Uma história da escravidão no Brasil – o segundo
volume da trilogia
Entre 1700 e 1800, cerca de dois milhões de homens e
mulheres foram arrancados de suas raízes africanas,
embarcados à força nos porões dos navios negreiros e
transportados para o Brasil. Muitos seriam vendidos em
leilões públicos antes de seguir para as senzalas onde, sob
a ameaça do chicote, trabalhariam pelo resto de suas vidas.
No final do século XVIII, a América Portuguesa tinha a
maior concentração de pessoas de origem africana em todo
o continente americano. Os brancos formavam um grupo
relativamente pequeno. Os índios, a essa altura já
dizimados por doenças, guerras e a ocupação de seus
territórios, sequer apareciam nas estatísticas. O motor da
escravidão nesse período foi a descoberta de ouro e de
diamantes, primeiro em Minas Gerais e, depois, em Mato
Grosso e Goiás. A busca de novas riquezas, acompanhada
pelo uso cada vez mais intenso da mão de obra cativa, fez
com que o território brasileiro praticamente dobrasse de
tamanho. Começavam também ali alguns fenômenos que
marcariam profundamente a face do escravismo brasileiro.
A escravidão urbana, de serviços, diferente daquela
observada nas antigas lavouras da cana-de-açúcar na
região Nordeste, deu maior mobilidade aos cativos,
acelerou os processos de alforria, ofereceu oportunidades
às mulheres e gerou uma nova cultura em que hábitos de
origem africana se misturaram a outros, de raiz europeia e
indígena. O agitado e rebelde século XVIII e a gigantesca
onda africana que o marcou são os temas deste segundo
volume da trilogia sobre a história da escravidão no Brasil.
GOMES, Laurentino. Escravidão: da corrida do ouro em
Minas Gerais até a chegada da corte de dom João ao
Brasil, volume 2. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2021.
(quarta-capa)
Assinale a alternativa que expressa corretamente uma
ideia permitida pela leitura do Texto 2.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Errou um tema comum da banca? Veja o que mais costuma cair no Raio-X. Ver raio-X
teste
Parabéns! Você acertou!
Essa questão segue o padrão da banca! Veja o que mais costuma cair. Ver raio-X