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Q2574940 Pedagogia
A prática educacional não se restringe às questões pedagógicas, mas também envolve os diversos aspectos sociopolíticos, dentre eles as leis, a economia, a justiça, o cenário social etc. E as tendências pedagógicas, por sua vez, tratam da relação entre a educação, o tempo histórico e as questões sociais e econômicas que formam a sociedade, sendo fortemente influenciadas pelos movimentos sociopolíticos e filosóficos de cada época. As tendências pedagógicas são de extrema relevância para a Educação, principalmente as mais recentes, pois contribuem para a condução de um trabalho docente mais consciente, baseado nas demandas atuais da clientela em questão. O conhecimento dessas tendências e perspectivas de ensino por parte dos professores é fundamental para a realização de uma prática docente realmente significativa, que tenha algum sentido para o aluno, pois tais tendências objetivam nortear o trabalho do educador, ajudando-o a responder a questões sobre as quais deve se estruturar todo o processo de ensino. Nos últimos 50 anos, a educação brasileira tem sido marcada pelas tendências liberal e progressista, ora conservadora, ora renovada.

(Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/. Adaptado.)

Sobre a tendência liberal, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2574939 Pedagogia
Nos dias atuais, no quadro da chamada pós-modernidade, presenciamos transformações sociais, econômicas e tecnológicas que alteram nosso modo de viver e impõem novas formas de ensinar e aprender. O desenvolvimento das novas tecnologias, nas últimas décadas, tem afetado todos os setores da atividade humana. O crescente desenvolvimento e aprimoramento dos recursos das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) proporcionam novos espaços em que a comunicação e a informação são processadas. De acordo com Kenski (apud Baladeli e Altoé, 2010), a inserção desses recursos tecnológicos nos diversos contextos da atividade humana gera mudanças significativas que podem ser percebidas no mundo do trabalho, no acesso à informação, no modo de estudar, pensar e interagir com o conhecimento. A difusão das novas tecnologias no meio educacional tem favorecido a aplicabilidade de novas abordagens de ensino-aprendizagem e estratégias pedagógicas, provocando uma revisão nos paradigmas educacionais vigentes. No entanto, ainda que as vantagens se sobreponham às desvantagens, não se pode negar o fato de elas existirem. Isso exige certa atenção e preparo do professor. Sobre o exposto, é uma desvantagem do uso da tecnologia na educação:
Alternativas
Q2574938 Pedagogia
Segundo Lück (2005), ao se adotar o conceito de gestão, assume-se uma mudança de concepção a respeito da realidade e do modo de compreendê-la e de nela atuar. Cabe ressaltar, portanto, que, com a denominação de gestão, o que se preconiza é uma nova óptica de organização e direção de instituições, tendo em mente a sua transformação de atuação, de pessoas e instituições de forma interativa e recíproca, a partir de uma perspectiva aberta, democrática e sistêmica. Evidenciam-se diferenças marcantes entre a concepção de administração e gestão, apontando-se as limitações da administração e como a gestão as supera. Sobre a gestão democrática do pedagogo, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2574937 Pedagogia
Menegolla (2012, p. 22) destaca que o planejamento “[...] dimensiona o processo educativo e reconstrutivo do homem, que vise planejar a ação educativa para que o homem viva o presente e, ao mesmo tempo, se projete para o futuro que está cada vez mais próximo”. Na educação, há vários tipos e níveis de planejamento utilizados no âmbito escolar. Sobre o planejamento de ensino, infere-se que:
Alternativas
Q2574936 Pedagogia
A didática refletida na prática docente “configura-se na epistemologia da prática profissional o estudo do conjunto dos saberes utilizados realmente pelos profissionais em seu espaço de trabalho cotidiano para desempenhar todas as suas tarefas”.

(Tardif, 2004, p. 255.)

Isso posto, fica patente a pertinência de se perscrutar a concepção epistemológica presente na didática a fim de distinguir qual é o conjunto de saberes e crenças mobilizados e admitidos pelos docentes em suas interações humanas. Tal configuração pode revelar a didática “como elo tradutor de posicionamentos teóricos em práticas educacionais”.

(Luckesi, 1984, p. 30.)

A didática dos novos tempos reforça a necessidade de se conceber a didática pela integração entre método e sujeito, entre político e técnico, entre humano e instrumental, buscando por uma nova didática, seja nos cursos de formação de professores ou na prática docente nas escolas.

(André e Cruz, 2013; Candau, 2012, 2013; Pimenta, 2012.)

Considerando os fragmentos de textos, são princípios da prática docente:

I. Multidimensionalidade: o processo de formação e desenvolvimento do professor deve integrar múltiplas valências estruturantes da sua matriz de conhecimento profissional, nomeadamente, o conhecimento do conteúdo e o conhecimento pedagógico, ambos constituindo um sistema global e sinergético que alguns autores designam de conhecimento pedagógico do conteúdo.
II. Reflexividade: ao invés de centrado na simples transmissão de informação e desenvolvimento de rotinas, o processo deverá sempre privilegiar a problematização, as diversas formas e técnicas de investigação e a reflexão sobre as próprias crenças e convicções, quer elas sejam de natureza conceitual, quer metodológica.
III. Comunicação: o diálogo e a cooperação com os outros, em particular com o professor, é o meio fundamental e privilegiado de promoção do desenvolvimento intelectual e cultural do aluno, a formação de professores e, por isso, com o seu desenvolvimento profissional, hão de ser, eles também, fortemente cooperativos e dialógicos.
IV. Centralidade: privilegia o controle e apresentações das informações durante as aulas, limitando a participação dos alunos e seguindo abordagens educacionais convencionais, de acordo com métodos e estruturas mais estabelecidos, muitas vezes caracterizados pelo papel central do professor na transmissão de conhecimento e uma ênfase na memorização e na repetição.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2574935 Pedagogia
O termo conselho, baseado em consus, se refaz no latim – consilium –, que vem de consulo ou conselho: “ouvir alguém, submeter algo à deliberação após ponderação refletida, prudente e de bom senso” (Cury, 2006, p. 47). Tal deliberação vem a partir do dia-logo. Para os gregos, logos é a dimensão humana que, pela razão e bom senso, evita as guerras e se dissemina pela cidadania. O logos “encontra sua expressão máxima no diálogo público”. Portanto, o Conselho Escolar é um órgão colegiado, representativo da comunidade escolar, organizado para promover a democracia no interior da escola. O Conselho Escolar tem função deliberativa, consultiva, mobilizadora e fiscalizadora. É representado por todos os segmentos, os quais são eleitos pelos seus pares, consubstanciado pela possibilidade de representação dos Grêmios Estudantis e das Associações de Pais, Mestres e Funcionários (APMF). Sobre o exposto e considerando a função mobilizadora do Conselho Escolar, infere-se que:
Alternativas
Q2574934 Pedagogia
De acordo com os estudos de Bloom (1993), a avaliação do processo ensino-aprendizagem apresenta três tipos de funções. Sobre a função somativa, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q2574933 Pedagogia
Para Henri Wallon, as emoções possuem papel influente no desenvolvimento da pessoa. Seu estudo e suas ideias estão fundamentadas em quatro elementos básicos; assinale-os.
Alternativas
Q2574932 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) apresenta dez competências gerais que perpassam no processo didático das três etapas da educação básica. Analise as afirmativas a seguir.

I. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
II. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
III. Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas.

Compete às competências gerais da BNCC, o que se afirma em 
Alternativas
Q2574931 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Segundo o Art. 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente: “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. De acordo com a Lei, no que diz respeito ao que compreende a garantia da prioridade, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude.
( ) Procedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública.
( ) Preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas.
( ) Primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias.

A sequência está correta em
Alternativas
Q2574929 Pedagogia
Segundo Candau, existem três abordagens do multiculturalismo: multiculturalismo assimilacionista, multiculturalismo diferencialista ou monoculturalismo plural e multiculturalismo aberto e interativo, também denominado interculturalidade crítica. Sobre tais abordagens, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2574928 Pedagogia
Relacione adequadamente os itens às suas respectivas individualidades.

1. Modalidade da educação.
2. Nível da educação básica.

( ) Educação de Jovens e Adultos.
( ) Educação Bilíngue de Surdos.
( ) Ensino Fundamental.
( ) Educação Especial.
( ) Educação Infantil.
( ) Ensino Médio.

A sequência está correta em
Alternativas
Q2574927 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
A educação no município de Iúna é vinculada ao Sistema Municipal de Ensino e inspira-se nos princípios de liberdade; nos ideais de solidariedade humana; e, tem por fim promover a igualdade, o respeito às diferenças, a justiça social, a importância da família, a valorização do conhecimento e a preservação dos valores e tradições da cultura local. São órgãos de educação do Município, EXCETO:
Alternativas
Q2574925 Pedagogia
Sobre a Educação de Jovens e Adultos, conforme disciplina o regimento comum das escolas da rede municipal de Iúna, analise as afirmativas a seguir.

I. 1º segmento da Educação de Jovens e Adultos: correspondente aos anos iniciais, com carga horária definida em função das necessidades de aprendizagem do aluno para ingresso nos anos finais.
II. 2º segmento da Educação de Jovens e Adultos: correspondente aos anos finais, com 1.600 horas distribuídas em 4 etapas com 100 dias letivos e 400 horas cada.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2574924 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
O servidor obterá licença por motivo de doença de ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional, desde que prove ser indispensável a sua assistência pessoal e esta não possa ser prestada simultaneamente com exercício do cargo. Observe as afirmativas a seguir.

I. “A licença de que trata o artigo descrito anteriormente poderá ser concedida por até _________________, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor nos primeiros _________________ dias , e sem remuneração, a partir do _________________ dia de afastamento.”
II. “Após o nonagésimo dia de licença, somente poderá ser concedida nova licença por motivo de doença do mesmo ou de outro familiar após o prazo de _________________ meses.”

Assinale a alternativa que completa corretamente as afirmativas anteriores. 
Alternativas
Q2574923 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
A Lei Orgânica do Município de Iúna permite ao vereador licenciar-se nas seguintes situações, à EXCEÇÃO de uma; assinale-a.
Alternativas
Q2574920 Noções de Informática
Observe o seguinte texto criado no Word 2019:

Imagem associada para resolução da questão


Considere usar a opção “Adicionar um Capitular” da Aba Inserir para criar um efeito no texto. É correto afirmar que tal opção: 
Alternativas
Q2574918 Raciocínio Lógico
Fernanda faz alguns colares usando discos de prata e argolas. Ela prende os discos com as argolas deixando-os em formato de triângulos equiláteros, conforme as figuras a seguir:

Imagem associada para resolução da questão


Conforme aumenta-se o número de fileiras do colar, aumentam-se também as quantidades de discos e argolas necessárias para unir toda a peça. Se Fernanda seguir o mesmo padrão representado na imagem, para fazer uma peça com 11 discos na última fileira, quantas argolas ela deverá usar?
Alternativas
Q2574914 Português
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

A quem interessa a monetização da misoginia?

E até quando o Congresso irá colaborar com a engrenagem que fere e mata mulheres?

    Nos últimos dias presenciamos a atriz Paolla Oliveira sofrer uma enxurrada de ataques misóginos relativo à sua aparência, e de igual maneira assistimos também a triste notícia de que a jovem Jéssica Vitória perdeu sua vida após não suportar um linchamento virtual misógino oriundo de uma fake news difamatória a seu respeito. Entretanto é preciso dizer que esses dois casos não são isolados. A verdade é que as redes sociais têm se tornado uma máquina de moer, violentar e adoecer mulheres.
    No país que, desde sua colonização, incentiva a opressão e violência contra mulheres, o avanço legislativo que tenta mitigar esse resquício histórico misógino não tem se mostrado suficiente diante da velocidade das ferramentas tecnológicas. Isso porque a Agência Brasil apurou que, entre 2021 e 2022, houve um aumento de mais de 251% nos casos de misoginia e opressão contra mulheres nas redes sociais, e já Safernet deu conta de que mais de 67% das vítimas de discurso de ódio nas redes sociais são mulheres.
    Esses dados acendem um alerta de que não há uma legislação específica de combate à misoginia virtual – tampouco punição efetiva para esses ataques virtuais contra as mulheres – e, por silogismo, escancara a engrenagem de uma rede coordenada de sites e páginas que encontraram em fomento, incentivo e induzimento a misoginia uma forma de auferir lucro, sem que sejam punidas judicialmente e banidas pelas plataformas digitais que hospedam. Ou seja, aproveitam-se da impunidade para auferir lucro com a dor das mulheres e o ódio contra elas.
    Mas, se temos uma legislação ineficiente e uma punição ausente para tais páginas e sites, por outro lado é necessário lembrar que o mesmo ocorre com as plataformas digitais onde essas páginas operam, que, por não serem regulamentadas e responsabilizadas pela omissão ao não punir e banir tais páginas, demonstram de igual forma que tem sido interessante lucrar com todo esse ódio misógino contra as mulheres. E, deste modo, a pergunta que não quer calar é: até quando o Congresso Nacional seguirá se omitindo e, portanto, colaborando para que toda essa engrenagem que tem adoecido e até matado mulheres siga intacta sem qualquer punição ou sem responsabilização?
    As plataformas digitais têm sido o motor para a manutenção desses ataques misóginos, ao se esquivarem de banir perfis que se sustentam da incitação à misoginia. E, por isso, falar em regulamentação das plataformas digitais não é falar de censura e tampouco cerceamento da liberdade de expressão (que se anote não é sinônimo de liberdade para praticar crime), é falar sobre segurança, regras, diretrizes e punições para que o ambiente virtual possa ser sadio, respeitoso e seguro para as mulheres.
    A quem interessa a manutenção da misoginia virtual? Eu mesma respondo: a quem lucra com o ódio contra as mulheres.

(Fayda Belo, Advogada especialista em crimes de gênero. Folha de S. Paulo. Em: 04/01/2024.)
Releia: “Mas, se temos uma legislação ineficiente e uma punição ausente para tais páginas e sites, por outro lado é necessário lembrar que o mesmo ocorre com as plataformas digitais onde essas páginas operam, que, por não serem regulamentadas e responsabilizadas pela omissão ao não punir e banir tais páginas, demonstram de igual forma que tem sido interessante lucrar com todo esse ódio misógino contra as mulheres. E, deste modo, a pergunta que não quer calar é: Até quando o Congresso Nacional seguirá se omitindo e, portanto, colaborando para que toda essa engrenagem que tem adoecido e até matado mulheres siga intacta sem qualquer punição ou sem responsabilização?” (4º§). Considerando o exposto, analise as afirmativas a seguir.

I. O verbo “temos”, no texto, assinala um sujeito oculto.
II. O uso do pronome “onde”, no texto, está equivocado, pois o mesmo deve indicar lugar.
III. A conjunção “mas” estabelece ideia de oposição ao último período do parágrafo anterior.
IV. A palavra “intacta” é um adjetivo que qualifica o termo “essa engrenagem”.
V. Os dois pontos foram colocados antes de um aposto enumerativo.
VI. Em “essa engrenagem”, o pronome “essa” estabelece a relação coesiva de sinonímia.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2574913 Português
O texto a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

A quem interessa a monetização da misoginia?

E até quando o Congresso irá colaborar com a engrenagem que fere e mata mulheres?

    Nos últimos dias presenciamos a atriz Paolla Oliveira sofrer uma enxurrada de ataques misóginos relativo à sua aparência, e de igual maneira assistimos também a triste notícia de que a jovem Jéssica Vitória perdeu sua vida após não suportar um linchamento virtual misógino oriundo de uma fake news difamatória a seu respeito. Entretanto é preciso dizer que esses dois casos não são isolados. A verdade é que as redes sociais têm se tornado uma máquina de moer, violentar e adoecer mulheres.
    No país que, desde sua colonização, incentiva a opressão e violência contra mulheres, o avanço legislativo que tenta mitigar esse resquício histórico misógino não tem se mostrado suficiente diante da velocidade das ferramentas tecnológicas. Isso porque a Agência Brasil apurou que, entre 2021 e 2022, houve um aumento de mais de 251% nos casos de misoginia e opressão contra mulheres nas redes sociais, e já Safernet deu conta de que mais de 67% das vítimas de discurso de ódio nas redes sociais são mulheres.
    Esses dados acendem um alerta de que não há uma legislação específica de combate à misoginia virtual – tampouco punição efetiva para esses ataques virtuais contra as mulheres – e, por silogismo, escancara a engrenagem de uma rede coordenada de sites e páginas que encontraram em fomento, incentivo e induzimento a misoginia uma forma de auferir lucro, sem que sejam punidas judicialmente e banidas pelas plataformas digitais que hospedam. Ou seja, aproveitam-se da impunidade para auferir lucro com a dor das mulheres e o ódio contra elas.
    Mas, se temos uma legislação ineficiente e uma punição ausente para tais páginas e sites, por outro lado é necessário lembrar que o mesmo ocorre com as plataformas digitais onde essas páginas operam, que, por não serem regulamentadas e responsabilizadas pela omissão ao não punir e banir tais páginas, demonstram de igual forma que tem sido interessante lucrar com todo esse ódio misógino contra as mulheres. E, deste modo, a pergunta que não quer calar é: até quando o Congresso Nacional seguirá se omitindo e, portanto, colaborando para que toda essa engrenagem que tem adoecido e até matado mulheres siga intacta sem qualquer punição ou sem responsabilização?
    As plataformas digitais têm sido o motor para a manutenção desses ataques misóginos, ao se esquivarem de banir perfis que se sustentam da incitação à misoginia. E, por isso, falar em regulamentação das plataformas digitais não é falar de censura e tampouco cerceamento da liberdade de expressão (que se anote não é sinônimo de liberdade para praticar crime), é falar sobre segurança, regras, diretrizes e punições para que o ambiente virtual possa ser sadio, respeitoso e seguro para as mulheres.
    A quem interessa a manutenção da misoginia virtual? Eu mesma respondo: a quem lucra com o ódio contra as mulheres.

(Fayda Belo, Advogada especialista em crimes de gênero. Folha de S. Paulo. Em: 04/01/2024.)
Considerando o fragmento “[...] até quando o Congresso Nacional seguirá se omitindo e, portanto, colaborando para que toda essa engrenagem que tem adoecido e até matado mulheres siga intacta sem qualquer punição ou sem responsabilização?” (4º§), é possível fazer a seguinte afirmação:
Alternativas
Respostas
13021: A
13022: A
13023: D
13024: A
13025: C
13026: C
13027: D
13028: A
13029: C
13030: D
13031: B
13032: B
13033: C
13034: A
13035: A
13036: D
13037: D
13038: B
13039: D
13040: B