Sobre a política nacional de resíduos sólidos:
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Comentário do Gabarito – Lei nº 12.305/2010: Política Nacional de Resíduos Sólidos
1. Tema e Legislação: Trata-se de questão envolvendo a responsabilidade dos agentes econômicos na gestão de resíduos sólidos, com ênfase na logística reversa, conforme previsto pela Lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos).
2. Fundamentação Legal e Jurisprudencial:
A alternativa D está de pleno acordo com o art. 33 da Lei nº 12.305/2010, que determina:
"Art. 33. São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor... os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: (...)" – incluindo pneus e lâmpadas fluorescentes.
O STJ já consolidou essa compreensão (REsp 1.410.253/SP).
3. Explicação do Tema Central:
A logística reversa transfere aos responsáveis econômicos a obrigação de recolher e destinar adequadamente produtos que, após o uso, geram resíduos de alto impacto ambiental. Essa estratégia visa fortalecer a responsabilidade compartilhada e a proteção do meio ambiente – conceito essencial para a atuação defensória.
4. Exemplo Prático:
Um consumidor descarta lâmpadas fluorescentes em local específico do comércio: este envio não é responsabilidade exclusiva do poder público, mas dos agentes econômicos, que devem garantir o recolhimento correto.
5. Justificativa da Alternativa Correta (D): Correta porque replica fielmente a exigência legal prevista no art. 33 da Lei nº 12.305/2010 – obrigatoriedade da logística reversa para fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de determinados produtos, como pneus e lâmpadas.
6. Análise das Alternativas Incorretas:
A) Errada. O poder público pode sim criar incentivos econômicos para estimular a participação dos consumidores, conforme o art. 8º, V, da Lei nº 12.305/2010.
B) Errada. A elaboração de planos estaduais não suprime prerrogativas municipais; os municípios mantêm competências e responsabilidades próprias.
C) Errada. Existem regras para conteúdo simplificado em municípios pequenos, mas o limite não é “menos de 50 mil”, e depende do regulamento federal (Decreto 10.940/2022).
E) Errada. Não há essa hierarquia de acordos setoriais; os compromissos nacionais têm caráter vinculante e não podem ser suplantados por acordos locais.
Pegadinhas: Atenção a termos absolutos ("não pode", "substituem", "têm prevalência") e à literalidade da lei.
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Comentários
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Gabarito D
No Brasil não funciona muito bem logística reversa, pois o que tem de pneu espalhado por aí não está no gibi.
LEI 12.305/2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos
LETRA A
Art. 35, Parágrafo único.
O poder público municipal pode instituir incentivos econômicos aos consumidores que participam do sistema de coleta seletiva referido no caput, na forma de lei municipal.
LETRA B
Art. 18, § 1, I
Serão priorizados no acesso aos recursos da União referidos no caput os Municípios que: I - optarem por soluções consorciadas intermunicipais para a gestão dos resíduos sólidos, incluída a elaboração e implementação de plano intermunicipal, ou que se inserirem de forma voluntária nos planos microrregionais de resíduos sólidos referidos no § 1o do art. 16;
LETRA C
Art. 19, § 2o
Para Municípios com menos de 20.000 (vinte mil) habitantes, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos terá conteúdo simplificado, na forma do regulamento.
LETRA D
Art. 33. São obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:
I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas;
II - pilhas e baterias;
III - pneus;
IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
LETRA E
Art. 34, § 1o
Os acordos setoriais e termos de compromisso firmados em âmbito nacional têm prevalência sobre os firmados em âmbito regional ou estadual, e estes sobre os firmados em âmbito municipal.
TEORIA DA COCULPABILIDADE – EUGENIO ZAFFARONI - É o reconhecimento da responsabilidade do Estado pela não inserção social do agente, que gera menor grau de autodeterminação. É atenuante inominada.
- o agente que não teve acesso às mesmas oportunidades e direitos conferidos a outros indivíduos da sociedade possui limitado âmbito de autodeterminação, o que enseja a redução do seu grau de culpabilidade. O STJ não tem admitido a aplicação da teoria da coculpabilidade.
É a ideia de que nenhuma pessoa é responsável integralmente e exclusivamente por seus atos. O crime é um fenômeno social, e não apenas individual.
A partir daí, Zaffaroni diz que o juiz deve dosar o quanto de culpa teve o entorno social, e dosar isso na culpabilidade da pessoa. O autor do delito é um autor situado.
Trata-se de uma redistribuição da culpabilidade pelo fato entre o autor e seu entorno social. Isso também poderá implicar na exclusão da culpabilidade ou atenuar no caso da aplicação da pena.
-LEI 12.305/2010 ART. 19 § 2 Para Municípios com menos de 20.000 (vinte mil) habitantes, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos terá conteúdo simplificado, na forma do regulamento.
-VALE LEMBRAR - CF Art. 182. § 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.
Resposta da letra C : Lei 12.305 de 2010, art. 17, § 2 A elaboração e a implementação pelos Estados de planos microrregionais de resíduos sólidos, ou de planos de regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas, em consonância com o previsto no § 1 , dar-se-ão obrigatoriamente com a participação dos Municípios envolvidos e não excluem nem substituem qualquer das prerrogativas a cargo dos Municípios previstas por esta Lei.
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