Questões de Concurso
Sobre crase em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é o lado oculto da Lua e por que é importante estudá-lo
Vimos coisas que nenhum ser humano jamais havia observado, nem mesmo os participantes das missões lunares anteriores. Com essa afirmação, o comandante da missão Artemis 2 descreveu a experiência de observar o lado oculto da Lua, um dos principais objetivos da primeira missão tripulada a orbitar o satélite natural da Terra desde 1972.
Ao alcançar essa meta, os
astronautas também estabeleceram um novo recorde de distância percorrida por
seres humanos no espaço, superando a marca registrada há mais de meio século.
O interesse renovado pela
Lua, especialmente por sua face não visível da Terra, levanta diversas
questões. Trata-se de uma região que, embora não possa ser observada
diretamente de nosso planeta, não permanece em escuridão constante. Na
realidade, recebe luz solar em proporção semelhante à face visível.
Essa área só pôde ser
visualizada pela primeira vez em 1959, quando uma sonda captou imagens
inéditas. A impossibilidade de observação direta se explica por um fenômeno
conhecido como rotação sincronizada: a Lua leva o mesmo tempo para girar em
torno de si mesma e para completar uma volta ao redor da Terra, o que faz com
que sempre apresente a mesma face ao nosso planeta.
Essa característica também
dificulta a comunicação com equipamentos posicionados no lado oculto, pois
sinais de rádio não chegam diretamente até lá. Por isso, missões nessa região
exigem o uso de naves intermediárias para retransmitir comandos e dados, o que
aumenta significativamente os riscos operacionais.
Do ponto de vista físico,
o lado oculto da Lua apresenta diferenças marcantes em relação à face visível.
Sua crosta é mais antiga e espessa, e o relevo é mais acidentado, com grande
quantidade de crateras e cadeias montanhosas. Uma das hipóteses para essa
diferença está relacionada à influência térmica da Terra durante a formação
lunar: enquanto a face voltada para o nosso planeta permaneceu aquecida por
mais tempo, a face oposta esfriou mais rapidamente, formando uma crosta mais
robusta.
Esse contraste torna o
lado oculto um registro mais preservado da história geológica lunar, sendo
fundamental para a compreensão da evolução de planetas rochosos. A análise
dessa região pode oferecer informações valiosas sobre processos que também
ocorreram na Terra.
Entre os pontos de
interesse está uma extensa formação de quilômetros de largura, considerada uma
das maiores e mais recentes crateras resultantes de um intenso período de
impactos de asteroides ocorrido há aproximadamente quatro bilhões de anos. A
observação direta desse tipo de estrutura por seres humanos representa um
avanço significativo na pesquisa científica.
Estudos recentes também
indicam que a temperatura no lado oculto pode ser até 100 °C mais baixa do que
na face visível, além de apresentar menor quantidade de água congelada. A
origem dessa água está associada, em grande parte, ao impacto de meteoritos ao
longo da história lunar.
O lado oculto da Lua
também desperta interesse estratégico para o futuro da exploração espacial. A
análise de seu terreno pode contribuir para o planejamento de bases
permanentes, fornecendo dados sobre o comportamento do pó lunar e a dinâmica
das sombras, aspectos essenciais para missões de longa duração.
Além disso, o isolamento
dessa região em relação às interferências de rádio da Terra a torna ideal para
a instalação de radiotelescópios, possibilitando observações mais precisas do
Universo. Há ainda interesse na exploração de recursos naturais, como o hélio-3,
um isótopo com potencial para suprir demandas energéticas por longos períodos,
além da possível presença de minerais valiosos no subsolo.
Esses fatores ajudam a explicar por que diversas nações têm intensificado seus programas espaciais voltados à Lua, planejando novas missões e ampliando os estudos sobre essa região ainda pouco explorada do nosso satélite natural.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr1exrnde1o.adaptado.
Assinale a alternativa correta quanto ao uso da crase no termo destacado.
Leia e analise a charge a seguir para responder à questão.

Fonte: https://blogdoaftm.com.br/charge-noticiario-2/
Leia o texto abaixo e responda à questão.
As universidades e o desafio da desigualdade social
Cesar Martins
Vice-reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista)
Desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos, a desigualdade tem sido uma marca das sociedades. Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que alimenta a concentração de riquezas. Poucas nações encontraram caminhos capazes de construir sociedades mais igualitárias e com baixa vulnerabilidade socioeconômica.
Atualmente, a desigualdade é tema de debate em universidades de várias partes do mundo. No entanto, durante boa parte de sua história, essas instituições atenderam a um segmento específico da população, a elite econômica, contribuindo para a estratificação social. No Brasil, não foi diferente. As universidades chegaram tardiamente ao país. A primeira faculdade criada, a Escola de Cirurgia da Bahia, surgiu em 1808, e o acesso ao ensino superior permaneceu, por muito tempo, restrito às elites.
Embora tardio, o Brasil adotou relativamente cedo o modelo de universidades públicas, em princípio abertas a todos. Na prática, porém, essas instituições continuaram acessíveis a uma parcela reduzida da sociedade, formada por jovens com boa escolarização básica, o que não correspondia à realidade da maior parte da população. Até meados do século 21, as universidades públicas eram poucas, e os cursos noturnos, quase inexistentes, dificultavam o acesso de pessoas de baixa renda que precisavam trabalhar.
Embora o sistema público de ensino superior tenha crescido na segunda metade do século 20, o padrão elitizado permaneceu. Foi apenas a partir da primeira década do século 21, com políticas como Sisu, Prouni, Fies e a Lei de Cotas, que houve ampliação do acesso de estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e egressos de escolas públicas, especialmente nas universidades públicas.
Essas políticas alteraram o perfil do estudante universitário brasileiro. Hoje, a maioria das universidades públicas conta com programas de inclusão, apoio estudantil e permanência, tornando esse espaço historicamente elitista mais diverso e representativo da sociedade brasileira.
Apesar dos avanços, persistem barreiras importantes: a menor presença de estudantes socialmente vulneráveis nos cursos mais concorridos, como medicina, direito e engenharias; a limitação de recursos para políticas de permanência, como moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos; e as dificuldades adicionais de acesso e permanência em universidades de maior prestígio.
Embora ainda haja muito a avançar, as universidades públicas brasileiras têm sido referência, em escala global, na democratização do ensino superior e do conhecimento científico. Ainda assim, é momento de olhar com mais atenção para a estrutura acadêmica. Cursos e disciplinas precisam ser revistos e reinventados em diálogo com as políticas públicas, as novas tecnologias, a sustentabilidade e, sobretudo, a equidade social.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/as-
universidades-e-o-desafio-da-desigualdade-social.shtml.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis
Atualmente, 61% da população brasileira (IBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas, com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto, as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável, envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.
A preocupação com o desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para atender ao paradigma da sustentabilidade.
Uma cidade sustentável possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos distintos sobre uma cidade sustentável.
Uma cidade sustentável deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos sociais, ambientais e econômicos da cidade.
A concepção de cidades sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento socioecológico.
Nos países emergentes do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna, criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.
Outro aspecto conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas para а a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.
Com o intuito de elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional, segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.
Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.
Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et. al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.
“Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.”
I – O termo anterior à crase, o verbo “chegando”, quando indica destino, exige a preposição “a”
PORQUE
II – é obrigatório o uso do acento indicativo da crase com os pronomes demonstrativos “aquele(s)”, “aquela(s)”, quando há preposição exigida pelo termo anterior.
Sobre as asserções, é correto afirmar que

• “esse reconhecimento é recente diante de mais de cinco séculos de políticas educacionais direcionadas ___ assimilação dos povos originários”.
• “Nas últimas décadas, a consolidação de marcos legais e de políticas públicas voltadas ___ Educação Escolar Indígena representou avanços importantes”.
• “Esse cenário mostra ___ distância entre o que está previsto na legislação e o que se concretiza no cotidiano das escolas”.

Considerando a justificativa gramatical para o emprego do sinal indicativo de crase no trecho destacado, assinale a alternativa CORRETA.


Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro,
agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet:
I Seria gramaticalmente correta a substituição de “temos” (segundo período do terceiro parágrafo) por existe.
II Mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do quarto parágrafo, a expressão “Tratava-se de” (segundo período) poderia ser substituída por Isso se tratava de.
III Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do primeiro período do primeiro parágrafo caso a expressão “cada pessoa pode ser conhecida” fosse substituída por cada pessoa se pode conhecer.
IV No último período do último parágrafo, o emprego de preposição em “do que a língua” se deve à regência de “típico”.
Assinale a alternativa correta.
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
No trecho “O evento foi dedicado ao diálogo, à troca de experiências e ao fortalecimento institucional”, a inserção do acento grave em “à troca” é facultativa.
A obra em si _________________ não é tudo e não pertencia __________________ museu. As curadoras ________________ fizeram a constatação.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A tecnologia pode fazer cérebro funcionar melhor?
Lembrar de compromissos ou listar informações importantes é um desafio comum. Para isso, muitas pessoas recorrem a estratégias de treino mental, os chamados métodos de "software", voltados ao aprimoramento cognitivo. A pergunta que surge é se também seria possível recorrer ao "hardware", isto é, a dispositivos capazes de estimular diretamente o cérebro por meio de impulsos elétricos.
Até o momento, essas tecnologias são desenvolvidas para restaurar funções cerebrais comprometidas por doenças neurológicas. Um exemplo é a estimulação cerebral profunda, técnica utilizada há anos no tratamento de transtornos de movimento, como o mal de Parkinson, especialmente quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas.
No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A redução desse mensageiro químico provoca tremores, rigidez e lentidão motora. A doença é progressiva e não tem cura. A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos instalado sob a pele, geralmente na região do peito. O dispositivo funciona como um tipo de marca-passo cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.
Apesar dos benefícios, essa técnica não funciona da mesma forma para todos. As redes de neurônios são extremamente complexas e ainda não totalmente compreendidas. Além dos sintomas motores, pessoas com Parkinson apresentam depressão, ansiedade, problemas de memória, distúrbios do sono e perda de motivação. Há indícios de que a estimulação também possa aliviar alguns desses quadros, mas as pesquisas ainda são insuficientes para conclusões definitivas.
Cada cérebro responde de maneira distinta. Por isso, a calibragem dos eletrodos — envolvendo frequência, intensidade e forma dos pulsos — precisa ser personalizada. Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente.
Ainda não está claro se a estimulação cerebral melhora funções como a memória em pessoas sem doenças neurológicas. A memória está associada principalmente ao hipocampo, região responsável por transformar experiências em registros de curto e longo prazo. Pesquisas experimentais identificaram padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória, o que levou ao desenvolvimento inicial de dispositivos destinados a restaurar essa função quando ela está prejudicada.
Esses dispositivos, ainda em fase experimental, exigem a implantação de eletrodos conectados a sistemas externos capazes de enviar e receber sinais cerebrais. Em testes com pacientes que já apresentavam comprometimentos neurológicos, observou-se melhora significativa na retenção de informações por períodos limitados.
No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer. No entanto, permanece a dúvida sobre a possibilidade de aprimorar o cérebro além do funcionamento considerado normal. Além das limitações científicas, há questões éticas relevantes, especialmente porque a memória está profundamente ligada à identidade humana. Alterá-la de forma inadequada representa um risco que exige cautela e reflexão.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77k868dpe2o.adaptado.
No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase:
A respeito da regência nominal, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Temos devoção a Nossa Senhora.
( ) Muitos ainda não tomaram a vacina da gripe.
( ) Aqueles turistas são moradores de São Paulo.
“[...] Em um contexto anterior à criação do Sistema Único de Saúde (SUS) [...]” (3º parágrafo).