Questões de Concurso Público Prefeitura de Itatiba - SP 2025 para Professor de Ensino Básico II - Língua Portuguesa (Titular)

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Q3456812 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A virada de Cubatão


     Outrora conhecido como “Vale da Morte”, o município de Cubatão, na Baixada Santista, acaba de receber o selo internacional de “Cidade Verde do Mundo”, concedido pela ONU. A distinção é um reconhecimento aos esforços que o município, que chegou a ser considerado o mais poluído do planeta, empreendeu ao longo de quatro décadas para reverter uma situação impraticável.


   Importante polo químico-industrial, o município sofria com níveis de poluição dez vezes superiores aos considerados aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O céu de aspecto amarelado e o odor de enxofre eram característicos da cidade. A população sofria com a incidência de doenças respiratórias, às vezes fatais.


    O cenário para uma tragédia ainda pior que a deste cotidiano de sofrimento estava plenamente anunciado: em 1984, um vazamento de petróleo e a subsequente explosão de um duto da Petrobras que passava por baixo das casas da Vila Socó mataram 93 moradores.


     O episódio levou a uma mobilização do governo do Estado de São Paulo. Juntos, os poderes públicos e as indústrias locais, apoiados pela população, passaram a tratar a questão dos poluentes com seriedade. Alterações na matriz energética, com substituição de óleo combustível por gás natural, e a instalação de equipamentos para filtragem dos poluentes foram algumas das medidas adotadas.


    “O prêmio reforça a necessidade de seguirmos com projetos como a recuperação de manguezais, o plantio de árvores nativas e a arborização urbana, fundamentais para a qualidade de vida da população e para a preservação dos recursos naturais”, afirmou ao Estadão o secretário de Meio Ambiente de Cubatão, Cleiton Jordão.


    A virada de Cubatão evidencia que, quando há empenho coletivo e suprapartidário, situações apocalípticas podem ser revertidas. Mas, como pondera o secretário de Meio Ambiente do município, os esforços devem ser constantes.


   Tanto melhor, também, que tragédias não precisem acontecer para que os municípios trabalhem para garantir o básico, que é a qualidade de vida de seus moradores num ambiente saudável.



(Editorial, 22.04.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao.

Adaptado)




Com base na habilidade “EF09LP03D: Utilizar diferentes tipos de argumentos – de autoridade, comprovação, exemplificação, princípio etc.” do Currículo Paulista: ensino fundamental (2019), conclui-se corretamente que, no 5o parágrafo do texto – “O prêmio reforça a necessidade de seguirmos com projetos como a recuperação de manguezais, o plantio de árvores nativas e a arborização urbana, fundamentais para a qualidade de vida da população e para a preservação dos recursos naturais”, afirmou ao Estadão o secretário de Meio Ambiente de Cubatão, Cleiton Jordão. – a argumentação recorre
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Q3456813 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A virada de Cubatão


     Outrora conhecido como “Vale da Morte”, o município de Cubatão, na Baixada Santista, acaba de receber o selo internacional de “Cidade Verde do Mundo”, concedido pela ONU. A distinção é um reconhecimento aos esforços que o município, que chegou a ser considerado o mais poluído do planeta, empreendeu ao longo de quatro décadas para reverter uma situação impraticável.


   Importante polo químico-industrial, o município sofria com níveis de poluição dez vezes superiores aos considerados aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O céu de aspecto amarelado e o odor de enxofre eram característicos da cidade. A população sofria com a incidência de doenças respiratórias, às vezes fatais.


    O cenário para uma tragédia ainda pior que a deste cotidiano de sofrimento estava plenamente anunciado: em 1984, um vazamento de petróleo e a subsequente explosão de um duto da Petrobras que passava por baixo das casas da Vila Socó mataram 93 moradores.


     O episódio levou a uma mobilização do governo do Estado de São Paulo. Juntos, os poderes públicos e as indústrias locais, apoiados pela população, passaram a tratar a questão dos poluentes com seriedade. Alterações na matriz energética, com substituição de óleo combustível por gás natural, e a instalação de equipamentos para filtragem dos poluentes foram algumas das medidas adotadas.


    “O prêmio reforça a necessidade de seguirmos com projetos como a recuperação de manguezais, o plantio de árvores nativas e a arborização urbana, fundamentais para a qualidade de vida da população e para a preservação dos recursos naturais”, afirmou ao Estadão o secretário de Meio Ambiente de Cubatão, Cleiton Jordão.


    A virada de Cubatão evidencia que, quando há empenho coletivo e suprapartidário, situações apocalípticas podem ser revertidas. Mas, como pondera o secretário de Meio Ambiente do município, os esforços devem ser constantes.


   Tanto melhor, também, que tragédias não precisem acontecer para que os municípios trabalhem para garantir o básico, que é a qualidade de vida de seus moradores num ambiente saudável.



(Editorial, 22.04.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao.

Adaptado)




Considere as passagens do texto:

•  O céu de aspecto amarelado e o odor de enxofre eram característicos da cidade. (2o parágrafo) •  ... em 1984, um vazamento de petróleo e a subsequente explosão de um duto da Petrobras que passava por baixo das casas da Vila Socó mataram 93 moradores. (3o parágrafo)
•  Tanto melhor, também, que tragédias não precisem acontecer para que os municípios trabalhem para garantir o básico, que é a qualidade de vida de seus moradores num ambiente saudável. (7o parágrafo)

De acordo com Marcuschi (em Dionísio, Machado e Bezerra [orgs.], Gêneros textuais & ensino, 2002), as sequências tipológicas predominantes nas passagens transcritas são, correta e respectivamente:
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Q3456814 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



A virada de Cubatão


     Outrora conhecido como “Vale da Morte”, o município de Cubatão, na Baixada Santista, acaba de receber o selo internacional de “Cidade Verde do Mundo”, concedido pela ONU. A distinção é um reconhecimento aos esforços que o município, que chegou a ser considerado o mais poluído do planeta, empreendeu ao longo de quatro décadas para reverter uma situação impraticável.


   Importante polo químico-industrial, o município sofria com níveis de poluição dez vezes superiores aos considerados aceitáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O céu de aspecto amarelado e o odor de enxofre eram característicos da cidade. A população sofria com a incidência de doenças respiratórias, às vezes fatais.


    O cenário para uma tragédia ainda pior que a deste cotidiano de sofrimento estava plenamente anunciado: em 1984, um vazamento de petróleo e a subsequente explosão de um duto da Petrobras que passava por baixo das casas da Vila Socó mataram 93 moradores.


     O episódio levou a uma mobilização do governo do Estado de São Paulo. Juntos, os poderes públicos e as indústrias locais, apoiados pela população, passaram a tratar a questão dos poluentes com seriedade. Alterações na matriz energética, com substituição de óleo combustível por gás natural, e a instalação de equipamentos para filtragem dos poluentes foram algumas das medidas adotadas.


    “O prêmio reforça a necessidade de seguirmos com projetos como a recuperação de manguezais, o plantio de árvores nativas e a arborização urbana, fundamentais para a qualidade de vida da população e para a preservação dos recursos naturais”, afirmou ao Estadão o secretário de Meio Ambiente de Cubatão, Cleiton Jordão.


    A virada de Cubatão evidencia que, quando há empenho coletivo e suprapartidário, situações apocalípticas podem ser revertidas. Mas, como pondera o secretário de Meio Ambiente do município, os esforços devem ser constantes.


   Tanto melhor, também, que tragédias não precisem acontecer para que os municípios trabalhem para garantir o básico, que é a qualidade de vida de seus moradores num ambiente saudável.



(Editorial, 22.04.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao.

Adaptado)




Considerando a prática de análise linguística, conforme apresentada no Currículo Paulista: ensino fundamental (2019), a reescrita da informação destacada, em conformidade com a norma-padrão, seguida de indicação do sentido entre parênteses, está corretamente indicada em: 
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Q3456815 Linguística
De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008), “no século XIX, a linguística desenvolvia-se como linguística histórica, com grande empenho dos neogramáticos e dos comparatistas, que buscavam as leis gerais que subjaziam a todas as línguas. Eles legaram ao século XX um arsenal de conhecimentos e algumas posturas teóricas que seriam incorporadas por Saussure”. 

Entre essas posições, está a percepção da língua como
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Q3456816 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Do inconsciente consciente


   Bem! isso de não guardar nomes não sei se acontece a todo mundo... Aliás, só posso dar testemunho pessoal sobre mim mesmo. Qualquer confissão não passa de um testemunho pessoal sobre a natureza humana.

    Convém no entanto citar o que li há tempos, num livro póstumo e hoje inencontrável de Antero de Quental, publicado com o título infeliz de Raios de extinta luz:

   “Se queres conhecer o homem e o mundo,

    Não desvias de ti o olhar profundo.

    Mas foge de te ouvir e de te ver,

    Se a ti mesmo tu queres conhecer.”

    Mas o assunto desta crônica era sobre o esquecimento.

Na verdade nunca me esqueço de nenhum nome nem de nenhuma cara. Só que não sei distribuir os nomes pelas caras.

   Quanto à observação inconsciente, não sei se com as mulheres é tão inconsciente assim... Porque (desculpe o leitor se cito a mim próprio depois de Antero) lembro agora um quarteto do meu Espelho mágico:

  “Ah, quem me dera, ante o espetáculo do mundo

   Sem mais hesitações e sem maior fadiga,

   Esse instantâneo olhar, incisivo e profundo,

   Com que julga a mulher as toilettes da amiga!”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)
Com base em Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), a produção de sentido da crônica está relacionada à intertextualidade
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Q3456817 Literatura
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Do inconsciente consciente


   Bem! isso de não guardar nomes não sei se acontece a todo mundo... Aliás, só posso dar testemunho pessoal sobre mim mesmo. Qualquer confissão não passa de um testemunho pessoal sobre a natureza humana.

    Convém no entanto citar o que li há tempos, num livro póstumo e hoje inencontrável de Antero de Quental, publicado com o título infeliz de Raios de extinta luz:

   “Se queres conhecer o homem e o mundo,

    Não desvias de ti o olhar profundo.

    Mas foge de te ouvir e de te ver,

    Se a ti mesmo tu queres conhecer.”

    Mas o assunto desta crônica era sobre o esquecimento.

Na verdade nunca me esqueço de nenhum nome nem de nenhuma cara. Só que não sei distribuir os nomes pelas caras.

   Quanto à observação inconsciente, não sei se com as mulheres é tão inconsciente assim... Porque (desculpe o leitor se cito a mim próprio depois de Antero) lembro agora um quarteto do meu Espelho mágico:

  “Ah, quem me dera, ante o espetáculo do mundo

   Sem mais hesitações e sem maior fadiga,

   Esse instantâneo olhar, incisivo e profundo,

   Com que julga a mulher as toilettes da amiga!”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)
De acordo com a habilidade EF69LP48 do do Currículo do Ensino Fundamental II de Itatiba, espera-se que os alunos interpretem “em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc)”.

No caso dos versos de Quental e de Quintana, fica evidente nas estrofes transcritas o recurso a 
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Q3456818 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Do inconsciente consciente


   Bem! isso de não guardar nomes não sei se acontece a todo mundo... Aliás, só posso dar testemunho pessoal sobre mim mesmo. Qualquer confissão não passa de um testemunho pessoal sobre a natureza humana.

    Convém no entanto citar o que li há tempos, num livro póstumo e hoje inencontrável de Antero de Quental, publicado com o título infeliz de Raios de extinta luz:

   “Se queres conhecer o homem e o mundo,

    Não desvias de ti o olhar profundo.

    Mas foge de te ouvir e de te ver,

    Se a ti mesmo tu queres conhecer.”

    Mas o assunto desta crônica era sobre o esquecimento.

Na verdade nunca me esqueço de nenhum nome nem de nenhuma cara. Só que não sei distribuir os nomes pelas caras.

   Quanto à observação inconsciente, não sei se com as mulheres é tão inconsciente assim... Porque (desculpe o leitor se cito a mim próprio depois de Antero) lembro agora um quarteto do meu Espelho mágico:

  “Ah, quem me dera, ante o espetáculo do mundo

   Sem mais hesitações e sem maior fadiga,

   Esse instantâneo olhar, incisivo e profundo,

   Com que julga a mulher as toilettes da amiga!”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)
Com base em Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, 2011), conclui-se que, nos versos de Antero de Quental, os articuladores “Se” e “Mas” estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
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Q3456819 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Do inconsciente consciente


   Bem! isso de não guardar nomes não sei se acontece a todo mundo... Aliás, só posso dar testemunho pessoal sobre mim mesmo. Qualquer confissão não passa de um testemunho pessoal sobre a natureza humana.

    Convém no entanto citar o que li há tempos, num livro póstumo e hoje inencontrável de Antero de Quental, publicado com o título infeliz de Raios de extinta luz:

   “Se queres conhecer o homem e o mundo,

    Não desvias de ti o olhar profundo.

    Mas foge de te ouvir e de te ver,

    Se a ti mesmo tu queres conhecer.”

    Mas o assunto desta crônica era sobre o esquecimento.

Na verdade nunca me esqueço de nenhum nome nem de nenhuma cara. Só que não sei distribuir os nomes pelas caras.

   Quanto à observação inconsciente, não sei se com as mulheres é tão inconsciente assim... Porque (desculpe o leitor se cito a mim próprio depois de Antero) lembro agora um quarteto do meu Espelho mágico:

  “Ah, quem me dera, ante o espetáculo do mundo

   Sem mais hesitações e sem maior fadiga,

   Esse instantâneo olhar, incisivo e profundo,

   Com que julga a mulher as toilettes da amiga!”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)
De acordo com a BNCC e o Currículo Paulista: ensino fundamental (2019), justifica-se a inclusão de textos literários nas aulas do Ensino Fundamental, como o de Mario Quintana, porque eles permitem que os alunos compreendam
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Q3456820 Linguística
Ao analisar o português brasileiro, Berlinck, Augusto e Scher (“Sintaxe”, em Mussalim e Bentes [orgs.], Introdução à linguística: domínios e fronteiras, 2005), observam que
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Q3456821 Português

Leia a tira a seguir:



Imagem associada para resolução da questão


(M. Schulz, “Minduim Charles”, 12.03.2025. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos)



Com base em Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, 2011), nas falas – Eu liguei pra ele a noite passada, Marcie. (1o quadro) – e – Eu pensei que falar com ele pelo telefone fosse ajudar. (3o quadro) –, os termos destacados são classificados, correta e respectivamente, como:

Alternativas
Respostas
21: B
22: E
23: D
24: A
25: C
26: B
27: C
28: A
29: E
30: D