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Q2383676 Medicina
Qual é a indicação de estratégia invasiva de urgência na suspeita de infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST? 
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Tema central: Indicação de estratégia invasiva de urgência no Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMSSST). Entender quais situações clínicas exigem abordagem invasiva imediata neste quadro é fundamental para a atuação do médico cardiologista.

Alternativa correta: B) Dor torácica refratária ao tratamento medicamentoso.

Justificativa: A dor torácica refratária indica isquemia miocárdica persistente mesmo após uso adequado de nitratos, betabloqueadores, morfina e antiplaquetários. Isso sinaliza risco elevado de progressão do infarto e complicações fatais, como choque cardiogênico. Nestes casos, as diretrizes recomendam estratégia invasiva de urgência (cateterismo cardíaco imediato para possível intervenção coronária), conforme destacado nas “Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2021”, Tabela 1.8: “Dor torácica refratária ao tratamento medicamentoso” é critério objetivo para abordagem invasiva urgente.

Contextualização clínica: O IAMSSST, ao contrário do Infarto com supra, não demanda cateterismo imediato para todos, mas sim para pacientes que demonstrem instabilidade persistente. O tratamento invasivo urgente busca restaurar o fluxo coronariano, reduzir a área de necrose miocárdica e evitar mortalidade.

Análise das alternativas incorretas:

A) Ectópicos supraventriculares frequentes: Embora possam indicar alteração elétrica, não refletem alto risco imediato para o IAMSSST, não sendo critério para intervenção urgente.

C) Hipertensão maligna: Representa emergência hipertensiva, mas não tem relação direta com necessidade de estratégia invasiva no IAMSSST, salvo se gerar complicação aguda (por exemplo, disfunção ventricular grave).

D) Presença de três fatores de risco (tabagismo/DM): Indica apenas maior risco futuro cardiovascular; não é critério de urgência, pois a conduta invasiva se baseia em quadro clínico e instabilidade, não apenas na presença de fatores de risco.

Dicas para provas: Fique atento a termos como “refratário”, “instável”, “falha terapêutica” – essas expressões geralmente sinalizam necessidade de ação imediata. Evite ser levado por respostas que tratam de contexto de risco crônico ou sintomas inespecíficos.

Evidência e referência: Como está na página 23 das Diretrizes da SBC 2021: “Dor torácica refratária ao tratamento medicamentoso é critério de indicação de angiografia coronariana de urgência”.

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A questão apresentada aborda a indicação de uma estratégia invasiva de urgência em casos suspeitos de infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST). A alternativa correta é a B - Dor torácica refratária ao tratamento medicamentoso. Isso porque, na presença de um quadro clínico sugestivo de síndrome coronariana aguda sem elevação do segmento ST, a persistência de sintomas de isquemia, como dor torácica, apesar do tratamento clínico otimizado, é um dos principais indicadores para a realização de uma angiografia coronariana de urgência – uma estratégia invasiva. O procedimento pode identificar e possibilitar a intervenção em obstruções nas artérias coronárias que estejam causando a isquemia. As outras alternativas não estão diretamente relacionadas com a indicação de uma estratégia invasiva de urgência neste contexto clínico. Ectópicos supraventriculares frequentes (alternativa A) não são um critério, hipertensão maligna (alternativa C) é uma condição crítica que necessita de controle da pressão arterial, mas não indica por si só uma estratégia invasiva de urgência em casos de suspeita de IAMSSST, e a presença de fatores de risco (alternativa D), embora importante para avaliação do risco global do paciente, não é uma indicação imediata para intervenção invasiva sem a presença de sintomas persistentes ou outras evidências de isquemia grave ou instabilidade hemodinâmica.

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