As Regras de Beijing (1985) enfatizam a importância de busc...
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: Regras de Beijing, Regra 11.1: "Examinar-se-á a possibilidade, quando apropriada, de atender os jovens infratores sem recorrer às autoridades competentes, mencionadas na regra 14.1 adiante, para que os julguem oficialmente." Regras de Beijing, Regra 11.2: "A polícia, o ministério público e outros organismos que se ocupem de jovens infratores terão a faculdade de arrolar tais casos sob sua jurisdição, sem necessidade de procedimentos formais, de acordo com critérios estabelecidos com esse propósito nos respectivos sistemas jurídicos e também em harmonia com os princípios contidos nas presentes regras."
- Se a questão mencionar diversion ou remissão nas Regras de Beijing, procure a ideia de solução sem procedimento formal.
- Discricionariedade, nesse tema, não é arbitrariedade: a atuação das autoridades depende de critérios do sistema jurídico e dos princípios das Regras.
- Privação cautelar de liberdade não é etapa automática; nas Regras de Beijing, ela é excepcional e último recurso.
- Consentimento dos pais ou tutores em encaminhamentos não significa transferência da responsabilidade jurídica pelo ato.
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As Regras Mínimas das Nações Unidas para a Administração da Justiça de Menores (Regras de Beijing, 1985) estabelecem, em seu Capítulo II (Princípios Gerais), o princípio da diversão (diversion ou desvio), que busca evitar, sempre que possível, a judicialização formal de adolescentes em conflito com a lei, especialmente nos casos de menor gravidade.
Especificamente, a Regra 11 trata da diversão e orienta que:
As autoridades competentes (polícia, Ministério Público etc.) devem ter discricionariedade para decidir pela arquivamento do caso ou pela aplicação de medidas extrajudiciais (advertência, mediação, prestação de serviços à comunidade etc.).
Essa possibilidade deve ser considerada especialmente quando o ato infracional for de pouca gravidade e o adolescente admitir a responsabilidade.
Essa abordagem visa evitar os efeitos estigmatizantes e negativos do processo judicial formal, priorizando soluções mais educativas e restaurativas.
Por que as outras alternativas estão erradas?
A) Contraria frontalmente o espírito das Regras de Beijing, que buscam justamente reduzir a judicialização formal.
B) A internação provisória deve ser medida excepcional (última ratio), conforme as Regras de Beijing e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
C) Não existe transferência automática de responsabilidade para os pais no sistema de justiça juvenil.
A alternativa D reflete corretamente o princípio da diversão previsto nas Regras de Beijing.
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