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Q3331467 Veterinária
Para que o processo de purificação de uma proteína recombinante tenha sucesso é importante saber o máximo de informações possíveis sobre a proteína-alvo e de seus contaminantes. Com posse de informações como: massa molecular, ponto isoelétrico, coeficiente de absortividade molar, estabilidade, estado oligomérico etc. É possível combinar diferentes técnicas cromatográficas para aumentar o grau de pureza da proteína-alvo, em relação aos seus possíveis contaminantes. Para a captura, purificação intermediária e refinamento do grau de pureza de uma determinada proteína deve ser utilizadas, de forma sequencial, as seguintes técnicas cromatográficas:
Alternativas

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Tema central: sequência de etapas cromatográficas para purificar proteína recombinante. Em um fluxo padrão, pensamos em: captura (remoção maciça de impurezas), purificação intermediária (remoção de isoformas/contaminantes remanescentes) e polimento (refino final: agregados, dímeros, troca de tampão).

Alternativa correta: D — afinidade, troca iônica e filtração em gel

- Captura por afinidade: altíssima seletividade e capacidade; enriquece rapidamente a proteína-alvo (ex.: His-tag/Ni-NTA, proteína A/G, lectinas), removendo a maior parte das proteínas do hospedeiro logo no início. Ideal quando há tag ou ligante específico.

- Troca iônica (IEX): etapa de purificação intermediária, explora a carga líquida (pI) para separar variantes, HCPs, DNA e endotoxinas; é de alta capacidade e excelente para “limpeza fina” após afinidade.

- Filtração em gel (SEC): usada no polimento; separa por tamanho, remove agregados/oligômeros e faz troca de tampão. Tem baixa capacidade e é lenta, por isso fica ao final.

Referências clássicas sustentam essa ordem: Scopes, Protein Purification: Principles and Practice; Cytiva/GE Healthcare, Protein Purification Handbook; Harrison et al., Bioseparations Science and Engineering.

Por que as demais estão incorretas?

A) Afinidade → SEC → IEX: colocar SEC antes da IEX é ineficiente. SEC dilui a amostra, reduz carga e alonga o processo, atrapalhando o desempenho da IEX. Além disso, o polimento clássico é por SEC, não por IEX.

B) IEX → SEC → Afinidade: deixar a afinidade por último desperdiça sua seletividade e capacidade de “captura”. Além disso, eluições de afinidade (imidazol/baixo pH) não são ideais como etapa final de polimento.

C) e E) SEC → Afinidade → IEX: iniciar com SEC é inadequado para captura devido à baixa capacidade e ao tempo elevado; também desloca a afinidade para o meio, quando ela deveria abrir o processo. Encerrar com IEX não remove eficientemente agregados, função típica da SEC.

Dicas para a prova

  • Palavra-chave “captura” → pense em afinidade quando houver ligante/tag.
  • “Polimento/refinamento” → geralmente é SEC por separar agregados e ajustar tampão.
  • Desconfie de sequências que começam com SEC: é uma pegadinha comum (baixa capacidade/fluxo).
  • Dados como pI, oligomerização e estabilidade guiam a escolha de IEX e confirmam SEC ao final.

Conclusão: a sequência mais racional e consagrada para proteína recombinante é afinidade → troca iônica → filtração em gel.

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