Durante fiscalização, o agente do INCRA impõe restrições a ...

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Q3875891 Direito Administrativo
Durante fiscalização, o agente do INCRA impõe restrições a particular e determina obrigações adicionais não previstas no ato normativo aplicável, adotando medidas desproporcionais e excedendo limites legais. O administrado questiona a conduta, alegando que a atuação extrapolou o poder de polícia e comprometeu direitos. O setor competente analisa se houve exercício legítimo do poder ou abuso. Considerando poder de polícia e uso e abuso do poder, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O art. 78, parágrafo único, do Código Tributário Nacional condiciona a regularidade do poder de polícia aos limites legais; a imposição de obrigações sem previsão normativa viola esse critério e conduz à alternativa A.

Tema central: Excesso no poder de polícia
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque as restrições desproporcionais descritas também excedem o necessário ao atendimento do interesse público. O art. 2º, parágrafo único, VI, da Lei nº 9.784/1999 veda obrigações e restrições superiores às estritamente necessárias. A violação desse parâmetro permite o controle da legalidade da conduta; não se trata de simples discordância com uma escolha administrativa legítima.
B
Errada
O art. 5º, XXXV, da Constituição Federal assegura a apreciação judicial de lesão ou ameaça a direito. A discricionariedade do ato de polícia não impede o controle de sua legalidade. Verificar se o agente ultrapassou limites legais não equivale a substituir indistintamente escolhas administrativas legítimas.
C
Errada
A discricionariedade permanece limitada pela lei. O art. 2º, parágrafo único, VI, da Lei nº 9.784/1999 exige adequação entre meios e fins e veda restrições superiores às estritamente necessárias. Além disso, o art. 50, caput e incisos I e II, exige motivação dos atos que afetem direitos ou imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções. Portanto, não há autorização para restrições ilimitadas ou sem motivação.
D
Errada
A alternativa confunde ilegalidade administrativa por excesso de poder com crime de abuso de autoridade. A finalidade específica prevista no art. 1º, § 1º, da Lei nº 13.869/2019 é requisito penal, não condição geral para reconhecer o excesso administrativo. A ultrapassagem dos limites legais não é afastada pela alegação genérica de finalidade pública.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões: tratar discricionariedade como autorização para ultrapassar a lei e exigir, para reconhecer excesso administrativo, a finalidade específica prevista para o crime de abuso de autoridade.
Dica para questões semelhantes
  • Confira se a restrição tem respaldo normativo e respeita os limites das atribuições do agente: ultrapassá-los caracteriza excesso de poder.
  • Mesmo em atos discricionários, verifique proporcionalidade e motivação; a discricionariedade não afasta essas exigências.
  • Separe controle de legalidade de substituição de escolhas administrativas legítimas: a lesão ou ameaça a direito admite apreciação judicial.
  • Não transporte requisitos penais para a análise da validade administrativa: reconhecer excesso de poder não exige demonstrar todos os elementos de um crime.

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Comentários

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Ao meu ver, o gabarito deveria ser a alternativa (A).

O abuso de poder se manifesta de duas formas:

  1. Excesso de Poder: Quando o agente atua fora de sua competência ou extrapola os limites legais (exatamente o que o enunciado descreve).
  2. Desvio de Finalidade: Quando o agente atua dentro da competência, mas com fim diverso do interesse público.

Em ambos os casos, o ato é nulo e sujeito a controle judicial.

A afirmação de que a legalidade do ato de polícia "não admite controle judicial" fere o Princípio da Inafastabilidade da Jurisdição (Art. 5º, XXXV da CF/88).

  • O Judiciário não pode revisar o mérito (a conveniência e oportunidade de uma escolha legítima), mas ele deve revisar a legalidade.
  • Se o agente impôs obrigações não previstas em lei, ele violou o princípio da legalidade, o que permite a intervenção do juiz para anular o ato.

Ato administrativo que sua aplicação envolva um ato invalido poderá ser anulado, no caso a questão diz que o agente extrapolou os limites legais, feriu o principio da legalidade, proporcionalidade e razoabilidade gerando um ato ilegal que deve ser anulado pela administração publica e passível de responsabilização do agente nas esferas civis, penais e administrativas. Questão anulável.

Vejo que a questão é dessa banca, eu já pulo.

uma hora é letra A e depois não é mais kkkkkk

O gabarito oficial foi a alternativa A.

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