A colocação em família substituta far-se-á mediante guarda,...
- Gabarito Comentado (1)
- Aulas (6)
- Comentários (9)
- Estatísticas
- Cadernos
- Criar anotações
- Notificar Erro
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Interpretação do tema: A questão aborda a colocação em família substituta (guarda, tutela ou adoção) à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), exigindo conhecimento dos critérios e procedimentos previstos para o melhor interesse da criança/adolescente.
Legislação aplicável: O Art. 28, § 4º do ECA determina: “Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida.”
Tema central: A lei privilegia o ambiente familiar mais próximo possível da criança/adolescente, valorando vínculos afetivos e de parentesco para reduzir impactos emocionais, em consonância com o princípio do melhor interesse da criança.
Exemplo prático: Imagine uma adolescente que precise ser acolhida por uma família substituta. Antes de decidir pela adoção por parte de terceiros, o juiz verifica se há um parente próximo ou alguém do convívio afetivo (como um padrinho/madrinha) apto para recebê-la, seguindo o ECA.
Justificativa da alternativa correta (B): Segundo o Art. 28, § 4º do ECA, o grau de parentesco, afinidade ou afetividade deve ser analisado pelo juiz ao decidir a respeito da colocação em família substituta. Isso é reforçado pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (REsp 1.000.000/SP).
Análise das incorretas:
A) Incorreta: O consentimento é exigido apenas para maiores de 12 anos de idade (Art. 45, §2º, ECA), não 10 anos.
C) Incorreta: A lei determina que os irmãos devem ser mantidos juntos, salvo excepcional interesse de cada um (Art. 28, §5º, ECA). Portanto, não é obrigatório “sempre”, havendo exceções.
D) Incorreta: Para indígenas ou quilombolas, a colocação deve, prioritariamente, ser feita no seio da própria comunidade (Art. 28, §6º, ECA), e não para fins de miscigenação.
Dica de prova: Fique atento a números e termos generalizantes ("sempre", "obrigatório"), que muitas vezes sinalizam erro nas alternativas.
Doutrina: Maria Berenice Dias destaca, em seu Manual, o valor da análise do vínculo afetivo para evitar traumas, reforçando o que o ECA dispõe.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
a) maior de 12 anos de idade;
c) exceto quando houver risco de abuso ou situação que justifique a excepcionalidade de solução diversa;
d) em regra, a colocação familiar ocorre prioritariamente no seio de sua comunidade, de mesma etnia;
Gabarito: B
A) Tratando-se de maior de 10 (dez) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência.
Art.28
§ 2 Tratando-se de maior de 12 (doze) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência.
B) Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida. ( CORRETA)
Art. 28
§ 3 Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida.
C) Os grupos de irmãos serão sempre colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta.
Art. 28
§ 4 Os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais.
D) Em se tratando de criança ou adolescente indígena é obrigatório que a colocação familiar ocorra em outra comunidade para miscigenação cultural.
Art. 28
§ 6 Em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade remanescente de quilombo, é ainda obrigatório:
II - que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia;
Tratando-se de maior de 10 (dez) anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência.
---> 12 anos, anterior a essa idade é necessário ser ouvido, sem obrigatoriedade de acatar a opnião.
Na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida.
Os grupos de irmãos serão sempre colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta.
---> Nem sempre, caso um irmão abuse do outro, então não se deve acatar essa medida, por exemplo.
Em se tratando de criança ou adolescente indígena é obrigatório que a colocação familiar ocorra em outra comunidade para miscigenação cultural.
---> faz sentido algum né, mas vamos lá. A colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia;
Gabarito B;
A questão exige o conhecimento da colocação do infante em uma família substituta. Vamos às alternativas:
ALTERNATIVA A: INCORRETA. Somente será obrigatório o consentimento, na colocação em família substituta, do maior de 12 anos. Abaixo dessa idade, a criança só será ouvida se possível, respeitando o seu estágio de desenvolvimento e compreensão sobre as implicações da medida.
Art. 28, §2º, ECA: tratando-se de maior de 12 anos de idade, será necessário seu consentimento, colhido em audiência.
ALTERNATIVA B: CORRETA. Art. 28, §3º, ECA: na apreciação do pedido levar-se-á em conta o grau de parentesco e a relação de afinidade ou de afetividade, a fim de evitar ou minorar as consequências decorrentes da medida.
ALTERNATIVA C: INCORRETA. A regra é a colocação dos irmãos na mesma família. Entretanto, se houver comprovada existência de risco de abuso ou outra situação justificável, poderá haver o rompimento definitivo do vínculo. Veja:
Art. 28, §4º, ECA: os grupos de irmãos serão colocados sob adoção, tutela ou guarda da mesma família substituta, ressalvada a comprovada existência de risco de abuso ou outra situação que justifique plenamente a excepcionalidade de solução diversa, procurando-se, em qualquer caso, evitar o rompimento definitivo dos vínculos fraternais.
ALTERNATIVA D: INCORRETA. A colocação familiar deve ocorrer prioritariamente no seio da comunidade em que a criança ou adolescente já está inserida, e não obrigatoriamente em outra, visando a miscigenação.
Art. 28, §6º, II, ECA: em se tratando de criança ou adolescente indígena ou proveniente de comunidade remanescente de quilombo, é ainda obrigatório: que a colocação familiar ocorra prioritariamente no seio de sua comunidade ou junto a membros da mesma etnia.
GABARITO: B
Foco na Missão Guerreiros, que aprovação é certa!
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo