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Q3129049 Legislação Federal
Sobre o papel do intérprete de LIBRAS, Audrei Gesser questiona a ideia de que o intérprete seja a “voz” do surdo. Qual das alternativas a seguir reflete corretamente esse conceito? 
Alternativas

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Análise do Enunciado:

A questão aborda a função do intérprete de Libras e questiona a concepção de Audrei Gesser sobre o papel desse profissional, em especial a crítica à ideia de que o intérprete seria "a voz" do surdo.

Legislação Aplicável:

Destaca-se a Lei nº 10.436/2002, art. 1º – “É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais – Libras e outros recursos de expressão a ela associados.”
E o Decreto nº 5.626/2005, art. 26 – O intérprete deve garantir o acesso pleno da pessoa surda à comunicação, respeitando a Libras como língua autônoma.

Tema Central:

A doutrinadora Audrei Gesser afirma que a ideia de "voz do surdo" minimiza a autonomia linguística das pessoas surdas, levando ao equívoco de tratá-las como pessoas sem língua própria.

Exemplo Prático:

Imagine uma reunião formal em órgão público. O intérprete traduz o discurso do gestor para Libras. Não é o intérprete que fala “em nome do surdo”, mas sim permite a expressão e autonomia do surdo por meio de sua língua.

Justificando a Alternativa Correta – A:

Alternativa A – Correta, pois está alinhada à doutrina de Gesser que refuta o estereótipo de que a pessoa surda não possui língua própria e reforça, com base legal, o reconhecimento da Libras como idioma independente.

Análise das Alternativas Incorretas:

B – Incorreta: Ao chamar o intérprete de "voz do surdo", ignora-se que o surdo já possui sua voz na Libras. Não é papel do intérprete emitir sentimentos ou opiniões próprias, apenas mediar a comunicação.
C – Incorreta: A função do intérprete exige entendimento pleno do contexto e das intenções dos interlocutores, segundo o Decreto nº 5.626/2005, art. 26.
D – Incorreta: O intérprete deve ser fiel à mensagem, sem adaptações que fujam do original. Adaptar por conta pode gerar entendimento errado e não é respaldado pela legislação.

Dica de Prova:

Cuidado com termos subjetivos (“voz do surdo”, “adaptar mensagem”) e sempre busque o que a lei e a doutrina determinam.

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Questão dúbia, o termo pode estar correto dependendo o contexto aplicado, o que não pode ser verificado na questão.

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