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I. Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. II. São objetivos do Sistema Único de Saúde SUS: a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde; a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e social, a observância do disposto no § 1º do art. 2º desta lei; a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas; a participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico; e a ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde. III. As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade decrescente. IV. Algumas das competências da direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) são: formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição; e participar na formulação e na implementação das políticas. V. É permitida a participação direta ou indireta, inclusive controle, de empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde nos seguintes casos: doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas, de entidades de cooperação técnica e de financiamento e empréstimos; pessoas jurídicas destinadas a instalar, operacionalizar ou explorar hospital geral, inclusive filantrópico, hospital especializado, policlínica, clínica geral e clínica especializada e ações e pesquisas de planejamento familiar; serviços de saúde mantidos, sem finalidade lucrativa, por empresas, para atendimento de seus empregados e dependentes, sem qualquer ônus para a seguridade social; e demais casos previstos em legislação específica.
I. A psicoterapia grupal e a individual têm a mesma eficácia, porém ainda assim precisamos tentar prever quais são os aspectos dos pacientes que indicam um bom ou mau resultado no grupo. Nesse sentido, podemos pensar em dois aspectos: diagnóstico clínico e características individuais. II. O grupo é um conjunto restrito de pessoas ligadas entre si por constantes de objetivo e ações, articuladas por sua mútua representação interna, que se propõe de forma explícita ou implícita à realização de uma tarefa, a qual constitui sua finalidade, interatuando através de complexos mecanismos de atribuição e assunção de papéis. III. Na terapia grupal, um acontecimento específico do campo grupal é a ressonância. Assim como um diapasão acústico vibra na frequência da nota musical emitida, um acontecimento ou uma emoção comunicada ao grupo vai ressoar nos demais participantes, produzindo uma associação com significado afetivo equivalente, mesmo que expresso de forma distinta. A ressonância é o equivalente grupal da “livre associação de idéias”, que ocorre em um tratamento individual. Em função disso, deve ser bem percebida e explorada ao longo do processo terapêutico. IV. O encontro de pessoas no grupo produz um fenômeno denominado de ressonância, no qual cada participante pode refletir nos outros e ter refletidos pelos outros os vários aspectos de sua imagem social e psicológica. Isso oferece ao indivíduo uma oportunidade ímpar de corrigir identificações patológicas, produzindo novas identificações mais saudáveis. V. Os grupos funcionam sempre em dois planos que se superpõem ou predominam de forma alternante. Um é o plano grupal em que os participantes estão, de comum acordo, voltados para a realização de uma tarefa. O outro é o plano constituído pela interferência de fatores individuais em que desejos reprimidos, ansiedades e defesas podem interferir ativamente na realização da tarefa proposta.
I. As funções psíquicas mais afetadas nos transtornos psico orgânicos são: nível de consciência; atenção; orientação; memória; inteligência; e linguagem. II. Delirium é o termo atual mais adequado para designar a maior parte das síndromes confusionais agudas O delirium diz respeito, portanto, aos vários quadros com rebaixamento leve do nível de consciência, acompanhados de desorientação temporoespacial, dificuldade de concentração, perplexidade, ansiedade em graus variáveis, agitação ou lentificação psicomotora, discurso ilógico e confuso e ilusões e/ou alucinações, quase sempre visuais. Trata-se de um quadro que mantem-se estável ao longo do dia. III. Os distúrbios neurológicos e neuropsicológicos nos quais se verificam alterações da atenção são, principalmente, aquelas condições em que ocorre alteração da sensopercepção. IV. As ilusões ocorrem basicamente em três condições: estados de rebaixamento do nível de consciência; estados de fadiga grave ou de inatenção marcante; e alguns estados afetivos. V. As alterações mnêmicas da memória envolvem sobretudo a deformação do processo de evocação de conteúdos mnêmicos previamente fixados. O indivíduo apresenta lembrança deformada que não corresponde à sensopercepção original.
( ) O quadro de ansiedade de origem orgânica é constituído por uma síndrome ansiosa (em crises ou generalizada) que é claramente resultante de uma doença, uso de fármacos ou outra condição orgânica. Na ansiedade de base orgânica, é particularmente mais frequente a presença da irritabilidade do que a labilidade do humor. ( ) A Depressão Secundária é um estado depressivo grave, no qual o paciente permanece dias na cama ou sentado, em estado de catalepsia (imóvel; em geral rígido), com negativismo que se exprime pela ausência de respostas às solicitações ambientais, geralmente em estado de mutismo, recusando alimentação, muitas vezes urinando e defecando no leito. ( ) Na Ciclotimia diversos pacientes apresentam, ao longo de suas vidas, muitos e frequentes períodos de poucos e leves sintomas depressivos seguidos, em periodicidade variável, de certa elação e discreta elevação do humor (hipomania). Isso ocorre sem que o indivíduo apresente episódio completo de depressão ou de mania. Os períodos depressivos se assemelham à distimia e, nas fases hipomaníacas, o paciente tem a sensação agradável de autoconfiança, aumento da sociabilidade, da atividade laborativa e da criatividade, etc. O paciente permanece, aos olhos da maioria das pessoas, nos marcos da “normalidade”, não sendo conduzido, no mais das vezes, a um tratamento médico. ( ) As psicoses reativas são formas de psicose esquizofreniforme, de aparecimento tardio, em que surgem delírios, em geral acompanhados de alucinações, mas nas quais, semelhantemente à paranóia, há relativa preservação da personalidade do doente. ( ) A síndrome do estupor caracteriza-se pela recusa absoluta ou incapacidade do indivíduo de responder, reagir ou comportar-se de acordo com as solicitações do ambiente. Comumente o indivíduo em estupor está em mutismo (não se comunica verbalmente), restringe-se à sua cama ou a uma cadeira, não interage com as pessoas por meio da mímica, do olhar ou de gestos, recusa-se a alimentar-se, apresentando-se, no mais das vezes, com hipertonia generalizada (os músculos estão tensos, resistindo à mobilização passiva). O estupor é um estado involuntário, o indivíduo não se comporta assim por “birra” ou para obter algo. O indivíduo está como que “congelado” psiquicamente, não podendo reagir aos diversos estímulos ambientais. O estado de estupor denota uma profunda alteração da esfera volitiva.
Para a Psicologia, o conceito de aprendizagem não é tão simples. Há diversas possibilidades de aprendizagem, ou seja, há diversos fatores que nos levam a apresentar um comportamento que anteriormente não apresentávamos, como o __________________, _________________, _________________, __________________, etc.
( ) O desenvolvimento humano refere-se ao desenvolvimento fisiológico e a maturação cognitiva. ( ) Para Vigotski, as funções psicológicas emergem e se consolidam no plano da ação entre pessoas e tornam-se entendidas, isto é, transformam-se para constituir o funcionamento interno. O plano interno pode ser uma reprodução do plano externo. Do plano interpsíquico, as ações passam para o plano intrapsíquico. Considera, portanto, as relações sociais como constitutivas das funções psicológicas do homem. Essa visão de Vigotski deu o caráter interacionista à sua teoria. ( ) O desenvolvimento humano deve ser entendido como uma globalidade, mas, para efeito de estudo, tem sido abordado a partir de quatro aspectos básicos: aspecto físico-motor; aspecto intelectual; aspecto afetivo-emocional; e aspecto social. ( ) A teoria de Piaget não apresenta a dimensão interacionista, uma vez que sua ênfase é colocada na interação do sujeito com o objeto físico; e, além disso, não está clara em sua teoria a função da interação social no processo de conhecimento. ( ) Vários fatores indissociados e em permanente interação afetam todos os aspectos do desenvolvimento. São eles: hereditariedade; crescimento orgânico; maturação neurofisiológica; e meio.
( ) As funções psíquicas mais afetadas nos transtornos psico-orgânicos são nível de consciência, inteligência, atenção, psicomotricidade e pensamento. ( ) Transtornos do humor (depressão e transtorno bipolar), transtorno obsessivo compulsivo (TOC), esquizofrenia e transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) são os que mais apresentam alterações da atenção. ( ) No estado de êxtase, há perda das fronteiras entre o eu e o mundo exterior. Nesse caso (que também pode ser classificado como transtorno da consciência do eu), o sujeito sente como se estivesse fundido ao mundo exterior. ( ) A psicose reativa caracteriza-se, portanto, por um delírio geralmente organizado e sistematizado, às vezes com temática complexa, que permanece como que “encistado”, “cristalizado”, em um domínio da personalidade do doente. ( ) A depressão endógena é uma depressão crônica, geralmente de intensidade leve, muito duradoura. Começa no início da vida adulta e persiste por vários anos.