Em se tratando de responsabilidade civil do Estado, assinal...
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Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O art. 37, § 6º, da Constituição Federal, interpretado pelo Tema 940 do STF, atribui à pessoa jurídica a reparação dos danos causados por agente nessa qualidade. Como a alternativa E indica a pessoa jurídica responsável como demandada, está correta.
- Identifique se a questão trata da ação da vítima ou do regresso: no Tema 940, a primeira é dirigida à pessoa jurídica; o segundo pode alcançar o agente por dolo ou culpa.
- Antes de aplicar o Tema 940, confira o vínculo funcional do dano e a existência de regime específico, como o das manifestações parlamentares no Tema 950.
- Em danos decorrentes de operações policiais, diferencie responsabilidade objetiva de indenização automática: o risco administrativo admite excludentes demonstradas pelo Estado.
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Gabarito item E) A ação por danos causados por agente público deve ser ajuizada contra o Estado ou a pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público, sendo parte ilegítima para a ação o autor do ato lesivo.
A responsabilidade civil por danos causados por agente público é de natureza objetiva para o Estado, fundamentada no art. 37, § 6º, da Constituição Federal. O dever de indenizar as pessoas jurídicas de direito público e as prestadoras de serviço público prescinde da comprovação de dolo ou culpa, exigindo apenas o nexo causal entre a conduta do agente, no exercício de suas funções, e o dano causado a terceiros.
Entretanto, para o Estado pleitear o ressarcimento gerado por tal conduta, poderá ajuizar ação regressiva contra o causador do dano, devendo demonstrar que o mesmo agiu com dolo ou culpa em sua conduta, o que caracteriza a responsabilidade subjetiva.
f
ADENDO
Tese da dupla garantia: STF entende pela impossibilidade de formação de litisconsórcio passivo / denunciar a lide - entre o agente público e o Estado ou PJ direito privado PSP.
- 1ª - em favor do particular lesado, considerando que a CF/88 assegura que ele poderá ajuizar ação de indenização contra o Estado, que tem recursos para pagar, sem ter o ônus de provar que o agente público agiu com dolo ou culpa;
- 2ª - é em favor do agente público que causou o dano, que somente pode ser responsabilizado pelo dano se for acionado pelo próprio Estado, em ação regressiva, após o Poder Público já ter ressarcido o ofendido + protege-se o servidor contra ações temerárias.
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-STF RE 327904: Esse mesmo dispositivo constitucional consagra, ainda, dupla garantia: uma, em favor do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a PJ de direito público, ou de direito privado que preste serviço público, dado que bem maior, praticamente certa, a possibilidade de pagamento do dano objetivamente sofrido. Outra garantia, no entanto, em prol do servidor estatal, que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional se vincular. Com isso, protege-se o servidor contra ações temerárias que poderiam ser contra ele movidas com intuito intimidatório. (STJ e B. de Mello admitiam a possibilidade de ajuizamento de ação diretamente contra o agente público.)
GABARITO - E
Fundamento Legal: Art. 37, § 6º, da Constituição Federal.
Tema de Repercussão Geral do STF: Tema 940 do STF (RE 1.027.633).
Tese Firmada: "A teor do disposto no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, a ação por danos causados por agente público deve ser ajuizada contra o Estado ou a pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público, sendo parte ilegítima para a ação o autor do ato, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa."
Explicação: O STF consagrou o princípio da dupla garantia: a vítima deve acionar diretamente o Estado sob o regime da responsabilidade objetiva, ao passo que o agente público possui a garantia de não ser processado diretamente pelo terceiro prejudicado (sendo parte passiva ilegítima na ação), respondendo apenas regressivamente perante a Administração se houver agido com dolo ou culpa.
A
Erro: O Estado responde de forma objetiva e direta (e não subjetiva condicionada à prévia prova de dolo ou culpa do delegatário) pelos atos praticados por tabeliães e registradores oficiais. A verificação de dolo ou culpa é apurada apenas em sede de ação regressiva.
Tema de Repercussão Geral do STF: Tema 779 do STF (RE 842.846).
- Tese Firmada: *"O Estado responde, objetivamente, pelos atos dos tabeliães e registradores oficiais que, no exercício de suas funções, causem dano a terceiros, assentado o dever de regresso contra o responsável, nos casos de dolo ou culpa, sob pena de improbidade administrativa."
B
Erro: A concessionária de rodovia responde, sim, independentemente da existência de culpa (responsabilidade objetiva) por acidentes causados pela presença de animais na pista de rolamento.
Tema Repetitivo do STJ: Tema 1122 do STJ.
Tese Firmada: "As concessionárias de rodovias respondem, independentemente da existência de culpa, pelos danos oriundos de acidentes causados pela presença de animais domésticos nas pistas de rolamento, aplicando-se as regras do Código de Defesa do Consumidor e da Lei das Concessões."
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