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Q3412055 História
“Tanto na plantation como na agricultura voltada para o abastecimento, ou mesmo nas cidades, a reposição física da escravaria – e, portanto, da própria relação social básica – se efetuava por meio do tráfico atlântico, terceiro traço distintivo de uma economia colonial típica.”
FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo; FARIA, Scheila de Castro. A economia colonial brasileira (séculos XVI-XIX). Atual Editora, 1998. p. 96.

        O fragmento de texto acima apresenta uma importante característica do sistema escravista colonial americano, ao abordar a reposição de braços cativos, que tanto enriqueceu o tráfico atlântico, e marcou séculos da exploração europeia sobre o continente.

Pode-se considerar como outra característica desse sistema:
Alternativas

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Gabarito: D

Tema central: A questão avalia a compreensão sobre o funcionamento do sistema escravista na colonização americana, especialmente no Brasil, destacando a importância do tráfico atlântico de africanos escravizados como peça chave da economia colonial.

Resumo teórico: A economia colonial brasileira, entre os séculos XVI e XIX, foi sustentada majoritariamente pela produção agrícola em grandes propriedades (plantations) e pela exploração do trabalho escravo, sobretudo de africanos. A mão de obra escrava era constantemente reposta por meio do tráfico atlântico, já que as condições de trabalho e vida dos escravizados dificultavam o crescimento natural dessa população. Esse tráfico, controlado principalmente pela Coroa Portuguesa, estabeleceu laços comerciais e políticos com diferentes reinos africanos (como o do Congo).

Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D está correta ao identificar que o tráfico atlântico de africanos escravizados fortaleceu economicamente a colonização europeia nos trópicos, garantindo a reposição regular dos escravizados necessários para as atividades econômicas. Além disso, destaca a importância das alianças com reinos africanos, fundamentais para viabilizar o tráfico em larga escala, como mostra a historiografia (p.ex., João Fragoso e Manolo Florentino, A economia colonial brasileira).

Análise das alternativas incorretas:

A: Incorreta, pois o tráfico atlântico era, sim, duplamente lucrativo: gerava lucros tanto na circulação da "mercadoria humana" quanto na produção colonial (açúcar, ouro, etc.). Ambas as etapas eram fontes de acumulação de capital.

B: Errada, pois a escravidão indígena perdeu espaço rapidamente para a africana, principalmente após o século XVII, e não predominou até o século XIX no sudeste; a partir do século XVI o tráfico de africanos já era hegemônico.

C: Apesar de abordar a legislação de 1570, está incompleta e limitada. O cativeiro indígena existiu, mas não era o traço mais marcante do sistema colonial brasileiro, e sim a escravidão africana via tráfico atlântico.

Estratégias de interpretação: Atenção às palavras-chave do enunciado (“reposição de braços cativos”, “tráfico atlântico”, “exploração europeia”), que indicam o foco da questão. Desconfie de alternativas que minimizam o papel da escravidão africana ou deturpam cronologias históricas.

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