No longo prazo, essa paciente pode ter a manutenção do resp...
Gabarito comentado
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Gabarito: C) certo
Tema central: O manejo antitrombótico de pacientes com fibrilação atrial (FA) que realizaram angioplastia coronariana com stent é um ponto crucial na Medicina Intensiva e Cardiologia. O objetivo das condutas é equilibrar a prevenção de eventos tromboembólicos (AVC, trombose do stent) com a redução do risco de sangramento, principalmente em idosos e pacientes de alto risco.
Justificativa para a alternativa correta: No caso clínico, a paciente foi submetida a ICP com stent farmacológico e possui FA permanente, justificando anticoagulação plena (apixabana). Inicialmente, associa-se ao anticoagulante uma dupla antiagregação plaquetária (AAS + clopidogrel) para prevenir a trombose do stent. Porém, essa terapia tripla só é recomendada por um curto período (geralmente até 1 semana, máximo 1 mês), devido ao elevado risco hemorrágico.
No longo prazo (após 6-12 meses), as principais diretrizes (SBC, ACC/AHA) e estudos (ex: AUGUSTUS) indicam a manutenção apenas do anticoagulante oral (apixabana), pois os benefícios da associação com antiagregantes não superam o risco de sangramentos graves. Conforme a Diretriz Brasileira de FA, p. 36: “A terapia de manutenção a longo prazo após o período inicial deve ser apenas com anticoagulante oral, salvo exceções.”
Análise das alternativas:
C) certo: Correta, pois reflete exatamente o preconizado por diretrizes e bons estudos: a monoterapia com apixabana no longo prazo para FA pós-stent é segura e recomendada para pacientes com maior risco de sangramento.
E) errado: Incorreta, pois desconsidera a recomendação atual. Manter antiagregantes após o período recomendado aumenta desnecessariamente o risco de eventos hemorrágicos.
Dica de interpretação: Atenção a termos como “longo prazo” e ao que está sendo questionado. As pegadinhas costumam envolver omissão do tempo de duplo tratamento ou sugerir mantê-lo por tempo indefinido. Sempre associe o tempo de cada fase terapêutica ao risco-benefício.
Referências e evidências: Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial (SBC, 2023); Diretriz ACC/AHA/ACCP/HRS 2023 e estudo AUGUSTUS.
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