação que vá além da técnica e abrace o contexto social.

    Apenas um olhar atento às comunidades atendidas poderá transformar essa realidade, fazendo com que leis e decretos deixem de ser apenas formalidades para se tornarem ações concretas. É assim que as bibliotecas, especialmente as públicas e escolares, podem assumir um papel protagonista em nossa sociedade.

    Ao olharmos para a história da humanidade, da Mesopotâmia às redes de informação contemporâneas, percebemos que o desenvolvimento das nações sempre esteve ligado ao fortalecimento de suas instituições de informação. Esse ensinamento nos coloca diante de um momento ímpar. Se já temos leis que favorecem as bibliotecas, por que elas ainda não se tornaram plenamente efetivas?

    A resposta, ainda que parcial, é clara: falta engajamento. A atuação profissional no campo das bibliotecas ainda é falha em muitos contextos. É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática. E essa formação não pode se restringir a métodos e formas; ela precisa instigar o desejo. Um desejo que seja coletivo, que nasça da comunidade, e não apenas da atuação isolada de um profissional diante de um acervo que, por si só, não tem valor.

    Profissionais, é preciso buscar a instalação desse desejo por bibliotecas em nossas comunidades. E esse desejo vem a partir do momento em que a sociedade percebe que os ganhos, não apenas no sentido material, são muitos quando proporcionados por uma biblioteca.


Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em: 01 set. 2025.
De forma global, o texto propõe-se a
Alternativas
Q3688610 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.


Além das leis, precisamos promover o desejo por bibliotecas


Leonardo Assis


    Nos últimos 30 anos, temos acompanhado a criação de leis relacionadas às bibliotecas públicas, passando pelas escolares e, mais recentemente, chegando àquelas previstas nos empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Essas medidas buscam garantir espaços legítimos de existência e atuação para as bibliotecas. Esse crescimento do interesse pela instituição é fruto do trabalho de muitos profissionais que lutam para criar espaços de fruição da informação e, consequentemente, da cultura em nossa sociedade.

    Iniciativas como essas são fundamentais. Elas expressam posicionamentos estratégicos para assegurar que a população tenha acesso a ambientes propícios ao desenvolvimento pleno do ser. Esses guerreiros, como gosto de chamá-los, são aqueles que compreenderam e valorizam o poder transformador das bibliotecas na vida em sociedade.

    Neste momento, em que um mínimo legal foi e está sendo garantido, é necessário que a sociedade compreenda a importância das bibliotecas, ou melhor, da informação, para a sua vida, tanto no aspecto material quanto simbólico. Só esse espaço plural, onde diferentes discursos coexistem e o autoritarismo não encontra lugar, pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos. 

    O grande desafio atual, no processo de institucionalização das leis sobre bibliotecas, é tornar esses espaços relevantes e significativos para os contextos em que estão inseridos. E isso exige uma formação profissional na área de biblioteconomia e de estudos da informação que vá além da técnica e abrace o contexto social.

    Apenas um olhar atento às comunidades atendidas poderá transformar essa realidade, fazendo com que leis e decretos deixem de ser apenas formalidades para se tornarem ações concretas. É assim que as bibliotecas, especialmente as públicas e escolares, podem assumir um papel protagonista em nossa sociedade.

    Ao olharmos para a história da humanidade, da Mesopotâmia às redes de informação contemporâneas, percebemos que o desenvolvimento das nações sempre esteve ligado ao fortalecimento de suas instituições de informação. Esse ensinamento nos coloca diante de um momento ímpar. Se já temos leis que favorecem as bibliotecas, por que elas ainda não se tornaram plenamente efetivas?

    A resposta, ainda que parcial, é clara: falta engajamento. A atuação profissional no campo das bibliotecas ainda é falha em muitos contextos. É preciso reduzir o tempo, aqui entendido como o tempo de formação, que o profissional leva para encarar o cenário real de sua prática. E essa formação não pode se restringir a métodos e formas; ela precisa instigar o desejo. Um desejo que seja coletivo, que nasça da comunidade, e não apenas da atuação isolada de um profissional diante de um acervo que, por si só, não tem valor.

    Profissionais, é preciso buscar a instalação desse desejo por bibliotecas em nossas comunidades. E esse desejo vem a partir do momento em que a sociedade percebe que os ganhos, não apenas no sentido material, são muitos quando proporcionados por uma biblioteca.


Disponível em: https://jornal.usp.br/. Acesso em: 01 set. 2025.
De acordo com o texto,
Alternativas
Q3682411 Pedagogia
A importância do canto coral no processo de musicalização de crianças, jovens e adultos, assim como sua influência na expansão do ensino musical brasileiro, manifesta-se em diferentes dimensões pedagógicas, sociais e culturais, conforme se evidencia em pesquisas e práticas de educação musical, e ocorre para
Alternativas
Q3682410 Música
O desenvolvimento da sonoridade vocal de um coro, requer planejamento técnico e artístico, que contemple aspectos coletivos e individuais, demandando do regente escolhas criteriosas, relacionadas à afinação, homogeneidade, projeção e integração do grupo. Tais resultados sonoros, em um conjunto vocal, ocorrem com
Alternativas
Q3682409 Música
Sobre a atuação do regente na formação e condução de grandes grupos musicais vocais e instrumentais,
Alternativas
Q3682408 Música
A identificação das características organológicas dos aerofones transpositores evidencia aspectos como a relação entre altura real e escrita, a tessitura mais comum em uso e as convenções de notação. Considerando o dó 3 como o dó central, é correto afirmar que
Alternativas
Q3682407 Música
Tendo em vista as particularidades organológicas dos aerofones transpositores, pode-se afirmar que
Alternativas
Q3682406 Música
O desenvolvimento da sonoridade de uma banda musical na escola básica, depende de práticas pedagógicas que envolvam aspectos técnicos, expressivos e coletivos, garantindo a coesão e a qualidade sonora do grupo. Bons resultados sonoros agregados à performance do grupo são obtidos ao se
Alternativas
Q3682405 Pedagogia
No processo de ensino-aprendizagem coletivo de instrumentos de sopro, uma abordagem pedagógica eficaz se caracteriza pela condução que
Alternativas
Q3682404 Pedagogia
A compreensão do papel da regência, no processo de formação musical e na criação de grupos musicais vocais e instrumentais, envolve o reconhecimento de sua função pedagógica, organizacional e artística. Por conseguinte,
Alternativas
Q3682403 Música
O estudo e uso de instrumentos harmônicos no exercício da função de regente como recurso formativo e prático na condução coral e instrumental
Alternativas
Q3682402 Música
A consolidação da sonoridade vocal de um coro adulto profissional, resulta da organização e preparação que envolvem aspectos técnicos, expressivos e coletivos, cabendo ao regente promover práticas que favoreçam a homogeneidade sonora do grupo. Assim sendo, neste contexto,
Alternativas
Q3682401 Pedagogia
A valorização do canto coral como prática pedagógica revela sua importância no processo de musicalização de crianças, jovens e adultos, assim como sua contribuição para a expansão do ensino musical brasileiro,
Alternativas
Q3682398 Pedagogia
Na prática do ensino coletivo de piano e teclado eletrônico voltado à iniciação musical, diferentes metodologias enfatizam aspectos pedagógicos específicos, que orientam a organização das aulas e a interação entre os alunos. Desta forma deve-se
Alternativas
Q3682397 Música
O estudo e o uso de instrumentos harmônicos no exercício da função de regente, relacionam-se à prática musical como recurso de apoio na condução, na preparação e no desenvolvimento interpretativo do grupo vocal ou instrumental. Assim sendo, o uso de tais instrumentos
Alternativas
Q3682396 Conhecimentos Gerais

Considere o texto a seguir.



“Aos 9 anos, o menino Moacir não perdia um ensaio sequer da Banda Municipal de Flores. Encantado pelos instrumentos que via e ouvia, estava sempre à espreita de uma oportunidade em que pudesse experimentá-los.


Com o tempo, passou a tomar conta dos instrumentos, aproveitando os momentos ociosos entre as atividades da banda para explorá-los e descobrir o som de cada um deles. A capacidade autodidata se manifestou mais uma vez, e aprendeu a tocar todos os instrumentos da banda: trombone, trompete, trompa, clarineta, saxofone, percussões, além do violão, do banjo e do bandolim.


Após acumular experiências diversas em suas andanças, “O Saxofonista Negro” migra para o Sudeste e incorpora o ambiente de produção efervescente da Rádio Nacional (RJ), envolvendo-se com as diferentes formações da emissora (orquestra de jazz, orquestra de tango, regionais de choro, orquestra de salão e orquestra sinfônica).


Em 1960, por sua relevante atuação como arranjador, instrumentista e compositor de trilhas sonoras, no auge da movimentação em torno da bossa-nova, Moacir Santos destacou-se como professor de inúmeros personagens como Nara Leão, Baden Powell, Sérgio Mendes, Carlos Lyra, Oscar Castro Neves, Roberto Menescal, Dori Caymmi, João Donato, entre outros.


Em 1968, acatando a sugestão do colega e ex-aluno Sérgio Mendes, mudou-se com a família para a Califórnia. Em um primeiro momento, fixaram residência em Hollywood, onde seus contatos e sua experiência no cinema brasileiro o levaram a integrar as equipes dos renomados compositores de trilhas sonoras Henry Mancini e Lalo Schiffrin, em 1968 e 1970, respectivamente.


Trabalhando como ghost-composer, colaborou na composição de trilhas famosas para Hollywood, como a do seriado Missão Impossível, de Schiffrin [...] e a amizade com Horace Silver proporcionou-lhe os contatos com a Blue Note, a conceituada gravadora norte-americana especializada em jazz.”



Fonte: DIAS, Andrea Ernest. Moacir Santos, ou os caminhos de um músico brasileiro. Recife. CEPE Editora, 2025.



O texto traça um breve panorama da trajetória artística do multi-instrumentista, compositor e arranjador Moacir Santos cujas composições mais importantes a serem destacadas são:

Alternativas
Q3682393 Música
A compreensão da instrumentação em bandas musicais e fanfarras envolve identificar os instrumentos adequados para cada função sonora dentro do grupo,
Alternativas
Q3682392 Pedagogia
A utilização de metodologias no ensino coletivo de piano e teclado eletrônico na iniciação musical caracteriza-se por
Alternativas
Q3682388 Conhecimentos Gerais
Em fins dos anos 1960, Ariano Suassuna, então professor do Departamento de Filosofia da UFPE, em conjunto com outros artistas plásticos e músicos, lança um movimento artístico de concepções nacionalistas, matéria-prima regionalista e rico simbolismo imagético-sonoro conhecido como Movimento Armorial. Esse movimento privilegiava as matrizes artísticas e as expressões locais, ao invés de adaptar personagens e paisagens a esquemas literários já estabelecidos e vindos de fora.
O repertório, criado especialmente para o Movimento Armorial, incorpora a modalidade advinda da música dos cantadores de aboio nordestinos, e hibridiza a instrumentação barroco-renascentista com elementos nacionais ao introduzir cordofones como o Marimbau, a Rabeca e a Viola Sertaneja, apropriando neles, gestuais percussivos que emulam, por exemplo, o ritmo de batidas de pés típicos de práticas musicais indígenas brasileiras.
As obras armoriais "Cavalo Marinho (Chamada no.1)"; "Mourão (Variações sobre um tema de Guerra-Peixe)"; "A onça, os guinés e os cachorros"; "Três peças nordestinas"; "Cantiga"; “Príncipe alumioso/ Velame" e "Grande Missa Nordestina", foram compostas por 
Alternativas
Respostas
561: D
562: E
563: D
564: B
565: E
566: B
567: E
568: A
569: C
570: B
571: A
572: E
573: C
574: A
575: C
576: B
577: D
578: C
579: D
580: D