Pode ser considerada como características metodológicas apl...
I. a sua aplicabilidade na pesquisa, diagnóstico clínico e controle de qualidade industrial, permitindo a detecção de atributos celulares, sem a ocorrência de sua separação física.
II. a de não haver a possibilidade de reanálise de células, sendo que, o material após a análise é descartado ao final.
III. a de fornecer dados rápidos sobre a diversidade de populações de células.
IV. a de haver a possibilidade de análise e de reanálise de células, devido ao compartilhamento em ambientes que evitam o descarte celular.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
Gabarito comentado
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Tema central: Citometria de fluxo analítica (non-sorting) é a modalidade que mede parâmetros celulares (dispersão de luz e fluorescência) em alta velocidade, sem separar fisicamente as células. Muito usada em pesquisa, diagnóstico clínico e controle de qualidade.
Gabarito: C — apenas I, II, III estão corretas.
Por quê?
I — Correta. A citometria de fluxo analítica é amplamente aplicada em pesquisa (fenotipagem celular), diagnóstico clínico (ex.: imunofenotipagem em leucemias/linfomas, contagem de CD4 em HIV) e controle de qualidade industrial (viabilidade celular em bioprocessos, contagem microbiana). Ela detecta atributos celulares sem coletar/sortear as células. Referência: Shapiro, Practical Flow Cytometry; UpToDate – Principles of flow cytometry; CLSI H62.
II — Correta. Em non-sorting, as células analisadas seguem para o descarte do instrumento, não sendo possível reanalisar as mesmas células. Pode-se até reprocessar a amostra se ainda houver volume no tubo, mas não se recuperam os mesmos eventos já medidos. Essa é uma pegadinha: “reanálise” aqui refere-se aos mesmos elementos celulares, o que não ocorre em citômetros analíticos.
III — Correta. A técnica fornece dados rápidos e multiparamétricos sobre a heterogeneidade de populações celulares (milhares de eventos/segundo), permitindo identificar subpopulações por marcadores fluorescentes.
IV — Incorreta. A possibilidade de reanálise das mesmas células pressupõe recuperação física (sorting) ou sistemas especializados de recirculação/imaging não usuais na rotina. Em non-sorting convencional, as células são descartadas e não há “compartilhamento” que evite essa perda. Diretrizes laboratoriais (CLSI H62) descrevem o fluxo analítico com descarte pós-leitura.
Análise das alternativas:
A (I, III, IV): Errada porque inclui a IV, que é falsa.
B (II, III): Errada porque exclui a I, que é verdadeira.
C (I, II, III): Correta.
D (II, III, IV): Errada pela presença da IV.
E (I, II, IV): Errada pela presença da IV.
Estratégia de prova: Ao ver “non-sorting”, associe a: sem separação física, alto throughput, descarte pós-análise e impossibilidade de reanalisar os mesmos eventos. Termos como “reanálise das mesmas células” sugerem sorting, não citometria analítica.
Referências úteis: Shapiro HM. Practical Flow Cytometry; UpToDate – Principles of flow cytometry; CLSI H62 (Validation of Flow Cytometric Methods); diretrizes EuroFlow para imunofenotipagem.
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