Em casos de pericardite aguda, a alteração eletrocardiográfi...
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Tema central: A questão aborda um achado eletrocardiográfico típico da pericardite aguda, fundamental tanto para diagnóstico como para diferenciação em relação ao infarto do miocárdio em situações clínicas.
Justificativa da alternativa correta – Alternativa D: A elevação difusa do segmento ST com concavidade para cima é a alteração eletrocardiográfica mais característica da pericardite aguda, especialmente no estágio inicial. Segundo a Diretriz da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), “novas elevações de ST em muitas derivações” são critério diagnóstico, geralmente poupando aVR e V1. O segmento ST elevado de concavidade superior ocorre em múltiplas derivações, sinalizando o processo inflamatório difuso do pericárdio. Esse padrão ajuda a diferenciar a pericardite de infarto agudo do miocárdio, onde a elevação do ST é mais localizada e, frequentemente, com concavidade para baixo.
Análise das alternativas incorretas:
A) “Elevação acentuada do segmento ST, com a concavidade para baixo, de V1 a V6”: Esse padrão é mais associado ao infarto agudo do miocárdio transmural, e não à pericardite. Na pericardite aguda, a concavidade é para cima e o supradesnivelamento do ST é disseminado, não restrito às precordiais.
B) “Inversão da onda T nas derivações precordiais”: A inversão da onda T só ocorre nos estágios tardios da pericardite. No início, é a elevação do ST que predomina.
C) “Diminuição difusa da amplitude do QRS, abaixo de 5 mm”: Embora possível em derrames pericárdicos volumosos, não é marcador clássico da pericardite aguda em geral.
E) “Diminuição da amplitude de QRS e inversão de onda T difusamente”: Novamente, são achados de pericardite já complicada, com derrame importante, ou em fases posteriores à fase clássica inicial. Não são típicos da apresentação inicial.
Principais achados e conceitos: Segundo a Revista da SOCESP, “o padrão mais frequente é supradesnivelamento do ST difuso e depressão do PR”, confirmando a elevação do ST de concavidade superior como achado mais sensível e precoce.
Dicas para prova: Atenção à diferença entre pericardite e infarto: pericardite tem ST elevado com concavidade para cima, difuso. Se a alternativa restringir o achado às precordiais ou mencionar concavidade para baixo, desconfie!
Resumo: Marque alternativa D: “elevação difusa do segmento ST, com a concavidade para cima” – esse é o padrão inicial mais típico da pericardite aguda e está de acordo com as principais diretrizes e publicações médicas.
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O ECG na pericardite aguda pode revelar anormalidades confinadas aos segmentos ST e PR e ondas T, geralmente na maioria das derivações
Podem ocorrer alterações no ECG na pericardite em 4 estágios, embora nem todos os estágios estejam presentes em todos os casos.
- Estágio 1: segmentos ST mostram elevação côncava; segmentos PR podem ter infradesnível
- Estágio 2: segmentos ST retornam à linha de base; ondas T se achatam.
- Estágio 3: as ondas T estão invertidas por todo o ECG; a inversão das ondas T ocorre depois que o segmento ST retornou à linha de base e, portanto, difere do padrão de isquemia aguda ou IM.
- Estágio 4: alterações na onda T desaparecem.
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