Questões de Concurso Público Prefeitura de Jundiaí - SP 2025 para Professor II - Filosofia

Foram encontradas 50 questões

Q4196951 Filosofia
Não somos capazes de formar uma ideia correta do sabor de um abacaxi sem tê-lo realmente provado. Existe, entretanto, um fenômeno que parece contradizer isso, e que poderia provar que não é absolutamente impossível que as ideias antecedam suas impressões correspondentes. Suponhamos, assim, uma pessoa que tenha gozado de sua visão durante trinta anos e tenha-se familiarizado perfeitamente com todos os tipos de cores, exceto com uma única tonalidade de azul. Pergunto, então, se lhe é possível suprir tal deficiência por meio de sua própria imaginação. Acredito que poucos discordarão de que isso seja possível. Esse exemplo pode servir como prova de que as ideias simples nem sempre derivam das impressões correspondentes – embora o caso seja tão particular e singular que quase não é digno de nossa atenção, não merecendo que, apenas por sua causa, alteremos nossa máxima geral.
(David Hume. Tratado da natureza humana, 2009. Adaptado)

No trecho, Hume introduz o célebre “tom de azul ausente”. À luz desse recurso, conclui-se que, para o filósofo, o episódio serve para
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Q4196952 Filosofia
O conceito explicativo da realidade nunca está pronto; ele é uma construção que o sujeito faz a partir da lógica que encontra nos fragmentos da realidade. Para tanto, utiliza-se de recursos metodológicos, de meios e processos de investigação. Ele se constrói por meio de longa busca, por meio de esforço de desvendamento. A elucidação do mundo exterior exige imaginação investida, busca disciplinada e metodológica, tendo em vista captar os meandros do real.
(Cipriano Carlos Luckesi e Elizete Passos. Introdução à filosofia: aprendendo a pensar, 2012)

No trecho, é descrito como se formaria um “conceito explicativo” do real. Segundo os autores, tal conceito resultaria de uma
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Q4196953 Filosofia
O que está em jogo é um esforço intelectual múltiplo que não se prenda às formas e métodos de historiografia filosófica hegemônicos no Ocidente. Para dar curso a este objetivo, vale colocar a História da Filosofia em afroperspectiva. Em linhas bem gerais, uma abordagem filosófica afroperspectivista é pluralista, reconhece diversos territórios epistêmicos, empenhada em avaliar perspectivas e analisar métodos distintos e com uma preocupação especial para a reabilitação e incentivo de trabalhos africanos e afrodiaspóricos em prol da desconstrução do racismo epistêmico antinegro e da ampliação de alternativas para uma sociedade intercultural e não hierarquizada. Em outros termos, um tipo de ação afirmativa no campo epistêmico.
(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei no 10.639, 2011. Adaptado)

Quando associada a um horizonte intercultural, a Filosofia em afroperspectiva enfatiza a
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Q4196954 Filosofia
Aproximando-me ainda mais de mim mesmo e, investigando quais são os meus erros – somente eles denunciam uma imperfeição em mim, – percebo que dependem do concurso simultâneo de duas causas, a saber, da faculdade de conhecer que está em mim e da faculdade de escolher ou liberdade do arbítrio, isto é, do intelecto e, ao mesmo tempo, da vontade. Pois, pelo intelecto sozinho não afirmo, nem nego coisa alguma, mas apenas percebo as ideias a respeito das quais posso fazer um juízo, e nenhum erro, propriamente dito, ocorre no intelecto, considerado assim precisamente.
(René Descartes. Meditações sobre a Filosofia Primeira, 2004. Adaptado)

No trecho da Quarta Meditação, Descartes examina a origem do erro. Segundo seu argumento, o erro decorreria de
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Q4196955 Filosofia
É um imperativo trabalhar a favor da “inclusão eletrônica”, entendido como o acesso às tecnologias e a adaptação às necessidades dos grupos mais vulneráveis. Para isso, é necessário escolher em cada caso a tecnologia mais adequada às necessidades locais, fornecer uma tecnologia economicamente acessível aos usuários, promover a sua utilização preservando a identidade sociocultural e promovendo a integração dos grupos com risco de exclusão.
(Eva Maria Lakatos e Marina de Andrade Marconi. Sociologia geral, 1999)

No excerto são sugeridas políticas de inclusão digital, as quais consistem em
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Q4196956 História

Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta.


(Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina, 2002)



No excerto, Galeano afirma que a América Latina “se especializou em perder”. Tal afirmação

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Q4196957 Filosofia

A dimensão religiosa das artes deu aos objetos artísticos ou às obras de arte uma qualidade que foi estudada pelo filósofo alemão Walter Benjamin: a aura. Que é a aura? A aura é a absoluta singularidade de um ser – natural ou artístico –, sua condição de exemplar único que se oferece num aqui e agora irrepetível, sua qualidade de eternidade e fugacidade simultâneas, seu pertencimento necessário ao contexto onde se encontra e sua participação numa tradição que lhe dá sentido.


(Marilena Chaui. Convite à filosofia, 2000)



No trecho, Chauí apresenta a noção de “aura” proposta por Walter Benjamin, a qual se caracteriza por sua

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Q4196958 Sociologia

Comte definiu a sociologia como a ciência da sociedade, e de fato foi o desenvolvimento da ciência que constituiu uma importante inspiração para os primeiros sociólogos. A sociologia evoluiu de um desejo nascido em alguns intelectuais de aplicar as técnicas da ciência ao estudo da sociedade. (…) Os sociólogos seguiram o conselho dos pensadores iluministas do século 18: podemos entender as leis da sociedade aplicando os instrumentos da ciência.


(Joel M. Charon. Sociologia, 2002)



Segundo o excerto, a tentativa de investigar as “leis da sociedade” com o auxílio da ciência efetivou-se por meio de

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Q4196959 Filosofia

Leia o trecho do diálogo platônico A República.


    – Fica sabendo que o que transmite a verdade aos objetos cognoscíveis e dá ao sujeito que conhece esse poder, é a ideia do bem. Entende que é ela a causa do saber e da verdade, na medida em que esta é conhecida, mas, sendo ambos assim belos, o saber e a verdade, terás razão em pensar que há algo de mais belo ainda do que eles. E, tal como se pode pensar corretamente que neste mundo a luz e a vista são semelhantes ao Sol, mas já não é certo tomá-las pelo Sol, da mesma maneira, no outro, é correto considerar a ciência e a verdade, ambas elas, semelhantes ao bem, mas não está certo tomá-las, a um ou a outra, pelo bem, mas sim formar um conceito ainda mais elevado do que seja o bem.


(Platão. A República, 2010)



Em A República, a chamada “analogia do Sol” sobre a natureza do bem é utilizada por Platão como

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Q4196960 Filosofia

O fato de que o atual professor de filosofia seja um funcionário do Estado pode definir um papel institucional mais ou menos importante na reprodução do estado de coisas, mas não esgota necessariamente a fertilidade do lugar em que se inscreve. As escolas, ou as instituições educativas em geral, são lugares de encontros entre pessoas, saberes, tradições, pensamentos. Portanto, a dimensão eventual de toda prática educativa, e da filosófica em especial, constitui o suplemento permanente de toda repetição, por mais intensa ou fechada que aparente ser. Todo saber está sempre exposto a ser interpelado e nisso a filosofia joga sua condição de possibilidade.


(Alejandro Cerletti.

O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)



Segundo Cerletti, mesmo como funcionário do Estado, o professor de filosofia pode fazer do ensino uma prática de resistência porque a

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Respostas
21: D
22: B
23: A
24: E
25: A
26: A
27: C
28: C
29: E
30: B