Paciente com diagnóstico de cetoacidose diabética, apresenta...
Nesse momento, o tratamento deve ser:
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O tema central desta questão é o manejo da cetoacidose diabética (CAD), que é uma complicação grave do diabetes mellitus, caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia. Um dos aspectos críticos no tratamento da CAD é o manejo cuidadoso do potássio sérico (K+).
Na cetoacidose diabética, o potássio sérico pode inicialmente parecer normal ou elevado, mas isso esconde uma deficiência total de potássio no corpo. A administração de insulina, essencial para o tratamento da CAD, promove a entrada de potássio nas células, o que pode agravar uma hipocalemia já existente.
Justificativa para a alternativa correta (B): A alternativa correta é a B: "administrar K+ antes, e somente iniciar insulina após um K+ de pelo menos 3,3 mEq/L". Este manejo está de acordo com as diretrizes recomendadas, como as da American Diabetes Association (ADA). Se o potássio sérico estiver abaixo de 3,3 mEq/L, deve-se adiar a insulina e corrigir o potássio primeiro, pois a administração de insulina pode causar uma queda perigosa nos níveis de potássio, levando a arritmias cardíacas.
Análise das alternativas incorretas:
A - "Iniciar insulina venosa e administrar K+ concomitante, visando um K+ de 4 a 5 mEq/L." Esta opção está incorreta porque iniciar a insulina com potássio abaixo de 3,3 mEq/L pode piorar a hipocalemia antes de ser corrigida adequadamente, aumentando o risco de complicações.
C - "Iniciar insulina venosa, somente após administrar K+, visando entre 4 a 5 mEq/L." Aqui, a sequência está correta, mas a alternativa não especifica a importância de garantir que o K+ esteja acima de 3,3 mEq/L antes de iniciar a insulina, o que é crucial para a segurança do paciente.
D - "Administrar K+ antes, e iniciar insulina 1 hora após, independentemente do nível sérico de K+." Esta abordagem ignora a necessidade de garantir que o potássio esteja acima de 3,3 mEq/L antes de iniciar a insulina, o que pode ser perigoso.
E - "Iniciar insulina subcutânea, somente após administrar K+, visando entre 4 a 5 mEq/L." Esta opção não é ideal para casos de CAD, que geralmente requerem insulina venosa para um controle mais rápido e eficaz da glicemia e cetoacidose.
É importante lembrar que a cetoacidose diabética é uma condição crítica que requer monitoramento cuidadoso dos eletrólitos e ajustes terapêuticos adequados para evitar complicações.
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