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Q3411288 Português
Consoante a BNCC, espera-se que o ensino de Língua Portuguesa assegure aos alunos: 
Alternativas
Q3411283 Português
Carro elétrico: afinal, por que tanta controvérsia? 


Apesar de toda a evolução, mão mudou o principal problema desde que o carro elétrico existe, há quase 150 anos: alcance  

Em primeiríssimo lugar, não é verdade que o carro elétrico ajuda na descarbonização do planeta, como se insinua. Dá essa impressão ao rodar bonitinho e quietinho no trânsito urbano. Mas o CO2 emitido para produzir as baterias e o próprio carro é enorme. E o pior: ao recarregar, quase todos os países desenvolvidos geram energia elétrica a partir de carvão, gás e diesel. 

Mas, vamos supor que o caro leitor não esteja preocupado (mas não confessa…) com o meio ambiente, mas em aderir à novidade tecnológica e reduzir as despesas de abastecimento. E, se tiver células fotovoltaicas no telhado da casa, carro elétrico é sopa no mel…

Preço do carro elétrico?  

Carro elétrico ainda é caro. Para tumultuar o mercado, os compactos elétricos já tiveram seus preços reduzidos para perto de R$ 100 mil. Mas SUVs e médios começam na faixa de R$ 250 mil. Sua manutenção normal custa bem menos que a do carro a combustão, mas nem pense num acidente que danifique a bateria.

Primeiro e único?   

Complicado ter apenas o carro elétrico em casa. Ele deve ser o segundo ou terceiro na garagem, pois no caso de uma viagem, o mais provável é passar um perrengue na estrada. Mesmo com o mapa dos eletropostos na mão, são grandes as chances de um aborrecimento. No primeiro posto com tomada, pode ter uma fila esperando. E cada um fica pelo menos uns 30 minutos. Mas seu eletromapa registra mais um alguns quilômetros à frente. Chega lá, bingo! Ninguém na fila. Por que a tomada está quebrada.

Tecnologia  

Elon Musk não foi o único a implantar uma fábrica dedicada aos carros elétricos. São dezenas na China e pipocam várias pelo mundo nos últimos meses. Até no Brasil já apareceram dois empresários (um brasileiro, outro argentino) carregados de boas intenções para fabricá-los. Mas descarregados de capital e tecnologia.

A rigor, o software para fazer um carro rodar com bateria não é tão complicado. Motor elétrico chega a ser de uma simplicidade franciscana. Mas as marcas tradicionais que produzem automóveis a combustão levaram dezenas de anos para atingir um nível mínimo de confiabilidade. Algumas centenárias ainda penam com dificuldades em desenvolver seus produtos. Nem a Tesla, com todo o potencial financeiro de seu dono, escapou de dezenas de problemas mecânicos que já levaram milhares de seus usuários a voltarem para o carro térmico.

Valor de Revenda do carro elétrico 

Automóvel não é investimento financeiro e perde valor no momento em que deixa o showroom. Em geral, recebeu a placa do Detran, já perdeu 20%. Com algumas variações, é lógico. Mas esta regrinha não se aplica ao carro elétrico, pois depois de rodar cinco a seis anos, ele perde de 30 a 40% do valor inicial. Ou mais, dependendo do custo da bateria que pode custar o mesmo que que o carro. Nos principais mercado de usados dos países desenvolvidos, elétricos se acumulam nos pátios por falta de interessados.

Recarga   

Quem mora em prédios mais antigos, ou nem tem garagem, ou é quase impossível instalar carregadores. Há casos em que a empresa de energia elétrica exige um transformador defronte ao prédio, com custos elevados e dificilmente rateáveis entre os apartamentos: tem sempre um ou dois chatos que se recusam a entrar na rachadinha. “Eu nem tenho carro, quanto mais um elétrico!”.

Alcance

A quilometragem que roda o carro elétrico é seu maior problema desde que foi inventado no século 19, antes mesmo do motor a combustão. Nenhum problema no trânsito urbano, mas na rodovia o bicho pega. O valor declarado pelo fabricante é conto da carochinha. Pois se reduz com o ar-condicionado, pé no fundo, topografia irregular e com a queda normal de capacidade da bateria. Sem se esquecer de que em regiões de temperaturas muito elevadas ou baixas, pode dividir a autonomia pela metade.

Assistência 

Para começo de conversa, a rede de concessionárias das novas marcas ainda é reduzida. Nas tradicionais, nem todas estão habilitadas à novidade. A garantia da bateria é, em geral, de oito anos. Mas o carro elétrico tem suspensão, direção, freios e transmissão que podem se quebrar. E aí, a BYD por exemplo, não garante seus componentes por mais que 12 meses.

Moral da história   

Claro que existem argumentos positivos, mas muitos que complicam a chegada do carro elétrico. Como sempre acontece em qualquer transição no mundo. Entretanto, o Brasil tem o dever de estimular o etanol como grande alternativa ao combustível fóssil. Ele pode não ser tão eficiente, porém emite menos que o elétrico, em diversas situações. Mas isto é outra história…  

(Por Boris Feldman. Publicado em 02 de março de 2023. Disponível em https://autopapo.uol.com.br/noticia/carro-eletrico-controversia/)
No contexto de assistência técnica, qual desafio é apresentado pelo texto para proprietários de carros elétricos? 
Alternativas
Q3411282 Português
Carro elétrico: afinal, por que tanta controvérsia? 


Apesar de toda a evolução, mão mudou o principal problema desde que o carro elétrico existe, há quase 150 anos: alcance  

Em primeiríssimo lugar, não é verdade que o carro elétrico ajuda na descarbonização do planeta, como se insinua. Dá essa impressão ao rodar bonitinho e quietinho no trânsito urbano. Mas o CO2 emitido para produzir as baterias e o próprio carro é enorme. E o pior: ao recarregar, quase todos os países desenvolvidos geram energia elétrica a partir de carvão, gás e diesel. 

Mas, vamos supor que o caro leitor não esteja preocupado (mas não confessa…) com o meio ambiente, mas em aderir à novidade tecnológica e reduzir as despesas de abastecimento. E, se tiver células fotovoltaicas no telhado da casa, carro elétrico é sopa no mel…

Preço do carro elétrico?  

Carro elétrico ainda é caro. Para tumultuar o mercado, os compactos elétricos já tiveram seus preços reduzidos para perto de R$ 100 mil. Mas SUVs e médios começam na faixa de R$ 250 mil. Sua manutenção normal custa bem menos que a do carro a combustão, mas nem pense num acidente que danifique a bateria.

Primeiro e único?   

Complicado ter apenas o carro elétrico em casa. Ele deve ser o segundo ou terceiro na garagem, pois no caso de uma viagem, o mais provável é passar um perrengue na estrada. Mesmo com o mapa dos eletropostos na mão, são grandes as chances de um aborrecimento. No primeiro posto com tomada, pode ter uma fila esperando. E cada um fica pelo menos uns 30 minutos. Mas seu eletromapa registra mais um alguns quilômetros à frente. Chega lá, bingo! Ninguém na fila. Por que a tomada está quebrada.

Tecnologia  

Elon Musk não foi o único a implantar uma fábrica dedicada aos carros elétricos. São dezenas na China e pipocam várias pelo mundo nos últimos meses. Até no Brasil já apareceram dois empresários (um brasileiro, outro argentino) carregados de boas intenções para fabricá-los. Mas descarregados de capital e tecnologia.

A rigor, o software para fazer um carro rodar com bateria não é tão complicado. Motor elétrico chega a ser de uma simplicidade franciscana. Mas as marcas tradicionais que produzem automóveis a combustão levaram dezenas de anos para atingir um nível mínimo de confiabilidade. Algumas centenárias ainda penam com dificuldades em desenvolver seus produtos. Nem a Tesla, com todo o potencial financeiro de seu dono, escapou de dezenas de problemas mecânicos que já levaram milhares de seus usuários a voltarem para o carro térmico.

Valor de Revenda do carro elétrico 

Automóvel não é investimento financeiro e perde valor no momento em que deixa o showroom. Em geral, recebeu a placa do Detran, já perdeu 20%. Com algumas variações, é lógico. Mas esta regrinha não se aplica ao carro elétrico, pois depois de rodar cinco a seis anos, ele perde de 30 a 40% do valor inicial. Ou mais, dependendo do custo da bateria que pode custar o mesmo que que o carro. Nos principais mercado de usados dos países desenvolvidos, elétricos se acumulam nos pátios por falta de interessados.

Recarga   

Quem mora em prédios mais antigos, ou nem tem garagem, ou é quase impossível instalar carregadores. Há casos em que a empresa de energia elétrica exige um transformador defronte ao prédio, com custos elevados e dificilmente rateáveis entre os apartamentos: tem sempre um ou dois chatos que se recusam a entrar na rachadinha. “Eu nem tenho carro, quanto mais um elétrico!”.

Alcance

A quilometragem que roda o carro elétrico é seu maior problema desde que foi inventado no século 19, antes mesmo do motor a combustão. Nenhum problema no trânsito urbano, mas na rodovia o bicho pega. O valor declarado pelo fabricante é conto da carochinha. Pois se reduz com o ar-condicionado, pé no fundo, topografia irregular e com a queda normal de capacidade da bateria. Sem se esquecer de que em regiões de temperaturas muito elevadas ou baixas, pode dividir a autonomia pela metade.

Assistência 

Para começo de conversa, a rede de concessionárias das novas marcas ainda é reduzida. Nas tradicionais, nem todas estão habilitadas à novidade. A garantia da bateria é, em geral, de oito anos. Mas o carro elétrico tem suspensão, direção, freios e transmissão que podem se quebrar. E aí, a BYD por exemplo, não garante seus componentes por mais que 12 meses.

Moral da história   

Claro que existem argumentos positivos, mas muitos que complicam a chegada do carro elétrico. Como sempre acontece em qualquer transição no mundo. Entretanto, o Brasil tem o dever de estimular o etanol como grande alternativa ao combustível fóssil. Ele pode não ser tão eficiente, porém emite menos que o elétrico, em diversas situações. Mas isto é outra história…  

(Por Boris Feldman. Publicado em 02 de março de 2023. Disponível em https://autopapo.uol.com.br/noticia/carro-eletrico-controversia/)
Qual situação o texto descreve como uma vantagem potencial do uso de carros elétricos para quem possui células fotovoltaicas em casa?
Alternativas
Q3411281 Português
Carro elétrico: afinal, por que tanta controvérsia? 


Apesar de toda a evolução, mão mudou o principal problema desde que o carro elétrico existe, há quase 150 anos: alcance  

Em primeiríssimo lugar, não é verdade que o carro elétrico ajuda na descarbonização do planeta, como se insinua. Dá essa impressão ao rodar bonitinho e quietinho no trânsito urbano. Mas o CO2 emitido para produzir as baterias e o próprio carro é enorme. E o pior: ao recarregar, quase todos os países desenvolvidos geram energia elétrica a partir de carvão, gás e diesel. 

Mas, vamos supor que o caro leitor não esteja preocupado (mas não confessa…) com o meio ambiente, mas em aderir à novidade tecnológica e reduzir as despesas de abastecimento. E, se tiver células fotovoltaicas no telhado da casa, carro elétrico é sopa no mel…

Preço do carro elétrico?  

Carro elétrico ainda é caro. Para tumultuar o mercado, os compactos elétricos já tiveram seus preços reduzidos para perto de R$ 100 mil. Mas SUVs e médios começam na faixa de R$ 250 mil. Sua manutenção normal custa bem menos que a do carro a combustão, mas nem pense num acidente que danifique a bateria.

Primeiro e único?   

Complicado ter apenas o carro elétrico em casa. Ele deve ser o segundo ou terceiro na garagem, pois no caso de uma viagem, o mais provável é passar um perrengue na estrada. Mesmo com o mapa dos eletropostos na mão, são grandes as chances de um aborrecimento. No primeiro posto com tomada, pode ter uma fila esperando. E cada um fica pelo menos uns 30 minutos. Mas seu eletromapa registra mais um alguns quilômetros à frente. Chega lá, bingo! Ninguém na fila. Por que a tomada está quebrada.

Tecnologia  

Elon Musk não foi o único a implantar uma fábrica dedicada aos carros elétricos. São dezenas na China e pipocam várias pelo mundo nos últimos meses. Até no Brasil já apareceram dois empresários (um brasileiro, outro argentino) carregados de boas intenções para fabricá-los. Mas descarregados de capital e tecnologia.

A rigor, o software para fazer um carro rodar com bateria não é tão complicado. Motor elétrico chega a ser de uma simplicidade franciscana. Mas as marcas tradicionais que produzem automóveis a combustão levaram dezenas de anos para atingir um nível mínimo de confiabilidade. Algumas centenárias ainda penam com dificuldades em desenvolver seus produtos. Nem a Tesla, com todo o potencial financeiro de seu dono, escapou de dezenas de problemas mecânicos que já levaram milhares de seus usuários a voltarem para o carro térmico.

Valor de Revenda do carro elétrico 

Automóvel não é investimento financeiro e perde valor no momento em que deixa o showroom. Em geral, recebeu a placa do Detran, já perdeu 20%. Com algumas variações, é lógico. Mas esta regrinha não se aplica ao carro elétrico, pois depois de rodar cinco a seis anos, ele perde de 30 a 40% do valor inicial. Ou mais, dependendo do custo da bateria que pode custar o mesmo que que o carro. Nos principais mercado de usados dos países desenvolvidos, elétricos se acumulam nos pátios por falta de interessados.

Recarga   

Quem mora em prédios mais antigos, ou nem tem garagem, ou é quase impossível instalar carregadores. Há casos em que a empresa de energia elétrica exige um transformador defronte ao prédio, com custos elevados e dificilmente rateáveis entre os apartamentos: tem sempre um ou dois chatos que se recusam a entrar na rachadinha. “Eu nem tenho carro, quanto mais um elétrico!”.

Alcance

A quilometragem que roda o carro elétrico é seu maior problema desde que foi inventado no século 19, antes mesmo do motor a combustão. Nenhum problema no trânsito urbano, mas na rodovia o bicho pega. O valor declarado pelo fabricante é conto da carochinha. Pois se reduz com o ar-condicionado, pé no fundo, topografia irregular e com a queda normal de capacidade da bateria. Sem se esquecer de que em regiões de temperaturas muito elevadas ou baixas, pode dividir a autonomia pela metade.

Assistência 

Para começo de conversa, a rede de concessionárias das novas marcas ainda é reduzida. Nas tradicionais, nem todas estão habilitadas à novidade. A garantia da bateria é, em geral, de oito anos. Mas o carro elétrico tem suspensão, direção, freios e transmissão que podem se quebrar. E aí, a BYD por exemplo, não garante seus componentes por mais que 12 meses.

Moral da história   

Claro que existem argumentos positivos, mas muitos que complicam a chegada do carro elétrico. Como sempre acontece em qualquer transição no mundo. Entretanto, o Brasil tem o dever de estimular o etanol como grande alternativa ao combustível fóssil. Ele pode não ser tão eficiente, porém emite menos que o elétrico, em diversas situações. Mas isto é outra história…  

(Por Boris Feldman. Publicado em 02 de março de 2023. Disponível em https://autopapo.uol.com.br/noticia/carro-eletrico-controversia/)
De acordo com o texto, qual é a desvantagem relacionada ao valor de revenda dos carros elétricos? 
Alternativas
Q3411280 Português
Carro elétrico: afinal, por que tanta controvérsia? 


Apesar de toda a evolução, mão mudou o principal problema desde que o carro elétrico existe, há quase 150 anos: alcance  

Em primeiríssimo lugar, não é verdade que o carro elétrico ajuda na descarbonização do planeta, como se insinua. Dá essa impressão ao rodar bonitinho e quietinho no trânsito urbano. Mas o CO2 emitido para produzir as baterias e o próprio carro é enorme. E o pior: ao recarregar, quase todos os países desenvolvidos geram energia elétrica a partir de carvão, gás e diesel. 

Mas, vamos supor que o caro leitor não esteja preocupado (mas não confessa…) com o meio ambiente, mas em aderir à novidade tecnológica e reduzir as despesas de abastecimento. E, se tiver células fotovoltaicas no telhado da casa, carro elétrico é sopa no mel…

Preço do carro elétrico?  

Carro elétrico ainda é caro. Para tumultuar o mercado, os compactos elétricos já tiveram seus preços reduzidos para perto de R$ 100 mil. Mas SUVs e médios começam na faixa de R$ 250 mil. Sua manutenção normal custa bem menos que a do carro a combustão, mas nem pense num acidente que danifique a bateria.

Primeiro e único?   

Complicado ter apenas o carro elétrico em casa. Ele deve ser o segundo ou terceiro na garagem, pois no caso de uma viagem, o mais provável é passar um perrengue na estrada. Mesmo com o mapa dos eletropostos na mão, são grandes as chances de um aborrecimento. No primeiro posto com tomada, pode ter uma fila esperando. E cada um fica pelo menos uns 30 minutos. Mas seu eletromapa registra mais um alguns quilômetros à frente. Chega lá, bingo! Ninguém na fila. Por que a tomada está quebrada.

Tecnologia  

Elon Musk não foi o único a implantar uma fábrica dedicada aos carros elétricos. São dezenas na China e pipocam várias pelo mundo nos últimos meses. Até no Brasil já apareceram dois empresários (um brasileiro, outro argentino) carregados de boas intenções para fabricá-los. Mas descarregados de capital e tecnologia.

A rigor, o software para fazer um carro rodar com bateria não é tão complicado. Motor elétrico chega a ser de uma simplicidade franciscana. Mas as marcas tradicionais que produzem automóveis a combustão levaram dezenas de anos para atingir um nível mínimo de confiabilidade. Algumas centenárias ainda penam com dificuldades em desenvolver seus produtos. Nem a Tesla, com todo o potencial financeiro de seu dono, escapou de dezenas de problemas mecânicos que já levaram milhares de seus usuários a voltarem para o carro térmico.

Valor de Revenda do carro elétrico 

Automóvel não é investimento financeiro e perde valor no momento em que deixa o showroom. Em geral, recebeu a placa do Detran, já perdeu 20%. Com algumas variações, é lógico. Mas esta regrinha não se aplica ao carro elétrico, pois depois de rodar cinco a seis anos, ele perde de 30 a 40% do valor inicial. Ou mais, dependendo do custo da bateria que pode custar o mesmo que que o carro. Nos principais mercado de usados dos países desenvolvidos, elétricos se acumulam nos pátios por falta de interessados.

Recarga   

Quem mora em prédios mais antigos, ou nem tem garagem, ou é quase impossível instalar carregadores. Há casos em que a empresa de energia elétrica exige um transformador defronte ao prédio, com custos elevados e dificilmente rateáveis entre os apartamentos: tem sempre um ou dois chatos que se recusam a entrar na rachadinha. “Eu nem tenho carro, quanto mais um elétrico!”.

Alcance

A quilometragem que roda o carro elétrico é seu maior problema desde que foi inventado no século 19, antes mesmo do motor a combustão. Nenhum problema no trânsito urbano, mas na rodovia o bicho pega. O valor declarado pelo fabricante é conto da carochinha. Pois se reduz com o ar-condicionado, pé no fundo, topografia irregular e com a queda normal de capacidade da bateria. Sem se esquecer de que em regiões de temperaturas muito elevadas ou baixas, pode dividir a autonomia pela metade.

Assistência 

Para começo de conversa, a rede de concessionárias das novas marcas ainda é reduzida. Nas tradicionais, nem todas estão habilitadas à novidade. A garantia da bateria é, em geral, de oito anos. Mas o carro elétrico tem suspensão, direção, freios e transmissão que podem se quebrar. E aí, a BYD por exemplo, não garante seus componentes por mais que 12 meses.

Moral da história   

Claro que existem argumentos positivos, mas muitos que complicam a chegada do carro elétrico. Como sempre acontece em qualquer transição no mundo. Entretanto, o Brasil tem o dever de estimular o etanol como grande alternativa ao combustível fóssil. Ele pode não ser tão eficiente, porém emite menos que o elétrico, em diversas situações. Mas isto é outra história…  

(Por Boris Feldman. Publicado em 02 de março de 2023. Disponível em https://autopapo.uol.com.br/noticia/carro-eletrico-controversia/)
O autor menciona que a produção e uso de carros elétricos não contribuem tanto para a descarbonização quanto se pensa. Qual é a principal razão para isso? 
Alternativas
Q3411279 Português
Carro elétrico: afinal, por que tanta controvérsia? 


Apesar de toda a evolução, mão mudou o principal problema desde que o carro elétrico existe, há quase 150 anos: alcance  

Em primeiríssimo lugar, não é verdade que o carro elétrico ajuda na descarbonização do planeta, como se insinua. Dá essa impressão ao rodar bonitinho e quietinho no trânsito urbano. Mas o CO2 emitido para produzir as baterias e o próprio carro é enorme. E o pior: ao recarregar, quase todos os países desenvolvidos geram energia elétrica a partir de carvão, gás e diesel. 

Mas, vamos supor que o caro leitor não esteja preocupado (mas não confessa…) com o meio ambiente, mas em aderir à novidade tecnológica e reduzir as despesas de abastecimento. E, se tiver células fotovoltaicas no telhado da casa, carro elétrico é sopa no mel…

Preço do carro elétrico?  

Carro elétrico ainda é caro. Para tumultuar o mercado, os compactos elétricos já tiveram seus preços reduzidos para perto de R$ 100 mil. Mas SUVs e médios começam na faixa de R$ 250 mil. Sua manutenção normal custa bem menos que a do carro a combustão, mas nem pense num acidente que danifique a bateria.

Primeiro e único?   

Complicado ter apenas o carro elétrico em casa. Ele deve ser o segundo ou terceiro na garagem, pois no caso de uma viagem, o mais provável é passar um perrengue na estrada. Mesmo com o mapa dos eletropostos na mão, são grandes as chances de um aborrecimento. No primeiro posto com tomada, pode ter uma fila esperando. E cada um fica pelo menos uns 30 minutos. Mas seu eletromapa registra mais um alguns quilômetros à frente. Chega lá, bingo! Ninguém na fila. Por que a tomada está quebrada.

Tecnologia  

Elon Musk não foi o único a implantar uma fábrica dedicada aos carros elétricos. São dezenas na China e pipocam várias pelo mundo nos últimos meses. Até no Brasil já apareceram dois empresários (um brasileiro, outro argentino) carregados de boas intenções para fabricá-los. Mas descarregados de capital e tecnologia.

A rigor, o software para fazer um carro rodar com bateria não é tão complicado. Motor elétrico chega a ser de uma simplicidade franciscana. Mas as marcas tradicionais que produzem automóveis a combustão levaram dezenas de anos para atingir um nível mínimo de confiabilidade. Algumas centenárias ainda penam com dificuldades em desenvolver seus produtos. Nem a Tesla, com todo o potencial financeiro de seu dono, escapou de dezenas de problemas mecânicos que já levaram milhares de seus usuários a voltarem para o carro térmico.

Valor de Revenda do carro elétrico 

Automóvel não é investimento financeiro e perde valor no momento em que deixa o showroom. Em geral, recebeu a placa do Detran, já perdeu 20%. Com algumas variações, é lógico. Mas esta regrinha não se aplica ao carro elétrico, pois depois de rodar cinco a seis anos, ele perde de 30 a 40% do valor inicial. Ou mais, dependendo do custo da bateria que pode custar o mesmo que que o carro. Nos principais mercado de usados dos países desenvolvidos, elétricos se acumulam nos pátios por falta de interessados.

Recarga   

Quem mora em prédios mais antigos, ou nem tem garagem, ou é quase impossível instalar carregadores. Há casos em que a empresa de energia elétrica exige um transformador defronte ao prédio, com custos elevados e dificilmente rateáveis entre os apartamentos: tem sempre um ou dois chatos que se recusam a entrar na rachadinha. “Eu nem tenho carro, quanto mais um elétrico!”.

Alcance

A quilometragem que roda o carro elétrico é seu maior problema desde que foi inventado no século 19, antes mesmo do motor a combustão. Nenhum problema no trânsito urbano, mas na rodovia o bicho pega. O valor declarado pelo fabricante é conto da carochinha. Pois se reduz com o ar-condicionado, pé no fundo, topografia irregular e com a queda normal de capacidade da bateria. Sem se esquecer de que em regiões de temperaturas muito elevadas ou baixas, pode dividir a autonomia pela metade.

Assistência 

Para começo de conversa, a rede de concessionárias das novas marcas ainda é reduzida. Nas tradicionais, nem todas estão habilitadas à novidade. A garantia da bateria é, em geral, de oito anos. Mas o carro elétrico tem suspensão, direção, freios e transmissão que podem se quebrar. E aí, a BYD por exemplo, não garante seus componentes por mais que 12 meses.

Moral da história   

Claro que existem argumentos positivos, mas muitos que complicam a chegada do carro elétrico. Como sempre acontece em qualquer transição no mundo. Entretanto, o Brasil tem o dever de estimular o etanol como grande alternativa ao combustível fóssil. Ele pode não ser tão eficiente, porém emite menos que o elétrico, em diversas situações. Mas isto é outra história…  

(Por Boris Feldman. Publicado em 02 de março de 2023. Disponível em https://autopapo.uol.com.br/noticia/carro-eletrico-controversia/)
Segundo o texto, qual é um dos principais problemas dos carros elétricos que persiste desde sa invenção? 
Alternativas
Q3410968 Português
O que são recursos coesivos em um texto? 
Alternativas
Q3410967 Português
O que caracteriza uma dissertação argumentativa: 
Alternativas
Q3410966 Português
Qual é o papel das preposições na coesão textual: 
Alternativas
Q3410965 Português
O que é dissertar, de acordo com a explicação fornecida: 
Alternativas
Q3410964 Português
Qual é a característica principal de uma descrição objetiva: 
Alternativas
Q3410601 Português
Na frase "Os alunos sempre entregam seus trabalhos no prazo estipulado pelo professor", qual é a forma correta do verbo destacado, caso o sujeito seja substituído por "cada aluno"? 
Alternativas
Q3410600 Português
Na frase "Ela sempre teve muito orgulho ___ seu filho", qual é a preposição que completa corretamente a regência do substantivo "orgulho"?
Alternativas
Q3410599 Português
Qual efeito estilístico é transmitido através da associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes? 
Alternativas
Q3410598 Português
Na frase "O grupo de estudantes, juntamente com o professor, ________ ao museu todas as semanas para expandir seus conhecimentos culturais", qual é a forma correta para preencher a lacuna? 
Alternativas
Q3410597 Português
Na frase “De tudo seu, o que mais amo é seu sorriso jocoso”. O termo “jocoso” tem um significado mais aproximado na seguinte alternativa: 
Alternativas
Q3410595 Português
Na frase "Os dois jogadores marcaram três gols cada", qual é a classe de palavra do termo "três"?
Alternativas
Q3410594 Português
Qual das seguintes alternativas corresponde a uma função textual-discursiva do advérbio na frase "Ela cantou belamente a melodia no palco"? 
Alternativas
Q3410593 Português
Entenda o que é mitomania, a compulsão pela mentira 


            Quem nunca mentiu que atire a primeira pedra. Em muitas ocasiões, a mentira é uma ferramenta para não magoar os outros ou não entrar em conflito. Segundo Leila Cury Tardivo, professora do IP/USP (Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), a mentira tem graus e não apresenta, necessariamente, uma conotação grave. “Mas, quando a mentira consciente é compulsiva, se transforma em um falseamento da realidade e aí pode representar algo mais sério, caracterizando a mitomania”, explica a professora. Abaixo, Leila e Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), explicam o que é, quais os sintomas e como tratar a mitomania. 


                O que é mitomania?


             A mitomania é a compulsão pela mentira, contada de forma consciente, que tem por objetivo a autoproteção ou, muitas vezes, o falseamento da realidade, de maneira a fazê-la parecer melhor. “Trata-se de um processo de adoecimento psíquico, onde a pessoa que sofre vive alimentando mentiras. Mentiras que geralmente elevam a importância dela, as realizações e todo esse quadro de poder, vamos dizer assim, que ela cria em função de mentiras que não correspondem exatamente a sua realidade”, explica Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP.


                Qual a diferença entre a mentira comum e a mitomania?


             A mitomania é o exagero consciente da mentira. “É bastante diferente da mentira social, quando, por exemplo, uma pessoa corta o cabelo e eu não gostei. Eu não vou dizer que acho que a pessoa está feia porque não quero chateá-la. Mas, no caso do mitomaníaco, ele não consegue parar de mentir, e ele mente sobre sua realidade para fazê-la parecer melhor, aparentar mais do que tem ou encobrir algo”, conta Leila Cury Tardivo, professora da USP. Um dos exemplos brasileiros mais famosos de mitomaníaco é Marcelo Nascimento da Rocha, autor do livro “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, que se passou por filho do dono da companhia aérea GOL.


                A mitomania está relacionada a outros males?


            A mentira compulsiva está relacionada a outros quadros de doenças psiquiátricas e psicológicas, como transtornos de personalidade antissocial, que, segundo o professor Hélio, podem levar o mitomaníaco a um processo de isolamento para não ser descoberto. “A mitomania está relacionada, em geral, ao transtorno de personalidade antissocial, quando é aquela mentira que tem por finalidade a defesa ou uma ideia de falsear a realidade, porque a pessoa não suporta aquela em que vive e quer se colocar em outro ambiente”, afirma Leila.


              O mitomaníaco mente por má-fé?


            Segundo o professor Hélio, geralmente, o mitomaníaco não age de má-fé porque o comportamento é resultado de um sofrimento, que acaba por levá-lo a um processo de quase semiconsciência: “A pessoa vai se perdendo nisso”. Mas as intenções também dependem do transtorno de personalidade ao qual a mitomania pode estar relacionada, explica a professora Leila: “Se o mitomaníaco tiver um transtorno de personalidade antissocial mais grave, como um sociopata, aí ele pode fazer mal para os outros”.


                Como identificar um mitomaníaco?


         Quando as mentiras são muito discrepantes em relação à realidade, é mais fácil de identificar o comportamento compulsivo. Outro ponto suspeito é que o mitomaníaco pode tentar esconder a família, o emprego ou o lugar onde mora. “Algumas coisas se consegue identificar em mitomaníacos mesmo se você não faz parte do círculo íntimo dele, você vê que aquilo que ele está falando não bate”, diz a professora Leila. Contudo, é mesmo na convivência que se percebem as mentiras constantes e a falta de nexo delas com a realidade.


                O que fazer ao identificar um mitomaníaco?


             O ideal é nunca confrontar, mas acolher o mitomaníaco de forma compreensiva. Em alguns casos, quando ele admite que está mentindo, mas não consegue parar de mentir, fica mais fácil sugerir que procure ajuda. “Agora, se o mitomaníaco não admite que mente, uma das formas de tentar fazer com que ele procure um tratamento é conversar com a família dele para ver se os mais próximos conseguem convencê-lo a procurar ajuda”, diz a professora Leila.


                Como tratar a mitomania?


              Para os professores, a psicoterapia é um dos tratamentos mais indicados para a mitomania. “No processo terapêutico, o mitomaníaco entra em contato com o desejo que não corresponde à realidade dele. Então, devagar, ele vai tomando consciência desse processo e analisando a quais experiências a compulsão pela mentira está relacionada”, esclarece Hélio. 

Texto originalmente publicado no Portal BOL, Por Celina Cardoso. Disponível em https://www.ip.usp.br/site/noticia/entenda-o-que-e mitomania-a-compulsao-pela-mentira/)
Nos termos do texto, qual é o conselho dos entendidos ao reconhecer um mitomaníaco? 
Alternativas
Q3410592 Português
Entenda o que é mitomania, a compulsão pela mentira 


            Quem nunca mentiu que atire a primeira pedra. Em muitas ocasiões, a mentira é uma ferramenta para não magoar os outros ou não entrar em conflito. Segundo Leila Cury Tardivo, professora do IP/USP (Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), a mentira tem graus e não apresenta, necessariamente, uma conotação grave. “Mas, quando a mentira consciente é compulsiva, se transforma em um falseamento da realidade e aí pode representar algo mais sério, caracterizando a mitomania”, explica a professora. Abaixo, Leila e Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), explicam o que é, quais os sintomas e como tratar a mitomania. 


                O que é mitomania?


             A mitomania é a compulsão pela mentira, contada de forma consciente, que tem por objetivo a autoproteção ou, muitas vezes, o falseamento da realidade, de maneira a fazê-la parecer melhor. “Trata-se de um processo de adoecimento psíquico, onde a pessoa que sofre vive alimentando mentiras. Mentiras que geralmente elevam a importância dela, as realizações e todo esse quadro de poder, vamos dizer assim, que ela cria em função de mentiras que não correspondem exatamente a sua realidade”, explica Hélio Deliberador, professor de psicologia social da PUC-SP.


                Qual a diferença entre a mentira comum e a mitomania?


             A mitomania é o exagero consciente da mentira. “É bastante diferente da mentira social, quando, por exemplo, uma pessoa corta o cabelo e eu não gostei. Eu não vou dizer que acho que a pessoa está feia porque não quero chateá-la. Mas, no caso do mitomaníaco, ele não consegue parar de mentir, e ele mente sobre sua realidade para fazê-la parecer melhor, aparentar mais do que tem ou encobrir algo”, conta Leila Cury Tardivo, professora da USP. Um dos exemplos brasileiros mais famosos de mitomaníaco é Marcelo Nascimento da Rocha, autor do livro “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, que se passou por filho do dono da companhia aérea GOL.


                A mitomania está relacionada a outros males?


            A mentira compulsiva está relacionada a outros quadros de doenças psiquiátricas e psicológicas, como transtornos de personalidade antissocial, que, segundo o professor Hélio, podem levar o mitomaníaco a um processo de isolamento para não ser descoberto. “A mitomania está relacionada, em geral, ao transtorno de personalidade antissocial, quando é aquela mentira que tem por finalidade a defesa ou uma ideia de falsear a realidade, porque a pessoa não suporta aquela em que vive e quer se colocar em outro ambiente”, afirma Leila.


              O mitomaníaco mente por má-fé?


            Segundo o professor Hélio, geralmente, o mitomaníaco não age de má-fé porque o comportamento é resultado de um sofrimento, que acaba por levá-lo a um processo de quase semiconsciência: “A pessoa vai se perdendo nisso”. Mas as intenções também dependem do transtorno de personalidade ao qual a mitomania pode estar relacionada, explica a professora Leila: “Se o mitomaníaco tiver um transtorno de personalidade antissocial mais grave, como um sociopata, aí ele pode fazer mal para os outros”.


                Como identificar um mitomaníaco?


         Quando as mentiras são muito discrepantes em relação à realidade, é mais fácil de identificar o comportamento compulsivo. Outro ponto suspeito é que o mitomaníaco pode tentar esconder a família, o emprego ou o lugar onde mora. “Algumas coisas se consegue identificar em mitomaníacos mesmo se você não faz parte do círculo íntimo dele, você vê que aquilo que ele está falando não bate”, diz a professora Leila. Contudo, é mesmo na convivência que se percebem as mentiras constantes e a falta de nexo delas com a realidade.


                O que fazer ao identificar um mitomaníaco?


             O ideal é nunca confrontar, mas acolher o mitomaníaco de forma compreensiva. Em alguns casos, quando ele admite que está mentindo, mas não consegue parar de mentir, fica mais fácil sugerir que procure ajuda. “Agora, se o mitomaníaco não admite que mente, uma das formas de tentar fazer com que ele procure um tratamento é conversar com a família dele para ver se os mais próximos conseguem convencê-lo a procurar ajuda”, diz a professora Leila.


                Como tratar a mitomania?


              Para os professores, a psicoterapia é um dos tratamentos mais indicados para a mitomania. “No processo terapêutico, o mitomaníaco entra em contato com o desejo que não corresponde à realidade dele. Então, devagar, ele vai tomando consciência desse processo e analisando a quais experiências a compulsão pela mentira está relacionada”, esclarece Hélio. 

Texto originalmente publicado no Portal BOL, Por Celina Cardoso. Disponível em https://www.ip.usp.br/site/noticia/entenda-o-que-e mitomania-a-compulsao-pela-mentira/)
De acordo com o texto, quais são os indícios que podem pressagiar a presença de mitomania em um indivíduo? 
Alternativas
Respostas
1: E
2: E
3: C
4: B
5: A
6: D
7: A
8: C
9: E
10: C
11: B
12: A
13: A
14: C
15: B
16: B
17: B
18: E
19: C
20: E