O Brasil vive o paradoxo do aumento substancial do número de médicos e da escassez deles para além dos centros
urbanos. Com 392 escolas médicas, em pouco tempo ultrapassaremos a Índia, que tem 396 instituições de ensino médico e 1,4 bilhão de habitantes, e alcançaremos a estupenda
marca de mais de 1 milhão de médicos. Mantidas a situação
do mercado de trabalho e as características sociais dos médicos, haverá uma pletora desses profissionais que, por razão
socioeconômica e da estrutura de saúde, não solucionarão,
mas agravarão as distorções existentes. Ou seja, cerca de
2/3 desses profissionais continuarão se estabelecendo nas
cidades litorâneas ou próximas das Regiões Sul e Sudeste.
Mas há outro problema, que independe de estímulo financeiro ou pressão social e que contribui para a inadequação do tratamento da saúde da população.
Paralelamente ao aumento do número de escolas médicas e à consequente entrada no mercado de trabalho desses
novos médicos, passamos de 1,6 médico por mil habitantes,
em 2010, para 2,6 médicos, já em 2023. Indiscutível que
esse fato gerou um incremento exponencial das denúncias
nos Conselhos Regionais de Medicinas e nos Tribunais de
Justiça daquilo que é genericamente chamado de “erro médico”. Destacam-se, entre os vários motivos desse fenômeno,
o descompasso entre a abertura destrambelhada de escolas
médicas no País e a falta de estruturas educacionais e de
treinamento dessas instituições.
(Braulio Luna Filho, “Um grave problema na assistência médica”.
https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Analisando a argumentação do articulista, conclui-se que
ele se mostra contrário
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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