Joana, uma psicóloga forense, foi designada para entrevistar...
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Para resolver esta questão, é importante compreender alguns princípios éticos e técnicos na atuação de um psicólogo judicial, especialmente quando se trata de entrevistas com crianças envolvidas em processos legais. A prática deve ser sempre voltada para o bem-estar da criança, respeitando seus direitos e suas capacidades cognitivas.
Alternativa Correta: C
Justificativa: A alternativa C é a correta porque recomenda que Joana explique para Ana o motivo de ela estar ali, considerando que, aos 9 anos, Ana pode ter um desenvolvimento cognitivo suficiente para compreender a situação de forma básica. Essa ação está em linha com os princípios éticos de fornecer informações adequadas à criança, respeitando sua capacidade de compreensão e garantindo que ela sinta que sua voz é ouvida no processo. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a participação da criança em questões que a envolvem deve ser assegurada de maneira apropriada à sua idade e desenvolvimento.
Análise das Alternativas Incorretas:
A - Seguir um roteiro fixo pode limitar a entrevista e não considerar as particularidades e o contexto emocional de Ana, que podem ser essenciais para compreender a situação de guarda.
B - Evitar técnicas projetivas e focar apenas em dados factuais desconsidera o fato de que crianças podem se expressar melhor através de meios lúdicos ou projetivos, o que pode facilitar um relato mais verdadeiro e menos influenciado.
D - Apontar que a opinião de Ana será decisiva é inadequado, pois coloca uma carga emocional excessiva sobre a criança e pode gerar sentimentos de culpa ou pressão, o que não é ético.
E - Explorar diretamente quem Ana culpa pelos conflitos familiares pode ser considerado uma técnica inapropriada, pois pode induzir respostas e não respeitar o estado emocional da criança.
Em suma, a prática de um psicólogo judicial deve ser sempre centrada no respeito e na compreensão das capacidades da criança, garantindo que suas interações sejam o mais éticas e técnicas possíveis.
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Gabarito: C
Segundo Cattani (em Hutz et al., 2020), a escuta da criança em contextos forenses deve ser conduzida com clareza, respeito e acolhimento, considerando o nível de desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. No caso de Ana, com 9 anos, é eticamente recomendável que a psicóloga explique o motivo da entrevista de forma adequada à sua compreensão, promovendo um ambiente de confiança e segurança.
Isso também está alinhado aos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que reconhece a criança como sujeito de direitos e com capacidade progressiva de participação.
As outras alternativas apresentam condutas inadequadas:
- A: Um roteiro rígido pode inibir a espontaneidade e limitar a escuta sensível e contextualizada.
- B: A exclusão de técnicas projetivas ou exploratórias empobrece a avaliação de aspectos subjetivos relevantes.
- D: Colocar o peso da escolha da guarda sobre a criança pode ser emocionalmente danoso e antiético.
- E: Pressionar a criança a julgar os pais fere seu bem-estar e pode distorcer seu relato.
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