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Q3702551 Direito Administrativo
Em uma perseguição policial de alta velocidade, agentes do Estado, no cumprimento de seu dever de capturar um criminoso, acabam colidindo com dois veículos que estavam regularmente estacionados na rua. Os proprietários dos carros, que não tiveram qualquer participação na ocorrência, buscam entender seus direitos. Nesse caso, a responsabilidade do Estado pelos danos causados aos veículos dos particulares é: 
Alternativas

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Gabarito: C

Interpretação do Tema e Legislação Aplicável:

A questão aborda a responsabilidade civil do Estado, um tema clássico do Direito Administrativo exigido em concursos para cargos como Agente de Obras. A legislação aplicável é a Constituição Federal, art. 37, § 6º:

"As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa."

Tema Central e Exemplo Prático:

Trata-se da responsabilidade objetiva do Estado, baseada na teoria do risco administrativo. Isso significa que não é preciso comprovar dolo ou culpa do agente público. Basta demonstrar: atuação do agente, nexo causal e dano. Exemplo: Durante perseguição policial, a viatura atinge um carro estacionado. O proprietário prejudicado deve ser indenizado, mesmo que o policial estivesse no exercício regular do dever.

Justificativa da Alternativa Correta (C):

A alternativa C destaca a responsabilidade objetiva, fundamentada na teoria do risco administrativo. A doutrina, como ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro, confirma que basta a comprovação do dano, do nexo causal e do ato do agente para o dever de indenizar (Direito Administrativo).

A jurisprudência reflete essa posição. Por exemplo, o TJ-SP já decidiu que o Estado responde objetivamente por danos causados em perseguição policial, mesmo que não haja conduta dolosa ou culposa direta (Apelação Cível nº 100XXXX-XX.2018.8.26.0000).

Análise das Alternativas Incorretas:

A) Incorreta. Responsabilidade subjetiva exige prova de dolo ou culpa, o que não se aplica ao Estado nessa situação.

B) Incorreta. A responsabilidade do Estado é direta, e não subsidiária.

D) Incorreta. O fato de agir para proteger a sociedade não exclui o dever de indenizar terceiros inocentes.

E) Incorreta. Não exige comprovação de falha no serviço para configurar a responsabilidade objetiva do Estado.

Atenção à pegadinha: Fique atento quando a questão tentar trocar a responsabilidade objetiva pela subjetiva ou sugerir a necessidade de prova de culpa!

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Comentários

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O Estado se obriga a reparar o dano causado pelo simples fato de assumir o risco de exercer a atividade, independentemente de critério subjetivo (como p. ex. a má prestação de serviço).

Portanto, observados os elementos ensejadores da responsabilidade objetiva pela Teoria do Risco Adm., quais sejam dano, conduta e nexo de causalidade, cabe indenização.

feijão com arroz essa.

Se não houver dolo ou culpa do agente o estado não responde. Mas um examinador que não entende responsabilidade civil. Confundiu a relação juridica EstadoXagente, com a relação jurídica agenteXvitima.

ESTADO RESPONDE OBJETIVAMENTE

SERVIDOR RESPONDE SUBJETIVAMENTE

GAB: Letra C

Comentário do professor QC.

Interpretação do Tema e Legislação Aplicável:

A questão aborda a responsabilidade civil do Estado, um tema clássico do Direito Administrativo exigido em concursos para cargos como Agente de Obras. A legislação aplicável é a Constituição Federal, art. 37, § 6º:

"As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa."

Tema Central e Exemplo Prático:

Trata-se da responsabilidade objetiva do Estado, baseada na teoria do risco administrativo. Isso significa que não é preciso comprovar dolo ou culpa do agente público. Basta demonstrar: atuação do agente, nexo causal e dano. Exemplo: Durante perseguição policial, a viatura atinge um carro estacionado. O proprietário prejudicado deve ser indenizado, mesmo que o policial estivesse no exercício regular do dever.

Justificativa da Alternativa Correta (C):

A alternativa C destaca a responsabilidade objetiva, fundamentada na teoria do risco administrativo. A doutrina, como ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro, confirma que basta a comprovação do dano, do nexo causal e do ato do agente para o dever de indenizar (Direito Administrativo).

A jurisprudência reflete essa posição. Por exemplo, o TJ-SP já decidiu que o Estado responde objetivamente por danos causados em perseguição policial, mesmo que não haja conduta dolosa ou culposa direta (Apelação Cível nº 100XXXX-XX.2018.8.26.0000).

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