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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: PC-PR Prova: FGV - 2026 - PC-PR - Delegado de Polícia |
Q4378289 Direito Processual Penal
Durante uma discussão conjugal no interior da residência do casal, Tício desfere um tapa no rosto de sua companheira, Mévia, provocando-lhe equimoses e escoriações (lesão corporal de natureza leve), devidamente atestadas por laudo pericial. Conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, Mévia afirma expressamente ao Delegado de Polícia que já se reconciliou com o companheiro e que, em razão disso, não deseja que ele seja processado, manifestando expressa renúncia e desinteresse em prestar representação criminal contra o agressor.
Diante do disposto na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e da jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, a conduta da autoridade policial e a natureza da ação penal aplicável ao caso determinam que  
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Gabarito: alternativa C.

A questão cobra a natureza da ação penal no crime de lesão corporal praticado contra a mulher no contexto de violência doméstica e familiar.

Por que a alternativa C está correta?

A lesão corporal praticada contra a mulher em contexto de violência doméstica e familiar é de ação penal pública incondicionada, ainda que a lesão seja leve.

O STF, na ADI 4.424/DF, firmou esse entendimento, afastando a necessidade de representação da vítima. O STJ consolidou a orientação na Súmula 542:

A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada.

Consequentemente, a reconciliação do casal e a manifestação de desinteresse de Mévia não impedem a persecução penal.

Por que as demais estão erradas?

A) Errada. A ação penal não depende de representação, e a manifestação da vítima não extingue a punibilidade.

B) Errada. A ação penal não é privada.

D) Errada. O art. 16 da Lei Maria da Penha trata da renúncia à representação nos crimes de ação penal pública condicionada. Não se aplica à lesão corporal doméstica.

E) Errada. A reconciliação não torna a conduta atípica, e o princípio da insignificância não afasta a tipicidade da lesão corporal nesse contexto.

Bons estudos e que Deus abençoe.

LeoMaceddo

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