Solange, mãe de Lara, em processo litigioso contra o ex- -m...
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Alternativa correta: E
Tema central da questão: A questão aborda a atuação do psicólogo na perícia psicológica em situações de alegação de abuso sexual infantil, especialmente no contexto de disputa de guarda. O foco está nas práticas recomendadas para garantir objetividade e embasamento técnico-científico nos laudos periciais.
Resumo teórico:
A perícia psicológica em casos de suspeita de abuso sexual deve ser guiada por princípios de imparcialidade, técnica e fundamentação científica. O uso de instrumentos padronizados, protocolos validados e métodos objetivos são essenciais para conferir credibilidade e respaldo à avaliação, reduzindo riscos de vieses pessoais e falsas conclusões. Segundo Pelisoli e Rovinski (em Hutz et al., 2020) e a Resolução CFP nº 007/2003, o psicólogo perito deve utilizar técnicas reconhecidas cientificamente, sempre justificando suas escolhas e conclusões.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E aponta para o uso de instrumentos capazes de conferir maior objetividade e sustentação empírica às conclusões. Na perícia, isso significa optar por técnicas e métodos que possam ser descritos, replicados e fundamentados, diminuindo a subjetividade. Essa prática é exigida por normas éticas e técnicas, além de ser recomendada em literatura especializada.
Análise das alternativas incorretas:
A) Um ambiente lúdico pode facilitar o rapport com a criança, mas não garante objetividade ou sustentação técnica, que são cruciais na perícia.
B) Evitar o suposto agressor prejudica a imparcialidade e o contraditório. O psicólogo deve ouvir todas as partes envolvidas.
C) Entrevistar cuidadores é fundamental, mas focar apenas em "comportamentos que indiquem vitimização" pode levar a vieses de confirmação, prejudicando a análise isenta.
D) Perguntas fechadas ("sim" ou "não") limitam a expressão da criança e podem induzir respostas, diminuindo a validade das informações coletadas.
Estratégia de interpretação:
Busque sempre termos como "objetividade", "fundamentação científica" e "técnica reconhecida". Desconfie de respostas que proponham procedimentos subjetivos, limitados ou que possam induzir respostas.
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Gabarito: E
Segundo Pelisoli e Rovinski (em Hutz et al., 2020), a perícia psicológica em casos de suspeita de abuso sexual deve se basear em procedimentos técnicos rigorosos, que forneçam embasamento científico às conclusões do psicólogo. Isso inclui o uso de:
- Instrumentos psicológicos validados, como entrevistas estruturadas, testes psicológicos apropriados e escalas;
- Observação clínica cuidadosa, considerando o contexto do relato;
- Entrevistas com diferentes envolvidos, inclusive o suposto agressor, para compor uma análise mais completa.
As demais alternativas apresentam equívocos:
- A: O ambiente acolhedor é importante, mas não é o foco principal nem suficiente para garantir rigor metodológico.
- B: O suposto agressor deve ser ouvido, pois seu relato compõe a análise ampla e imparcial da perícia.
- C: Embora os cuidadores possam fornecer informações úteis, a análise não pode se limitar a isso.
- D: Perguntas fechadas podem induzir respostas e dificultar a livre expressão da criança.
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