No trecho “E a moça, bastou-lhe vê-lo para torná-lo imediata...
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Tema central: Figuras de linguagem, especialmente a metáfora, recurso muito explorado em textos literários e frequentemente cobrado em provas de interpretação para concursos.
No trecho analisado, "E a moça, bastou-lhe vê-lo para torná-lo imediatamente sua goiabada-com-queijo", é necessário identificar a relação semântica implícita feita pela autora:
Metáfora (alternativa B – correta): A metáfora ocorre quando há uma comparação implícita entre dois elementos distintos, sem o uso de conectores comparativos (como “como”, “tal qual”). Aqui, ao dizer que o rapaz tornou-se sua “goiabada-com-queijo”, Macabéa associa figurativamente o rapaz ao que representa uma paixão e desejo em sua vida, isto é, seu doce favorito, explicitando forte carga afetiva e valorização.
Conforme Evanildo Bechara em Moderna Gramática Portuguesa: “A metáfora consiste no emprego de uma palavra fora do seu sentido habitual, por analogia ou semelhança, sem haver termo comparativo explícito.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Prosopopeia: Consiste em atribuir características humanas a seres inanimados (ex: “o vento sussurrou”). Não é o caso aqui, já que não se atribuem sentimentos ou ações humanas ao doce. Fora do contexto.
C) Metonímia: Essa figura envolve a troca entre termos que têm relação de proximidade ou contiguidade (ex: “bebi um copo”, no lugar de “bebi a água do copo”). No trecho, não há substituição por contiguidade, e sim uma comparação por semelhança.
D) Ironia: Ironia expressa o contrário do que se quer dizer, usualmente de modo sarcástico. Não há sarcasmo nem sentido oposto ao literal neste trecho.
E) Antítese: Antítese é o contraste intencional de ideias opostas (ex: “tristeza e alegria”). Não há oposição, e sim aproximação por analogia.
Estratégia de interpretação: Note palavras e expressões que estabelecem relação afetiva e de semelhança. O uso da comida preferida como referência ao rapaz indica que a personagem vê nele seu “novo objeto de desejo”, não há comparação direta, nem troca por associação, nem oposição ou ironia.
Portanto, a correta classificação é Metáfora.
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Comentários
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Metáfora é uma associação por semelhança que via de regra utiliza-se do verbo ser para realizar essa associação
No caso da comparação é utilizado um conetivo comparativo(como, tal qual, etc)
GAB B
Gabarito: B
Prosopopeia: figura pela qual o orador ou escritor empresta sentimentos humanos e palavras a seres inanimados, a animais, a mortos ou a ausentes; personificação.
Metáfora: designação de um objeto ou qualidade mediante uma palavra que designa outro objeto ou qualidade que tem com o primeiro uma relação de semelhança (p.ex., ele tem uma vontade de ferro, para designar uma vontade forte, como o ferro).
Metonímia: figura de retórica que consiste no uso de uma palavra fora do seu contexto semântico normal, por ter uma significação que tenha relação objetiva, de contiguidade, material ou conceitual, com o conteúdo ou o referente ocasionalmente pensado.
Ironia: figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender; uso de palavra ou frase de sentido diverso ou oposto ao que deveria ser empr., para definir ou denominar algo [A ironia ressalta do contexto.]
Antítese: figura pela qual se opõem, numa mesma frase, duas palavras ou dois pensamentos de sentido contrário (p.ex.: com luz no olhar e trevas no peito);
A métafora é uma coparação por meio de linguagem figurada. O conectivo de comparação está implicíto na metafóra
E a moça, bastou-lhe vê-lo para torná-lo imediatamente COMO sua goiabada-com-queijo
iihhuu
GABARITO: LETRA B
Metáfora:
Trata do emprego da palavra fora do seu sentido básico, recebendo nova significação por uma comparação entre seres de universos distintos.
Evanildo Bechara é uma fera da gramática.
Evanildo Bechara – uma fera da gramática – é o melhor atualmente.
A fera do Bechara tem obras importantíssimas sobre a língua.
Bechara?! Que fera!
O Bechara vai “desmatando o amazonas de minha ignorância”.
FONTE: A gramática para concursos públicos / Fernando Pestana. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2015.
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