Para essa paciente, tempo ideal de antiagregação plaquetári...
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TEMA CENTRAL DA QUESTÃO
O tema desta questão é a maneira correta de conduzir a terapia antitrombótica em pacientes com fibrilação atrial (FA) que recebem stent coronariano, especialmente aqueles com alto risco de sangramento. Trata-se de uma situação recorrente em Medicina Intensiva e Cardiologia, implicando decisões cruciais entre prevenir trombose do stent e evitar complicações hemorrágicas graves.
JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA "ERRADO" (Gabarito: E)
Segundo a Diretriz Europeia de Fibrilação Atrial – ESC 2020, pacientes com FA permanente e alto risco de sangramento, como nesta situação clínica, não devem manter terapia tripla (anticoagulante oral + aspirina + inibidor de P2Y12) por seis meses, nem mesmo pelo uso de stent farmacológico de segunda geração. O recomendando é:
- Terapia tripla: Manter por tempo curto – até 1 semana após ICP; em seguida, suspender AAS.
- Terapia dupla (anticoagulante oral + clopidogrel): Até 6 meses, mas pode ser reduzida para 1-3 meses se o risco de sangramento for relevante.
Citar o texto: “A cessação precoce (após a primeira semana) da aspirina e a continuação da terapia dupla […] são recomendadas se o risco de trombose do stent for baixo ou se as preocupações sobre o risco de sangramento prevalecerem…” — ESC 2020, p. 389.
Além disso, grandes estudos como o AUGUSTUS confirmam que a manutenção prolongada da terapia tripla aumenta significativamente o risco de sangramento sem benefício adicional na prevenção de eventos isquêmicos.
ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS
Alternativa C (certo): Equívoca, pois só seria aplicável em pacientes com baixo risco de sangramento e risco isquêmico elevado, o que não é o caso aqui. Prolongar antiagregação por seis meses aumenta complicações hemorrágicas.
Alternativa E (errado): Correta conforme diretrizes: tempo ideal de terapia antiplaquetária associada à anticoagulação deve ser reduzido nesse perfil de paciente.
COMO INTERPRETAR A QUESTÃO
Preste atenção a detalhes como: idade avançada, histórico de sangramento e fibrilação atrial. Questões sobre “tempo de dupla terapia” costumam ser pegadinha: não se baseia só no tipo de stent, mas no perfil do paciente.
Segundo o Protocolo ESC 2020 e estudos como AUGUSTUS, a individualização é fundamental para não expor pacientes vulneráveis a riscos desnecessários. Sempre avalie risco de trombose x risco de sangramento!
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