A principal causa de morte súbita em atletas é
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Tema central: morte súbita em atletas, geralmente por arritmias malignas desencadeadas durante esforço em indivíduos jovens, muitas vezes portadores de cardiopatias estruturais não diagnosticadas.
Alternativa correta: D — Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH). Em atletas jovens (<35 anos), a CMH é a principal causa de morte súbita em séries norte-americanas e em grande parte da literatura de referência. A fisiopatologia envolve hipertrofia assimétrica do septo, desorganização de miócitos e fibrose, que predispõem a taquicardia ventricular/fibrilação ventricular no esforço. A descarga adrenérgica, desidratação e isquemia relativa aumentam a instabilidade elétrica. Diretrizes AHA/ACC e ESC reconhecem a CMH como causa líder em jovens atletas e enfatizam triagem e estratificação de risco (AHA/ACC 2020 HCM; ESC 2020 Sports Cardiology; UpToDate; Harrison’s).
Como reconhecer CMH (para a prova): história familiar de morte súbita, síncope no esforço, dor torácica/dispneia; no ECG: ondas Q patológicas, inversão de T profunda, sobrecarga ventricular; no ecocardiograma: hipertrofia ≥15 mm em ausência de sobrecarga pressórica; RM evidencia realce tardio (fibrose). Genes sarcoméricos (ex.: MYH7, MYBPC3) com herança autossômica dominante.
Conduta essencial (contexto de atletas): evitar esportes competitivos em alto risco, betabloqueadores ou verapamil para sintomas/gradiente, e CDI quando critérios de risco elevado estão presentes (ex.: síncope inexplicada, TV não sustentada, parede >30 mm, realce tardio extenso, história familiar de morte súbita).
Por que as outras alternativas não são a principal causa?
A) Infarto do miocárdio: é a causa mais comum de morte súbita em indivíduos >35 anos (aterosclerose), inclusive “atletas recreativos” mais velhos. Em atletas jovens, não é a principal causa. Pegadinha clássica: confundir a população-alvo.
B) Ruptura de aneurisma cardíaco: rara e geralmente pós-infarto, portanto vinculada a pacientes mais velhos. Mesmo quando presente, o risco predominante é arritmia/IC, não ruptura durante esporte.
C) Ruptura de aneurisma cerebral: causa de hemorragia subaracnóidea; evento catastrófico, porém infrequente e não lidera estatísticas de morte súbita em atletas.
Estrategia de prova: ao ler “atletas” sem faixa etária explícita, assuma jovens competitivos e pense em CMH (e, em alguns cenários europeus, cardiomiopatia arritmogênica do VD). Para >35 anos, pense em DAC/infarto.
Referências essenciais: AHA/ACC Guideline for the Diagnosis and Treatment of Hypertrophic Cardiomyopathy (2020); ESC Guidelines on Sports Cardiology and Exercise in Patients with Cardiovascular Disease (2020); UpToDate: Sudden cardiac death in athletes; Harrison’s Principles of Internal Medicine, cap. Cardiomyopathies; Maron BJ et al., registries de morte súbita em atletas.
Gabarito: D
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