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Um solo desprotegido e mal arado perde alguns centímetros em uma única chuva de verão, que levariam cerca de mil anos, em condições favoráveis para repostos. De acordo com exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. Plantio direto: técnica que consiste em plantar diretamente sobre os restos de plantas da colheita anterior.
II. Rotação de culturas: cultivo alternado de produtos.
III. Curvas de nível: linhas que ligam pontos de mesma cota altimétrica, sobre as quais se faz a semeadura.
IV. Afolhamento: o terreno é dividido em três partes. Enquanto duas partes são cultivadas, a terceira permanece em repouso por um ou dois anos para recuperar as propriedades retiradas com as colheitas anteriores.
São formas de cultivo que podem conservar o solo e amenizar os efeitos da erosão as afirmativas
“Os rios desta bacia hidrográfica têm grande importância na ocupação do espaço regional da Amazônia Oriental. Em sua maior extensão, os rios dessa bacia percorrem terrenos elevados, o que garante boas condições para a geração de energia. Nessa bacia, está situada a Usina de Tucuruí (no rio Tocantins, no Pará) – a maior hidrelétrica totalmente brasileira.”
(Lucci, Elian Alabi & Branco, Anselmo Lázaro & Mendonça, Cláudio. Território e Sociedade no mundo globalizado. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 195.)
A bacia hidrográfica retratada anteriormente é:
Os mares tropicais pouco profundos (onde a evaporação é mais intensa) são mais salgados que os situados próximo aos polos, nos quais os gelos glaciares aportam. Também são menos salgados os mares onde deságuam o maior número de rios, cujas águas, carregando diversos materiais em suspensão, reduzem o índice de salinidade. Com base nessas informações e em seus conhecimentos, qual dos mares a seguir apresenta maior índice de salinidade?
“Os dobramentos modernos são trechos da crosta de formação recente compostos de rochas menos rígidas, situadas relativamente próximas às zonas de contato entre placas convergentes. Por conta da pressão de uma placa sobre a outra, essa parte da crosta dobrou-se num processo lento e contínuo (orogênese), dando origem às cordilheiras.”
(Lucci, Elian Alabi & Branco, Anselmo Lázaro & Mendonça, Cláudio. Território e Sociedade no mundo globalizado. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 73.)
Com base nessas informações e em seus conhecimentos, são dobramentos modernos as seguintes estruturas geológicas, EXCETO:
A escala gráfica é representada por uma linha reta dividida em partes iguais. Nela, a distância no mapa e a distância correspondente no terreno são estabelecidas diretamente, sem necessidade de cálculo.
Transforme a escala gráfica anterior em uma escala numérica e assinale a alternativa correta.
Observe o quadro a seguir.
Cidade |
Longitude |
Centro do fuso |
Distância em relação ao fuso de referência (em graus) |
Horário |
Rio de Janeiro (Brasil) |
43° O |
45° O |
Fuso de referência |
9 horas |
Londres (Reino Unido) |
0° |
0° |
45° |
|
São Francisco (EUA) |
122° O |
120° O |
75° |
|
Cairo (Egito) |
31° L |
30° L |
75° |
(Lucci, Elian Alabi & Branco, Anselmo Lázaro & Mendonça, Cláudio. Território e Sociedade no mundo globalizado. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 28. Adaptado.)
Com base na tabela, é correto afirmar que o horário em Londres, São Francisco e Cairo são, respectivamente:
São medidas que reduzem a mortalidade do paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica, EXCETO:
Assinale a classe da gliptina, medicação usada no tratamento da diabetes tipo 2.
O tipo mais comum de hipotireoidismo é a tireoidite de Hashimoto. Quanto aos critérios diagnósticos dessa doença, assinale a alternativa INCORRETA.
“Paciente, sexo feminino, 30 anos, chega ao pronto-socorro com queixas de sudorese excessiva, tremores e taquicardia. Relata também ter percebido perda de peso nos últimos meses, apesar de ter aumentado a ingestão de alimentos. Nega febre e outros sintomas. Ao exame físico encontra-se com pele quente e úmida, afebril, acianótica e anictérica e FC = 120 bpm. Foi solicitado hemograma completo, PCR, TSH, T4 livre, beta-hCG e teste de captação de iodo radioativo (RAIU-24 h).” Sobre o caso descrito, assinale a alternativa correta.
“FRT, 65 anos, asmático, em investigação de síndrome coronariana foi submetido a um stress farmacológico antes da realização de cintilografia. Após a administração do medicamento, o paciente evoluiu com broncoespasmo e dispneia.” Qual medicamento foi utilizado?
“MFG, 25 anos, sexo feminino, comparece à consulta com queixa de corrimento esbranquiçado e malcheiroso de início há uma semana. O exame a fresco da secreção evidencia a presença de clue cells.” Qual o diagnóstico provável?
De acordo com a VI Diretriz Brasileira de Hipertensão, um paciente de 50 anos que tenha apresentado em duas consultas diferentes medidas de pressão arterial = 145 x 95 mmHg e 140 x 90 mmHg tem como diagnóstico o tratamento:
“Idoso, internado há 3 dias por pielonefrite, apresenta como doença de base insuficiência cardíaca congestiva. Exame físico: normocorado, hidratado, acianótico e afebril, presença de turgência jugular; avaliação cardiovascular: presença de 3ª bulha, ausência de sopros, FC = FP = 125bpm; avaliação pulmonar: murmúrio vesicular globalmente presente, presença de crepitações em pulmão esquerdo, FR = 24 irpm; abdômen: globoso, normotenso, ruídos hidroaéreos presentes, ausência de massas palpáveis ou visceromegalias, dor à palpação da região infraumbilical, macicez à percussão; MMII: pulsos pediosos palpáveis, edema bilateral de tornozelos 2+/4+, panturrilhas livres; raio-x de tórax: área cardíaca aumentada, pulmões sem alterações.” De acordo com esse relato, quantos critérios (maiores e menores) de Framingham esse paciente apresenta?
Sobre o tratamento da fibrilação atrial, assinale a afirmativa INCORRETA.
São parâmetros que definem um paciente como pré-diabético, EXCETO:
Festa íntima
Nem todos têm a fortuna de comemorar o décimo aniversário de seu automóvel. Os que têm não se podem furtar ao prazer de uma festa íntima, com recordações amáveis e o elogio do aniversariante.
O nosso encontro deu-se numa pequena e adorável cidade da Holanda. Pela avenida principal, vejo-lhe ainda as árvores, o vento que descia os degraus dourados do sol. Muitos adolescentes a caminho da escola. Um ritmo de alegria matinal, simples e comunicativo.
O automóvel resplandecia na perfeição intacta da sua recente fabricação. O vendedor fitava-o com orgulho, amava-o com um amor de especialista, grave e sincero. Nós o amávamos timidamente, ainda, contemplando-lhe linhas, esmaltes, metais, forro... – mas o vendedor proclamava, acima de tudo, a excelência da máquina. Era um homem sensível e engenhoso. Até nos queria vender um dispositivo especial que fazia descer uma leve cortina d’água para lavar o vidro da frente.
Partimos emocionados. O vendedor dizia-nos adeus com bondade. Recomendava-nos certo óleo, moderação na rodagem... E quando nos voltamos, na derradeira despedida, continuava a acompanhar o carro com olhos de pai despedindo-se de um filho.
Ele aprendeu a rodar pela terra da Holanda, e seu padrinho foi um holandês. Entre as nuvens de bicicletas daquelas encantadoras cidades, sua presença era um pouco escandalosa. [...]
Em cada posto de gasolina, todos o vinham observar por dentro e por fora. Os entendidos em máquinas caíam em êxtase. Era um assombro, o que viam e o que adivinhavam.
E assim foi ele vivendo a sua infância pelos campos floridos da Bélgica, fazendo levantar os olhos aos belos cavalos brancos que pasciam; e conheceu os castelos do Loire e a luz formosa do sul da França; e deslumbrou as donzelinhas espanholas que passavam pela tarde, abraçadas e risonhas, e deslizou pelas estradas de Portugal. [...]
E assim chegou ao Brasil, viu as paisagens cariocas, fluminenses, mineiras e paulistas. Talvez estranhasse, às vezes, o clima (ah! os patrões obrigam a tanto)!
Mas logo as distâncias o seduziam e atirava-se por elas feliz e leve como se fosse voar.
Carro tão sensato jamais houve: não cometeu nunca a menor infração e até se desvia a temo para que os outros não as cometam. Com o tempo, tem tido suas pequenas crises: mas os mecânicos continuam a amá-lo tanto quanto seu vendedor, e tratam-no com o carinho de um médico devotado por um paciente precioso.
E eis que agora cumpre dez anos. E jamais nos ocorreria trocá-lo por outro mais novo, fosse qual fosse a atração do modelo. Nós o amamos como a uma pessoa viva, a um amigo fiel, a um companheiro impecável. Faz parte da família. Vence todos os obstáculos das estradas e das ruas, resiste a todas as gasolinas; quando enguiça é porque as adversidades são enormes. Outros, quebravam-se. Ele pára, espera que o ajudem, e logo recupera seu alento, sua coragem, sua vontade de bem servir. Mesmo entre as criaturas humanas, poucos se lhe podem comparar.
Eis porque festejamos com ternura este aniversário. Que lhe podemos oferecer de presente? Uma boa lubrificação, um bom passeio por uma bela estrada, ao longo da qual se possa expandir seu coração trabalhador. E buzinaremos a nossa alegria por onde passarmos, celebrando as suas virtudes e proclamando-lhe a nossa gratidão.
(MEIRELES, Cecília – Inéditos, 1968 – Literatura Comentada – Ed. Abril.)
O segmento do texto que NÃO apresenta estrutura aditiva realizada por meio de conectores desse tipo é:
Festa íntima
Nem todos têm a fortuna de comemorar o décimo aniversário de seu automóvel. Os que têm não se podem furtar ao prazer de uma festa íntima, com recordações amáveis e o elogio do aniversariante.
O nosso encontro deu-se numa pequena e adorável cidade da Holanda. Pela avenida principal, vejo-lhe ainda as árvores, o vento que descia os degraus dourados do sol. Muitos adolescentes a caminho da escola. Um ritmo de alegria matinal, simples e comunicativo.
O automóvel resplandecia na perfeição intacta da sua recente fabricação. O vendedor fitava-o com orgulho, amava-o com um amor de especialista, grave e sincero. Nós o amávamos timidamente, ainda, contemplando-lhe linhas, esmaltes, metais, forro... – mas o vendedor proclamava, acima de tudo, a excelência da máquina. Era um homem sensível e engenhoso. Até nos queria vender um dispositivo especial que fazia descer uma leve cortina d’água para lavar o vidro da frente.
Partimos emocionados. O vendedor dizia-nos adeus com bondade. Recomendava-nos certo óleo, moderação na rodagem... E quando nos voltamos, na derradeira despedida, continuava a acompanhar o carro com olhos de pai despedindo-se de um filho.
Ele aprendeu a rodar pela terra da Holanda, e seu padrinho foi um holandês. Entre as nuvens de bicicletas daquelas encantadoras cidades, sua presença era um pouco escandalosa. [...]
Em cada posto de gasolina, todos o vinham observar por dentro e por fora. Os entendidos em máquinas caíam em êxtase. Era um assombro, o que viam e o que adivinhavam.
E assim foi ele vivendo a sua infância pelos campos floridos da Bélgica, fazendo levantar os olhos aos belos cavalos brancos que pasciam; e conheceu os castelos do Loire e a luz formosa do sul da França; e deslumbrou as donzelinhas espanholas que passavam pela tarde, abraçadas e risonhas, e deslizou pelas estradas de Portugal. [...]
E assim chegou ao Brasil, viu as paisagens cariocas, fluminenses, mineiras e paulistas. Talvez estranhasse, às vezes, o clima (ah! os patrões obrigam a tanto)!
Mas logo as distâncias o seduziam e atirava-se por elas feliz e leve como se fosse voar.
Carro tão sensato jamais houve: não cometeu nunca a menor infração e até se desvia a temo para que os outros não as cometam. Com o tempo, tem tido suas pequenas crises: mas os mecânicos continuam a amá-lo tanto quanto seu vendedor, e tratam-no com o carinho de um médico devotado por um paciente precioso.
E eis que agora cumpre dez anos. E jamais nos ocorreria trocá-lo por outro mais novo, fosse qual fosse a atração do modelo. Nós o amamos como a uma pessoa viva, a um amigo fiel, a um companheiro impecável. Faz parte da família. Vence todos os obstáculos das estradas e das ruas, resiste a todas as gasolinas; quando enguiça é porque as adversidades são enormes. Outros, quebravam-se. Ele pára, espera que o ajudem, e logo recupera seu alento, sua coragem, sua vontade de bem servir. Mesmo entre as criaturas humanas, poucos se lhe podem comparar.
Eis porque festejamos com ternura este aniversário. Que lhe podemos oferecer de presente? Uma boa lubrificação, um bom passeio por uma bela estrada, ao longo da qual se possa expandir seu coração trabalhador. E buzinaremos a nossa alegria por onde passarmos, celebrando as suas virtudes e proclamando-lhe a nossa gratidão.
(MEIRELES, Cecília – Inéditos, 1968 – Literatura Comentada – Ed. Abril.)
Assinale a alternativa em que a função sintática exercida pelos termos em destaque está corretamente indicada.
Festa íntima
Nem todos têm a fortuna de comemorar o décimo aniversário de seu automóvel. Os que têm não se podem furtar ao prazer de uma festa íntima, com recordações amáveis e o elogio do aniversariante.
O nosso encontro deu-se numa pequena e adorável cidade da Holanda. Pela avenida principal, vejo-lhe ainda as árvores, o vento que descia os degraus dourados do sol. Muitos adolescentes a caminho da escola. Um ritmo de alegria matinal, simples e comunicativo.
O automóvel resplandecia na perfeição intacta da sua recente fabricação. O vendedor fitava-o com orgulho, amava-o com um amor de especialista, grave e sincero. Nós o amávamos timidamente, ainda, contemplando-lhe linhas, esmaltes, metais, forro... – mas o vendedor proclamava, acima de tudo, a excelência da máquina. Era um homem sensível e engenhoso. Até nos queria vender um dispositivo especial que fazia descer uma leve cortina d’água para lavar o vidro da frente.
Partimos emocionados. O vendedor dizia-nos adeus com bondade. Recomendava-nos certo óleo, moderação na rodagem... E quando nos voltamos, na derradeira despedida, continuava a acompanhar o carro com olhos de pai despedindo-se de um filho.
Ele aprendeu a rodar pela terra da Holanda, e seu padrinho foi um holandês. Entre as nuvens de bicicletas daquelas encantadoras cidades, sua presença era um pouco escandalosa. [...]
Em cada posto de gasolina, todos o vinham observar por dentro e por fora. Os entendidos em máquinas caíam em êxtase. Era um assombro, o que viam e o que adivinhavam.
E assim foi ele vivendo a sua infância pelos campos floridos da Bélgica, fazendo levantar os olhos aos belos cavalos brancos que pasciam; e conheceu os castelos do Loire e a luz formosa do sul da França; e deslumbrou as donzelinhas espanholas que passavam pela tarde, abraçadas e risonhas, e deslizou pelas estradas de Portugal. [...]
E assim chegou ao Brasil, viu as paisagens cariocas, fluminenses, mineiras e paulistas. Talvez estranhasse, às vezes, o clima (ah! os patrões obrigam a tanto)!
Mas logo as distâncias o seduziam e atirava-se por elas feliz e leve como se fosse voar.
Carro tão sensato jamais houve: não cometeu nunca a menor infração e até se desvia a temo para que os outros não as cometam. Com o tempo, tem tido suas pequenas crises: mas os mecânicos continuam a amá-lo tanto quanto seu vendedor, e tratam-no com o carinho de um médico devotado por um paciente precioso.
E eis que agora cumpre dez anos. E jamais nos ocorreria trocá-lo por outro mais novo, fosse qual fosse a atração do modelo. Nós o amamos como a uma pessoa viva, a um amigo fiel, a um companheiro impecável. Faz parte da família. Vence todos os obstáculos das estradas e das ruas, resiste a todas as gasolinas; quando enguiça é porque as adversidades são enormes. Outros, quebravam-se. Ele pára, espera que o ajudem, e logo recupera seu alento, sua coragem, sua vontade de bem servir. Mesmo entre as criaturas humanas, poucos se lhe podem comparar.
Eis porque festejamos com ternura este aniversário. Que lhe podemos oferecer de presente? Uma boa lubrificação, um bom passeio por uma bela estrada, ao longo da qual se possa expandir seu coração trabalhador. E buzinaremos a nossa alegria por onde passarmos, celebrando as suas virtudes e proclamando-lhe a nossa gratidão.
(MEIRELES, Cecília – Inéditos, 1968 – Literatura Comentada – Ed. Abril.)
Em relação à acentuação das palavras “sensível”, “até”, “nós”, “obstáculo” é correto afirmar que
Festa íntima
Nem todos têm a fortuna de comemorar o décimo aniversário de seu automóvel. Os que têm não se podem furtar ao prazer de uma festa íntima, com recordações amáveis e o elogio do aniversariante.
O nosso encontro deu-se numa pequena e adorável cidade da Holanda. Pela avenida principal, vejo-lhe ainda as árvores, o vento que descia os degraus dourados do sol. Muitos adolescentes a caminho da escola. Um ritmo de alegria matinal, simples e comunicativo.
O automóvel resplandecia na perfeição intacta da sua recente fabricação. O vendedor fitava-o com orgulho, amava-o com um amor de especialista, grave e sincero. Nós o amávamos timidamente, ainda, contemplando-lhe linhas, esmaltes, metais, forro... – mas o vendedor proclamava, acima de tudo, a excelência da máquina. Era um homem sensível e engenhoso. Até nos queria vender um dispositivo especial que fazia descer uma leve cortina d’água para lavar o vidro da frente.
Partimos emocionados. O vendedor dizia-nos adeus com bondade. Recomendava-nos certo óleo, moderação na rodagem... E quando nos voltamos, na derradeira despedida, continuava a acompanhar o carro com olhos de pai despedindo-se de um filho.
Ele aprendeu a rodar pela terra da Holanda, e seu padrinho foi um holandês. Entre as nuvens de bicicletas daquelas encantadoras cidades, sua presença era um pouco escandalosa. [...]
Em cada posto de gasolina, todos o vinham observar por dentro e por fora. Os entendidos em máquinas caíam em êxtase. Era um assombro, o que viam e o que adivinhavam.
E assim foi ele vivendo a sua infância pelos campos floridos da Bélgica, fazendo levantar os olhos aos belos cavalos brancos que pasciam; e conheceu os castelos do Loire e a luz formosa do sul da França; e deslumbrou as donzelinhas espanholas que passavam pela tarde, abraçadas e risonhas, e deslizou pelas estradas de Portugal. [...]
E assim chegou ao Brasil, viu as paisagens cariocas, fluminenses, mineiras e paulistas. Talvez estranhasse, às vezes, o clima (ah! os patrões obrigam a tanto)!
Mas logo as distâncias o seduziam e atirava-se por elas feliz e leve como se fosse voar.
Carro tão sensato jamais houve: não cometeu nunca a menor infração e até se desvia a temo para que os outros não as cometam. Com o tempo, tem tido suas pequenas crises: mas os mecânicos continuam a amá-lo tanto quanto seu vendedor, e tratam-no com o carinho de um médico devotado por um paciente precioso.
E eis que agora cumpre dez anos. E jamais nos ocorreria trocá-lo por outro mais novo, fosse qual fosse a atração do modelo. Nós o amamos como a uma pessoa viva, a um amigo fiel, a um companheiro impecável. Faz parte da família. Vence todos os obstáculos das estradas e das ruas, resiste a todas as gasolinas; quando enguiça é porque as adversidades são enormes. Outros, quebravam-se. Ele pára, espera que o ajudem, e logo recupera seu alento, sua coragem, sua vontade de bem servir. Mesmo entre as criaturas humanas, poucos se lhe podem comparar.
Eis porque festejamos com ternura este aniversário. Que lhe podemos oferecer de presente? Uma boa lubrificação, um bom passeio por uma bela estrada, ao longo da qual se possa expandir seu coração trabalhador. E buzinaremos a nossa alegria por onde passarmos, celebrando as suas virtudes e proclamando-lhe a nossa gratidão.
(MEIRELES, Cecília – Inéditos, 1968 – Literatura Comentada – Ed. Abril.)
Em “E assim foi ele vivendo a sua infância pelos campos floridos da Bélgica.” (7º§), a correção semântica é preservada substituindo-se o termo destacado por