Considerando‐se as características que definem o gênero text...
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Gabarito: Alternativa A
Tema central: A questão trata da interpretação de texto, especificamente do reconhecimento das características do gênero textual crônica, segundo a norma-padrão da Língua Portuguesa e autores consagrados como Evanildo Bechara e Celso Cunha & Lindley Cintra.
Justificativa para a alternativa A: A crônica se caracteriza por uma interlocução constante com o leitor e pela abordagem de acontecimentos habituais do cotidiano. No texto de Rubem Alves, o narrador conversa diretamente com o leitor (“aconselho-o”, “quero dizer-lhe duas coisas”, “sobre o assunto aconselho você e todos os leitores...”), estabelecendo proximidade e reflexões sobre situações comuns e humanas, como profissões, paixões e inquietações internas.
Análise das alternativas incorretas:
B) Gênero narrativo ficcional e linguagem predominantemente informal e literal. — Incorreta. Apesar de a crônica adotar linguagem acessível, nem sempre é ficcional e geralmente não privilegia apenas uma linguagem literal, podendo ser subjetiva e metafórica.
C) Influência de reflexões de caráter pessoal e emprego do discurso indireto livre. — Parcialmente correta, porém imprecisa. De fato, há reflexão pessoal, mas não há predominância de discurso indireto livre no texto, como aponta a gramática de Bechara: nesse tipo de discurso, pensamentos ou fala das personagens são inseridos sem marcas formais, o que não ocorre de maneira clara na crônica apresentada.
D) Presença de contestação objetiva e de coloquialismo na conversação dos personagens. — Errada. Não há contestação objetiva (afirmações e críticas explícitas e diretas). Há sim um tom reflexivo, mas sem o enfrentamento direto de ideias.
Estratégia de prova: Sempre procure, ao interpretar o gênero crônica, indícios de diálogo com o leitor (uso do pronome “você”, perguntas retóricas) e comentários sobre fatos cotidianos ou banais — isso ajuda a eliminar alternativas que ampliam ou restringem equivocadamente as características desse gênero.
Referência importante: A crônica é, segundo Cunha & Cintra, “uma breve reflexão sobre fatos cotidianos, com linguagem próxima do leitor, marcada pela subjetividade”.
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A crônica é um gênero textual curto escrito em prosa é geralmente produzido para meios de comunicação, por exemplo, jornais, revistas, etc. A linguagem é simples e descontraída. Há poucos (ou nenhum) personagens nas histórias, geralmente figurando uma opinião, uma experiência ou vivência do próprio autor com análise crítica sobre contextos e circunstâncias. O texto apresenta humor crítico, irônico e sarcástico. Exemplos: Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Luis Fernando Veríssimo, etc.
Gabarito A
Minhas considerações:
B) Não há linguagem predominantemente informal (não vi gírias, por exemplo) e literal (veja o trecho usando metáfora "Tudo seria simples se cada um dos personagens tivesse morado no seu corpo numa temporada de curta duração", não há personagens literalmente morando no corpo dele)
C) não notei uso de discurso indireto livre, autor não usou a fala de outrem misturada a sua voz
D) não notei coloquialismo como gírias, uso errado de pronomes etc
Discurso direto: "É aquele no qual reproduzimos fielmente nossas palavras e as do nosso interlocutor em um diálogo. Durante a construção desse tipo de discursos, é comum o uso de verbos declarativos, que podem ser: disse, respondeu, afirmou, ponderou, sugeriu, perguntou, indagou, etc.”. PRETERITO PERFEITO Exemplo:
– Por que chegou tão tarde? Perguntou-lhe nervosa com as mãos na cintura e os pés batendo no chão.
– Estive em reunião com a diretoria. Redarguiu, tentando disfarçar o hálito alcoólico.
– Foi uma reunião regada a álcool? Replicou ironicamente a esposa.
Discurso indireto: "É aquele no qual a fala do interlocutor é incorporada à fala do narrador. É também comum o uso de verbos declarativos, que iniciam o discurso, e as falas, em geral, aparecem como orações subordinadas substantivas. Exemplo:
Perguntou-lhe porque chegara tão tarde.
Redarguiu que estivera em reunião com a diretoria.
Perguntou ironicamente se fora a uma reunião regada a álcool.
Atenção! Observe a mudança do tempo verbal na transformação do discurso direto para o indireto, do pretérito perfeito para o pretérito mais-que-perfeito."
Discurso indireto livre: "É a junção do discurso direto e do discurso indireto, ou seja, há uma proximidade entre o narrador e o personagem sem que haja uma separação das falas de ambos. Assim, há o emprego do discurso direto e discurso indireto no mesmo enunciado, conservando as interrogações e exclamações da forma original.
Exemplo:
A esposa nervosa com as mãos na cintura e os pés batendo no chão aguardava-o em casa. Por que chegou tarde? Apressou-se em respondê-la, disfarçando o hálito alcoólico, dizendo que estivera em reunião com diretoria. Contudo, ela, percebendo sua intenção, replicou-lhe ironicamente se houvera sido uma reunião regada a álcool.
O discurso indireto livre tem sido amplamente utilizado na literatura moderna."
FONTE BRASIL ESCOLA
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