Sobre técnicas cirúrgicas no transplante renal, marque o it...
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Tema central: O conhecimento das técnicas cirúrgicas no transplante renal é fundamental para urologistas, pois impacta diretamente o sucesso do enxerto e a segurança do paciente. A escolha da incisão garante melhor acesso vascular e minimiza complicações.
Justificativa para a alternativa correta (B):
A incisão arciforme pararretal externa é reconhecidamente uma das abordagens cirúrgicas utilizadas no transplante renal. Ela consiste em uma incisão curva ao longo da borda lateral do músculo reto abdominal, proporcionando amplo acesso à fossa ilíaca, que é o sítio anatômico mais utilizado para implante do enxerto renal. Segundo contribuições encontradas na “Revista de Medicina” da USP, essa técnica é amplamente empregada e comprovadamente eficaz (Conrad et al., 2018).
Análise das alternativas incorretas:
- Alternativa A: Incorreta. A fossa ilíaca direita é frequentemente escolhida para o implante do rim, principalmente por facilitar o acesso à veia ilíaca externa e à artéria ilíaca externa, além de maior espaço anatômico, conforme citado em obras referência como “Campbell-Walsh Urology”.
- Alternativa C: Incorreta. A descrição do trajeto da incisão (do apêndice xifoide à sínfise púbica) não corresponde à incisão arciforme pararretal externa, mas sim a incisões mediana/paramediana utilizadas em outras cirurgias abdominais.
- Alternativa D: Incorreta. Embora toda incisão abdominal requeira algum grau de dissecção muscular, a forma como a informação foi apresentada é imprecisa e não caracteriza corretamente a técnica quando comparada à descrição consagrada em manuais cirúrgicos.
Estratégias de prova: Atenção a pegadinhas com descrições anatômicas e trajetos de incisões! Descrições imprecisas ou exageradas geralmente apontam para alternativas incorretas. Na dúvida, lembre-se do usado na prática clínica e do que está nas principais obras (Campbell, Feliciano).
Diretrizes e evidências: Embora não exista um protocolo único nacional para a incisão, publicações nacionais e internacionais legitimam a incisão arciforme pararretal externa como válida para transplante renal.
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Local do implante Muito pouco mudou desde o primeiro transplante renal realizado na região pélvica pôr René Küss em 1950. Atualmente, três sítios de implantação são disponíveis: região pélvica, abdômen inferior e ortotópico. Região Pélvica Sem dúvida alguma, o transplante pélvico é o mais realizado, e as outras técnicas são utilizadas quando o acesso pélvico é difícil e/ou as anastomoses aos vasos ilíacos não são possíveis (arteriosclerose muito importante, trombose venosa). No HC da UNICAMP temos utilizado de rotina o acesso pélvico com técnica padroni zada e bem es tabelec ida. Preferencialmente o rim é implantado na fossa ilíaca oposta ao lado em que foi retirado, isso em virtude de maior facilidade quando da realização das anastomoses da artéria e veia renais. O acesso para biópsias renais e acompanhamento do enxerto é mais fácil do que em outros locais. O paciente é colocado em decúbito dorsal horizontal e anestesiado. A incisão é em forma de J (Gibson). Iniciase na borda lateral do músculo reto abdominal, no nível da cicatriz umbilical ou espinha ilíaca ântero-superior. Desce longitudinalmente e termina pouco acima da sínfise púbica, fazendo uma curvatura medial.
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