Questões de Concurso Comentadas para cespe / cebraspe

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Q3928830 Química
Texto para a questão.

    Alguns bombons possuem um recheio líquido, uma espécie de “li r” u “xar pe” e eu interior. Muitos podem se perguntar: como isso é possível? Seria esse líquido inserido dentro do bombom sólido oco? Se sim, como se faria para tapar o orifício de introdução e evitar que o líquido vaze?
    Na verdade, o processo não é bem esse. O recheio é feito com uma mistura de sacarose e outros ingredientes, formando uma pasta ou um creme relativamente firme. Antes de se recobrir o recheio sólido com chocolate, a enzima invertase é adicionada à mistura. Essa enzima catalisa a hidrólise da sacarose em duas moléculas menores: glicose e frutose. Após o bombom ser fechado com a casca de chocolate, a invertase começa a agir lentamente. Em alguns dias ou semanas, a sacarose se converte em glicose e frutose, que são mais solúveis em água. Isso transforma o recheio sólido em um xarope líquido dentro da casca.
Ainda considerando-se as informações do texto anterior, é correto afirmar que a hidrólise da sacarose, produzindo glicose e frutose, é uma reação
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Q3928828 Química
Texto para a questão.

    Alguns bombons possuem um recheio líquido, uma espécie de “li r” u “xar pe” e eu interior. Muitos podem se perguntar: como isso é possível? Seria esse líquido inserido dentro do bombom sólido oco? Se sim, como se faria para tapar o orifício de introdução e evitar que o líquido vaze?
    Na verdade, o processo não é bem esse. O recheio é feito com uma mistura de sacarose e outros ingredientes, formando uma pasta ou um creme relativamente firme. Antes de se recobrir o recheio sólido com chocolate, a enzima invertase é adicionada à mistura. Essa enzima catalisa a hidrólise da sacarose em duas moléculas menores: glicose e frutose. Após o bombom ser fechado com a casca de chocolate, a invertase começa a agir lentamente. Em alguns dias ou semanas, a sacarose se converte em glicose e frutose, que são mais solúveis em água. Isso transforma o recheio sólido em um xarope líquido dentro da casca.
Caso a reação de hidrólise da sacarose, mencionada no texto apresentado, não fosse catalisada e o sistema já estivesse em equilíbrio químico, então a adição de mais sacarose à mistura do recheio
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Q3928824 Química
Texto para a questão.

    O Codex Ebers, um papiro médico produzido no antigo Egito, descreve o uso de alho para limpar feridas e tratar doenças. Hoje, sabe-se que o dissulfeto de dialila (CH2═CH─CH2─S─S─CH2─CH═CH2; M = 146 g/mol), o composto volátil responsável pelo odor do alho, é um poderoso agente antibactericida, mais potente contra febre tifoide, inclusive, que a própria penicilina.

    Em escala industrial, o dissulfeto de dialila é produzido a partir de dissulfeto de sódio (Na2S2; M = 110 g/mol) e cloreto de alila (C3H5Cl; M = 76,5 g/mol), a temperaturas entre 40 °C e 60 °C, em uma atmosfera de gás inerte, conforme a reação mostrada a seguir.

Captura_de tela 2026-03-12 142902.png (522×50)
Considerando-se que a reação entre dissulfeto de sódio e cloreto de alila, mencionada no texto precedente, tenha um rendimento de 88%, é correto afirmar que 1 kg de dissulfeto de sódio produzirá uma quantidade de dissulfeto de dialila
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Q3928807 Física
    Um corpo, inicialmente em repouso, está no topo de um plano inclinado, de altura h. O ângulo entre o plano e a direção horizontal é dado por θ, e a aceleração da gravidade é representada por g, conforme ilustrado na figura a seguir.

Captura_de tela 2026-03-12 142446.png (283×177)

    Sabe-se que há atrito entre o corpo e a superfície do plano inclinado e que o coeficiente de atrito estático é o dobro do coeficiente de atrito cinético e tem valor adimensional igual a 1. Sabe-se, também, que o valor de θ é o menor valor possível para que o corpo não permaneça em repouso. Sobre o corpo atua a força peso.

    A partir dessas informações, assinale a opção que corresponde ao tempo que o corpo demorará para descer do topo até a base do plano inclinado.
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Q3928806 Inglês
Text for question.

    The elevation of scientific discourse to a major component in the project of modernity and the Eurocentrism inherent in the Western scientific enterprise have aided both the development of racial hierarchies and the creation of the long-enduring myth of science as an impartial, pure and value-free endeavour, superior to other peoples’ modes of thinking. It is also to be argued that it is one thing to ‘discover’, identify, categorise and classify plants, beetles as well as peoples, but quite another to transform such categories and classifications into hierarchies that suggest stratification in terms of social and moral inferiority. The process of categorisation would then not in itself be normative, but rather evaluative attributions would be based upon moral and social preferences, subjective value judgements and the striving for political power.
    The conundrum of the conceptual status and the socio-political consequences of the Enlightenment has not been resolved satisfactorily. Yet there now exists agreement on some parameters. The consensus is that scientific racism, racial medicine and colonial rule were for a time closely linked, variously reinforced and justified each other. Claims to racial superiority and Western scientific and medical hegemony are seen to have emerged alongside each other in the wake of the Enlightenment, culminating eventually not only in scientifically based racism in the nineteenth century and racial medicine in the twentieth century, but also in the perceived enhancement and legitimisation of colonial expansion by reference to medical and scientific progress. The interrelatedness of race, science and medicine, and its extension to the colonial realm during the nineteenth century, in particular, therefore constitutes one major focus for work and research.


Waltraud Ernst. Historical and contemporary perspectives on race, science and medicine.
In: Waltraud Ernst and Bernard Harris (eds.) Race, Science and Medicine, 1700–1960.
London: Routledge, 1999.
In Waltraud Ernst’s text, the word “conundrum”, used in the beginning of the second paragraph, could be correctly replaced, without changing the overall meaning of the sentence, with
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Q3928804 Inglês
Text for question.

    The elevation of scientific discourse to a major component in the project of modernity and the Eurocentrism inherent in the Western scientific enterprise have aided both the development of racial hierarchies and the creation of the long-enduring myth of science as an impartial, pure and value-free endeavour, superior to other peoples’ modes of thinking. It is also to be argued that it is one thing to ‘discover’, identify, categorise and classify plants, beetles as well as peoples, but quite another to transform such categories and classifications into hierarchies that suggest stratification in terms of social and moral inferiority. The process of categorisation would then not in itself be normative, but rather evaluative attributions would be based upon moral and social preferences, subjective value judgements and the striving for political power.
    The conundrum of the conceptual status and the socio-political consequences of the Enlightenment has not been resolved satisfactorily. Yet there now exists agreement on some parameters. The consensus is that scientific racism, racial medicine and colonial rule were for a time closely linked, variously reinforced and justified each other. Claims to racial superiority and Western scientific and medical hegemony are seen to have emerged alongside each other in the wake of the Enlightenment, culminating eventually not only in scientifically based racism in the nineteenth century and racial medicine in the twentieth century, but also in the perceived enhancement and legitimisation of colonial expansion by reference to medical and scientific progress. The interrelatedness of race, science and medicine, and its extension to the colonial realm during the nineteenth century, in particular, therefore constitutes one major focus for work and research.


Waltraud Ernst. Historical and contemporary perspectives on race, science and medicine.
In: Waltraud Ernst and Bernard Harris (eds.) Race, Science and Medicine, 1700–1960.
London: Routledge, 1999.
It can be inferred from Waltraud Ernst’s text that scientifically based racism and colonial expansion
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Q3928800 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
    Tecnologia assistiva (ou ajuda técnica), conforme definida na Lei Brasileira de Inclusão, são produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Brasil. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Manual de acessibilidade em eventos presenciais. 1.ª ed. Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 2025. Internet: <gov.br>.

Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta acerca do uso de tecnologia assistiva em eventos e produções artísticas.
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Q3928799 Literatura
Com relação ao gênero literário dramático e sua produção artística como espetáculo, assinale a opção correta. 
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Q3928798 Literatura
Amor

    Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.
    No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado.
        (...)
      O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu ao seu rosto um ar de mulher. O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.
     A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.
    O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.
     Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio.

Clarice Lispector. Todos os contos. Benjamin Moser (org.).
Rio de Janeiro: Rocco, 2016, p. 145-7 (com adaptações).

O texto Amor ilustra um aspecto marcante e inovador da narrativa intimista de Clarice Lispector no contexto da terceira fase do Modernismo brasileiro. Esse aspecto corresponde 
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Q3928797 Português
Amor

    Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.
    No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado.
        (...)
      O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu ao seu rosto um ar de mulher. O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.
     A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.
    O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.
     Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio.

Clarice Lispector. Todos os contos. Benjamin Moser (org.).
Rio de Janeiro: Rocco, 2016, p. 145-7 (com adaptações).

No texto Amor, a imagem de um cego no ponto do bonde provoca na personagem Ana uma reação tão intensa que “quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio”. Pelos sentidos veiculados no fragmento, infere-se que tal reação se deve
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Q3928796 Literatura
Botafogo                                                          Murilo Mendes
Desfilam algas, sereias, peixes e galeras
E legiões de homens desde a pré-história
Diante do Pão de Açúcar impassível.
Um aeroplano bica a pedra amorosamente
A filha do português debruçou-se à janela
Os anúncios luminosos leem seu busto
A enseada encerrou-se num arranha-céu.

Murilo Mendes. Os quatro elementos. Internet: <www.algumapoesia.com.br>.

O Modernismo brasileiro recebeu forte influência das vanguardas europeias, cujos conceitos passaram a fazer parte definitivamente da arte brasileira a partir da Semana de Arte Moderna. No texto Botafogo, que integra o Modernismo brasileiro, verifica-se que o autor foi influenciado, principalmente, pelo(a) 
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Q3928792 Português
Gesso
                                Manuel Bandeira

Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
— O gesso muito branco, as linhas muito puras, —
Mal sugeria a imagem de vida
(Embora a figura chorasse).
Há muitos anos tenho-a comigo.

O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina
amarelo-suja.
Os meus olhos, de tanto a olharem,
Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.

Um dia mão estúpida
Inadvertidamente a derrubou e partiu.
Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes fragmentos,
recompus a
        [figurinha que chorava.
E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujo mordente
da pátina...

Hoje este gessozinho comercial
É tocante e vive, e me fez agora refletir
Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.

Manuel Bandeira. Gesso. In: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 68.
A composição do poema Gesso estrutura-se
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Q3928791 Português
Gesso
                                Manuel Bandeira

Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
— O gesso muito branco, as linhas muito puras, —
Mal sugeria a imagem de vida
(Embora a figura chorasse).
Há muitos anos tenho-a comigo.

O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina
amarelo-suja.
Os meus olhos, de tanto a olharem,
Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.

Um dia mão estúpida
Inadvertidamente a derrubou e partiu.
Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes fragmentos,
recompus a
        [figurinha que chorava.
E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujo mordente
da pátina...

Hoje este gessozinho comercial
É tocante e vive, e me fez agora refletir
Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.

Manuel Bandeira. Gesso. In: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986, p. 68.
Segundo os sentidos veiculados no poema Gesso, de Manuel Bandeira, o que diferencia os seres vivos dos objetos inanimados é, sobretudo,
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Q3928790 Literatura
O alienista

    Nisto chegou do Rio de Janeiro D. Evarista, esposa do alienista, a tia, a mulher do Crispim Soares, e toda a mais comitiva — ou quase toda — que algumas semanas antes partira de Itaguaí.
    (...)
    Três horas depois cerca de cinquenta convivas sentavam-se em volta da mesa de Simão Bacamarte; era o jantar das boas-vindas. D. Evarista foi o assunto obrigado dos brindes, discursos, versos de toda a casta, metáforas, amplificações, apólogos. Ela era a esposa do novo Hipócrates, a musa da ciência, anjo, divina, aurora, caridade, vida, consolação; trazia nos olhos duas estrelas segundo a versão modesta de Crispim Soares e dous sóis, no conceito de um vereador. (...) Um dos oradores, por exemplo, Martim Brito, rapaz de vinte e cinco anos, pintalegrete acabado, curtido de namoros e aventuras, declamou um discurso em que o nascimento de D. Evarista era explicado pelo mais singular dos reptos. “Deus”, disse ele, “depois de dar o universo ao homem e à mulher, esse diamante e essa pérola da coroa divina,” (e o orador arrastava triunfalmente esta frase de uma ponta a outra da mesa) “Deus quis vencer a Deus, e criou D. Evarista.” 
    D. Evarista baixou os olhos com exemplar modéstia. Duas senhoras, achando a cortesanice excessiva e audaciosa, interrogaram os olhos do dono da casa; e, na verdade, o gesto do alienista pareceu-lhes nublado de suspeitas, de ameaças e, provavelmente, de sangue. O atrevimento foi grande, pensaram as duas damas. (...) Mas o alienista sorria agora para o Martim Brito e, levantados todos, foi ter com ele e falou-lhe do discurso. Não lhe negou que era um improviso brilhante, cheio de rasgos magníficos. Seria dele mesmo a ideia relativa ao nascimento de D. Evarista ou tê-la-ia encontrado em algum autor que?... Não senhor; era dele mesmo; achou-a naquela ocasião e parecera-lhe adequada a um arroubo oratório. De resto, suas ideias eram antes arrojadas do que ternas ou jocosas. Dava para o épico. (...)
    “Pobre moço!”, pensou o alienista. E continuou consigo: “Trata-se de um caso de lesão cerebral: fenômeno sem gravidade, mas digno de estudo...”
    D. Evarista ficou estupefata quando soube, três dias depois, que o Martim Brito fora alojado na Casa Verde. Um moço que tinha ideias tão bonitas! As duas senhoras atribuíram o ato a ciúmes do alienista. Não podia ser outra cousa; realmente, a declaração do moço fora audaciosa demais.
    Ciúmes? Mas como explicar que, logo em seguida, fossem recolhidos José Borges do Couto Leme, pessoa estimável, o Chico das cambraias, folgazão emérito, o escrivão Fabrício e ainda outros? O terror acentuou-se. Não se sabia já quem estava são, nem quem estava doudo. 

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos de Machado de Assis.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p.38; 55-56 (com adaptações).
Alguns elementos da composição do trecho apresentado de O alienista operam artisticamente a produção de um efeito crítico e realista. Entre esses elementos, destaca-se
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Q3928789 Português
O alienista

    Nisto chegou do Rio de Janeiro D. Evarista, esposa do alienista, a tia, a mulher do Crispim Soares, e toda a mais comitiva — ou quase toda — que algumas semanas antes partira de Itaguaí.
    (...)
    Três horas depois cerca de cinquenta convivas sentavam-se em volta da mesa de Simão Bacamarte; era o jantar das boas-vindas. D. Evarista foi o assunto obrigado dos brindes, discursos, versos de toda a casta, metáforas, amplificações, apólogos. Ela era a esposa do novo Hipócrates, a musa da ciência, anjo, divina, aurora, caridade, vida, consolação; trazia nos olhos duas estrelas segundo a versão modesta de Crispim Soares e dous sóis, no conceito de um vereador. (...) Um dos oradores, por exemplo, Martim Brito, rapaz de vinte e cinco anos, pintalegrete acabado, curtido de namoros e aventuras, declamou um discurso em que o nascimento de D. Evarista era explicado pelo mais singular dos reptos. “Deus”, disse ele, “depois de dar o universo ao homem e à mulher, esse diamante e essa pérola da coroa divina,” (e o orador arrastava triunfalmente esta frase de uma ponta a outra da mesa) “Deus quis vencer a Deus, e criou D. Evarista.” 
    D. Evarista baixou os olhos com exemplar modéstia. Duas senhoras, achando a cortesanice excessiva e audaciosa, interrogaram os olhos do dono da casa; e, na verdade, o gesto do alienista pareceu-lhes nublado de suspeitas, de ameaças e, provavelmente, de sangue. O atrevimento foi grande, pensaram as duas damas. (...) Mas o alienista sorria agora para o Martim Brito e, levantados todos, foi ter com ele e falou-lhe do discurso. Não lhe negou que era um improviso brilhante, cheio de rasgos magníficos. Seria dele mesmo a ideia relativa ao nascimento de D. Evarista ou tê-la-ia encontrado em algum autor que?... Não senhor; era dele mesmo; achou-a naquela ocasião e parecera-lhe adequada a um arroubo oratório. De resto, suas ideias eram antes arrojadas do que ternas ou jocosas. Dava para o épico. (...)
    “Pobre moço!”, pensou o alienista. E continuou consigo: “Trata-se de um caso de lesão cerebral: fenômeno sem gravidade, mas digno de estudo...”
    D. Evarista ficou estupefata quando soube, três dias depois, que o Martim Brito fora alojado na Casa Verde. Um moço que tinha ideias tão bonitas! As duas senhoras atribuíram o ato a ciúmes do alienista. Não podia ser outra cousa; realmente, a declaração do moço fora audaciosa demais.
    Ciúmes? Mas como explicar que, logo em seguida, fossem recolhidos José Borges do Couto Leme, pessoa estimável, o Chico das cambraias, folgazão emérito, o escrivão Fabrício e ainda outros? O terror acentuou-se. Não se sabia já quem estava são, nem quem estava doudo. 

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos de Machado de Assis.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p.38; 55-56 (com adaptações).
Como forma literária humanizadora, o trecho apresentado da obra machadiana O alienista permite ao leitor o reconhecimento de certos valores sociais, como
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Q3928788 Literatura
O alienista

    Nisto chegou do Rio de Janeiro D. Evarista, esposa do alienista, a tia, a mulher do Crispim Soares, e toda a mais comitiva — ou quase toda — que algumas semanas antes partira de Itaguaí.
    (...)
    Três horas depois cerca de cinquenta convivas sentavam-se em volta da mesa de Simão Bacamarte; era o jantar das boas-vindas. D. Evarista foi o assunto obrigado dos brindes, discursos, versos de toda a casta, metáforas, amplificações, apólogos. Ela era a esposa do novo Hipócrates, a musa da ciência, anjo, divina, aurora, caridade, vida, consolação; trazia nos olhos duas estrelas segundo a versão modesta de Crispim Soares e dous sóis, no conceito de um vereador. (...) Um dos oradores, por exemplo, Martim Brito, rapaz de vinte e cinco anos, pintalegrete acabado, curtido de namoros e aventuras, declamou um discurso em que o nascimento de D. Evarista era explicado pelo mais singular dos reptos. “Deus”, disse ele, “depois de dar o universo ao homem e à mulher, esse diamante e essa pérola da coroa divina,” (e o orador arrastava triunfalmente esta frase de uma ponta a outra da mesa) “Deus quis vencer a Deus, e criou D. Evarista.” 
    D. Evarista baixou os olhos com exemplar modéstia. Duas senhoras, achando a cortesanice excessiva e audaciosa, interrogaram os olhos do dono da casa; e, na verdade, o gesto do alienista pareceu-lhes nublado de suspeitas, de ameaças e, provavelmente, de sangue. O atrevimento foi grande, pensaram as duas damas. (...) Mas o alienista sorria agora para o Martim Brito e, levantados todos, foi ter com ele e falou-lhe do discurso. Não lhe negou que era um improviso brilhante, cheio de rasgos magníficos. Seria dele mesmo a ideia relativa ao nascimento de D. Evarista ou tê-la-ia encontrado em algum autor que?... Não senhor; era dele mesmo; achou-a naquela ocasião e parecera-lhe adequada a um arroubo oratório. De resto, suas ideias eram antes arrojadas do que ternas ou jocosas. Dava para o épico. (...)
    “Pobre moço!”, pensou o alienista. E continuou consigo: “Trata-se de um caso de lesão cerebral: fenômeno sem gravidade, mas digno de estudo...”
    D. Evarista ficou estupefata quando soube, três dias depois, que o Martim Brito fora alojado na Casa Verde. Um moço que tinha ideias tão bonitas! As duas senhoras atribuíram o ato a ciúmes do alienista. Não podia ser outra cousa; realmente, a declaração do moço fora audaciosa demais.
    Ciúmes? Mas como explicar que, logo em seguida, fossem recolhidos José Borges do Couto Leme, pessoa estimável, o Chico das cambraias, folgazão emérito, o escrivão Fabrício e ainda outros? O terror acentuou-se. Não se sabia já quem estava são, nem quem estava doudo. 

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos de Machado de Assis.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p.38; 55-56 (com adaptações).
A estrutura narrativa do trecho reproduzido de O alienista é conduzida
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Q3928787 Literatura
O alienista

    Nisto chegou do Rio de Janeiro D. Evarista, esposa do alienista, a tia, a mulher do Crispim Soares, e toda a mais comitiva — ou quase toda — que algumas semanas antes partira de Itaguaí.
    (...)
    Três horas depois cerca de cinquenta convivas sentavam-se em volta da mesa de Simão Bacamarte; era o jantar das boas-vindas. D. Evarista foi o assunto obrigado dos brindes, discursos, versos de toda a casta, metáforas, amplificações, apólogos. Ela era a esposa do novo Hipócrates, a musa da ciência, anjo, divina, aurora, caridade, vida, consolação; trazia nos olhos duas estrelas segundo a versão modesta de Crispim Soares e dous sóis, no conceito de um vereador. (...) Um dos oradores, por exemplo, Martim Brito, rapaz de vinte e cinco anos, pintalegrete acabado, curtido de namoros e aventuras, declamou um discurso em que o nascimento de D. Evarista era explicado pelo mais singular dos reptos. “Deus”, disse ele, “depois de dar o universo ao homem e à mulher, esse diamante e essa pérola da coroa divina,” (e o orador arrastava triunfalmente esta frase de uma ponta a outra da mesa) “Deus quis vencer a Deus, e criou D. Evarista.” 
    D. Evarista baixou os olhos com exemplar modéstia. Duas senhoras, achando a cortesanice excessiva e audaciosa, interrogaram os olhos do dono da casa; e, na verdade, o gesto do alienista pareceu-lhes nublado de suspeitas, de ameaças e, provavelmente, de sangue. O atrevimento foi grande, pensaram as duas damas. (...) Mas o alienista sorria agora para o Martim Brito e, levantados todos, foi ter com ele e falou-lhe do discurso. Não lhe negou que era um improviso brilhante, cheio de rasgos magníficos. Seria dele mesmo a ideia relativa ao nascimento de D. Evarista ou tê-la-ia encontrado em algum autor que?... Não senhor; era dele mesmo; achou-a naquela ocasião e parecera-lhe adequada a um arroubo oratório. De resto, suas ideias eram antes arrojadas do que ternas ou jocosas. Dava para o épico. (...)
    “Pobre moço!”, pensou o alienista. E continuou consigo: “Trata-se de um caso de lesão cerebral: fenômeno sem gravidade, mas digno de estudo...”
    D. Evarista ficou estupefata quando soube, três dias depois, que o Martim Brito fora alojado na Casa Verde. Um moço que tinha ideias tão bonitas! As duas senhoras atribuíram o ato a ciúmes do alienista. Não podia ser outra cousa; realmente, a declaração do moço fora audaciosa demais.
    Ciúmes? Mas como explicar que, logo em seguida, fossem recolhidos José Borges do Couto Leme, pessoa estimável, o Chico das cambraias, folgazão emérito, o escrivão Fabrício e ainda outros? O terror acentuou-se. Não se sabia já quem estava são, nem quem estava doudo. 

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos de Machado de Assis.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p.38; 55-56 (com adaptações).
O fragmento apresentado de O alienista, de Machado de Assis, caracteriza-se como predominantemente
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Q3928786 Português
Desafio

    Muito se fala sobre como as inteligências artificiais (IAs) estão dominando tarefas humanas. Elas escrevem textos, criam imagens, atuam em diagnósticos médicos, e por aí vai. Elas também escrevem crônicas que podem, quem sabe, enganar qualquer leitor. Será mesmo? Hoje, lanço um desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha, escrita a partir das inquietações e alegrias humanas, de uma criada por inteligência artificial? Apresento duas crônicas: uma é minha, outra da IA. Vamos ver até onde vai a diferença entre o humano e o sintético.

Crônica 1 – A última parada

    Acordou sem pressa. O dia prometia ser longo, como todos os outros, mas sem a mínima expectativa. Na janela, o Sol nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem sentido. A cidade parecia se arrastar, assim como ele, engolido pela rotina. Saiu de casa sem rumo. As ruas estavam cheias, mas ele mal via as pessoas ao seu redor. Ele não sabia o que procurava, mas também não acreditava que encontraria algo. Passou horas assim, até chegar à estação de trem. Não sabia para onde os trilhos o levariam. Só queria sentir o movimento, a ilusão de estar indo a algum lugar, mesmo que fosse para lugar nenhum. O trem partiu e ele se sentou na janela, observando o mundo passar. No fundo, sabia que não havia mais volta. E isso, de algum modo, parecia ser o único sentido.

Crônica 2 – O incêndio

    O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita. Estava no último episódio da segunda temporada quando sentiu o cheiro de fumaça. Hesitou alguns instantes: estava diante da grande descoberta. Afinal de contas, será que Brian Miller era realmente um espião industrial? O grand finale fez com que Alceu demorasse a sair. Quando começou a tossir loucamente, percebeu que a situação era séria. Deixou sua série favorita para trás e saiu correndo do apartamento. Alceu estava em pânico e chegou a pensar no pior. Mas mal sabia ele que o pior ainda estava por vir: Brian Miller não somente era um espião, como também havia roubado os planos para a construção de uma arma química capaz de devastar a inteira Nova York.

Juliano Martinz. Desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha de uma gerada por IA?
Internet: <https://corrosiva.com.br> (com adaptações).
Na Crônica 2 – O incêndio, que integra o texto Desafio, está implícita uma opinião acerca do comportamento humano diante do entretenimento. Essa opinião é revelada por meio
Alternativas
Q3928785 Português
Desafio

    Muito se fala sobre como as inteligências artificiais (IAs) estão dominando tarefas humanas. Elas escrevem textos, criam imagens, atuam em diagnósticos médicos, e por aí vai. Elas também escrevem crônicas que podem, quem sabe, enganar qualquer leitor. Será mesmo? Hoje, lanço um desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha, escrita a partir das inquietações e alegrias humanas, de uma criada por inteligência artificial? Apresento duas crônicas: uma é minha, outra da IA. Vamos ver até onde vai a diferença entre o humano e o sintético.

Crônica 1 – A última parada

    Acordou sem pressa. O dia prometia ser longo, como todos os outros, mas sem a mínima expectativa. Na janela, o Sol nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem sentido. A cidade parecia se arrastar, assim como ele, engolido pela rotina. Saiu de casa sem rumo. As ruas estavam cheias, mas ele mal via as pessoas ao seu redor. Ele não sabia o que procurava, mas também não acreditava que encontraria algo. Passou horas assim, até chegar à estação de trem. Não sabia para onde os trilhos o levariam. Só queria sentir o movimento, a ilusão de estar indo a algum lugar, mesmo que fosse para lugar nenhum. O trem partiu e ele se sentou na janela, observando o mundo passar. No fundo, sabia que não havia mais volta. E isso, de algum modo, parecia ser o único sentido.

Crônica 2 – O incêndio

    O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita. Estava no último episódio da segunda temporada quando sentiu o cheiro de fumaça. Hesitou alguns instantes: estava diante da grande descoberta. Afinal de contas, será que Brian Miller era realmente um espião industrial? O grand finale fez com que Alceu demorasse a sair. Quando começou a tossir loucamente, percebeu que a situação era séria. Deixou sua série favorita para trás e saiu correndo do apartamento. Alceu estava em pânico e chegou a pensar no pior. Mas mal sabia ele que o pior ainda estava por vir: Brian Miller não somente era um espião, como também havia roubado os planos para a construção de uma arma química capaz de devastar a inteira Nova York.

Juliano Martinz. Desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha de uma gerada por IA?
Internet: <https://corrosiva.com.br> (com adaptações).
Na Crônica 1 – A última parada, inserida no texto Desafio, observa-se no trecho “Na janela, o Sol nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem sentido” (terceiro período) o uso da figura de linguagem denominada
Alternativas
Q3928784 Português
Desafio

    Muito se fala sobre como as inteligências artificiais (IAs) estão dominando tarefas humanas. Elas escrevem textos, criam imagens, atuam em diagnósticos médicos, e por aí vai. Elas também escrevem crônicas que podem, quem sabe, enganar qualquer leitor. Será mesmo? Hoje, lanço um desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha, escrita a partir das inquietações e alegrias humanas, de uma criada por inteligência artificial? Apresento duas crônicas: uma é minha, outra da IA. Vamos ver até onde vai a diferença entre o humano e o sintético.

Crônica 1 – A última parada

    Acordou sem pressa. O dia prometia ser longo, como todos os outros, mas sem a mínima expectativa. Na janela, o Sol nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem sentido. A cidade parecia se arrastar, assim como ele, engolido pela rotina. Saiu de casa sem rumo. As ruas estavam cheias, mas ele mal via as pessoas ao seu redor. Ele não sabia o que procurava, mas também não acreditava que encontraria algo. Passou horas assim, até chegar à estação de trem. Não sabia para onde os trilhos o levariam. Só queria sentir o movimento, a ilusão de estar indo a algum lugar, mesmo que fosse para lugar nenhum. O trem partiu e ele se sentou na janela, observando o mundo passar. No fundo, sabia que não havia mais volta. E isso, de algum modo, parecia ser o único sentido.

Crônica 2 – O incêndio

    O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita. Estava no último episódio da segunda temporada quando sentiu o cheiro de fumaça. Hesitou alguns instantes: estava diante da grande descoberta. Afinal de contas, será que Brian Miller era realmente um espião industrial? O grand finale fez com que Alceu demorasse a sair. Quando começou a tossir loucamente, percebeu que a situação era séria. Deixou sua série favorita para trás e saiu correndo do apartamento. Alceu estava em pânico e chegou a pensar no pior. Mas mal sabia ele que o pior ainda estava por vir: Brian Miller não somente era um espião, como também havia roubado os planos para a construção de uma arma química capaz de devastar a inteira Nova York.

Juliano Martinz. Desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha de uma gerada por IA?
Internet: <https://corrosiva.com.br> (com adaptações).
Em relação ao período “O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita.” da Crônica 2 – O incêndio, que integra o texto Desafio, julgue os itens a seguir.

I A substituição da forma verbal “começou” por tinha começado não prejudicaria a correção gramatical nem alteraria os sentidos originais do texto.
II O emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” é facultativo.
III O referente do pronome pessoal “ele” revela-se no quinto período de tal crônica.

Assinale a opção correta. 
Alternativas
Respostas
1821: E
1822: A
1823: A
1824: B
1825: D
1826: B
1827: A
1828: C
1829: C
1830: D
1831: A
1832: E
1833: A
1834: D
1835: A
1836: B
1837: D
1838: A
1839: E
1840: D