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“As navegações europeias no Atlântico durante o século XV iniciaram um novo e inaudito capítulo na história da humanidade. Além de os marinheiros europeus fornecerem rotas oceânicas diretas para áreas que estavam em contato com a Europa, através de caminhos por terra muito mais custosos e de difícil acesso (como a África ocidental e a Ásia oriental), os navios alcançaram locais que não haviam anteriormente mantido contato recíproco com o mundo externo. Esse fato é óbvio no caso dos continentes americanos, e os historiadores focaram diretamente sua atenção para esse imenso mundo novo em suas discussões sobre o período. Porém, não foram só os americanos que fizeram contatos externos, pois quase toda a região centro-oeste da África, no sul da atual República dos Camarões, também não tinha comunicação com o mundo externo, apesar de fazer parte geograficamente do território cujas regiões orientais e ocidentais tinham conexões de longa data com o Mediterrâneo e o oceano Índico. Nesse sentido, além de facilitar e intensificar as relações entre diversas regiões do Velho Mundo (que neste caso também incluía a África ocidental), a navegação europeia iniciou conexões entre o Velho Mundo e os dois novos mundos – as duas seções do continente americano e a região centro-oeste da África.”
(THORNTON, John Kelly. A África e os Africanos na Formação do Mundo Atlântico, 1400- 1800. Tradução de Marisa Rocha Mota. Revisão técnica de Márcio Scalercio. Coordenação editorial de Mary Del Priore. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 53-54.)
O texto acima se refere à expansão marítima europeia iniciada no século XV, um processo que gerou inúmeros efeitos não apenas no continente europeu, mas também em diversas outras partes do mundo, como na América e na África. No que diz respeito a esse tema, assinale a alternativa correta:
“Duas grandes temáticas são abordadas ao longo da carta. A primeira delas adverte severamente os ricos contra a exploração acometida aos pobres. A segunda exalta a importância de uma vida cristã acompanhada por boas obras. Nesse aspecto, a carta de Tiago suscitou constantes discussões entre os estudiosos neotestamentários a respeito de uma suposta contradição com o conteúdo das chamadas Epístolas Paulinas [as cartas de Paulo], que considera a fé em Cristo o elemento essencial para a salvação. [...] Na sua tradução da Bíblia para o alemão, Lutero organizou os livros neotestamentários de acordo com um critério bem particular. E esta nova organização do Novo Testamento, apesar de abranger os mesmos 27 livros, representou uma transformação sensível na maneira como esses livros foram interpretados nos anos seguintes à Reforma. O critério estabelecido por Lutero foi ordenar os livros de acordo com a profundidade da reflexão que faziam sobre Cristo. Assim, os Evangelhos vinham à frente, pois falavam de Cristo, na visão do reformador, melhor do que ninguém. Em contraste, as epístolas aos Hebreus, Tiago, Judas e a Revelação (Apocalipse) de João dedicavam poucos versículos para uma reflexão ‘cristológica’. Esses escritos foram assim deslocados para o final do Novo Testamento, demonstrando claramente uma hierarquia dos outros escritos frente a esse grupo marginal. [...] No que diz respeito à carta de Tiago, Martinho Lutero a classificou como uma ‘epístola de palha’, rebaixando-a no interior do corpo do Novo Testamento, uma vez que, de acordo Lutero, a referida carta seria desprovida de ‘característica evangélica’.”
(OLIVEIRA, Gabriel Braz de. Uma alternativa de leitura sobre a pobreza medieval no Novo Testamento: a trajetória canônica da epístola de Tiago. SILVA, Andréia Cristina Lopes Frazão da (Dir.). Construções de Gênero, Santidade e Memória no Ocidente Medieval. Rio de Janeiro: Programa de Estudos Medievais, 2018, p. 220-221, 233, 239, adaptado.)
O texto acima aborda algumas características da Carta de Tiago, texto bíblico presente no Novo Testamento, apontando para a existência de diferentes interpretações a respeito da referida carta, a exemplo da leitura e tradução que Martinho Lutero fez dela no contexto da Reforma Protestante. Diante disso, e tendo em vista a trajetória e as ideias de Lutero que orientaram a sua leitura, tradução e interpretação da Bíblia, assinale a alternativa correta:
“O exército romano foi se construindo e consolidando no decorrer das guerras ocorridas entre os séculos VI e III a.C. O exército sempre foi uma instituição essencial para os romanos. Durante os primeiros cinco séculos, desde a fundação de Roma até as reformas do general Mário, em 111 a.C., o exército romano era composto por todos os cidadãos e, por isso, era chamado de “exército de camponeses”. [...] O exército dividia-se em legiões, unidades que agrupavam aproximadamente 3 mil infantes, 1.200 homens de assalto e 300 cavaleiros, comandadas no mais alto nível pelos cônsules e pelos pretores, chamados de generais, em latim imperatores, “aqueles que mandam”. Os generais vencedores eram socialmente muito respeitados e tinham direito a honras importantes, tais como desfilar em triunfo com suas tropas pela cidade de Roma. [...] Durante os dois primeiros séculos do Império Romano (I e II d.C.), legiões inteiras eram compostas de soldados de origem não romana, tais como os batavos, uma tribo de germanos, originários da região da atual Alemanha. [...] Ao longo dos anos, tais soldados passaram a ser mais leais aos generais que lhes pagavam o salário do que ao Estado romano. [...] O resultado não se fez esperar, e os generais começaram a lutar entre si pelo poder, levando os romanos a inúmeras guerras civis. Depois de meio século de lutas internas, Caio Júlio César, um general aristocrata [...] tomou Roma, em 49 a.C., e tornou-se ditador em seguida.”
(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 6. ed. 1. reimpr. São Paulo: Contexto, 2019, p. 96, 98-99, adaptado.)
Com base na leitura do texto acima e em seus conhecimentos a respeito da atuação do exército romano na História da Roma Antiga e do Império Romano, analise as afirmativas abaixo:
I. A expansão territorial de Roma por meio de guerras foi possível graças a uma série de estratégias adotadas pelo exército romano, como a organização de acampamentos que contavam com enfermarias, latrinas, saunas, cozinhas e fábricas de armamentos.
II. O pagamento de salários regulares aos soldados que eram recrutados já era uma prática comum em Roma antes mesmo da profissionalização do exército romano.
III. A dificuldade de deslocamento pelo vasto território do Império Romano se dava em função da precariedade e da insuficiência da rede estradas na época, o que forçava o exército romano a incorporar soldados de origem não romana, nascidos em diversas partes do Império.
IV. Além do acesso a recursos naturais, a expansão territorial de Roma por meio de guerras empreendidas pelo exército romano também proporcionava grandes lucros a partir da captura e venda dos inimigos derrotados, que eram escravizados.
Estão corretas apenas as afirmativas:
“Democracia – algo tão valioso para nós – é um conceito surgido na Grécia antiga. Por cerca de um século, a partir de meados do século V a.C., Atenas viveu esta experiência única em sua época. Democracia, em grego, quer dizer “poder do povo”, à diferença de “poder de um”, a monarquia, ou o “poder de poucos”, a oligarquia ou aristocracia.”
(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 6. ed. 1. reimpr. São Paulo: Contexto, 2019, p. 38.)
O texto acima se refere à chamada “democracia ateniense”, sistema político que se desenvolveu na cidade de Atenas a partir de meados do século V a.C. Assinale a alternativa que descreve corretamente esse sistema.
I. A Revolta da Armada, em 1893, e o atentado contra Prudente de Morais, em 1897, são exemplos que contradizem a percepção de inatividade e de apatia política dos brasileiros.
II. Embora cerca de 80% da população não participasse do processo eleitoral, a maioria se autoexcluía, pois apenas menores de 21 anos de idade, mulheres e analfabetos não tinham direito ao voto.
III. As concepções de cidadania no período não foram homogêneas, pois resultaram da absorção parcial de ideias importadas do liberalismo, positivismo, socialismo e anarquismo europeus.
Estão corretas as afirmativas
Não eram atividades previstas para serem realizadas naquele momento:
HALBWACHS, M. La mémoire collective, p. 134. In: REVEL, Jacques. Proposições: ensaios de história e historiografia. Rio de Janeiro: Eduerj, 2009. p. 63.
Sobre a leitura que Maurice Halbwachs empreende das relações entre história e memória, é correto afirmar:
CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007. p. 72.
Em relação às condições de produção da escrita da história referidas pelo autor, assinale a alternativa incorreta.
De acordo com o exposto, assinale a alternativa que não se relaciona com a emergência desse tipo de trabalho na historiografia.
A esse respeito, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação da tese sobre a verdade histórica com seu respectivo autor, conforme descrito por José Carlos Reis na obra “História & Teoria”.
COLUNA I
1. Marx
2. Weber
3. Ricoeur
4. Koselleck
COLUNA II
( ) Para obter a verdade, o sujeito se divide em esferas autônomas – a científica e a político‑moral.
( ) A verdade histórica é uma representação construída em cada presente da relação passado / futuro.
( ) Para obter a verdade, o sujeito é ético e comunicativo e toma consciência de si enquanto universal humano.
( ) Para obter a verdade, o sujeito reintegra as esferas cognitiva e moral, dominadas pelo interesse social.
Assinale a sequência correta.
(...) outro grande evento que ocorreu no período foi a abertura da navegação do rio Amazonas e seus principais afluentes às bandeiras estrangeiras, em 7 de dezembro de 1866. A importância desse evento pode ser percebida no discurso do previdente da Província do Pará, Lacerda Chermont (1867), que na época atribuiu a tal medida a mesma importância da Abertura dos Portos às Nações Amigas em 1808
MORAES, Rinaldo Ribeiro. A navegação regional como mecanismo de transformação da economia. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido. Universidade Federal do Pará. Tese de Doutorado. 2007.
A abertura da navegação no rio Amazonas está ligada ao desenvolvimento da economia do(a)
Sobre a história econômica do Brasil em sua fase colonial, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O ciclo do ouro sucedeu o ciclo do café.
( ) Ao contrário da agricultura a mineração foi submetida desde o início a um regime especial quem inuciosa e rigorosamente a disciplina.
( ) A mineração do ouro no Brasil ocupará durante três quartos de século o centro das atenções de Portugal. Todas as demais atividades entrarão em decadência.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: