No procedimento comum ordinário, considere as seguintes afir...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2009 Banca: FCC Órgão: PGE-SP Prova: FCC - 2009 - PGE-SP - Procurador do Estado |
Q12850 Direito Processual Civil - CPC 1973
No procedimento comum ordinário, considere as seguintes afirmações:

I. Considera-se inconstitucional a coisa julgada prolatada contra a Fazenda Pública, quando fundada em lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, seja no controle difuso ou abstrato de constitucionalidade, desde que formada após a entrada em vigor da MP no 2.180-35, ou seja 24/08/2001.

II. Considera-se como termo inicial do prazo para a contestação, a data da juntada aos autos do aviso de recebimento da correspondência a que alude o art. 229 do CPC, comunicando ao réu que a sua citação nos autos foi feita por hora certa.

III. A parte que se recusa a se submeter ou que impede a produção de prova pericial não pode pleitear posteriormente, no curso do processo ou em fase de recurso, a conversão do julgamento em diligência para a realização daquela mesma prova a que se negou anteriormente.

IV. Os documentos digitalizados juntados em processo eletrônico estarão disponíveis para acesso por meio da rede externa a qualquer interessado, respeitado o disposto em lei para as situações de sigilo e de segredo de justiça.

V. Quando o incidente de falsidade documental é apresentado pelo autor, fundamentado em falsidade da sua assinatura aposta em escritura pública de compra e venda de imóvel juntada aos autos pelo réu, o ônus da prova caberá a este último.

Estão corretas SOMENTE as afirmações:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Alternativa correta: B - I, III e V.

Vamos analisar o tema central da questão, que trata de conceitos avançados do Direito Processual Civil, especialmente no contexto do procedimento comum ordinário. Esse tema é de extrema relevância para o cargo de Procurador do Estado, pois envolve o entendimento da atuação da Fazenda Pública em processos judiciais e as nuances da produção e contestação de provas.

Resumo teórico:

I. A questão da inconstitucionalidade da coisa julgada contra a Fazenda Pública está relacionada a decisões que se baseiam em leis declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. A Medida Provisória nº 2.180-35 de 24/08/2001 estabelece que tal coisa julgada não será considerada inconstitucional se formada após essa data. Este ponto é frequentemente estudado no âmbito dos efeitos da modulação de decisões de inconstitucionalidade.

II. O prazo para contestação é iniciado a partir da juntada aos autos do aviso de recebimento da citação feita por hora certa, conforme o art. 229 do CPC de 1973. Esta é uma regra clássica de contagem de prazo no Código de Processo Civil.

III. A parte que se recusou a participar de uma prova pericial não pode pedir posteriormente a realização dessa mesma prova em diligência. Este princípio decorre do dever de cooperação processual e da boa-fé, elementos centrais do CPC.

IV. No contexto dos processos eletrônicos, os documentos digitalizados devem ser acessíveis a interessados, respeitando-se as restrições impostas por sigilo e segredo de justiça. Isso está alinhado ao princípio da publicidade processual, com exceções legais.

V. Em casos de alegação de falsidade, como a discutida, o ônus da prova recai sobre quem apresentou o documento, ou seja, o réu. Isso decorre da necessidade de comprovar a veracidade dos documentos que fundamentam suas alegações, sendo uma aplicação do art. 333, II do CPC/1973.

Justificativa da alternativa correta:

I. Correta. O entendimento sobre a inconstitucionalidade é bem sustentado pela legislação mencionada, que trata da proteção da coisa julgada em face de decisões do STF.

III. Correta. Este é um princípio consolidado no processo civil, que impede a estratégia desleal de postergar a produção de provas que poderiam ter sido feitas oportunamente.

V. Correta. A distribuição do ônus da prova, neste caso, está devidamente aplicada conforme o CPC.

Análise das alternativas incorretas:

II. Incorreta. O prazo para contestação é bem definido, mas não se relaciona com as hipóteses de correção listadas na alternativa B.

IV. Incorreta. Apesar de a informação ser correta sobre o acesso aos documentos digitalizados, essa afirmação não se encaixa na combinação correta das assertivas verdadeiras.

Espero que a explicação tenha ajudado a entender melhor o tema dos atos processuais e a importância desses conceitos na prática do Direito Processual Civil para um Procurador do Estado. Qualquer dúvida, estarei por aqui para ajudar!

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

Inc IV - L 11.419/06 - Art 11, parágrafo 6o. - Os DOCUMENTOS DIGITALIZADOS juntados em processo eletrônico SOMENTE estarão DISPONÍVEIS para acesso por meio da rede externa PARA suas respectivas partes processuais e para o Ministério Público, respeitado o disposto em lei para as situações de sigilo e de segredo de justiça.
Fundamento:MEDIDA PROVISÓRIA No 2.180-35, DE 24 DE AGOSTO DE 2001. Acresce e altera dispositivos das Leis nos 8.437, de 30 de junho de 1992, 9.028, de 12 de abril de 1995, 9.494, de 10 de setembro de 1997, 7.347, de 24 de julho de 1985, 8.429, de 2 de junho de 1992, 9.704, de 17 de novembro de 1998, do Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, das Leis nos 5.869, de 11 de janeiro de 1973, e 4.348, de 26 de junho de 1964, e dá outras providências.. ."Art. 884. ..................................................................................................................................................§ 5o Considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por incompatíveis com a Constituição Federal." (NR)
Galera alguem pode ajudar ai na "V"?? Eu ainda não entendi porque que o reu é que deve provar.
Na alternativa "V", realmente está muito truncada....pois se a alegada falsificação partisse do réu, aí sim o ônus da prova a ele caberia....Se alguem puder nos ajudar...
(CORRETA)V. Quando o incidente de falsidade documental é apresentado pelo autor, fundamentado em falsidade da sua assinatura aposta em escritura pública de compra e venda de imóvel juntada aos autos pelo réu, o ônus da prova caberá a este último. Inteligência do Art. 389 - Imcube o ônus da Prova quando:II - se tratar de contestação de assinatura, à parte que produziu o documento.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo