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Q3581201 Serviço Social
Maria é uma assistente social do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS, do município BBAA. Certo dia, Maria recebeu no CRAS uma jovem mulher de nome Antônia, acompanhada de seus pais idosos, Sra. Socorro e Sr. Joaquim, ambos com 65 e 72 anos de idade, respectivamente, e de seus 3 filhos, tendo um deles deficiência, os quais moravam todos na mesma residência, e dependiam financeiramente do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do Sr. Joaquim, o qual possui o benefício desde os 70 anos de idade. Antônia solicitou informações à assistente social se sua mãe ou seu filho com deficiência poderiam também receber o BPC e quais seriam os critérios para solicitar o benefício. Considerando esse contexto, a Lei nº 8.742/1993 e suas atualizações, analise as afirmações a seguir:
I- A Sra. Socorro só terá direito ao Benefício de Prestação Continuada após completar 70 anos de idade, sendo esta a idade mínima exigida para que idosos em situação de vulnerabilidade, sem condições de prover a própria manutenção, possam requerer o benefício.
II- A Sra. Socorro, com 65 anos de idade, pode ser beneficiária do Benefício de Prestação Continuada, desde que comprove não possuir meios de prover sua própria manutenção nem tê-la provida por sua família.
III- Para que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) seja concedido é obrigatória a inscrição do requerente no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), além da exigência de registro biométrico em documentos oficiais, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), título de eleitor ou CNH.
IV- Em decorrência do Sr. Joaquim já receber o Benefício de Prestação Continuada, nenhum outro membro idoso da família pode acumular esse mesmo benefício, mesmo que atenda aos critérios legais de idade, podendo ser acumulativo apenas para outra pessoa da mesma família, a qual possua alguma deficiência.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q3581200 Direito Sanitário
“A saúde foi uma das áreas em que os avanços constitucionais foram mais significativos. O Sistema Único de Saúde (SUS), integrante da Seguridade Social é uma das proposições do Projeto de Reforma Sanitária, regulamentado, em 1990, pela Lei Orgânica da Saúde (LOS)” (CFESS, 2006, p. 8).
Fonte: CFESS. Parâmetros para a atuação de assistentes sociais na saúde. Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 2006. Disponível em: https://www.cfess.org.br/arquivos/Parametros_para_Assistentes_Sociais_na_Saude_versao_preliminar.pdf.pdf. Acesso em: 09 jun. 2025.
Considerando estas informações e o que trata a Lei Orgânica do SUS (Lei nº 8.080/1990 e suas atualizações), marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581199 Serviço Social
O avanço das tecnologias de informação e comunicação (TICs) tem reconfigurado profundamente o mundo do trabalho. No contexto da crise estrutural do capitalismo, tais transformações desafiam as práticas profissionais, especialmente no campo do Serviço Social. (Raichelis, 2022).
Fonte: RAICHELIS, Raquel. Tecnologia, trabalho e pandemia no capitalismo em crise: admirável mundo novo? Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 144, p. 5-16, maio/set. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0101-6628.277. Acesso em: 28 maio 2025.
A partir do contexto apresentado, marque a alternativa CORRETAa seguir.
Alternativas
Q3581198 Serviço Social
O Código de Ética do Assistente Social de 1993 é o resultado de um amplo debate nacional e do amadurecimento do projeto éticopolítico da profissão. Ele consagra a democracia como valor central, reafirma a liberdade e a justiça social, e orienta a atuação profissional na perspectiva da emancipação humana. Além de estabelecer princípios fundamentais que guiam o exercício profissional, este código também regulamenta as relações entre assistentes sociais e outros profissionais, detalhando deveres e vedações específicas. Entre essas diretrizes, está o dever de manter uma postura solidária, ética e respeitosa com outros profissionais. (CFESS, 1993). Considerando este contexto e o que dispõe o Código de Ética do Assistente Social de 1993 (Resolução CFESS nº 273/1993), analise as asserções a seguir e a relação entre elas.
I- Em todas as circunstâncias, é vedado ao assistente social intervir na prestação de serviços que estejam sendo efetuados por outro profissional.
PORQUE
II- O assistente social não deve realizar crítica pública ao colega e a outros profissionais, sendo seu dever ético não emitir opinião sobre a reputação e a prática profissional de outro assistente social.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA. 
Alternativas
Q3581197 Serviço Social
Um assistente social do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) recebe através do psicólogo escolar, uma denúncia de abuso sexual contra Margarida, criança de 7 anos de idade, aluna do 1° ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal ABC. Essa denúncia demanda a emissão de um relatório por parte do psicólogo educacional e do assistente social do CREAS, acompanhado de um parecer social, para o Ministério Público da região.
Diante do caso apresentado e do que trata a Resolução CFESS nº 557/2009, a qual dispõe sobre a emissão de pareceres, laudos, opiniões técnicas conjuntos entre o assistente social e outros profissionais, analise as asserções a seguir e a relação entre elas.
I- A opinião técnica do assistente social do CREAS e do psicólogo escolar, objeto da intervenção conjunta frente ao caso de abuso sexual infantil, deverão ser elaborados e emitidos em relatório técnico de forma conjunta, não colocando a área de conhecimento separadamente no documento.
PORQUE
II- O assistente social deve, sempre que possível, ao integrar equipes multiprofissionais, incentivar e estimular o trabalho interdisciplinar.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA. 
Alternativas
Q3581196 Serviço Social
O sigilo profissional é tanto um dever quanto um direito do assistente social e das pessoas atendidas, sendo este sigilo fundamental para a garantia da confidencialidade e proteção das informações pessoais. A resolução CFESS nº 1.098/2025 apresenta os procedimentos para salvaguarda de documentos técnicos e de documentos técnicos sigilosos do Serviço Social.
Considerando esse contexto, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581195 Serviço Social
O “Estudo Social em Serviço Social” é amplamente reconhecido como uma atribuição privativa do assistente social. Tal reconhecimento decorre da articulação entre os fundamentos teórico-metodológicos, ético-políticos e técnico-operativos que orientam o exercício da profissão. Considerando este contexto, analise as asserções a seguir e a relação entre elas.
I- O Estudo Social em Serviço Social tem o papel de emitir decisões sobre a vida dos sujeitos atendidos.
PORQUE
II- O estudo social em Serviço Social é uma ação interventiva que deverá produzir uma opinião técnica, em matéria de Serviço Social, a qual emite informações determinantes a respeito das condições e direitos dos sujeitos atendidos e sua materialidade se dá por meio de documento produzido pelo profissional, originando um relatório ou laudo social.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA. 
Alternativas
Q3581194 Serviço Social
Nos diversos espaços sócio-ocupacionais do assistente social é comum que seja demandado em seu cotidiano profissional a elaboração e a implementação de projetos sociais. Tais intervenções exigem domínio teórico-metodológico e procedimental no campo do Planejamento Social. No entanto, em muitos casos, a celeridade na execução das ações leva à negligência de etapas fundamentais do processo, como o controle e a avaliação dos projetos, comprometendo a efetividade e a continuidade das respostas sociais formuladas. (Baptista, 2013).
Fonte: BAPTISTA, Myrian Veras. Planejamento social: intencionalidade e instrumentação. 3. ed. São Paulo: Veras, 2013.
Considerando esse contexto, analise as afirmações a seguir:
I- A ação do controle é efetivada rigorosamente em processos únicos definidos para verificação (mensal, semanal, anual), os quais variam de acordo com a natureza do controlado e com o objetivo específico daquele controle.
II- A avaliação é um processo totalmente neutro e objetivo, independentemente de qualquer ponto de vista individual. Portanto, a postura do avaliador é sempre universal e isenta de percepções interpretativas sobre as coisas e o mundo da pessoa que avalia.
III- A avaliação integra, de maneira dialética, todas as etapas do processo de planejamento, manifestando-se desde o início da execução da ação prevista. Assim, sua ocorrência é simultânea ao desenvolvimento da prática, independentemente de sua formalização em documentos.
IV- A ausência de elaboração de unidades de medida dos objetivos e metas estabelecidos no momento da elaboração de planos, programas ou projetos, compromete o controle e a avaliação de planos, programas ou projetos sociais, à medida que inviabiliza a mensuração dos objetivos propostos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3581193 Serviço Social
Segundo Schettini (2012), “a atuação do assistente social no campo da seguridade social configura-se como uma dimensão essencial do trabalho profissional, pois viabiliza o acesso dos sujeitos aos direitos sociais e contribui para a redução das desigualdades e exclusões sociais” (Schettini, 2012, p. 45).
Fonte: SCHETTINI, Carlos. Política Social e Serviço Social: trajetórias, debates e desafios. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2012.
Considerando essas informações e o que trata a Seguridade Social na Constituição Federal de 1988, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581192 Serviço Social
“A questão social constitui objeto de trabalho do Serviço Social, entendida como o conjunto das desigualdades sociais engendradas pela relação capital/trabalho ou agudizadas na ordem do capital” (Cavalcante; Teixeira, 2022, p. 36). Com a conjuntura atual marcada pela mundialização do capital, financeirização da economia e reestruturações produtivas, novas expressões da questão social emergem, impactando diretamente a prática profissional do assistente social.
Fonte: CAVALCANTE, Maria Aparecida Milanez; TEIXEIRA, Solange Maria. A questão social em contexto de crise e restauração neoconservadora do capitalismo. Ser Social, Brasília, v. 24, n. 50, p. 33-49, jan./jun. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.26512/sersocial.v24i50.38729. Acesso em: 28 mai 2025.
Considerando esse contexto e o tema da questão social no Serviço Social, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581191 Serviço Social
O III Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais - CBAS, realizado em setembro de 1979, em São Paulo, constituiu um divisor de águas na história da profissão, sendo amplamente reconhecido como o “Congresso da Virada”. Este evento representou um momento crucial de mobilização coletiva de profissionais e estudantes, além de impulsionar a rearticulação das entidades representativas da categoria em âmbito nacional. (Netto, 2009).
Fonte: NETTO, José Paulo. III CBAS: algumas referências para a sua contextualização. In: CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). 30 anos do Congresso da Virada. Brasília: CFESS, 2009. Disponível em: https://www.cfess.org.br/arquivos/CFESS-CongressodaVirada-Site.pdf. Acesso em: 10 jun. 2025.
Diante dessa temática, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581190 Raciocínio Lógico
As faces de um dado foram rotuladas com as letras da palavra CPCON, da seguinte maneira:
· As letras N foram colocadas nas faces superior e inferior;
· As letras C, P, C e O foram distribuídas nas faces frontal, direita, traseira e esquerda, respectivamente.
Um candidato lançou esse dado cinco vezes, e as figuras abaixo mostram as posições visíveis em cada jogada.
25.png (765×147)
Com base nas imagens e na construção do dado, qual foi a sequência CORRETA das letras que ficaram na face traseira do dado em cada jogada? 
Alternativas
Q3581187 Raciocínio Lógico
As Leis de Morgan permitem transformar negações de conjunções e disjunções. Com base nesse conhecimento e nas seguintes proposições simples:
· p:João é pontual.
· q: Maria é responsável.
· r: Anna não falta às reuniões.
Considere a proposição composta:
~ [ ( ∧ ~ q )  ~ r ]
Qual das alternativas apresenta uma proposição logicamente equivalente à expressão acima?
Alternativas
Q3581182 Raciocínio Lógico

Considere a matriz de ordem 3 X 3, composta por números inteiros:


17.png (101×79)


Sabendo que a lógica de construção da matriz é mantida nas linhas e colunas, determine o valor de x que satisfaz essa lógica. 

Alternativas
Q3581170 Português
Leia o Texto para responder à questão.

Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda

Jornal o Globo

        Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

        Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

        A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

        O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

        Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

        Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

        “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

        A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

        A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

        Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

        A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

        Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

        Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.

Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.
Analise a natureza do gênero textual apresentado no Texto I e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3581169 Português
Leia o Texto para responder à questão.

Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda

Jornal o Globo

        Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

        Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

        A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

        O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

        Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

        Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

        “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

        A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

        A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

        Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

        A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

        Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

        Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.

Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.
Todo texto apresenta características relativas ao seu gênero e ao seu tipo textual predominante. Sobre o Texto I, analise as assertivas a seguir.
I- É predominantemente injuntivo, dispondo de instruções sobre como o uso de telas deve ser regulado pelos pais.
II- É extremamente subjetivo, pois se desenvolve a partir de impressões pessoais do veículo de informação.
III- Utiliza-se de fatos científicos para subsidiar as informações sobre o assunto.
IV- Possui informações de especialistas que tornam o texto subjetivo e inoperante.
V- Possui informações de especialistas e dados científicos, o que dá mais credibilidade ao texto.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3581168 Português
Leia o Texto para responder à questão.

Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda

Jornal o Globo

        Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

        Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

        A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

        O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

        Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

        Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

        “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

        A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

        A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

        Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

        A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

        Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

        Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.

Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.
No último parágrafo do Texto I: “Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas à desinformação e hostilidade.”, a expressão em destaque funciona como: 
Alternativas
Q3581167 Português
Leia o Texto para responder à questão.

Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda

Jornal o Globo

        Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

        Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

        A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

        O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

        Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

        Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

        “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

        A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

        A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

        Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

        A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

        Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

        Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.

Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.
Observe o trecho do Texto I: “Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa”. Sobre ele, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3581166 Português
Leia o Texto para responder à questão.

Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda

Jornal o Globo

        Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

        Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

        A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

        O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

        Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

        Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

        “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

        A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

        A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

        Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

        A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

        Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

        Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.

Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.
Considerando o que se afirma no último parágrafo do Texto I, conclui-se que:
Alternativas
Q3580259 Enfermagem
No que se refere à vacina Covid -19 para as gestantes, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
2981: E
2982: B
2983: C
2984: D
2985: D
2986: C
2987: D
2988: B
2989: C
2990: A
2991: A
2992: E
2993: A
2994: A
2995: C
2996: B
2997: B
2998: D
2999: A
3000: E