Considere que foi aprovada, no Município de Campinas, a Lei ...
Com base na situação hipotética apresentada e no disposto na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar:
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: STF, RE 833.291/SP, Tema 1.051 da repercussão geral: “É inconstitucional lei municipal que estabelece a obrigação da implantação, nos shopping centers, de ambulatório médico ou serviço de pronto-socorro equipado para o atendimento de emergência.” Constituição Federal, art. 22, I: “Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;”
- Quando a lei municipal impõe obrigações estruturais relevantes a atividade econômica privada, confira primeiro se o STF já tratou a matéria como competência privativa da União, e não como interesse local.
- Se houver tese de repercussão geral exatamente sobre o mesmo conteúdo normativo, ela resolve a questão antes de argumentos genéricos de finalidade social.
- Em alternativas processuais, não valide a opção pela primeira metade: verifique se a conclusão toda está correta, especialmente quando houver afirmação absoluta sobre requisitos recursais.
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Gabarito E.
É formal e materialmente inconstitucional lei municipal que impõe a instalação de ambulatório médico ou serviço de pronto-socorro, para prestação de atendimento de emergência, bem como a contratação de profissional médico, nos shopping centers existentes na área do município. Essa previsão é formalmente inconstitucional porque viola a competência privativa da União para legislar sobre direito do trabalho e direito comercial (art. 22, I, CF/88). Além disso, a lei é materialmente inconstitucional porque afronta os princípios da livre iniciativa (arts. 1º, IV, e 170, caput, CF/88), da razoabilidade e da proporcionalidade. Tese fixada pelo STF: É inconstitucional lei municipal que estabelece a obrigação da implantação, nos shopping centers, de ambulatório médico ou serviço de pronto-socorro equipado para o atendimento de emergência. STF. Plenário. RE 833.291/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 4/12/2023 (Repercussão Geral – Tema 1051) (Info 1119).
Alguém sabe explicar a B?
Pq a letra d está errada?
A - O STF deixou claro que a matéria não versa sobre Direito do Consumidor nem sobre interesse local, mas sobre Direito do Trabalho e Direito Comercial, ambos de competência privativa da União (art. 22, I, CF).
B - No próprio caso análogo (RE 833.291/SP), a entidade de classe nacional (ABRASCE) propôs a ADI no TJ/SP e interpôs recurso extraordinário ao STF, que foi conhecido e julgado procedente.
Aplicação ao caso:
A Associação Nacional de Shopping Centers (ANSC), com atuação nacional e pertinência temática, tem legitimidadetanto para propor a ADI estadual (se a Constituição do Estado assim permitir) quanto para interpor recurso extraordinário se a decisão ofender norma da Constituição Federal.
C - O STF reconheceu que, embora a finalidade (proteção à saúde) seja legítima, os meios utilizados foram desproporcionais e configuraram intervenção indevida na livre iniciativa.
D - No caso da ABRASCE, o caminho foi exatamente esse: ADI estadual → decisão do TJ/SP → recurso extraordinário ao STF, que reconheceu ofensa direta à Constituição Federal. Porém, o trecho final da assertiva erra ao dizer que dispensa-se o prequestionamento: o STF exige prequestionamento, ainda que implícito, mesmo em ADI estadual (Súmula 356/STF).
Súmula 356/STF: O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.
Mesmo em decisões proferidas em sede de ADI Estadual, o Recurso Extraordinário para o STF não dispensa a exigência de prequestionamento.
- Regra Geral: O prequestionamento é um pressuposto de admissibilidade de natureza constitucional para qualquer RE (Súmulas 282 e 356 do STF).
- Aplicação no Controle Concentrado: No caso de ADI Estadual, o Tribunal de Justiça (TJ) deve ter enfrentado a tese jurídica sob a ótica da norma constitucional federal de reprodução obrigatória para que o RE seja admitido.
PGE AL
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