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Ano: 2014 Banca: IADES Órgão: UFBA Prova: IADES - 2014 - UFBA - Médico cirurgião geral |
Q387283 Medicina
Um paciente de 21 anos idade foi vítima de acidente automobilístico com capotamento. O rapaz usava cinto de segurança e velocidade do carro era de 120 Km/h. Foi levado de ambulância ao pronto-socorro em prancha rígida e em uso de colar cervical. Ao exame inicial, foi evidenciada agitação psicomotora; saturação de 98% em ar ambiente, com resposta verbal incompreensível; abertura ocular com estímulo doloroso e retirada em flexão dos membros inferiores; presença de escoriações e lesão extensa com sangramento ativo no membro inferior direito.

Com base no quadro clínico apresentado, é correto afirmar que a melhor conduta a ser adotada é
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O foco aqui é o atendimento inicial ao grande traumatizado, especialmente a abordagem das vias aéreas e proteção da coluna cervical em situação de trauma grave com rebaixamento do nível de consciência. O manejo adequado nestes cenários é vital para prevenir complicações e reduzir a mortalidade.

Comentando a alternativa correta (D):
A opção imobilização da coluna cervical e entubação orotraqueal segue o protocolo do Advanced Trauma Life Support (ATLS) e as diretrizes nacionais. Em todo paciente politraumatizado com suspeita de lesão cervical, deve-se manter a imobilização até exclusão definitiva de trauma raquimedular. A diminuição do nível de consciência (Glasgow ≤ 8) indica via aérea não protegida e indica entubação orotraqueal imediata para evitar aspiração, hipóxia e parada respiratória (Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Traumatismo Cranioencefálico – MS, seção 6.1.1.2.1).

Por que as alternativas incorretas estão erradas?

A) Sutura da lesão como passo inicial:
Está em completo desacordo com a abordagem de prioridades. A hemostasia local é importante, mas somente após garantir as funções vitais e avaliar lesões que ameaçam a vida (lesão de via aérea/cervical).

B) Monitorização e oxigênio com máscara sem reservatório:
O paciente apresenta padrão respiratório permissivo neste momento, mas o problema está na incapacidade de proteção das vias aéreas devido ao nível de consciência grave. Isso exige entubação precoce, não apenas O2 suplementar.

C) Radiografia de coluna cervical, bacia e crânio primeiramente:
Os exames complementares não se sobrepõem à estabilização clínica. Devem ser realizados somente depois da ressuscitação inicial e das intervenções de suporte avançado.

E) Solicitar TC de crânio inicialmente:
Apesar de importante em TCE grave, a TC não antecede a proteção das vias aéreas. O risco de aspiração por nível de consciência rebaixado coloca o paciente em risco imediato, devendo a prioridade ser a via aérea.

Dicas para provas: Fique atento ao protocolo ABCDE do trauma: A sempre é prioridade em paciente grave, principalmente com Glasgow ≤8. Intervenções imediatas e proteção da coluna sempre prevalecem sobre exames complementares. Questões de trauma adoram “pegadinhas” priorizando exames antes da estabilização!

Resumo: O manejo correto de um politraumatizado é garantir suporte das funções vitais, começando por vias aéreas permeáveis e proteção cervical, conforme consenso ATLS e Ministério da Saúde.

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