Dentre as técnicas disponíveis no laboratório de toxicologi...
Gabarito comentado
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Tema central: diferenciação entre técnicas de triagem (rápidas, sensíveis, custam menos e podem ter reações cruzadas) e técnicas de confirmação (altamente específicas, identificam e quantificam o analito) em toxicologia laboratorial, aplicáveis também à prática veterinária.
Gabarito: E — imunoensaio (triagem) e cromatografia gasosa (confirmação)
Justificativa: Em toxicologia, a triagem costuma ser feita por imunoensaios (ELISA, EMIT, FPIA, CEDIA, imunocromatografia/LFIA), pois são rápidos e detectam famílias de drogas. Entretanto, sofrem com reações cruzadas e falsos positivos/negativos. A confirmação deve empregar métodos cromatográficos com alta resolução, preferencialmente cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (GC-MS), que confirma identidade e quantifica com rigor. Essa sequência é recomendada por diretrizes como SAMHSA Mandatory Guidelines, AACC e é consenso em Goldfrank’s Toxicologic Emergencies e UpToDate.
Estratégia de prova: Ao ler “triagem”, busque imunoensaio. Ao ler “confirmação”, associe a GC-MS ou LC-MS/MS. Palavras-chave: “rápido/qualitativo” → imunoensaio; “específico/identificação” → cromatografia + espectrometria de massas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Absorção atômica e testes químicos: Espectrometria de absorção atômica é voltada a metais (chumbo, mercúrio), não como triagem ampla para drogas. “Testes químicos” é genérico, sem especificidade confirmatória. Não reflete o fluxo recomendado.
B) Quimioluminescência e imunocromatografia: ambas são formatos de imunoensaio (detecção por luz vs fluxo lateral). Servem para triagem, não para confirmação definitiva.
C) Cromatografia gasosa e cromatografia líquida: tanto GC quanto LC são tipicamente confirmatórias. Usar GC como “triagem” é incorreto (demanda preparo e instrumentação complexa), e “LC” isolada como confirmação carece do detector de massa em contexto forense/ocupacional.
D) Cromatografia líquida e cromatografia em camada delgada (CCD): a ordem está invertida. CCD pode ser usada como triagem antiga e pouco específica; LC (idealmente LC-MS/MS) é confirmatória. Assim, não atende “triagem e confirmação, respectivamente”.
Aplicação prática (veterinária e humana): Urina positiva para “opiáceos” em imunoensaio deve ser confirmada por GC-MS/LC-MS/MS para discriminar morfina, codeína, tramadol, etc., evitando decisões clínicas/legais baseadas em possíveis falsos positivos. Referências: SAMHSA (2017–2023), AACC LMPG (2018), UpToDate, Goldfrank’s.
Dica final: lembre: Triagem = Imunoensaio; Confirmação = Cromatografia + MS (na questão, “cromatografia gasosa”).
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