O texto sobre Anápolis expõe a seguinte perspectiva:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Não adianta. Eu sou da Anápolis de ontem. Não adianta, eu sou mesmo de ontem, do tempo de andar descalço, sem medo e em plena liberdade, dos banhos no poço do Cristóvão ou na piscina do Fanstone, do tempo de brincar de pique, de finca, de pião, das caçadas de estilingue, de catar gabiroba, de apanhar caju, de correr pela enxurrada, de tomar chuva sem gripar. Não, não adianta não, esta cidade não é mais minha, pois a minha cidade tinha o sabor do campo, da gabiroba, do caju, da manga, da jabuticaba, das cozinhas farturentas, das festas de Bom Jesus, do circo Bacioki, do Pirulito, do foguetório do Rogério, onde tudo era folguedo, mas a vida era levada a sério.
FERREIRA SOBRINHO, Olimpio. Personalidades. Anápolis, 2004, p. 91. Apud: GARCIA, Ledonias Franco. Anápolis: para viver e aprender. Goiânia: Cânone, 2006. p. 90. (Adaptado).
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: D
Fundamento decisivo: O critério é interpretar a oposição temporal sem acrescentar causalidade: “esta cidade não é mais minha” assinala a ruptura entre a cidade lembrada e a atual. Por isso, a síntese válida é D, que não especifica causas para as mudanças.
- Relacione o contraste temporal ao conteúdo das enumerações: lembranças de brincadeiras, hábitos e festas sustentam uma leitura sobre modos de vida.
- Verifique se a causa indicada pela alternativa está demonstrada no texto; não atribua automaticamente as mudanças ao crescimento, ao desenvolvimento ou à modernização.
- Distinga o sentimento individual do narrador de afirmações sobre todos os moradores e não tome a ausência de descrição do presente como prova de desaparecimento das práticas antigas.
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo