Quando eu nasci já tinha seis irmãos no mundo. Fui o sétimo da vez, entre 12 machos e fêmeas. Sou do
ano de 36. Meu pai era mecânico de fordinho e minha mãe dava comida e banho na gente, além de arrumar a
casa simples. A cidade era São Joaquim da Barra, perto de Ribeirão Preto, no caminho de Brasília, via
Anhanguera. Sou paulista da velha Mogiana. Com dois aninhos e minha mãe carregando mais um no colo, a
gente se arranchou na cidade de Guaíra, ali pertinho. Ficamos por aquelas bandas de poeira até o final da
guerra.
De Guaíra lembro o gasogênio, racionamento de açúcar, de pão e o fim da guerra, com a banda de música
tocando de madrugada. Lembro a casa de quarto e cozinha de chão batido, sem guarda-roupa, sem fogão a
gás, sem geladeira nem rádio.
(Fragmento. ABREU, Ieda de. Rolando Boldrin: palco Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Cultura –
Fundação Padre Anchieta, 2005)
O personagem do texto é o ator Rolando Boldrin. Considerando essa informação, assinale a alternativa
CORRETA a respeito do conteúdo do texto.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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