Questões de Concurso Público UNICENTRO 2024 para Vestibular

Foram encontradas 96 questões

Q3910300 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Os nascimentos das línguas são misteriosos. É difícil precisar em que momento um grupo de pessoas deixa de se comunicar de uma forma para se comunicar de outra. Isso porque a transição de um sistema linguístico para outro raramente é abrupta, já que as línguas nascem da interação, da fusão e da troca. Frequentemente, várias línguas coexistem por longos períodos antes de emergirem como dominantes, embora esse domínio nunca seja permanente. A boa notícia é que os falantes de português terão uma visão privilegiada deste fantástico mundo de nascimentos, mortes e renascimentos. Em movimento sincrônico, quase astral, duas iniciativas abordam as misturas e confluências que resultaram na língua de Camões, mas também de Machado de Assis.


Vindo do lado de lá do Atlântico, acaba de aportar no Brasil o livro do filólogo português Fernando Venâncio. Assim nasce uma língua tem o mérito de refutar as visões puristas que defendem que o português nasceu no século 12, com a formação do reino de Portugal, descendendo diretamente da língua romana. Para o autor, a língua portuguesa teve uma origem muito mais prosaica, cerca de seis séculos antes, derivando do galego, língua falada por camponeses no noroeste da Península Ibérica. A conclusão, aparentemente simples, joga por terra o argumento xenófobo que por séculos inferiorizaram as variações faladas fora do território europeu: a ideia de que nossa língua nasceu com os portugueses. “O português considera a si mesmo como um ser único. Nas suas formas mais extremas, esta convicção chega a supor uma intervenção providencial. Portugal teria, e isso desde sempre, um povo, uma cultura, uma religião e, claro, uma língua própria”, disse o autor à Veja.


Como conceber, então, que um idioma igual ao português existisse antes mesmo de Portugal? “Nesse caso, os sentimentos se misturam”, pondera Venâncio. “Nós, portugueses, concebemos mal que o nosso idioma tenha sido engendrado fora do nosso território. E, efetivamente, toda a história do português acaba por ser a de um gradual distanciamento do galego”. Distância esta que o autor tenta, agora, encurtar trazendo esse passado que por muito tempo foi jogado para baixo do tapete e evidenciando as misturas incômodas e diversas que sempre constituíram a língua.


Ao analisar certas proximidades, porém, Venâncio não deixa de notar evidentes afastamentos. O livro conclui que esta língua está fadada a dividir-se em outros idiomas, como outrora aconteceu com os romanos. “A história do Português mostra que ele sabe se adaptar com facilidade. Ele superou as dores do crescimento e se apresenta de rosto renovado. Isto permite prever que brasileiros, africanos e portugueses continuarão a dispor de um idioma rico e dúctil, sem receio das variedades e mesmo das diferenças”, sintetiza o autor que lembra que a pouca consideração dada por Portugal à língua que vinha se constituindo no Brasil resultou em uma invejável liberdade criativa para os brasileiros que, enquanto povo, tiraram o máximo proveito disso.


Do lado de cá do Atlântico, as línguas se encontram. Se o português de Portugal se formou a partir do galego, foi no Brasil que ele encontrou seu âmago, misturando-se a outras formas de falar e constituir o mundo. Essas intersecções são abordadas na nova mostra temporária aberta no Museu da Língua Portuguesa, seguindo até janeiro de 2025. Chamada de Línguas Africanas que Fazem o Brasil, com curadoria do músico e filósofo baiano Tiganá Santana, a exposição se debruça menos sobre a língua de Camões e mais sobre o tempero de Machado de Assis. As sincronias entre Venâncio e Santana, porém, se evidenciam nos detalhes. Ambos repensam o apagamento das influências linguísticas que por muito tempo foram consideradas inferiores na formação do nosso vocabulário e mostram que todas as línguas só são possíveis a partir das misturas que as constituem. “É preciso lembrar sempre que Portugal não foi exclusivo por aqui. Se hoje temos uma língua brasileira é porque o Brasil constituiu sua própria dinâmica e, nessa dinâmica, os corpos pretos foram grandes difusores de um novo modo de fala”, sintetiza Santana.


“O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”, questionava José de Alencar no fim do século XIX. Dois séculos depois, Tiganá Santana e Fernando Venâncio parecem finalmente concluir que há beleza, mistura e riqueza em cada uma, à sua própria maneira e com seu próprio tempero.


(Adaptado de: MONITCHELE, M. Como nasce uma língua: exposição e livro questionam origens do português. Disponível em: . Acesso em: 2 jul. 2024.)

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o objetivo central do texto.
Alternativas
Q3910301 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Os nascimentos das línguas são misteriosos. É difícil precisar em que momento um grupo de pessoas deixa de se comunicar de uma forma para se comunicar de outra. Isso porque a transição de um sistema linguístico para outro raramente é abrupta, já que as línguas nascem da interação, da fusão e da troca. Frequentemente, várias línguas coexistem por longos períodos antes de emergirem como dominantes, embora esse domínio nunca seja permanente. A boa notícia é que os falantes de português terão uma visão privilegiada deste fantástico mundo de nascimentos, mortes e renascimentos. Em movimento sincrônico, quase astral, duas iniciativas abordam as misturas e confluências que resultaram na língua de Camões, mas também de Machado de Assis.


Vindo do lado de lá do Atlântico, acaba de aportar no Brasil o livro do filólogo português Fernando Venâncio. Assim nasce uma língua tem o mérito de refutar as visões puristas que defendem que o português nasceu no século 12, com a formação do reino de Portugal, descendendo diretamente da língua romana. Para o autor, a língua portuguesa teve uma origem muito mais prosaica, cerca de seis séculos antes, derivando do galego, língua falada por camponeses no noroeste da Península Ibérica. A conclusão, aparentemente simples, joga por terra o argumento xenófobo que por séculos inferiorizaram as variações faladas fora do território europeu: a ideia de que nossa língua nasceu com os portugueses. “O português considera a si mesmo como um ser único. Nas suas formas mais extremas, esta convicção chega a supor uma intervenção providencial. Portugal teria, e isso desde sempre, um povo, uma cultura, uma religião e, claro, uma língua própria”, disse o autor à Veja.


Como conceber, então, que um idioma igual ao português existisse antes mesmo de Portugal? “Nesse caso, os sentimentos se misturam”, pondera Venâncio. “Nós, portugueses, concebemos mal que o nosso idioma tenha sido engendrado fora do nosso território. E, efetivamente, toda a história do português acaba por ser a de um gradual distanciamento do galego”. Distância esta que o autor tenta, agora, encurtar trazendo esse passado que por muito tempo foi jogado para baixo do tapete e evidenciando as misturas incômodas e diversas que sempre constituíram a língua.


Ao analisar certas proximidades, porém, Venâncio não deixa de notar evidentes afastamentos. O livro conclui que esta língua está fadada a dividir-se em outros idiomas, como outrora aconteceu com os romanos. “A história do Português mostra que ele sabe se adaptar com facilidade. Ele superou as dores do crescimento e se apresenta de rosto renovado. Isto permite prever que brasileiros, africanos e portugueses continuarão a dispor de um idioma rico e dúctil, sem receio das variedades e mesmo das diferenças”, sintetiza o autor que lembra que a pouca consideração dada por Portugal à língua que vinha se constituindo no Brasil resultou em uma invejável liberdade criativa para os brasileiros que, enquanto povo, tiraram o máximo proveito disso.


Do lado de cá do Atlântico, as línguas se encontram. Se o português de Portugal se formou a partir do galego, foi no Brasil que ele encontrou seu âmago, misturando-se a outras formas de falar e constituir o mundo. Essas intersecções são abordadas na nova mostra temporária aberta no Museu da Língua Portuguesa, seguindo até janeiro de 2025. Chamada de Línguas Africanas que Fazem o Brasil, com curadoria do músico e filósofo baiano Tiganá Santana, a exposição se debruça menos sobre a língua de Camões e mais sobre o tempero de Machado de Assis. As sincronias entre Venâncio e Santana, porém, se evidenciam nos detalhes. Ambos repensam o apagamento das influências linguísticas que por muito tempo foram consideradas inferiores na formação do nosso vocabulário e mostram que todas as línguas só são possíveis a partir das misturas que as constituem. “É preciso lembrar sempre que Portugal não foi exclusivo por aqui. Se hoje temos uma língua brasileira é porque o Brasil constituiu sua própria dinâmica e, nessa dinâmica, os corpos pretos foram grandes difusores de um novo modo de fala”, sintetiza Santana.


“O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”, questionava José de Alencar no fim do século XIX. Dois séculos depois, Tiganá Santana e Fernando Venâncio parecem finalmente concluir que há beleza, mistura e riqueza em cada uma, à sua própria maneira e com seu próprio tempero.


(Adaptado de: MONITCHELE, M. Como nasce uma língua: exposição e livro questionam origens do português. Disponível em: . Acesso em: 2 jul. 2024.)

Sobre os recursos linguístico-semânticos utilizados no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. O termo “já que”, no primeiro parágrafo, foi utilizado para expressar a consequência das ações citadas nos enunciados anteriores.
II. As palavras “filólogo” e “filósofo”, empregadas para se referir ao português e ao brasileiro, respectivamente, têm sentidos antônimos.
III. A expressão idiomática “jogado para baixo do tapete”, pertencente à linguagem conotativa, faz remissão ao “passado” citado anteriormente.
IV. José de Alencar utiliza um jogo entre as palavras sinônimas “chupa” e “sorve”, referindo-se, respectivamente, ao Brasil e a Portugal.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3910302 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Os nascimentos das línguas são misteriosos. É difícil precisar em que momento um grupo de pessoas deixa de se comunicar de uma forma para se comunicar de outra. Isso porque a transição de um sistema linguístico para outro raramente é abrupta, já que as línguas nascem da interação, da fusão e da troca. Frequentemente, várias línguas coexistem por longos períodos antes de emergirem como dominantes, embora esse domínio nunca seja permanente. A boa notícia é que os falantes de português terão uma visão privilegiada deste fantástico mundo de nascimentos, mortes e renascimentos. Em movimento sincrônico, quase astral, duas iniciativas abordam as misturas e confluências que resultaram na língua de Camões, mas também de Machado de Assis.


Vindo do lado de lá do Atlântico, acaba de aportar no Brasil o livro do filólogo português Fernando Venâncio. Assim nasce uma língua tem o mérito de refutar as visões puristas que defendem que o português nasceu no século 12, com a formação do reino de Portugal, descendendo diretamente da língua romana. Para o autor, a língua portuguesa teve uma origem muito mais prosaica, cerca de seis séculos antes, derivando do galego, língua falada por camponeses no noroeste da Península Ibérica. A conclusão, aparentemente simples, joga por terra o argumento xenófobo que por séculos inferiorizaram as variações faladas fora do território europeu: a ideia de que nossa língua nasceu com os portugueses. “O português considera a si mesmo como um ser único. Nas suas formas mais extremas, esta convicção chega a supor uma intervenção providencial. Portugal teria, e isso desde sempre, um povo, uma cultura, uma religião e, claro, uma língua própria”, disse o autor à Veja.


Como conceber, então, que um idioma igual ao português existisse antes mesmo de Portugal? “Nesse caso, os sentimentos se misturam”, pondera Venâncio. “Nós, portugueses, concebemos mal que o nosso idioma tenha sido engendrado fora do nosso território. E, efetivamente, toda a história do português acaba por ser a de um gradual distanciamento do galego”. Distância esta que o autor tenta, agora, encurtar trazendo esse passado que por muito tempo foi jogado para baixo do tapete e evidenciando as misturas incômodas e diversas que sempre constituíram a língua.


Ao analisar certas proximidades, porém, Venâncio não deixa de notar evidentes afastamentos. O livro conclui que esta língua está fadada a dividir-se em outros idiomas, como outrora aconteceu com os romanos. “A história do Português mostra que ele sabe se adaptar com facilidade. Ele superou as dores do crescimento e se apresenta de rosto renovado. Isto permite prever que brasileiros, africanos e portugueses continuarão a dispor de um idioma rico e dúctil, sem receio das variedades e mesmo das diferenças”, sintetiza o autor que lembra que a pouca consideração dada por Portugal à língua que vinha se constituindo no Brasil resultou em uma invejável liberdade criativa para os brasileiros que, enquanto povo, tiraram o máximo proveito disso.


Do lado de cá do Atlântico, as línguas se encontram. Se o português de Portugal se formou a partir do galego, foi no Brasil que ele encontrou seu âmago, misturando-se a outras formas de falar e constituir o mundo. Essas intersecções são abordadas na nova mostra temporária aberta no Museu da Língua Portuguesa, seguindo até janeiro de 2025. Chamada de Línguas Africanas que Fazem o Brasil, com curadoria do músico e filósofo baiano Tiganá Santana, a exposição se debruça menos sobre a língua de Camões e mais sobre o tempero de Machado de Assis. As sincronias entre Venâncio e Santana, porém, se evidenciam nos detalhes. Ambos repensam o apagamento das influências linguísticas que por muito tempo foram consideradas inferiores na formação do nosso vocabulário e mostram que todas as línguas só são possíveis a partir das misturas que as constituem. “É preciso lembrar sempre que Portugal não foi exclusivo por aqui. Se hoje temos uma língua brasileira é porque o Brasil constituiu sua própria dinâmica e, nessa dinâmica, os corpos pretos foram grandes difusores de um novo modo de fala”, sintetiza Santana.


“O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”, questionava José de Alencar no fim do século XIX. Dois séculos depois, Tiganá Santana e Fernando Venâncio parecem finalmente concluir que há beleza, mistura e riqueza em cada uma, à sua própria maneira e com seu próprio tempero.


(Adaptado de: MONITCHELE, M. Como nasce uma língua: exposição e livro questionam origens do português. Disponível em: . Acesso em: 2 jul. 2024.)

Acerca do vocabulário empregado no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. O livro de Fernando Venâncio rejeita as visões ortodoxas sobre o nascimento do português, conforme sentido expresso no fragmento “refutar as visões puristas”.
II. O termo “xenófobo”, no segundo parágrafo, reforça a ideia de que o português brasileiro nasceu com os portugueses.
III. A expressão “corpos pretos”, usada na fala de Santana, carrega um tom pejorativo em relação ao povo africano.
IV. Na expressão “idioma rico e dúctil”, no quarto parágrafo, o termo “dúctil” reitera a ideia subsequente sobre variedades e diferenças na língua.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3910303 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Os nascimentos das línguas são misteriosos. É difícil precisar em que momento um grupo de pessoas deixa de se comunicar de uma forma para se comunicar de outra. Isso porque a transição de um sistema linguístico para outro raramente é abrupta, já que as línguas nascem da interação, da fusão e da troca. Frequentemente, várias línguas coexistem por longos períodos antes de emergirem como dominantes, embora esse domínio nunca seja permanente. A boa notícia é que os falantes de português terão uma visão privilegiada deste fantástico mundo de nascimentos, mortes e renascimentos. Em movimento sincrônico, quase astral, duas iniciativas abordam as misturas e confluências que resultaram na língua de Camões, mas também de Machado de Assis.


Vindo do lado de lá do Atlântico, acaba de aportar no Brasil o livro do filólogo português Fernando Venâncio. Assim nasce uma língua tem o mérito de refutar as visões puristas que defendem que o português nasceu no século 12, com a formação do reino de Portugal, descendendo diretamente da língua romana. Para o autor, a língua portuguesa teve uma origem muito mais prosaica, cerca de seis séculos antes, derivando do galego, língua falada por camponeses no noroeste da Península Ibérica. A conclusão, aparentemente simples, joga por terra o argumento xenófobo que por séculos inferiorizaram as variações faladas fora do território europeu: a ideia de que nossa língua nasceu com os portugueses. “O português considera a si mesmo como um ser único. Nas suas formas mais extremas, esta convicção chega a supor uma intervenção providencial. Portugal teria, e isso desde sempre, um povo, uma cultura, uma religião e, claro, uma língua própria”, disse o autor à Veja.


Como conceber, então, que um idioma igual ao português existisse antes mesmo de Portugal? “Nesse caso, os sentimentos se misturam”, pondera Venâncio. “Nós, portugueses, concebemos mal que o nosso idioma tenha sido engendrado fora do nosso território. E, efetivamente, toda a história do português acaba por ser a de um gradual distanciamento do galego”. Distância esta que o autor tenta, agora, encurtar trazendo esse passado que por muito tempo foi jogado para baixo do tapete e evidenciando as misturas incômodas e diversas que sempre constituíram a língua.


Ao analisar certas proximidades, porém, Venâncio não deixa de notar evidentes afastamentos. O livro conclui que esta língua está fadada a dividir-se em outros idiomas, como outrora aconteceu com os romanos. “A história do Português mostra que ele sabe se adaptar com facilidade. Ele superou as dores do crescimento e se apresenta de rosto renovado. Isto permite prever que brasileiros, africanos e portugueses continuarão a dispor de um idioma rico e dúctil, sem receio das variedades e mesmo das diferenças”, sintetiza o autor que lembra que a pouca consideração dada por Portugal à língua que vinha se constituindo no Brasil resultou em uma invejável liberdade criativa para os brasileiros que, enquanto povo, tiraram o máximo proveito disso.


Do lado de cá do Atlântico, as línguas se encontram. Se o português de Portugal se formou a partir do galego, foi no Brasil que ele encontrou seu âmago, misturando-se a outras formas de falar e constituir o mundo. Essas intersecções são abordadas na nova mostra temporária aberta no Museu da Língua Portuguesa, seguindo até janeiro de 2025. Chamada de Línguas Africanas que Fazem o Brasil, com curadoria do músico e filósofo baiano Tiganá Santana, a exposição se debruça menos sobre a língua de Camões e mais sobre o tempero de Machado de Assis. As sincronias entre Venâncio e Santana, porém, se evidenciam nos detalhes. Ambos repensam o apagamento das influências linguísticas que por muito tempo foram consideradas inferiores na formação do nosso vocabulário e mostram que todas as línguas só são possíveis a partir das misturas que as constituem. “É preciso lembrar sempre que Portugal não foi exclusivo por aqui. Se hoje temos uma língua brasileira é porque o Brasil constituiu sua própria dinâmica e, nessa dinâmica, os corpos pretos foram grandes difusores de um novo modo de fala”, sintetiza Santana.


“O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”, questionava José de Alencar no fim do século XIX. Dois séculos depois, Tiganá Santana e Fernando Venâncio parecem finalmente concluir que há beleza, mistura e riqueza em cada uma, à sua própria maneira e com seu próprio tempero.


(Adaptado de: MONITCHELE, M. Como nasce uma língua: exposição e livro questionam origens do português. Disponível em: . Acesso em: 2 jul. 2024.)

Sobre os recursos argumentativos empregados no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3910304 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Os nascimentos das línguas são misteriosos. É difícil precisar em que momento um grupo de pessoas deixa de se comunicar de uma forma para se comunicar de outra. Isso porque a transição de um sistema linguístico para outro raramente é abrupta, já que as línguas nascem da interação, da fusão e da troca. Frequentemente, várias línguas coexistem por longos períodos antes de emergirem como dominantes, embora esse domínio nunca seja permanente. A boa notícia é que os falantes de português terão uma visão privilegiada deste fantástico mundo de nascimentos, mortes e renascimentos. Em movimento sincrônico, quase astral, duas iniciativas abordam as misturas e confluências que resultaram na língua de Camões, mas também de Machado de Assis.


Vindo do lado de lá do Atlântico, acaba de aportar no Brasil o livro do filólogo português Fernando Venâncio. Assim nasce uma língua tem o mérito de refutar as visões puristas que defendem que o português nasceu no século 12, com a formação do reino de Portugal, descendendo diretamente da língua romana. Para o autor, a língua portuguesa teve uma origem muito mais prosaica, cerca de seis séculos antes, derivando do galego, língua falada por camponeses no noroeste da Península Ibérica. A conclusão, aparentemente simples, joga por terra o argumento xenófobo que por séculos inferiorizaram as variações faladas fora do território europeu: a ideia de que nossa língua nasceu com os portugueses. “O português considera a si mesmo como um ser único. Nas suas formas mais extremas, esta convicção chega a supor uma intervenção providencial. Portugal teria, e isso desde sempre, um povo, uma cultura, uma religião e, claro, uma língua própria”, disse o autor à Veja.


Como conceber, então, que um idioma igual ao português existisse antes mesmo de Portugal? “Nesse caso, os sentimentos se misturam”, pondera Venâncio. “Nós, portugueses, concebemos mal que o nosso idioma tenha sido engendrado fora do nosso território. E, efetivamente, toda a história do português acaba por ser a de um gradual distanciamento do galego”. Distância esta que o autor tenta, agora, encurtar trazendo esse passado que por muito tempo foi jogado para baixo do tapete e evidenciando as misturas incômodas e diversas que sempre constituíram a língua.


Ao analisar certas proximidades, porém, Venâncio não deixa de notar evidentes afastamentos. O livro conclui que esta língua está fadada a dividir-se em outros idiomas, como outrora aconteceu com os romanos. “A história do Português mostra que ele sabe se adaptar com facilidade. Ele superou as dores do crescimento e se apresenta de rosto renovado. Isto permite prever que brasileiros, africanos e portugueses continuarão a dispor de um idioma rico e dúctil, sem receio das variedades e mesmo das diferenças”, sintetiza o autor que lembra que a pouca consideração dada por Portugal à língua que vinha se constituindo no Brasil resultou em uma invejável liberdade criativa para os brasileiros que, enquanto povo, tiraram o máximo proveito disso.


Do lado de cá do Atlântico, as línguas se encontram. Se o português de Portugal se formou a partir do galego, foi no Brasil que ele encontrou seu âmago, misturando-se a outras formas de falar e constituir o mundo. Essas intersecções são abordadas na nova mostra temporária aberta no Museu da Língua Portuguesa, seguindo até janeiro de 2025. Chamada de Línguas Africanas que Fazem o Brasil, com curadoria do músico e filósofo baiano Tiganá Santana, a exposição se debruça menos sobre a língua de Camões e mais sobre o tempero de Machado de Assis. As sincronias entre Venâncio e Santana, porém, se evidenciam nos detalhes. Ambos repensam o apagamento das influências linguísticas que por muito tempo foram consideradas inferiores na formação do nosso vocabulário e mostram que todas as línguas só são possíveis a partir das misturas que as constituem. “É preciso lembrar sempre que Portugal não foi exclusivo por aqui. Se hoje temos uma língua brasileira é porque o Brasil constituiu sua própria dinâmica e, nessa dinâmica, os corpos pretos foram grandes difusores de um novo modo de fala”, sintetiza Santana.


“O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”, questionava José de Alencar no fim do século XIX. Dois séculos depois, Tiganá Santana e Fernando Venâncio parecem finalmente concluir que há beleza, mistura e riqueza em cada uma, à sua própria maneira e com seu próprio tempero.


(Adaptado de: MONITCHELE, M. Como nasce uma língua: exposição e livro questionam origens do português. Disponível em: . Acesso em: 2 jul. 2024.)

Em relação à sintaxe e à composição dos períodos “Nós, portugueses, concebemos mal que o nosso idioma tenha sido engendrado fora do nosso território. E, efetivamente, toda a história do português acaba por ser a de um gradual distanciamento do galego”, considere as afirmativas a seguir.
I. Na fala de Fernando Venâncio, há marcas do português europeu, como o uso da locução verbal “acaba por ser”, comumente utilizada no Brasil por meio do gerúndio “acaba sendo”.
II. A palavra “engendrado” concorda com seu antecedente “idioma” desempenhando a função de adjetivo.
III. O termo “portugueses”, separado por vírgulas, indica um vocativo e agrega o sujeito “Nós”, concordando com a sequência da oração.
IV. A conjunção “E”, que introduz o segundo período, funciona na sintaxe do português europeu de modo distinto à norma do português brasileiro.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3910305 Literatura
Leia o poema Nota Social, de Carlos Drumond de Andrade, a seguir e responda à questão.

O poeta chega na estação.
O poeta desembarca.
O poeta toma um auto.
O poeta vai para o hotel.
E enquanto ele faz isso
como qualquer homem da terra,
uma ovação o persegue
feito vaia.
Bandeirolas
abrem alas.
Bandas de música. Foguetes.
Discursos. Povo de chapéu de palha.
Máquinas fotográficas assestadas.
Automóveis imóveis.
Bravos...
O poeta está melancólico.

Numa árvore do passeio público
(melhoramento da atual administração)
árvore gorda, prisioneira
de anúncios coloridos,
árvore banal, árvore que ninguém vê
canta uma cigarra.
Canta uma cigarra que ninguém ouve
um hino que ninguém aplaude.
Canta, no sol danado.
O poeta entra no elevador
o poeta sobe
o poeta fecha-se no quarto.
O poeta está melancólico.

(ANDRADE, C. D. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, p.43.)
Com base no texto, e nos conhecimentos sobre o modernismo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3910306 Português
Leia o poema Nota Social, de Carlos Drumond de Andrade, a seguir e responda à questão.

O poeta chega na estação.
O poeta desembarca.
O poeta toma um auto.
O poeta vai para o hotel.
E enquanto ele faz isso
como qualquer homem da terra,
uma ovação o persegue
feito vaia.
Bandeirolas
abrem alas.
Bandas de música. Foguetes.
Discursos. Povo de chapéu de palha.
Máquinas fotográficas assestadas.
Automóveis imóveis.
Bravos...
O poeta está melancólico.

Numa árvore do passeio público
(melhoramento da atual administração)
árvore gorda, prisioneira
de anúncios coloridos,
árvore banal, árvore que ninguém vê
canta uma cigarra.
Canta uma cigarra que ninguém ouve
um hino que ninguém aplaude.
Canta, no sol danado.
O poeta entra no elevador
o poeta sobe
o poeta fecha-se no quarto.
O poeta está melancólico.

(ANDRADE, C. D. Alguma poesia. São Paulo: Companhia das Letras, p.43.)
Com base no poema “Nota social”, de Carlos Drummond de Andrade, considere as afirmativas a seguir.
I. O verso “(melhoramento da atual administração)” mostra como o poeta enaltece as obras construídas pelo poder público.
II. Ocorre uma identificação entre o poeta e a natureza, uma vez que ele passa despercebido pela multidão.
III. Observa-se a relação conflituosa entre o poeta e a vida moderna, caracterizada pelos automóveis, as máquinas fotográficas e a estação.
IV. Observa-se o contraste entre a melancolia e a solidão do poeta e o alegre entusiasmo do seu entorno, com bandas, música, foguetes e anúncios coloridos.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3910307 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão. 


— Fui contra a indicação. Desse americano — atalhou o Secretário num tom suave mas infeliz. — Os ratos são nossos, as soluções têm que ser nossas. Por que botar todo mundo a par das nossas mazelas? Das nossas deficiências? Devíamos só mostrar o lado positivo não apenas da sociedade mas da nossa família. De nós mesmos — acrescentou apontando para o pé em cima da almofada. — Por que não apareci ainda, por quê? Porque simplesmente não quero que me vejam indisposto, de pé inchado, mancando. Amanhã calço o sapato para a instalação, de bom grado faço esse sacrifício. O senhor, que é um candidato em potencial, desde cedo precisa ir aprendendo essas coisas, moço. Mostrar só o lado positivo, só o que pode nos enaltecer. Esconder nossos chinelos.


[...]


Bueno, é do conhecimento de Vossa Excelência que causou espécie o fato de termos escolhido este local. Por que instalar o VII Seminário dos Roedores numa casa de campo, completamente isolada? Essa a primeira indagação geral. A segunda é que gastamos demais para tornar esta mansão habitável, um desperdício quando podíamos dispor de outros locais já prontos. O noticiarista de um vespertino, marquei bem a cara dele, Excelência, esse chegou a ser insolente quando rosnou que tem tanto edifício em disponibilidade, que as implosões até já se multiplicam para corrigir o excesso. E nós gastando milhões para restaurar esta ruína... O Secretário passou o lenço na calva e procurou se sentar mais confortavelmente. Começou um gesto que não se completou. — Gastando milhões? Bilhões estão consumindo esses demônios, por acaso ele ignora as estatísticas? Estou apostando como é da esquerda, estou apostando. Ou então, amigo dos ratos. Enfim, não tem importância, prossiga por favor.


(TELLES, L. F. Seminários dos ratos. 8.ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p.155-156.)

Com base no conto “Seminário dos ratos”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3910308 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão. 


— Fui contra a indicação. Desse americano — atalhou o Secretário num tom suave mas infeliz. — Os ratos são nossos, as soluções têm que ser nossas. Por que botar todo mundo a par das nossas mazelas? Das nossas deficiências? Devíamos só mostrar o lado positivo não apenas da sociedade mas da nossa família. De nós mesmos — acrescentou apontando para o pé em cima da almofada. — Por que não apareci ainda, por quê? Porque simplesmente não quero que me vejam indisposto, de pé inchado, mancando. Amanhã calço o sapato para a instalação, de bom grado faço esse sacrifício. O senhor, que é um candidato em potencial, desde cedo precisa ir aprendendo essas coisas, moço. Mostrar só o lado positivo, só o que pode nos enaltecer. Esconder nossos chinelos.


[...]


Bueno, é do conhecimento de Vossa Excelência que causou espécie o fato de termos escolhido este local. Por que instalar o VII Seminário dos Roedores numa casa de campo, completamente isolada? Essa a primeira indagação geral. A segunda é que gastamos demais para tornar esta mansão habitável, um desperdício quando podíamos dispor de outros locais já prontos. O noticiarista de um vespertino, marquei bem a cara dele, Excelência, esse chegou a ser insolente quando rosnou que tem tanto edifício em disponibilidade, que as implosões até já se multiplicam para corrigir o excesso. E nós gastando milhões para restaurar esta ruína... O Secretário passou o lenço na calva e procurou se sentar mais confortavelmente. Começou um gesto que não se completou. — Gastando milhões? Bilhões estão consumindo esses demônios, por acaso ele ignora as estatísticas? Estou apostando como é da esquerda, estou apostando. Ou então, amigo dos ratos. Enfim, não tem importância, prossiga por favor.


(TELLES, L. F. Seminários dos ratos. 8.ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p.155-156.)

Com base no texto e no livro “Seminário dos ratos”, de Lygia Fagundes Telles, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3910309 Português
Leia o poema a seguir.
Modinha
Tuas palavras antigas deixei-as todas, deixei-as, junto com as minhas cantigas, desenhadas nas areias.
Tantos sóis e tantas luas brilharam sobre essas linhas, das cantigas – que eram tuas – das palavras – que eram minhas!
O mar, de língua sonora, sabe o presente e o passado. Canta o que é meu, vai-se embora: que o resto é pouco e apagado.
(MEIRELES, C. Os melhores poemas de Cecília Meireles. 14.ed. São Paulo: Global, 2002. p.42.)
Com base nesse poema, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3910310 Português

Leia os quadrinhos a seguir e responda à questão. 


Captura_de tela 2026-03-03 221440.png (327×475)


(PICH, E.; KUNZ, J. WAR.AND.PEAS. Beyond Time and Space. 23 jun. 2024. Disponível em: . Acesso em: 1 ago. 2024.)

Sobre a história em quadrinhos, considere as afirmativas a seguir.
I. A confusão do peixe é causada por sua incapacidade de relatar as lembranças do mundo exterior ao outro peixe no aquário.
II. A conversa sugere que, apesar de sua curiosidade, o peixe está limitado pelo aquário, que o impede de explorar o mundo.
III. Há um contraste cômico criado pela situação inesperada, em que um ser confinado reflete sobre um mundo totalmente fora de seu alcance.
IV. O efeito de humor do quadrinho se apoia na contradição entre o complexo pensamento filosófico do peixe e o fato de esquecê-lo imediatamente.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3910311 Inglês

Leia os quadrinhos a seguir e responda à questão. 


Captura_de tela 2026-03-03 221440.png (327×475)


(PICH, E.; KUNZ, J. WAR.AND.PEAS. Beyond Time and Space. 23 jun. 2024. Disponível em: . Acesso em: 1 ago. 2024.)

Sobre os elementos linguísticos presentes na história em quadrinhos, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) No quadro 1, a palavra “fishbowl” é usada tanto no sentido literal como no metafórico, representando tanto o ambiente físico do peixe como as limitações do conhecimento e de perspectiva.
( ) No quadro 1, a palavra “beyond” é um auxiliar necessário para a construção gramatical da pergunta, porém é irrelevante para o sentido da frase.
( ) No quadro 2, a linguagem utilizada é formal e remete a discursos poéticos ou filosóficos decorrentes da escolha de palavras, como, por exemplo, “hidden lands”, “dwell” e “realm”.
( ) No quadro 3, o uso das palavras “secrets” and “wonders”, em referência a “world”, expressa o temor do peixe em se aventurar pelo mundo.
( ) No quadro 4, há uma quebra do tom filosófico reflexivo provocado pela frase final, cuja estrutura é simples e coloquial.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Alternativas
Q3910312 Inglês

Leia os quadrinhos a seguir e responda à questão. 


Captura_de tela 2026-03-03 221440.png (327×475)


(PICH, E.; KUNZ, J. WAR.AND.PEAS. Beyond Time and Space. 23 jun. 2024. Disponível em: . Acesso em: 1 ago. 2024.)

Sobre o comentário “Is this the modern brain?”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3910313 Inglês

Leia o texto a seguir e responda à questão.


2.png (538×309)


The Emily Dickinson Museum’s Annual Tell


It Slant Poetry Festival is an event with international reach that celebrates Emily Dickinson’s poetic legacy and the contemporary creativity she and her work continues to inspire from the place she called home.


The Festival is named for Dickinson’s poem, “Tell all the truth but tell it slant,” emphasizing the revolutionary power of poetry to shift our perspective and reveal new truths. Festival organizers are focused on presenting established and emerging poets who represent the diversity of the contemporary poetry landscape and to building community by introducing poetry to public spaces.


This year’s program features workshops, panels, and readings, by a diverse and talented group of poets from around the world. The cornerstone of the Festival, the Emily Dickinson Poetry Marathon, is an epic reading of all 1,789 of Emily Dickinson’s poems.


To follow along with the Emily Dickinson Poetry Marathon, get your copy of the Franklin edition from the Emily Dickinson Museum Shop.


The annual event attracts a diverse audience of Dickinson fans and poetry lovers, including students, educators, aspiring writers, and those who are new to poetry and literary events. Past Festival headliners have included Marilyn Nelson, Abigail Chabitnoy, Tracy K. Smith, Tiana Clark, Tess Taylor, Ada Limón, Jericho Brown, Franny Choi, Aimee Nezhukumatathil, Paisley Rekdal, Adrian Matejka, Kaveh Akbar, and Ocean Vuong.


Support The Tell It Slant Poetry Festival:


Admission to all Poetry Festival events is free-made possible by contributions from Museum supporters. Please consider making a donation of any size during the registration process or anytime on the Museum’s website.


(Adaptado de: Tell It Slant Poetry Festival 2024 Schedule. In: Emily Dickinson Museum (online) – Programs. (sem data). Disponível em: . Acesso em: 14 ago. 2024.)

Sobre os elementos linguísticos presentes no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3910314 Inglês

Leia o texto a seguir e responda à questão.


2.png (538×309)


The Emily Dickinson Museum’s Annual Tell


It Slant Poetry Festival is an event with international reach that celebrates Emily Dickinson’s poetic legacy and the contemporary creativity she and her work continues to inspire from the place she called home.


The Festival is named for Dickinson’s poem, “Tell all the truth but tell it slant,” emphasizing the revolutionary power of poetry to shift our perspective and reveal new truths. Festival organizers are focused on presenting established and emerging poets who represent the diversity of the contemporary poetry landscape and to building community by introducing poetry to public spaces.


This year’s program features workshops, panels, and readings, by a diverse and talented group of poets from around the world. The cornerstone of the Festival, the Emily Dickinson Poetry Marathon, is an epic reading of all 1,789 of Emily Dickinson’s poems.


To follow along with the Emily Dickinson Poetry Marathon, get your copy of the Franklin edition from the Emily Dickinson Museum Shop.


The annual event attracts a diverse audience of Dickinson fans and poetry lovers, including students, educators, aspiring writers, and those who are new to poetry and literary events. Past Festival headliners have included Marilyn Nelson, Abigail Chabitnoy, Tracy K. Smith, Tiana Clark, Tess Taylor, Ada Limón, Jericho Brown, Franny Choi, Aimee Nezhukumatathil, Paisley Rekdal, Adrian Matejka, Kaveh Akbar, and Ocean Vuong.


Support The Tell It Slant Poetry Festival:


Admission to all Poetry Festival events is free-made possible by contributions from Museum supporters. Please consider making a donation of any size during the registration process or anytime on the Museum’s website.


(Adaptado de: Tell It Slant Poetry Festival 2024 Schedule. In: Emily Dickinson Museum (online) – Programs. (sem data). Disponível em: . Acesso em: 14 ago. 2024.)

Em relação ao evento descrito no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. A gratuidade de participação no evento é garantida pelas doações feitas ao museu por patrocinadores.
II. O Emily Dickinson Poetry Marathon é considerado o evento principal do Festival, com a leitura de todos os poemas da autora.
III. O Festival celebra tanto a herança poética de Emily Dickinson quanto a inspiração que sua obra continua fornecendo.
IV. O requisito para participar do evento é a aquisição do livro de poemas de Franklin na loja do Museu.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3910315 Artes Visuais

Analise a imagem a seguir. 


16.png (263×189)


(Casas na Praia (Itanhaém), 1949. Alfredo Volpi. Têmpera sobre tela, c.i.e. 46,10 cm x 64,80 cm. Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. Doação Theon Spanudis.)


Sobre a pintura “Casas na Praia”, de Alfredo Volpi (1898-1988), considere as afirmativas a seguir.


I. O artista elimina a ilusão de profundidade com a simplificação e a geometrização das formas, que são marcas registradas de suas pinturas.


II. Ao usar a têmpera a ovo, com suas características de cobertura e transparências irregulares, o artista simula a ação do tempo sobre as superfícies.


III. Aplicando perspectivas intuitivas e usando planos regulares de cor, o artista cria composições que anulam a ilusão de profundidade.


IV. As passagens de tons reproduzem estados de consciência, lição aprendida com os pintores expressionistas.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3910316 Artes Visuais
Sobre a música, a dança, as artes visuais e o teatro, relacione as manifestações artísticas, na coluna da esquerda, com seus elementos estruturantes correspondentes, na coluna da direita.
(I) Rock, jazz, hip-hop. (II) Natureza morta, paisagem, retrato. (III) Drama, musical, comédia. (IV) Hip-hop, ballet, jazz.
(A) Salto, giro, direção.  (B) Espaço, linha, forma. (C) Ritmo, melodia, harmonia.  (D) Figurino, iluminação, cenografia.
Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Alternativas
Q3910317 Artes Visuais
Sobre os ready mades, desenvolvidos pelo artista francês Marcel Duchamp (1887-1968), a partir de 1913, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) São constituídos a partir de objetos encontrados prontos, sem tradição como materiais artísticos.
( ) São considerados exemplos de arte cinética pelos mecanismos geradores de movimento que apresentam.
( ) Associam os objetos de forma incomum para constituir significados e percepções inesperadas.
( ) Levados ao ateliê, são usados como modelo para pinturas, na elaboração de naturezas mortas.
( ) Deram origem à multiplicidade de procedimentos artísticos que definiram a arte contemporânea.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Alternativas
Q3910318 Artes Visuais

Analise as imagens a seguir.


19.png (414×167)


(Flávio de Carvalho. Série Trágica. 1947. Carvão sobre papel. 70,00 cm x 50,00 cm. Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.)


Sobre o movimento expressionista europeu, do qual Flávio de Carvalho se aproxima com a Série trágica, considere as afirmativas a seguir.


I. Os artistas se interessavam por deformações que representassem dores e conflitos internos.


II. Seus representantes criam imagens de impacto que buscam efeitos psicológicos fortes.


III. Há livre figuração, sem referência ao mundo visível, representando manifestações do inconsciente.


IV. A ingenuidade e o autodidatismo dos artistas resultaram em imagens que evidenciam o desejo de pureza.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3910319 Artes Visuais
Maria Martins (1894-1973) foi uma artista brasileira à frente de seu tempo. Desligada do projeto de desenvolver uma “arte brasileira”; desenvolveu esculturas compostas de figuras com qualidades psíquicas, materializando sombras e corpos disformes em situações dramáticas e narrativas pouco comuns com aspectos inacessíveis, misteriosos. A imagem ao lado representa uma de suas obras. Com base nos conhecimentos sobre História da Arte, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o movimento artístico e suas características no qual a arte de Maria Martins pode ser identificada.
20.png (138×249)
Alternativas
Respostas
1: E
2: C
3: B
4: D
5: A
6: A
7: C
8: X
9: E
10: D
11: C
12: B
13: E
14: A
15: D
16: D
17: D
18: B
19: A
20: C