O uso de prasugrel associado ou não ao AAS, juntamente com ...

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Q1674005 Medicina
Uma paciente de 76 anos de idade, com história prévia de hipertensão e fibrilação atrial permanente, está em programação de alta da enfermaria de cardiologia após realização de angioplastia, com stent farmacológico de segunda geração, em lesão única em descendente anterior em terço médio por acesso femoral, há cinco dias, após quadro de angina instável de alto risco. Atualmente ela está em uso de apixabana 5 mg duas vezes ao dia, AAS 100 mg uma vez ao dia, clopidogrel 75 mg uma vez ao dia, succinato de metoprolol 50 mg uma vez ao dia, ramipril 5 mg uma vez ao dia e sinvastatina 40 mg uma vez ao dia. Uma familiar da paciente gostaria de saber se a prescrição de alta será mantida, pois a paciente já teve um sangramento urinário prévio importante quando usava varfarina, bem como recomendações para cirurgia de herniorrafia inguinal que havia programado anteriormente.


Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir.
O uso de prasugrel associado ou não ao AAS, juntamente com a anticoagulação, seria o ideal para redução de eventos isquêmicos nessa paciente.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E) errado

Tema central: O caso aborda a escolha ideal da terapia antitrombótica para paciente com fibrilação atrial (FA) e angioplastia com stent farmacológico, diante do risco trombótico versus hemorrágico.

Explicação Didática:

Nos pacientes com FA submetidos à ICP, a estratégia terapêutica deve buscar o equilíbrio entre prevenção de trombose e redução do risco de sangramento, especialmente em idosos e com história de sangramento prévio, como apresentado no caso.

De acordo com as Diretrizes de Fibrilação Atrial (SBC, 2023):
“...A terapia dupla estaria indicada, incluindo anticoagulante com clopidogrel ou alternativamente aspirina de 75 a 100 mg.”

Prasugrel é um inibidor P2Y12 significativamente mais potente que o clopidogrel, mas aumenta de forma relevante o risco de sangramento. O estudo AUGUSTUS demonstrou, em pacientes com FA, que não há benefício em adicionar prasugrel à anticoagulação oral e que essa combinação é associada a maior risco hemorrágico (AUGUSTUS, NEJM, 2019).

Ponto-chave: Clopidogrel é preferível ao prasugrel quando necessário associar à anticoagulação, especialmente em pacientes com alto risco de sangramento.

Análise Crítica:

Por que a alternativa está ERRADA?
Prasugrel NÃO é recomendado para associação com anticoagulante oral em pacientes idosos, especialmente com histórico de sangramento, pois o risco hemorrágico supera o potencial benefício na prevenção de eventos isquêmicos.

Evidências & Protocolos:
Segundo o PCDT de FA e as diretrizes europeias e americanas, a conduta mais segura consiste em anticoagulante oral + clopidogrel (dupla terapia) após o primeiro mês da ICP, reservando a terapia tripla para casos selecionados e sempre pelo menor tempo possível.

Dica prática para concursos: Sempre avalie o risco de sangramento (HAS-BLED, idade, eventos prévios), especialmente se for citada associação com inibidores P2Y12 mais potentes ou anticoagulantes em idosos.

Conclusão: Não é ideal associar prasugrel (mesmo isoladamente ou com AAS) ao esquema de anticoagulação nesta paciente.
Gabarito correto: E) errado.

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Comentários

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A afirmação é incorreta. O uso de prasugrel em associação ou não ao Ácido Acetilsalicílico (AAS), junto com a anticoagulação, não seria o ideal para redução de eventos isquêmicos nessa paciente. Isso porque a paciente é idosa e tem um histórico prévio de sangramento significativo. O prasugrel é um potente inibidor de plaquetas que pode aumentar o risco de sangramento, especialmente em pacientes idosos ou aqueles com histórico de sangramento. Além disso, a paciente já está tomando apixabana (um anticoagulante), AAS e clopidogrel (ambos antiplaquetários), o que, por si só, já aumenta o risco de sangramento. Portanto, adicionar prasugrel a esse regime pode aumentar ainda mais esse risco. É importante que o tratamento seja individualizado, levando em consideração o risco-benefício de adicionar qualquer novo medicamento.

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