🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Para instituto consulplan

Questões Discursivas

Foram encontradas 46.062 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4173690 Ética na Administração Pública
Paulo, funcionário público de determinada autarquia federal, tem uma postura questionável em seu ambiente pessoal; por exemplo, ele “fura fila” no banco. Certa vez, uma pessoa da comunidade comunicou ao superior de Paulo sobre suas atitudes. Ele disse que age dessa forma pois sua função profissional demanda maior agilidade para lidar com as atividades que, segundo ele, são mais importantes. No ambiente de trabalho, em sua repartição, Paulo é um exímio profissional. Tendo por base a situação hipotética narrada, a respeito da ética e sua relação com a Administração Pública, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4173689 Direito Administrativo
Tendo por base a Lei nº 8.429/1992 e suas alterações, analise as situações hipotéticas a seguir.
I. João, não observando o dever de cuidado, realiza determinado ato ímprobo tipificado na Lei de Improbidade Administrativa, causando prejuízo ao erário. Dessa forma, João responderá por improbidade administrativa em razão do resultado de sua ação. II. A pessoa jurídica de direito privado em que José é sócio realizou determinado ato ímprobo, mas ele não teve benefício ou participação direta em tais atos. Assim, a pessoa jurídica responderá pelo ato de improbidade, mas não José. III. Pedro, que não é agente público, induziu Maria a realizar determinado ato ímprobo. No caso, Pedro e Maria devem ser responsabilizados por improbidade administrativa.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4173688 Direito Administrativo
A Lei de Licitações e Contratos Administrativos estabelece algumas modalidades de licitação e seus respectivos conceitos. De acordo com tal normativa, “a modalidade de licitação obrigatória para aquisição de bens e serviços comuns, cujo critério de julgamento poderá ser o de menor preço ou o de maior desconto” é denominada: 
Alternativas
Q4173687 Direito Constitucional
A Constituição Federal é um conjunto normativo que trata de direitos e deveres individuais e coletivos e da organização do Estado. A Constituição brasileira de 1988 disciplina na seção I, capítulo VII, disposições gerais sobre a Administração Pública. A respeito de tais disposições, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4173686 Noções de Informática
Um Crefito utiliza o Microsoft Teams (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil) como ambiente oficial para comissões técnicas permanentes. Essas comissões produzem documentos, realizam reuniões periódicas, registram deliberações e precisam manter histórico organizado, controle de acesso por grupo e integração com armazenamento institucional, respeitando as boas práticas de gestão da informação. Trata-se da estrutura do Microsoft Teams adequada para atender simultaneamente à organização temática, colaboração contínua e rastreabilidade das atividades dessas comissões: 
Alternativas
Q4173685 Noções de Informática
Determinado Crefito está elaborando um manual interno para orientar seus servidores na pesquisa de resoluções normativas, pareceres técnicos e artigos científicos disponíveis na Internet. O manual deve contemplar procedimentos que permitam localizar documentos oficiais em formatos específicos, vinculados a domínios institucionais, reduzindo o tempo gasto na triagem de resultados irrelevantes. A estratégia de pesquisa apropriada para atender a esse objetivo em sítios de busca na Internet é:
Alternativas
Q4173684 Noções de Informática
Determinado Crefito utiliza sistemas web para registro profissional, emissão de certidões e acesso a processos administrativos digitais. Para aumentar a segurança das estações de trabalho, a equipe de TI decidiu configurar o navegador Microsoft Edge (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil) de modo que os dados de autenticação não permaneçam armazenados após o encerramento da sessão, sem prejudicar o acesso aos sistemas institucionais durante o expediente. Trata-se do recurso do Microsoft Edge adequado para atender a essa necessidade: 
Alternativas
Q4173683 Noções de Informática
No Microsoft Excel 2019 (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil), determinados recursos de formatação permitem alterar a forma como os dados são apresentados ao usuário, enquanto outros interferem diretamente no valor armazenado na célula. Em contextos como auditoria, contabilidade e análise de dados, compreender essa distinção é essencial para evitar interpretações incorretas. O recurso de formatação capaz de modificar a aparência de casas decimais exibidas, preservando o valor real armazenado na célula, é:
Alternativas
Q4173682 Noções de Informática
No contexto da informática, os aplicativos podem ser classificados de acordo com sua finalidade, forma de execução e interação com o sistema operacional. Essa classificação é fundamental para compreender o papel de cada tipo de software no ambiente computacional. Trata-se de um tipo de aplicativo desenvolvido para apoiar a criação, a edição e a organização de conteúdos digitais pelo usuário final: 
Alternativas
Q4173681 Matemática Financeira
Uma autarquia pública federal realizou a aplicação de recursos provenientes de taxas administrativas em um fundo de modernização tecnológica. Considerando a aplicação do valor de R$ 40.000,00, sob regime de juros compostos, à taxa de 10% ao ano, durante 3 anos, qual será o montante acumulado ao final do período?
Alternativas
Q4173680 Matemática
Certa autarquia pública federal responsável pela fiscalização profissional realizou um mutirão de análise de processos éticos. Em determinado período, 8 analistas – trabalhando 6 horas por dia, durante 15 dias – conseguiram analisar 1.440 processos. Considerando o aumento da demanda, a coordenação organizou nova força-tarefa com 12 analistas – trabalhando 8 horas por dia, durante 20 dias – mantendo o mesmo ritmo individual de produtividade. Considerando o exposto, quantos processos serão analisados nesse novo período?
Alternativas
Q4173679 Raciocínio Lógico
Em uma central de atendimento presencial, 6 senhas distintas são distribuídas aleatoriamente entre os primeiros usuários do dia. Dentre eles estão: 2 idosos prioritários; e 4 usuários de atendimento geral. Sabe-se que as senhas definem a ordem de atendimento (1º ao 6º). De acordo com as informações, qual é a probabilidade de que os dois idosos sejam atendidos antes de todos os demais usuários? 
Alternativas
Q4173678 Matemática
Determinado Crefito firmou contrato para aquisição de equipamentos de avaliação funcional no valor total de R$ 80.000,00. Na negociação, obteve-se: 10% de desconto comercial; e posteriormente, mais 5% de desconto financeiro sobre o valor já reduzido. Considerando as afirmações, é correto afirmar que o valor final pago foi:
Alternativas
Q4173677 Matemática
Determinada secretaria municipal organizou uma equipe para representar o órgão em um evento técnico sobre reabilitação funcional. Há 7 servidores habilitados, mas apenas 3 ocuparão funções distintas na mesa de apresentação: coordenador de mesa; relator; e moderador. Sabendo que cada servidor pode ocupar apenas uma função e que a ordem das funções importa, o número de equipes distintas que pode ser formado é: 
Alternativas
Q4173676 Português

O paradoxo do amor correspondido 


Amar e ser amado é o credo-que-delícia que nos move. Estamos sempre à procura da prova de que nossa existência significa algo para alguém, necessitando de um reconhecimento particular por força da nossa condição humana. Ser amado como pessoa pública, por exemplo, no atacado, pode gerar uma sensação deliciosa de aceitação social, mas não resolve a questão do amor, que exige intimidade.

Sentir-se amado deriva de ter sido amado nos primórdios, mas também de o quanto fomos capazes de nos alimentar desse investimento inicial. Não existe amor livre de ambivalência, o que inclui o amor-próprio, que não se abstém do ódio a nós mesmos. Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos. 

O mundo ideal é aquele no qual lançamos um olhar benevolente sobre nossos inúmeros defeitos e evitamos atuar nosso ódio, que tem como função nos descolar dos demais. 

Essa história ganha novos contornos quando conhecemos o amor para além das fronteiras do lar e o tatibitate familiar é colocado à prova. Ali podemos descobrir que fomos amados pelo que, a partir de então, será considerado nosso pior defeito ou, pelo contrário, seremos amados pelos motivos que eram detestados em nossa comunidade de origem. Da casa ao mundo há pontes e abismos.

Não raro se vê um sistema de compensações, no qual quem foi muito preterido na família busca reconhecimento social a todo custo. Pode acontecer de alguém que foi muito prestigiado em casa exigir que o tratem de igual maneira fora dela ou já se sentir tão investido afetivamente que prefira o ostracismo. 

As combinações são inúmeras, uma vez que o que escolhemos fazer com nossa herança afetiva é de nossa responsabilidade, mesmo que se trate, em grande parte, de escolhas inconscientes.

Na ciranda dos desencontros drummondianos que estruturam as relações amorosas, não alcançamos o outro, cuja singularidade sempre nos escapa. Ainda assim, alguns vivem o que chamamos de amor correspondido. Mas, afinal, qual é a correspondência amorosa possível? O que nos une, para além do cinismo, da ambivalência ou da coerção, é a sensação compartilhada de que não se sabe bem por que, no fim das contas, aquele a quem amamos também nos ama. 

O amor correspondido parte do paradoxo de que ambos sentem que recebem mais do que dão e se perguntam, então, por que alguém tão bacana os escolheria. Esse jogo funciona porque é jogado pelo par ao mesmo tempo. 

Quando um sente que o outro lhe deve, estamos diante de relações assimétricas que vão da infelicidade à mais franca violência. O amor correspondido funciona porque os dois acham que o parceiro “é bom demais para ser verdade”, porque ambos compartilham da mesma ilusão.


(Por: Vera Iaconelli. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)

Considerando o contexto do trecho “Não raro se vê um sistema de compensações, no qual quem foi muito preterido na família busca reconhecimento social a todo custo.” (5º§), o vocábulo “preterido” possui sentido de:
Alternativas
Q4173675 Português

O paradoxo do amor correspondido 


Amar e ser amado é o credo-que-delícia que nos move. Estamos sempre à procura da prova de que nossa existência significa algo para alguém, necessitando de um reconhecimento particular por força da nossa condição humana. Ser amado como pessoa pública, por exemplo, no atacado, pode gerar uma sensação deliciosa de aceitação social, mas não resolve a questão do amor, que exige intimidade.

Sentir-se amado deriva de ter sido amado nos primórdios, mas também de o quanto fomos capazes de nos alimentar desse investimento inicial. Não existe amor livre de ambivalência, o que inclui o amor-próprio, que não se abstém do ódio a nós mesmos. Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos. 

O mundo ideal é aquele no qual lançamos um olhar benevolente sobre nossos inúmeros defeitos e evitamos atuar nosso ódio, que tem como função nos descolar dos demais. 

Essa história ganha novos contornos quando conhecemos o amor para além das fronteiras do lar e o tatibitate familiar é colocado à prova. Ali podemos descobrir que fomos amados pelo que, a partir de então, será considerado nosso pior defeito ou, pelo contrário, seremos amados pelos motivos que eram detestados em nossa comunidade de origem. Da casa ao mundo há pontes e abismos.

Não raro se vê um sistema de compensações, no qual quem foi muito preterido na família busca reconhecimento social a todo custo. Pode acontecer de alguém que foi muito prestigiado em casa exigir que o tratem de igual maneira fora dela ou já se sentir tão investido afetivamente que prefira o ostracismo. 

As combinações são inúmeras, uma vez que o que escolhemos fazer com nossa herança afetiva é de nossa responsabilidade, mesmo que se trate, em grande parte, de escolhas inconscientes.

Na ciranda dos desencontros drummondianos que estruturam as relações amorosas, não alcançamos o outro, cuja singularidade sempre nos escapa. Ainda assim, alguns vivem o que chamamos de amor correspondido. Mas, afinal, qual é a correspondência amorosa possível? O que nos une, para além do cinismo, da ambivalência ou da coerção, é a sensação compartilhada de que não se sabe bem por que, no fim das contas, aquele a quem amamos também nos ama. 

O amor correspondido parte do paradoxo de que ambos sentem que recebem mais do que dão e se perguntam, então, por que alguém tão bacana os escolheria. Esse jogo funciona porque é jogado pelo par ao mesmo tempo. 

Quando um sente que o outro lhe deve, estamos diante de relações assimétricas que vão da infelicidade à mais franca violência. O amor correspondido funciona porque os dois acham que o parceiro “é bom demais para ser verdade”, porque ambos compartilham da mesma ilusão.


(Por: Vera Iaconelli. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)

O verbo destacado em “Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos.” (2º§) está conjugado no:
Alternativas
Q4173674 Português

O paradoxo do amor correspondido 


Amar e ser amado é o credo-que-delícia que nos move. Estamos sempre à procura da prova de que nossa existência significa algo para alguém, necessitando de um reconhecimento particular por força da nossa condição humana. Ser amado como pessoa pública, por exemplo, no atacado, pode gerar uma sensação deliciosa de aceitação social, mas não resolve a questão do amor, que exige intimidade.

Sentir-se amado deriva de ter sido amado nos primórdios, mas também de o quanto fomos capazes de nos alimentar desse investimento inicial. Não existe amor livre de ambivalência, o que inclui o amor-próprio, que não se abstém do ódio a nós mesmos. Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos. 

O mundo ideal é aquele no qual lançamos um olhar benevolente sobre nossos inúmeros defeitos e evitamos atuar nosso ódio, que tem como função nos descolar dos demais. 

Essa história ganha novos contornos quando conhecemos o amor para além das fronteiras do lar e o tatibitate familiar é colocado à prova. Ali podemos descobrir que fomos amados pelo que, a partir de então, será considerado nosso pior defeito ou, pelo contrário, seremos amados pelos motivos que eram detestados em nossa comunidade de origem. Da casa ao mundo há pontes e abismos.

Não raro se vê um sistema de compensações, no qual quem foi muito preterido na família busca reconhecimento social a todo custo. Pode acontecer de alguém que foi muito prestigiado em casa exigir que o tratem de igual maneira fora dela ou já se sentir tão investido afetivamente que prefira o ostracismo. 

As combinações são inúmeras, uma vez que o que escolhemos fazer com nossa herança afetiva é de nossa responsabilidade, mesmo que se trate, em grande parte, de escolhas inconscientes.

Na ciranda dos desencontros drummondianos que estruturam as relações amorosas, não alcançamos o outro, cuja singularidade sempre nos escapa. Ainda assim, alguns vivem o que chamamos de amor correspondido. Mas, afinal, qual é a correspondência amorosa possível? O que nos une, para além do cinismo, da ambivalência ou da coerção, é a sensação compartilhada de que não se sabe bem por que, no fim das contas, aquele a quem amamos também nos ama. 

O amor correspondido parte do paradoxo de que ambos sentem que recebem mais do que dão e se perguntam, então, por que alguém tão bacana os escolheria. Esse jogo funciona porque é jogado pelo par ao mesmo tempo. 

Quando um sente que o outro lhe deve, estamos diante de relações assimétricas que vão da infelicidade à mais franca violência. O amor correspondido funciona porque os dois acham que o parceiro “é bom demais para ser verdade”, porque ambos compartilham da mesma ilusão.


(Por: Vera Iaconelli. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)

Acerca da expressão em destaque no fragmento “Amar e ser amado é o credo-que-delícia que nos move.” (1º§), analise as afirmativas a seguir.


I. O significado global da expressão corresponde a uma satisfação inesperada.

II. O advérbio “credo” denota surpresa.

III. A regra do hífen foi desconsiderada com o intuito de atribuir característica estilística ao texto.


Está correto o que afirma em

Alternativas
Q4173673 Português

O paradoxo do amor correspondido 


Amar e ser amado é o credo-que-delícia que nos move. Estamos sempre à procura da prova de que nossa existência significa algo para alguém, necessitando de um reconhecimento particular por força da nossa condição humana. Ser amado como pessoa pública, por exemplo, no atacado, pode gerar uma sensação deliciosa de aceitação social, mas não resolve a questão do amor, que exige intimidade.

Sentir-se amado deriva de ter sido amado nos primórdios, mas também de o quanto fomos capazes de nos alimentar desse investimento inicial. Não existe amor livre de ambivalência, o que inclui o amor-próprio, que não se abstém do ódio a nós mesmos. Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos. 

O mundo ideal é aquele no qual lançamos um olhar benevolente sobre nossos inúmeros defeitos e evitamos atuar nosso ódio, que tem como função nos descolar dos demais. 

Essa história ganha novos contornos quando conhecemos o amor para além das fronteiras do lar e o tatibitate familiar é colocado à prova. Ali podemos descobrir que fomos amados pelo que, a partir de então, será considerado nosso pior defeito ou, pelo contrário, seremos amados pelos motivos que eram detestados em nossa comunidade de origem. Da casa ao mundo há pontes e abismos.

Não raro se vê um sistema de compensações, no qual quem foi muito preterido na família busca reconhecimento social a todo custo. Pode acontecer de alguém que foi muito prestigiado em casa exigir que o tratem de igual maneira fora dela ou já se sentir tão investido afetivamente que prefira o ostracismo. 

As combinações são inúmeras, uma vez que o que escolhemos fazer com nossa herança afetiva é de nossa responsabilidade, mesmo que se trate, em grande parte, de escolhas inconscientes.

Na ciranda dos desencontros drummondianos que estruturam as relações amorosas, não alcançamos o outro, cuja singularidade sempre nos escapa. Ainda assim, alguns vivem o que chamamos de amor correspondido. Mas, afinal, qual é a correspondência amorosa possível? O que nos une, para além do cinismo, da ambivalência ou da coerção, é a sensação compartilhada de que não se sabe bem por que, no fim das contas, aquele a quem amamos também nos ama. 

O amor correspondido parte do paradoxo de que ambos sentem que recebem mais do que dão e se perguntam, então, por que alguém tão bacana os escolheria. Esse jogo funciona porque é jogado pelo par ao mesmo tempo. 

Quando um sente que o outro lhe deve, estamos diante de relações assimétricas que vão da infelicidade à mais franca violência. O amor correspondido funciona porque os dois acham que o parceiro “é bom demais para ser verdade”, porque ambos compartilham da mesma ilusão.


(Por: Vera Iaconelli. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)

O emprego do acento indicativo de crase no trecho “Quando um sente que o outro lhe deve, estamos diante de relações assimétricas que vão da infelicidade à mais franca violência.” (9º§) está: 
Alternativas
Q4173672 Português

O paradoxo do amor correspondido 


Amar e ser amado é o credo-que-delícia que nos move. Estamos sempre à procura da prova de que nossa existência significa algo para alguém, necessitando de um reconhecimento particular por força da nossa condição humana. Ser amado como pessoa pública, por exemplo, no atacado, pode gerar uma sensação deliciosa de aceitação social, mas não resolve a questão do amor, que exige intimidade.

Sentir-se amado deriva de ter sido amado nos primórdios, mas também de o quanto fomos capazes de nos alimentar desse investimento inicial. Não existe amor livre de ambivalência, o que inclui o amor-próprio, que não se abstém do ódio a nós mesmos. Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos. 

O mundo ideal é aquele no qual lançamos um olhar benevolente sobre nossos inúmeros defeitos e evitamos atuar nosso ódio, que tem como função nos descolar dos demais. 

Essa história ganha novos contornos quando conhecemos o amor para além das fronteiras do lar e o tatibitate familiar é colocado à prova. Ali podemos descobrir que fomos amados pelo que, a partir de então, será considerado nosso pior defeito ou, pelo contrário, seremos amados pelos motivos que eram detestados em nossa comunidade de origem. Da casa ao mundo há pontes e abismos.

Não raro se vê um sistema de compensações, no qual quem foi muito preterido na família busca reconhecimento social a todo custo. Pode acontecer de alguém que foi muito prestigiado em casa exigir que o tratem de igual maneira fora dela ou já se sentir tão investido afetivamente que prefira o ostracismo. 

As combinações são inúmeras, uma vez que o que escolhemos fazer com nossa herança afetiva é de nossa responsabilidade, mesmo que se trate, em grande parte, de escolhas inconscientes.

Na ciranda dos desencontros drummondianos que estruturam as relações amorosas, não alcançamos o outro, cuja singularidade sempre nos escapa. Ainda assim, alguns vivem o que chamamos de amor correspondido. Mas, afinal, qual é a correspondência amorosa possível? O que nos une, para além do cinismo, da ambivalência ou da coerção, é a sensação compartilhada de que não se sabe bem por que, no fim das contas, aquele a quem amamos também nos ama. 

O amor correspondido parte do paradoxo de que ambos sentem que recebem mais do que dão e se perguntam, então, por que alguém tão bacana os escolheria. Esse jogo funciona porque é jogado pelo par ao mesmo tempo. 

Quando um sente que o outro lhe deve, estamos diante de relações assimétricas que vão da infelicidade à mais franca violência. O amor correspondido funciona porque os dois acham que o parceiro “é bom demais para ser verdade”, porque ambos compartilham da mesma ilusão.


(Por: Vera Iaconelli. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)

As figuras de linguagem são recursos que, de acordo com o contexto, contribuem para o processo estilístico textual, classificando-se em figuras semânticas, de pensamento, de sintaxe e de harmonia. Considerando as características das figuras de pensamento, infere-se que o fragmento “Da casa ao mundo há pontes e abismos.” (4º§) é composto por:
Alternativas
Q4173671 Português

O paradoxo do amor correspondido 


Amar e ser amado é o credo-que-delícia que nos move. Estamos sempre à procura da prova de que nossa existência significa algo para alguém, necessitando de um reconhecimento particular por força da nossa condição humana. Ser amado como pessoa pública, por exemplo, no atacado, pode gerar uma sensação deliciosa de aceitação social, mas não resolve a questão do amor, que exige intimidade.

Sentir-se amado deriva de ter sido amado nos primórdios, mas também de o quanto fomos capazes de nos alimentar desse investimento inicial. Não existe amor livre de ambivalência, o que inclui o amor-próprio, que não se abstém do ódio a nós mesmos. Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos. 

O mundo ideal é aquele no qual lançamos um olhar benevolente sobre nossos inúmeros defeitos e evitamos atuar nosso ódio, que tem como função nos descolar dos demais. 

Essa história ganha novos contornos quando conhecemos o amor para além das fronteiras do lar e o tatibitate familiar é colocado à prova. Ali podemos descobrir que fomos amados pelo que, a partir de então, será considerado nosso pior defeito ou, pelo contrário, seremos amados pelos motivos que eram detestados em nossa comunidade de origem. Da casa ao mundo há pontes e abismos.

Não raro se vê um sistema de compensações, no qual quem foi muito preterido na família busca reconhecimento social a todo custo. Pode acontecer de alguém que foi muito prestigiado em casa exigir que o tratem de igual maneira fora dela ou já se sentir tão investido afetivamente que prefira o ostracismo. 

As combinações são inúmeras, uma vez que o que escolhemos fazer com nossa herança afetiva é de nossa responsabilidade, mesmo que se trate, em grande parte, de escolhas inconscientes.

Na ciranda dos desencontros drummondianos que estruturam as relações amorosas, não alcançamos o outro, cuja singularidade sempre nos escapa. Ainda assim, alguns vivem o que chamamos de amor correspondido. Mas, afinal, qual é a correspondência amorosa possível? O que nos une, para além do cinismo, da ambivalência ou da coerção, é a sensação compartilhada de que não se sabe bem por que, no fim das contas, aquele a quem amamos também nos ama. 

O amor correspondido parte do paradoxo de que ambos sentem que recebem mais do que dão e se perguntam, então, por que alguém tão bacana os escolheria. Esse jogo funciona porque é jogado pelo par ao mesmo tempo. 

Quando um sente que o outro lhe deve, estamos diante de relações assimétricas que vão da infelicidade à mais franca violência. O amor correspondido funciona porque os dois acham que o parceiro “é bom demais para ser verdade”, porque ambos compartilham da mesma ilusão.


(Por: Vera Iaconelli. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)

Quanto à estrutura do texto, sua predominância é: 
Alternativas
Respostas
481: A
482: D
483: B
484: C
485: A
486: C
487: B
488: B
489: B
490: B
491: A
492: D
493: B
494: C
495: B
496: D
497: C
498: C
499: A
500: D