Questões de Concurso Público Hospital Sírio Libanês 2026 para Residência Médica - Acesso Direto
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Menino de 8 anos, assintomático, é levado à consulta de puericultura. Durante o exame físico, a aferição da pressão arterial com manguito adequado mostra PA: 118 × 78 mmHg. A criança está no percentil 75 de estatura para a idade. De acordo com a tabela correta de referência dos valores de pressão arterial em Pediatria, o percentil 90 da pressão sistólica para essa altura e idade é 116 mmHg e para pressão diastólica é 77 mmHg. O percentil 95 para a pressão sistólica é 120 mmHg e para a diastólica é 81 mmHg.
Como se classifica esse valor de pressão arterial, caso ele se repita em aferições posteriores?
Durante seu intervalo de almoço, em um restaurante, um médico percebe que uma criança de cerca de 3 anos começa subitamente a não conseguir emitir sons, fica com cianose perioral e leva as mãos ao pescoço. A mãe relata que ela estava comendo um pedaço de salsicha. A criança está consciente, mas não tosse, não chora e não respira.
Qual a manobra correta e imediata a ser realizada de acordo com as recomendações atuais do suporte básico de vida?
Pré-escolar de 4 anos, sexo feminino, em acompanhamento por artrite idiopática juvenil (AIJ) em atividade. A mãe notou palidez progressiva nos últimos 2 meses. Os exames laboratoriais mostram os dados a seguir:
Hemoglobina: 9,4 g/dL (referência 11,0 – 14,0)
VCM: 71 fL (referência 74 – 88)
RDW: 14,1% (referência < 14,5%)
Ferritina: 45 ng/mL
Ferro sérico: 48 μg/dL (referência 50 – 150)
CTLF (TIBC): 275 μg/dL (referência 300 – 400)
PCR: 52 mg/L
Plaquetas: 480.000/mm³ (referência 150.000 – 450.000)
De acordo com a fisiopatologia das anemias microcíticas, embora a anemia por deficiência de ferro possa coexistir com a anemia por doença crônica, assinale a alternativa que representa uma interpretação correta dos achados laboratoriais e a interpretação diagnóstica para essa criança.
Criança de 15 meses, 10 kg, chega ao pronto-socorro com diarreia aquosa há 3 dias, com cerca de 8 episódios/dia, e vômitos frequentes há 12 horas. Não consegue ingerir líquidos por via oral. Ao exame: prostrada, sonolenta, olhos fundos, prega cutânea desaparece lentamente, mucosas secas. A fontanela anterior já está fechada. Pulso radial presente, enchimento capilar de 4 a 5 segundos. O médico diagnostica desidratação grave sem sinais de choque e indica hidratação venosa, conforme o Plano C.
De acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde / OMS / SBP, qual a conduta correta?
Criança de 3 anos, 15 kg, previamente hígida, dá entrada no pronto-socorro após queda da própria altura há 1 hora, batendo a cabeça no chão de cerâmica da cozinha de sua casa. Não perdeu a consciência. No momento está chorosa, mas consolável pela mãe. Ao exame: Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais de fratura de base de crânio, sem hematomas ou lacerações significativas no couro cabeludo. Nega cefaleia, nega vômitos. O exame neurológico é normal. A mãe está apreensiva, mas tranquila com a conduta do médico.
De acordo com a regra de predição clínica PECARN para TCE leve em crianças ≥ 2 anos, qual a conduta mais adequada?
Lactente de 4 meses, sexo masculino, previamente hígido, nascido a termo, dá entrada no pronto-socorro com desconforto respiratório progressivo há 2 dias. Apresenta: FR: 68 irpm, saturação de O₂: 89% em ar ambiente, tiragem subcostal e intercostal moderada, batimento de asa do nariz e gemência. À ausculta: sibilos difusos e crepitações bilaterais. Após lavagem nasal com SF 0,9% e aspiração de vias aéreas superiores não houve melhora. A radiografia de tórax mostra hiperinsuflação pulmonar bilateral sem consolidações. O paciente é colocado em cateter nasal de alto fluxo (CNAF) a 2 L/kg/min, com fração inspirada de O₂ (FiO₂) a 40%.
Sobre a fisiologia e a aplicação do CNAF na bronquiolite viral aguda em lactentes, assinale a alternativa correta.
Pré-escolar de 3 anos, 15 kg, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro 40 minutos após ingestão acidental de quantidade desconhecida de um líquido armazenado em garrafa pet. A mãe encontrou a criança com a garrafa na mão e vômito esbranquiçado no chão. Durante o transporte, apresentou sialorreia intensa, miose puntiforme, fasciculações musculares e vômitos repetidos. Ao exame na chegada: FC: 60 bpm, FR: 28 irpm, SpO₂: 89%, ausculta pulmonar com sibilos difusos e creptações difusas (roncos/bolhas), rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 9). A criança não para de lacrimejar e apresenta secreção abundante visível na orofaringe.
Qual o diagnóstico mais provável, o tratamento prioritário imediato e o antídoto indicado, respectivamente?
Lactente de 1 ano e 2 meses, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro por crise convulsiva. A mãe relata que a criança apresentou febre (temperatura axilar de 38,8 ºC) medida após a crise. A convulsão foi tônico-clônica generalizada, com duração aproximada de 3 minutos, e cessou espontaneamente. Ao chegar ao PS, a criança está sonolenta, porém reativa, sem sinais focais ao exame neurológico. A mãe nega crises anteriores e nega antecedentes de epilepsia. A criança não apresenta sinais de irritação meníngea.
Assinale a alternativa que melhor descreve a classificação e a conduta inicial mais adequada para esse caso.
Escolar de 8 anos, sexo feminino, 28 kg, é trazida ao pronto-socorro com quadro de poliúria, polidipsia e perda ponderal há 2 semanas, associado a vômitos e dor abdominal há 12 horas. Ao exame: desidratação moderada, respiração irregular e hálito cetônico. Exames laboratoriais:
Glicemia capilar: 486 mg/dL
pH venoso: 7,08
Bicarbonato: 6 mEq/L
Sódio sérico: 132 mEq/L
Potássio sérico: 4,8 mEq/L
Cetonúria: ++++
Inicia-se a reposição volêmica com soro fisiológico 0,9% (20 mL/kg na primeira hora). Após a primeira hora, a paciente permanece desidratada e a glicemia é 420 mg/dL.
Sobre os aspectos da conduta terapêutica mais adequada nesse momento, assinale a alternativa correta.
Puérpera de 31 anos, secundigesta, 10 dias pós-parto vaginal, em aleitamento materno exclusivo, procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de dor intensa na mama direita durante e após as mamadas, com piora progressiva nos últimos 4 dias. Refere que o bebê (2º filho) “morde” o seio e que ela sente dor tão forte que tem evitado amamentar do lado direito nas últimas 12 horas. Ao exame, observa-se fissura linear profunda no mamilo direito, com base eritematosa e pequena quantidade de secreção serosa, sem sinais de flogose na aréola ou no parênquima mamário. A mama esquerda não apresenta alterações. A paciente nega febre ou calafrios. A pega do recém-nascido é avaliada (lábios invertidos, aréola pouco visível acima da boca do bebê, queixo afastado da mama). Sinais vitais: afebril, FC: 82 bpm, PA: 110 × 70 mmHg.
Sobre a conduta mais adequada para esse caso, assinale a alternativa correta.
Escolar de 8 anos, 25 kg, com diagnóstico de asma há 3 anos, em uso de salbutamol spray 100 mcg cerca de 2 a 3 vezes por semana, conforme necessidade. É levado ao pronto-socorro com crise asmática iniciada há 5 horas, sem melhora com salbutamol em casa. Ao exame: FR: 38 irpm, FC: 118 bpm, SpO₂: 91% em ar ambiente, sibilos expiratórios difusos, tiragem subcostal discreta, uso de musculatura acessória, fala frases curtas.
Sobre os aspectos do manejo da crise e condutas subsequentes à alta hospitalar, com base nas diretrizes atuais do GINA, é correto afirmar:
Pré-escolar de 3 anos, 14 kg, com miocardiopatia dilatada e em acompanhamento no serviço de cardiologia pediátrica. Durante a internação por descompensação da insuficiência cardíaca, na enfermaria, o paciente apresenta perda súbita de consciência. A enfermeira aciona o código azul. Ao chegar ao leito, o médico observa a monitorização cardíaca com o seguinte ritmo: taquicardia ventricular monomórfica – frequência de 200 bpm, QRS largo. Não é possível palpar pulso central em 10 segundos. Uma via aérea avançada já foi instalada e a equipe de enfermagem iniciou compressões torácicas de alta qualidade.
Com base nas diretrizes do suporte avançado de vida, assinale a alternativa correta.
Lactente de 3 meses, previamente hígido, nascido a termo, sem intercorrências, é levado ao pronto-socorro por febre corretamente aferida de 38,8 ºC há 6 horas. Ao exame físico, a criança está em bom estado geral, sem sinais de toxemia, sem sinais meníngeos e sem evidência de foco infeccioso no exame físico. A mãe refere que a vacinação está em dia, de acordo com as orientações do Programa Nacional de Imunizações.
De acordo com o protocolo da Sociedade Brasileira de Pediatria, qual a conduta correta?
Pré-escolar, sexo masculino, 4 anos, é levado pela mãe à consulta por atraso na linguagem e comportamento “diferente”. A mãe relata que ele não responde quando chamado pelo nome, evita contato visual, não aponta para objetos de interesse e prefere brincar sozinho. Passa longos períodos alinhando carrinhos e balança as mãos quando está animado. Aceita apenas 5 alimentos e apresenta crises intensas de irritação quando a rotina é alterada. Sentou aos 6 meses e andou aos 13 meses. Não há perda de habilidades previamente adquiridas. A gestação e o parto foram normais. O exame neurológico é normal.
Sobre o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nesse caso, assinale a alternativa correta.
Recém-nascido de 38 semanas, peso 3.200 g, adequado para a idade gestacional, de parto vaginal sem intercorrências, com alta da maternidade com 48 horas de vida. Retorna ao pronto-socorro com 72 horas de vida apresentando icterícia intensa (zona 4 de Kramer), letargia e sucção débil. A mãe é G2P2A0, com tipo sanguíneo O Rh positivo, e o pai tem tipo sanguíneo A Rh positivo. O bebê é tipo A Rh positivo. O teste de Coombs direto é positivo. Os exames laboratoriais revelam:
Bilirrubinas totais: 22 mg/dL
Bilirrubina indireta: 21,5 mg/dL
Hb: 10,2 g/dL Ht: 30%
Reticulócitos: 12%
Assinale a alternativa que representa o diagnóstico mais provável, o principal fator de risco para neurotoxicidade presente nesse caso, e o exame mais importante para monitorar a resposta ao tratamento, respectivamente.
Lactente de 14 meses, previamente hígido, é levado pela mãe ao pronto-socorro pela quinta vez nos últimos 3 meses. Ela relata episódios recorrentes de cianose, apneia e letargia, que ocorrem exclusivamente em casa, sempre na presença dela, e nunca foram presenciados por qualquer profissional de saúde. A criança já foi submetida a extensa investigação: eletroencefalograma (normal), ecocardiograma (normal), monitorização cardíaca (sem arritmias), dosagens de glicose, eletrólitos e gasometria (normais) e tomografia de crânio (normal). A mãe mostra um vídeo caseiro gravado por ela mesma, no qual a criança parece estar “desacordada” por cerca de 30 segundos, mas a gravação começa e termina de forma abrupta, sem mostrar o contexto completo. Durante a internação atual, a criança está assintomática, com monitorização contínua normal há 72 horas, exame neurológico e físico normais, e desenvolvimento adequado para a idade. Durante uma visita, a enfermeira observa a mãe desconectando discretamente o cabo do oxímetro de pulso e, em seguida, chamando a equipe alegando que a saturação caiu. Ao ser confrontada, a mãe reage com hostilidade, recusa-se a ficar sozinha com o filho sem supervisão e exige alta hospitalar “para buscar uma segunda opinião.
Com base no caso, qual a principal hipótese diagnóstica e qual a conduta imediata mais adequada?
Recém-nascido de 32 semanas, com peso de 1.800 g, filho de mãe adolescente com VDRL reagente 1:16 no pré-natal (tratada com duas doses de penicilina benzatina 2.400.000 UI, com a última dose 25 dias antes do parto). Ao nascimento, o RN apresenta VDRL sérico 1:64, com titulação maior que o materno. No exame físico, observa-se hepatomegalia (3 cm do rebordo costal direito), icterícia e petéquias. Na avaliação do líquor, o VDRL foi reagente e o número de leucócitos por mm³ foi de 30. A criança está com 72 horas de vida.
Qual conduta diagnóstica e terapêutica está de acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde?