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Q2368621 Medicina
A definição universal proposta descreve a insuficiência cardíaca como uma síndrome clínica com sintomas e/ou sinais causados por uma anormalidade cardíaca estrutural e/ou funcional e corroborada por níveis elevados de peptídeo natriurético e/ou evidência objetiva de congestão pulmonar bilateral ou sistêmica. Sendo que a abordagem terapêutica deve ser guiada pelo perfil clínico/hemodinâmico, qual perfil não apresenta dados objetivos da descompensação, devendo-se pesquisar outras causas que justifiquem seus sintomas como tromboembolismo pulmonar, exacerbação aguda de DPOC, pneumonia etc.?
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Alternativa correta: C — Perfil A (quente e seco)

Tema central: Classificação hemodinâmica à beira-leito na insuficiência cardíaca (IC) aguda, baseada em perfusão (quente vs. frio) e congestão (seco vs. úmido). Essa avaliação direciona diagnóstico e tratamento (Diretrizes ESC 2021; AHA/ACC/HFSA 2022; Diretriz Brasileira de IC – SBC 2021/2022).

Por que a C é a correta? O Perfil A (quente e seco) indica boa perfusão e ausência de congestão; logo, não há dados objetivos de descompensação de IC. Em pacientes com sintomas inespecíficos (dispneia/fadiga) nesse perfil, deve-se buscar outras causas: tromboembolismo pulmonar, exacerbação de DPOC/asma, pneumonia, anemia, distúrbios da tireoide, causas não cardiogênicas de dispneia, entre outras. A “Definição Universal” de IC (JACC 2021) reforça que o diagnóstico requer sintomas/sinais com evidência objetiva (BNP/NT-proBNP elevados e/ou congestão em imagem). No perfil A, tais evidências costumam faltar.

Como reconhecer descompensação (estratégia de prova):
Congestão (úmido): turgência jugular, estertores, edema, B3, hepatomegalia dolorosa, congestão em Rx/POCUS (linhas B), BNP elevado.
Hipoperfusão (frio): extremidades frias, hipotensão, tontura, oligúria, confusão, lactato elevado, piora renal.

Análise das alternativas incorretas:

A – Perfil L (frio e seco):hipoperfusão sem congestão. Pode representar baixo débito por IC avançada: é, sim, um quadro de descompensação possível. Conduta típica: avaliar volemia; se hipovolêmico, pequeno “desafio” de volume; se não, considerar vasodilatadores/inotrópicos conforme PA (SBC 2021/2022; UpToDate).

B – Perfil C (frio e úmido): Hipoperfusão + congestão. É o perfil mais grave de descompensação, frequentemente requer UTI, diurético IV, vasodilatadores se PA permitir e, em choque, inotrópicos/vasopressores (ESC 2021; AHA 2022).

D – Perfil B (quente e úmido): Perfusão preservada com congestão, caracterizando descompensação “típica”. Conduta: diurético de alça IV; considerar vasodilatador (nitroglicerina) se PA adequada, além de otimizar GDMT no seguimento.

Pegadinhas frequentes:
– “Quente” = perfusão adequada; “Frio” = baixo débito. “Úmido” = congestão; “Seco” = sem congestão. Logo, só o Perfil A não traz evidência objetiva de descompensação.
– BNP pode ser baixo em obesos e alto por outras causas (FA, DRC). Valorize o exame físico e a imagem (POCUS).

Referências essenciais: ESC Heart Failure 2021; AHA/ACC/HFSA 2022; Diretriz Brasileira de IC – SBC 2021/2022; Universal Definition of HF (JACC 2021); Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate.

Resumo para prova: Perfil A = “quente e seco” → investigar causas não cardiogênicas. Perfis B/C/L representam descompensação e exigem tratamento específico.

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A questão em discussão refere-se à classificação da insuficiência cardíaca com base em perfis clínicos/hemodinâmicos que ajudam a orientar a abordagem terapêutica. Os perfis são baseados na presença ou ausência de congestionamento (úmido ou seco) e perfusão (quente ou frio). A alternativa correta é a letra C - PERFIL A (quente e seco). Este perfil aponta para pacientes que não apresentam sinais de congestionamento (seco), mas que mantêm uma perfusão adequada (quente). Estes pacientes não têm dados objetivos de descompensação cardíaca, o que significa que a causa dos seus sintomas provavelmente não está relacionada à insuficiência cardíaca em si, e sim a outras condições clínicas que podem produzir sintomas semelhantes, como tromboembolismo pulmonar, exacerbação aguda de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), pneumonia, entre outros. Por isso, a questão destaca a importância de investigar causas alternativas para os sintomas apresentados por pacientes com um perfil "quente e seco".

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