Na cromatografia de exclusão molecular, a eluição da proteí...

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Q3330707 Veterinária
Na cromatografia de exclusão molecular, a eluição da proteína é do tipo:
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Tema central: Cromatografia de Exclusão Molecular (SEC/filtração em gel) separa biomoléculas exclusivamente por tamanho/hidrodinâmica, sem interação específica com a fase estacionária. As moléculas maiores eluem primeiro, pois não entram nos poros; as menores entram nos poros e demoram mais.

Alternativa correta: B — isocrática. Na SEC, a fase móvel (buffer) permanece constante durante toda a corrida: mesma composição, pH e força iônica. Isso caracteriza eluição isocrática. Como não há ligação à matriz (o mecanismo é exclusão por tamanho), não há necessidade de gradientes para promover “desprendimento”. Em prática laboratorial e biomédica (purificação de enzimas, anticorpos, vacinas veterinárias), usa-se tipicamente um tampão como PBS a pH fisiológico, com sal moderado para evitar interações inespecíficas, mantendo as proteínas nativas. Referências clássicas: Scopes (Protein Purification), Lehninger, e manuais Cytiva/GE para SEC.

Por que as outras estão incorretas?

A) Gradiente de imidazol: típico de cromatografia de afinidade por metal (IMAC) para proteínas His-tag (Ni-NTA/Co²⁺). O imidazol compete pelos sítios metálicos e elui a proteína ligada. Na SEC, não há sítios de ligação para competir.

C) Gradiente de pH: usado em troca iônica ou em focalização isoelétrica para alterar a carga da proteína e modular a interação com a resina. Na SEC, alterar pH não é o mecanismo de separação e pode até desestabilizar proteínas.

D) Gradiente de sal: clássico em troca iônica (aumenta força iônica para eluir) e em cromatografia hidrofóbica (gradiente decrescente de sal). Em SEC, usa-se sal constante apenas para minimizar interações, não em gradiente.

E) Gradiente de temperatura: empregado em cromatografia gasosa e, ocasionalmente, para otimizar HPLC. Na SEC, a temperatura é mantida constante para não alterar difusão e conformação proteica.

Pegadinha de prova: “Gradiente” quase sempre implica cromatografia baseada em interação (afinidade, troca iônica, hidrofóbica ou fase reversa). Ao ler “exclusão molecular”, associe imediatamente a eluição isocrática e a separação por tamanho, sem ligações específicas.

Dica prática para interpretação: identifique palavras-chave como “tamanho”, “sem interação” e “peneira molecular” → resposta: isocrática. Detectores comuns: UV 280 nm; usos frequentes em clínica/labs veterinários: dessalinização, troca de tampão e remoção de agregados.

Baseado em princípios consolidados de bioquímica e purificação de proteínas (Lehninger, Scopes; manuais Cytiva/GE de SEC).

Gabarito: B — Isocrática.

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