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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3291569 Psicologia
Joana, uma psicóloga forense, foi designada para entrevistar Ana, uma criança de 9 anos, envolvida em um processo de disputa de guarda entre seus pais. No caso, o pai alega que a mãe influencia negativamente a filha contra ele, enquanto a mãe afirma que o pai tem comportamentos agressivos. Durante a entrevista, Joana percebe que Ana demonstra sinais de desconforto ao abordar questões familiares, mas, ao mesmo tempo, apresenta descrições espontâneas de situações vividas com os pais. Joana precisa conduzir a entrevista de forma ética, respeitando os direitos e o bem-estar de Ana, além de minimizar possíveis influências externas sobre as respostas da criança. Na visão de Cattani (mencionada em Hutz e colaboradores, 2020), uma prática ética e técnica adequada à situação seria
Alternativas

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Para resolver esta questão, é importante compreender alguns princípios éticos e técnicos na atuação de um psicólogo judicial, especialmente quando se trata de entrevistas com crianças envolvidas em processos legais. A prática deve ser sempre voltada para o bem-estar da criança, respeitando seus direitos e suas capacidades cognitivas.

Alternativa Correta: C

Justificativa: A alternativa C é a correta porque recomenda que Joana explique para Ana o motivo de ela estar ali, considerando que, aos 9 anos, Ana pode ter um desenvolvimento cognitivo suficiente para compreender a situação de forma básica. Essa ação está em linha com os princípios éticos de fornecer informações adequadas à criança, respeitando sua capacidade de compreensão e garantindo que ela sinta que sua voz é ouvida no processo. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a participação da criança em questões que a envolvem deve ser assegurada de maneira apropriada à sua idade e desenvolvimento.

Análise das Alternativas Incorretas:

A - Seguir um roteiro fixo pode limitar a entrevista e não considerar as particularidades e o contexto emocional de Ana, que podem ser essenciais para compreender a situação de guarda.

B - Evitar técnicas projetivas e focar apenas em dados factuais desconsidera o fato de que crianças podem se expressar melhor através de meios lúdicos ou projetivos, o que pode facilitar um relato mais verdadeiro e menos influenciado.

D - Apontar que a opinião de Ana será decisiva é inadequado, pois coloca uma carga emocional excessiva sobre a criança e pode gerar sentimentos de culpa ou pressão, o que não é ético.

E - Explorar diretamente quem Ana culpa pelos conflitos familiares pode ser considerado uma técnica inapropriada, pois pode induzir respostas e não respeitar o estado emocional da criança.

Em suma, a prática de um psicólogo judicial deve ser sempre centrada no respeito e na compreensão das capacidades da criança, garantindo que suas interações sejam o mais éticas e técnicas possíveis.

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Gabarito: C

Segundo Cattani (em Hutz et al., 2020), a escuta da criança em contextos forenses deve ser conduzida com clareza, respeito e acolhimento, considerando o nível de desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. No caso de Ana, com 9 anos, é eticamente recomendável que a psicóloga explique o motivo da entrevista de forma adequada à sua compreensão, promovendo um ambiente de confiança e segurança.

Isso também está alinhado aos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que reconhece a criança como sujeito de direitos e com capacidade progressiva de participação.

As outras alternativas apresentam condutas inadequadas:

  • A: Um roteiro rígido pode inibir a espontaneidade e limitar a escuta sensível e contextualizada.
  • B: A exclusão de técnicas projetivas ou exploratórias empobrece a avaliação de aspectos subjetivos relevantes.
  • D: Colocar o peso da escolha da guarda sobre a criança pode ser emocionalmente danoso e antiético.
  • E: Pressionar a criança a julgar os pais fere seu bem-estar e pode distorcer seu relato.

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