Nesse caso, há indicação de trombólise imediata.
dias, a cirurgia bariátrica, chega ao pronto-atendimento com
histórico de dor torácica do tipo pleurítica há 1 dia, apresentando
piora da dor, acompanhada de dispneia súbita e intensa.
Apresenta-se estável hemodinamicamente, com exame físico
normal. O ecocardiograma mostrou hipocinesia do ventrículo
direito. Os resultados da dosagem de CK massa e troponina, o
raio X de tórax e o eletrocardiograma solicitados foram normais.
Julgue os próximos itens tendo como referência o caso clínico
acima.
Gabarito comentado
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O tema central desta questão é a avaliação do risco de tromboembolismo pulmonar (TEP) em um paciente pós-cirurgia bariátrica, que apresenta sintomas sugestivos de TEP, mas sem sinais de instabilidade hemodinâmica. Vamos analisar o caso e a justificativa para a alternativa correta.
Justificativa para a alternativa correta: "E - errado"
Neste caso, a indicação de trombólise imediata seria incorreta. A trombólise é geralmente reservada para casos de TEP onde o paciente está instável hemodinamicamente, como em situações de choque ou hipotensão persistente, conforme diretrizes do American College of Chest Physicians e da European Society of Cardiology. Nosso paciente está estável hemodinamicamente, e o ecocardiograma mostra hipocinesia do ventrículo direito, um achado que pode indicar sobrecarga ventricular, mas não suficiente para justificar a trombólise sem instabilidade hemodinâmica.
Para pacientes hemodinamicamente estáveis com suspeita de TEP, a abordagem típica envolveria anticoagulação com heparina de baixo peso molecular ou outros anticoagulantes, em vez de trombólise imediata.
Análise das alternativas incorretas e raciocínio clínico:
A alternativa "C - certo" estaria correta se o paciente apresentasse sinais de instabilidade hemodinâmica, como pressão arterial baixa ou choque, o que não é o caso aqui. Além disso, a presença de hipocinesia do ventrículo direito, embora sugira sobrecarga, não é um critério suficiente para trombólise sem a presença de instabilidade hemodinâmica.
O diagnóstico de TEP neste contexto baseia-se em sintomas como dor torácica pleurítica e dispneia súbita, combinados com fatores de risco como obesidade e cirurgia recente. O ecocardiograma pode mostrar sinais indiretos, mas o tratamento inicial para casos estáveis não inclui trombólise.
Em resumo, a indicação de trombólise sem instabilidade hemodinâmica não é suportada pelas diretrizes atuais, tornando a alternativa "E - errado" a correta.
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