A epidemiologia da raiva em bovinos envolve fatores naturais...
A epidemiologia da raiva em bovinos envolve fatores naturais, como o habitat favorável aos morcegos, a presença de vírus da raiva no ciclo silvestre e fatores sociais que estabelecem a forma com que o homem desempenha a atividade econômica na natureza. Sobre a caracterização das áreas de risco da raiva de herbívoros, assinale a alternativa incorreta.
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Comentário da questão:
Interpretação e tema central:
A questão aborda áreas de risco para raiva dos herbívoros, especificamente os conceitos de receptividade e vulnerabilidade, fundamentais para vigilância epidemiológica e ações em saúde animal, áreas diretamente ligadas à competência do médico veterinário em Saúde Pública.
Não existe legislação específica nacional que defina esses conceitos em texto legal, mas eles são baseados em recomendações técnicas do Ministério da Saúde (manual da raiva) e do Ministério da Agricultura, que utilizam essas noções para subsidiar o controle da raiva e orientar as ações nas áreas rurais e silvestres.
Análise das alternativas:
A) Correta: A receptividade, de fato, corresponde ao conjunto de variáveis que expressam a capacidade do ambiente suportar populações de Desmodus rotundus, morcego hematófago transmissor.
B) Correta: Os fatores mencionados — alimento, abrigos, densidade de herbívoros, áreas de matas, tipo de solo etc. — relacionam-se com a receptividade do ecossistema, conforme literatura técnica. Exemplificando: áreas com muita mata e rebanhos numerosos têm mais receptividade.
C) Correta: A definição de vulnerabilidade está precisa: envolve fatores relacionados à possibilidade do transmissor (morcego) chegar e circular em novas áreas, permitindo a entrada e disseminação viral.
D) Incorreta: Gabarito! O erro está em incluir “herbívoros/área de pastagem” como fator de vulnerabilidade. Essa variável pertence à receptividade (capacidade do ecossistema de manter morcegos), e não à vulnerabilidade (condições que permitem a introdução do vírus/portador). Vulnerabilidade relaciona-se predominantemente a abrigos, movimentação animal, trânsito e aspectos ligados à penetração dos transmissores e propagação viral, não ao suporte ecológico para o vetor. Fique atento a termos-chave: “suportar” (receptividade) versus “facilitar entrada e circulação” (vulnerabilidade).
Exemplo prático: Imagine um município com muitos bovinos por hectare e grande área de mata: ele é receptivo. Já um município com muitos abrigos artificiais (cavernas, galpões), vizinho de áreas já infectadas, é vulnerável à introdução do vírus.
Pegadinha: O desvio entre “receptividade” e “vulnerabilidade” é frequente – memorize sempre os conceitos e associe exemplos práticos a cada um.
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