Durante fiscalização, o agente do INCRA impõe restrições a ...

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Q3875891 Direito Administrativo
Durante fiscalização, o agente do INCRA impõe restrições a particular e determina obrigações adicionais não previstas no ato normativo aplicável, adotando medidas desproporcionais e excedendo limites legais. O administrado questiona a conduta, alegando que a atuação extrapolou o poder de polícia e comprometeu direitos. O setor competente analisa se houve exercício legítimo do poder ou abuso. Considerando poder de polícia e uso e abuso do poder, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Lei nº 9.784/1999, art. 2º, caput e parágrafo único, incisos VI e XIII: "A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: (...) VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público; (...) XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação." Constituição Federal, art. 5º, XXXV: "a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;" Código Tributário Nacional, art. 78, parágrafo único: "Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder."

Tema central: Poder de polícia
Análise das alternativas
A
Errada
A base indica esta alternativa como juridicamente correta, pois a extrapolação dos limites legais no poder de polícia caracteriza abuso de poder por excesso, passível de controle. Ela não serve ao gabarito oficial informado.
B
Certa
Embora a base jurídica aponte a alternativa A como a assertiva compatível com o direito positivo, o gabarito oficial informado é B. Assim, para fins de espelho do gabarito, a questão fica registrada com a ressalva de que a alternativa B contraria a possibilidade de controle judicial da legalidade do ato administrativo e não se harmoniza com os fundamentos normativos da base.
C
Errada
Errada. A discricionariedade no poder de polícia não autoriza restrições ilimitadas, porque subsistem os limites de legalidade, finalidade, razoabilidade, proporcionalidade e motivação, nos termos da Lei nº 9.784/1999, art. 2º.
D
Errada
Errada. O abuso de poder não depende, como regra, de prova de dolo específico; a invalidade pode decorrer objetivamente do excesso de poder ou do desvio de finalidade.
Pegadinha da questão
A confusão real foi trocar a impossibilidade de o Judiciário substituir o mérito administrativo legítimo pela falsa ideia de impossibilidade de controle judicial da legalidade do ato de polícia.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado mencionar obrigação não prevista em norma, desproporcionalidade ou extrapolação de limites legais, o caminho é abuso de poder por excesso.
  • Discricionariedade no poder de polícia não afasta legalidade, motivação, razoabilidade e proporcionalidade.
  • Controle judicial alcança a legalidade do ato administrativo, inclusive abuso, desvio e excesso; o que não se substitui, em regra, é o mérito legítimo.

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Comentários

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Ao meu ver, o gabarito deveria ser a alternativa (A).

O abuso de poder se manifesta de duas formas:

  1. Excesso de Poder: Quando o agente atua fora de sua competência ou extrapola os limites legais (exatamente o que o enunciado descreve).
  2. Desvio de Finalidade: Quando o agente atua dentro da competência, mas com fim diverso do interesse público.

Em ambos os casos, o ato é nulo e sujeito a controle judicial.

A afirmação de que a legalidade do ato de polícia "não admite controle judicial" fere o Princípio da Inafastabilidade da Jurisdição (Art. 5º, XXXV da CF/88).

  • O Judiciário não pode revisar o mérito (a conveniência e oportunidade de uma escolha legítima), mas ele deve revisar a legalidade.
  • Se o agente impôs obrigações não previstas em lei, ele violou o princípio da legalidade, o que permite a intervenção do juiz para anular o ato.

Ato administrativo que sua aplicação envolva um ato invalido poderá ser anulado, no caso a questão diz que o agente extrapolou os limites legais, feriu o principio da legalidade, proporcionalidade e razoabilidade gerando um ato ilegal que deve ser anulado pela administração publica e passível de responsabilização do agente nas esferas civis, penais e administrativas. Questão anulável.

Vejo que a questão é dessa banca, eu já pulo.

uma hora é letra A e depois não é mais kkkkkk

O gabarito oficial foi a alternativa A.

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